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Guia do concurso · DPE SP

Concurso DPE SP: o que não muda a cada edital

O concurso da DPE SP seleciona Defensor Público do Estado de São Paulo. Não é o concurso de analista, nem o de servidor da Defensoria, são certames diferentes, com prova diferente.

E a estrutura do concurso de defensor se repete edição após edição: três fases eliminatórias mais a avaliação de títulos, e sem prova de tribuna.

edital do concurso de defensor público de São Paulo aberto e marcado a marca-texto sobre uma mesa de estudo

Michelle Tonon, Defensora Pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria da CP Iuris, percorreu essa estrutura ao analisar o edital da DPE SP em dezembro de 2022, e, falando ali como defensora em exercício, ancorou a prova nas matérias que são realmente aquelas com as quais nós lidamos todos os dias na prática para solucionar os problemas de tantas e tantas pessoas que nos procuram.

É só dessa parte durável que a gente trata aqui: quem pode se inscrever, as etapas na ordem em que acontecem, o desenho de cada prova, o que São Paulo cobra que outras Defensorias não cobram, e como estudar por isso.

O que esta página carrega
os requisitos de ingresso, a ordem e o caráter das etapas, o formato observado da objetiva, as disciplinas e o peso delas, o padrão da formação humanística e o método de estudo.
O que fica com o edital do órgão
a contagem de vagas, os percentuais de reserva, as datas de inscrição e de prova, a empresa contratada para operacionalizar e o valor do subsídio.

Onde a gente não tem fonte que possa ser conferida, a gente diz que não tem e mostra o documento certo. Não preenche com número de portal.

Quem elabora a prova da DPE SP?

A prova da DPE SP é feita pela própria Defensoria. A organizadora contratada entra com o apoio operacional, não com a elaboração das questões.

É a correção mais importante que a gente tem para fazer ao que circula sobre este concurso, e ela muda o que você estuda. Michelle Tonon, Defensora Pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria da CP Iuris, explicou o mecanismo ao analisar o edital da DPE SP em dezembro de 2022:

"A FCC, a Fundação Carlos Chagas, vai prestar o apoio operacional. Então, vai operacionalizar. Mas, tirando esse apoio operacional, a prova vai ser toda feita pela defensoria."
— Michelle Tonon, Defensora Pública do DF e coordenadora dos cursos de Defensoria da CP Iuris, em dezembro de 2022

Prova elaborada pela própria instituição, seguiu Michelle Tonon na mesma análise, isso quer dizer que o perfil da prova vai ser um perfil bem específico, aquela prova que a gente diz é com perfil defensorial muito claro. Então, vai buscar selecionar os candidatos que estão estudando para a defensoria, que conhecem a doutrina específica da defensoria, que conhecem as teses da defensoria. Os examinadores, Michelle Tonon registra em seguida, são defensores públicos, cada um com o seu perfil.

Em fevereiro de 2019, Michelle Tonon descrevia um padrão que tinha mapeado até ali: uma mesma organizadora aparecia em vários concursos de Defensoria e também de Ministério Público, e a gente percebe as tendências claras da banca examinadora. Mas recorrência de organizadora não é autoria de prova.

Qual empresa está contratada agora, isso a gente não afirma. Está no edital vigente.
Vídeo: análise do edital do concurso de defensor público da DPE SP Assistir no YouTube

Análise do edital da DPE SP, com a professora Michelle Tonon, em dezembro de 2022. Abrir no canal da CP Iuris.

Quem pode prestar o concurso de defensor?

Para se inscrever no concurso de Defensor Público de São Paulo você precisa cumprir cinco requisitos legais. Michelle Tonon leu o rol fechado deles no edital da DPE SP, em dezembro de 2022:

ser brasileiro ou português;
ser bacharel em Direito;
estar em dia com as obrigações militares;
estar no gozo dos direitos políticos;
comprovar três anos de atividade jurídica.

O último item é o que barra a inscrição de quem se formou há pouco, e ele tem duas respostas concretas.

Três anos, contados da colação de grau. Ao ler o item de requisitos no edital da DPE SP, em dezembro de 2022, Michelle Tonon marcou o começo da contagem e o que fica de fora dela: é depois da colação de grau, não conta o período em que você fez estágios.

O que conta como atividade jurídica, na mesma leitura dela, são atividades privativas de bacharel em direito, atividade como professor, e aí conta também a pós-graduação devidamente certificada, em curso autorizado pelo MEC.

E quem ainda não fechou o triênio não está automaticamente fora: Michelle Tonon orientou, em dezembro de 2022, prestar assim mesmo, porque você pode adquirir os três anos de prática ao longo da vigência do concurso. Foi a leitura dela naquela data, não uma regra permanente.

A régua fechada, item a item, é do próprio edital: se você tem dúvidas sobre o tempo de atividade jurídica, você tem que consultar lá, no item de requisitos, mandou Michelle Tonon antes de qualquer contagem de tempo, e a gente manda também.

Quais são as etapas do concurso?

As etapas do concurso da DPE SP vêm nesta ordem: prova escrita objetiva, depois duas provas escritas dissertativas, a segunda e a terceira do certame, aplicadas em dias distintos, depois a prova oral e, por fim, a avaliação de títulos.

Michelle Tonon foi literal sobre o caráter de cada uma ao percorrer o edital da DPE SP em dezembro de 2022: da objetiva à oral, essas etapas são classificatórias e eliminatórias, e depois avaliação de títulos. "São as três fases eliminatórias, escrita objetiva, escrita e oral." A avaliação de títulos, que fecha a sequência, só classifica.

Prova escrita objetiva
primeira fase, classificatória e eliminatória.
Primeira prova escrita dissertativa
segunda prova do certame, classificatória e eliminatória.
Segunda prova escrita dissertativa
terceira prova do certame, aplicada em dia distinto da anterior.
Prova oral
fecha as três fases eliminatórias.
Avaliação de títulos
encerra a sequência e só classifica.

Por isso você vai encontrar essa mesma estrutura contada de dois jeitos, e os dois estão certos: os portais falam em cinco etapas, porque contam as duas dissertativas separadamente, e Michelle Tonon fala em três fases eliminatórias mais a avaliação de títulos. É a mesma sequência sob duas convenções de contagem.

Michelle Tonon registrou, na análise do edital da DPE SP em dezembro de 2022, o traço que separa São Paulo de outras Defensorias: a DPE SP não tem prova de tribuna.

Para passar da objetiva não basta o acerto mínimo: existe também um corte por posição, com os empatados na última colocação aproveitados. O mecanismo se repete; os números concretos são do edital de cada edição.

Como é a prova objetiva?

A primeira fase da DPE SP vem sendo montada com 88 questões de múltipla escolha, cinco alternativas cada, para resolver em quatro horas e meia.

Padrão observado da primeira fase
88 questões · 4h30
padrão observado em duas descrições separadas por quase quatro anos

Esse é o item mais bem sustentado deste guia. Duas pessoas diferentes descreveram o mesmo desenho ao tratar de certames distintos deste órgão, com quase quatro anos entre uma fala e outra: Samer Agi, cofundador da CP Iuris, em fevereiro de 2019, e Michelle Tonon em dezembro de 2022.

Ele também mostra por que a gente escreve padrão observado em vez de regra. O próprio Samer Agi registra que o órgão já veio de 100 questões e que, ao cortar o número, cortou também o tempo:

"Quer dizer, eles diminuíram o número de questões, mas também diminuíram o tempo que você tem para resolver essas questões."
— Samer Agi, cofundador da CP Iuris, em fevereiro de 2019

E Samer Agi lê a mudança como positiva: a prova pode ser um pouco mais leve, porque sair de casa para fazer 88 questões é mais leve do que sair de casa para fazer 100 questões, então você vai lá, você faz a prova, depois sai da prova e descansa.

O número da próxima edição está no edital dela.

O que a prova de São Paulo cobra?

A prova da DPE SP cobra o bloco padrão das Defensorias, mais duas disciplinas que nem toda Defensoria traz. Michelle Tonon leu as duas listas no edital, em dezembro de 2022:

Tronco comum das carreiras jurídicas

  • constitucional;
  • administrativo;
  • tributário, que São Paulo também cobra;
  • penal e processo penal;
  • civil e processo civil;
  • empresarial.

Específico da Defensoria

  • difusos e coletivos;
  • Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • direitos humanos;
  • princípios e atribuições institucionais da Defensoria Pública do Estado;
  • filosofia e sociologia.

O que muda a preparação é o peso. Michelle Tonon foi direta em fevereiro de 2019:

"Na DPE de São Paulo, estatuto da criança adolescente, a filosofia e a sociologia estão com exatamente o mesmo peso dessas matérias grandes."
— Michelle Tonon, Defensora Pública do DF e coordenadora dos cursos de Defensoria da CP Iuris, em fevereiro de 2019

Some a isso a estimativa de Samer Agi, na mesma conversa de fevereiro de 2019: a defensoria pública destoou um pouco, porque como cobra princípios e atribuições funcionais ou direitos humanos com maior relevância, filosofia do direito, sociologia jurídica, ela vai cobrar, quer dizer, você tem praticamente um terço da prova que é de especialidade da defensoria pública. A conta de estudo muda de forma.

Como caem filosofia e sociologia?

Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica caem na DPE SP com peso de matéria grande, e a forma de estudá-las tem um padrão que se repete.

Juliano Alves, professor dessas duas disciplinas na CP Iuris, formulou esse padrão em fevereiro de 2019 melhor do que qualquer edital:

"o Foucault é o queridinho da defensoria pública, sempre o Foucault está lá, exceto quando a defensoria pública tende a copiar o edital de formação humanística da magistratura."
— Juliano Alves, professor de Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica da CP Iuris, em fevereiro de 2019

Na mesma fala, Juliano Alves nomeia o que não é durável: a obra escolhida muda de uma edição para a outra, e mudou naquele edital. É o modelo exato do que esta página carrega e do que ela recusa. O autor volta, o livro troca.

E a cobrança é concreta, não decorativa. Em fevereiro de 2019, Juliano Alves contava que uma prova daquele período tinha ido direto ao ponto: a tornozeleira eletrônica é uma espécie, é um mecanismo que tem a ver com essa ideia da sociedade disciplinar e é exatamente isso, essa eterna vigilância sobre nós.

Qual bibliografia vale agora, você lê no edital vigente.
Vídeo: temas de sociologia jurídica e filosofia do direito na prova de Defensoria Assistir no YouTube

Temas de sociologia jurídica e filosofia do direito para a Defensoria, com o professor Juliano Alves, em fevereiro de 2019. Abrir no canal da CP Iuris.

Como são as discursivas e a oral?

As provas escritas dissertativas da DPE SP combinam questões discursivas com peça prática, e é nelas que o perfil do defensor passa a ser testado com mais força. Michelle Tonon colocou assim em fevereiro de 2019:

"o perfil do defensor vai sendo mais testado, seja nas provas discursivas, nas questões discursivas, nas peças práticas."
— Michelle Tonon, Defensora Pública do DF e coordenadora dos cursos de Defensoria da CP Iuris, em fevereiro de 2019

São duas habilidades separadas, e se treinam separado:

  • técnica de peça, de um lado;
  • resolução de questão discursiva, do outro.

Agora o que a gente não tem. Quantas questões dissertativas cada prova traz, a gente não sabe. Como a arguição oral é conduzida e pontuada, também não.

Nenhuma das três fontes desta página diz uma linha sobre o formato da oral, e nenhuma traz o quantitativo das discursivas. A gente não vai inventar nem copiar de portal: os dois estão no regulamento do certame e no edital do órgão, e é lá que você confere.

Defensor, promotor ou procurador?

Defensor, promotor e juiz estudam quase a mesma matéria e fazem provas com perfis diferentes. A diferença começa antes do conteúdo: começa na vocação.

Samer Agi, cofundador da CP Iuris, colocou o problema pelo avesso em fevereiro de 2019, e o desperdício que ele descreve é ter um membro do Ministério Público por vocação ocupando a cadeira de juiz ou um membro do Ministério Público ocupando a cadeira de defensor público ou mesmo um defensor público por vocação fazendo às vezes um promotor de justiça.

Em Direito Penal isso vira teoria oposta, e foi assim que Samer Agi resumiu, em fevereiro de 2019: as teorias são diversas, o foco é completamente diferente, porque um tem um foco mais positivista, outro tem um foco mais garantista.

Do lado do estudo, a conta é boa. Em fevereiro de 2019, Samer Agi estimou o tronco comum entre as Defensorias estaduais assim: "acho que 80% da prova está em comum, pelo menos isso".

Michelle Tonon, na mesma live de fevereiro de 2019, estendeu a conta à magistratura: "Dá para conciliar magistratura? Também dá, pessoal, né? Todo mundo aí estuda penal, processo penal, civil, processo civil, constitucional."

O que muda e o que se aproveita entre a Defensoria estadual e as carreiras vizinhas
Carreira vizinhaO que muda no perfil da provaQuanto se aproveita na primeira fase
Defensoria Pública estadualCerca de um terço da prova é especialidade da Defensoria — princípios e atribuições institucionais, direitos humanos, filosofia e sociologia (Samer Agi, fevereiro de 2019)"acho que 80% da prova está em comum, pelo menos isso" entre Defensorias estaduais (Samer Agi, fevereiro de 2019)
Ministério Público estadualFoco mais positivista em Direito Penal, contra o foco mais garantista da Defensoria (Samer Agi, fevereiro de 2019)"é plenamente possível, nesta primeira fase", conciliar Defensoria estadual e Ministério Público estadual (Samer Agi, fevereiro de 2019)
Magistratura estadualA formação humanística segue um edital próprio, que a Defensoria às vezes copia e às vezes não (Juliano Alves, fevereiro de 2019)"Dá para conciliar magistratura? Também dá… Todo mundo aí estuda penal, processo penal, civil, processo civil, constitucional" (Michelle Tonon, fevereiro de 2019)

Duas coisas não estão nesta tabela. O valor do subsídio de cada carreira fica com a lei que o fixa e com o edital que o republica. E a Procuradoria do Estado não entra na comparação: nenhuma das fontes desta página trata dessa carreira, e linha sem fonte a gente não escreve.

Para seguir comparando com fonte, veja a carreira de Defensoria Pública por dentro, o concurso da DPU e o concurso da magistratura estadual.

O que muda a cada edital?

Cinco coisas mudam de um edital da DPE SP para o outro. Conheça cada uma pelo nome:

1A contagem de vagas e os percentuais de reserva, no edital do órgão.
2As datas de inscrição e de prova, no edital do órgão.
3A empresa contratada para operacionalizar, no edital do órgão.
4A bibliografia de formação humanística, no anexo de conteúdo programático do edital.
5Os cortes numéricos da objetiva, o acerto mínimo e o número de aprovados por posição, no edital do órgão.

Nenhuma delas entra nesta página. O que a gente carrega é a forma.

E a própria forma tem exceções, que a gente também nomeia: o desenho da objetiva já mudou uma vez de 100 para 88 questões, como Samer Agi registrou em fevereiro de 2019.

Michelle Tonon destacou em dezembro de 2022 uma cláusula que muda o seu estudo e que vale procurar no edital vigente: O edital tem uma previsão interessante de que a cobrança da legislação e da jurisprudência vai ser até a data da publicação.

Michelle Tonon recomenda também um uso legítimo do edital antigo, a prova da edição anterior do próprio órgão: pega lá essa prova, tá lá disponível na internet, você pega, dá uma olhada nela, resolve, né, pra ver em que nível você tá.

Como estudar para a DPE SP?

Estudar para a DPE SP começa por uma triagem, não por um cronograma. São quatro movimentos, na ordem em que se executam.

Triar as matérias de lei pesada e poucas questões. Samer Agi é explícito sobre administrativo e tributário: "eu simplesmente assistiria às aulas do curso intensivo e leria o material teórico, a apostila do curso de direito administrativo e de direito tributário. Apenas isso" (fevereiro de 2019).
Fechar as gabaritáveis. No outro extremo estão as matérias de lei fechada e alto peso, e o método delas é fechado também. Para o ECA, Samer Agi descreve um roteiro que se executa nesta ordem:
  • assistir às videoaulas da disciplina;
  • ler a lei;
  • ler as súmulas do STJ ligadas ao Estatuto;
  • destacar nos exercícios os artigos cobrados;
  • reler tudo na véspera.
Montar o calendário de quem presta mais de uma Defensoria. O tronco comum entra desde já. Para as específicas de cada estado, Samer Agi deu duas prescrições em falas seguidas, na mesma conversa de fevereiro de 2019: é preciso que você reserve as últimas três semanas para essas disciplinas, e "Duas semanas antes de São Paulo eu focaria apenas as matérias específicas de São Paulo".
Depois do edital, virar a chave para a revisão dirigida. Michelle Tonon descreveu esse movimento em dezembro de 2022: é o momento de revisão, né, para alcançar, né, os pontos do edital que não estavam incluídos no seu estudo anteriormente.

Michelle Tonon conta a própria travessia, e ela ajuda a calibrar expectativa:

"Eu, quando eu fiz o meu concurso, eu na época foram exatos três meses entre o edital e a prova, porque aqui no DF tem essa exigência dos três meses."
— Michelle Tonon, Defensora Pública do DF e coordenadora dos cursos de Defensoria da CP Iuris, em fevereiro de 2019

Os três meses são exigência normativa do órgão dela, não parâmetro da DPE SP. O que ela fez com esse intervalo foi somar estudo à rotina que já tinha.

Vídeo: live sobre a prova da DPE SP, com a triagem de disciplinas e a arquitetura de calendário Assistir no YouTube

Live sobre a prova da DPE SP, com Samer Agi e a professora Michelle Tonon, em fevereiro de 2019. Abrir no canal da CP Iuris.

O edital dá o mapa. O método CPA anda com você por ele.

A gente monta o percurso a partir do seu perfil e acompanha todas as fases, da objetiva à prova oral.

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Perguntas frequentes sobre a DPE SP

Estágio da faculdade conta nos três anos de atividade jurídica?

Não conta. Os três anos correm a partir da colação de grau, e o período de estágio de graduação fica fora dessa contagem, foi o que Michelle Tonon leu no edital da DPE SP em dezembro de 2022.

O que conta são as atividades privativas de bacharel em Direito, o magistério e a pós-graduação devidamente certificada em curso autorizado pelo MEC.

A régua fechada está no item de requisitos do edital, e é lá que você confere antes de contar tempo.

Posso me inscrever sem ter completado os três anos?

Michelle Tonon orientou quem ainda não tinha o triênio completo a prestar assim mesmo, porque as etapas se estendem: vale a pena você que também já está estudando, ainda não completou os três anos de prática, mas vai completar ao longo das etapas do concurso, faça, vai ser uma experiência importante.

Essa foi a leitura dela ao analisar o edital da DPE SP em dezembro de 2022, e não uma regra permanente: o momento em que a comprovação é exigida varia de edital para edital e entre Defensorias.

Confira no edital vigente antes de contar com isso.

A DPE SP tem prova de tribuna?

Não tem. É o traço que mais distingue São Paulo de outras Defensorias, e quem registra isso é Michelle Tonon ao percorrer as etapas do certame em dezembro de 2022: a objetiva, as escritas e a oral eliminam e classificam, a avaliação de títulos só classifica, e tribuna não existe nessa sequência.

Se você já treinou tribuna para outra Defensoria, esse treino não é descartado. Só não é o que São Paulo cobra.

Como funciona a prova oral e quanto ela vale?

Esta página não carrega o formato da arguição oral da DPE SP nem a escala de pontuação dela.

Nenhuma das três fontes desta página diz uma linha sobre como a arguição é conduzida ou como é pontuada, e a gente não copia esse dado de portal de concurso, é assim que erro circula.

O que a gente sustenta é que a oral é etapa eliminatória e classificatória e que ela vem depois das duas provas escritas. O formato e a escala estão no regulamento do certame e no edital do órgão.

Quanto ganha um defensor público em São Paulo?

Esta página não carrega esse número, em nenhuma forma.

Nenhuma das três fontes desta página trata de subsídio, de progressão por nível ou de vantagens pecuniárias. Valor de subsídio hedgeado continua sendo valor inventado, e valor herdado de portal costuma ser de outro cargo, o de analista da Defensoria, que é um concurso diferente deste.

O subsídio da carreira é fixado em lei e reproduzido no edital de cada certame. É nesses dois documentos que você lê o valor vigente.

Começo a carreira lotado no interior?

Esta página não responde a lotação inicial nem a remoção na DPE SP.

Nenhuma das três fontes desta página trata de território, de capilaridade do órgão no estado ou de critério de lotação.

A gente prefere dizer que não sabe a chutar um critério: as regras de lotação e de remoção estão na lei orgânica da Defensoria paulista e no edital do certame.

Quem sustenta o que a gente afirma

Samer Agi
Cofundador da CP Iuris · ex-juiz do TJDFT · ex-juiz instrutor no STJ

A gente é a CP Iuris, curso preparatório para as carreiras jurídicas, fundado em 2015 em Brasília.

Quem assina esta página é Samer Agi, cofundador da escola: advogado formado pela Universidade Federal de Goiás e delegado de polícia em Goiás desde novembro de 2010.

Aos 25 anos, Samer Agi foi aprovado em 3º lugar para juiz substituto do TJDFT, tomou posse em novembro de 2013 e ficou cerca de oito anos na magistratura, com passagem como juiz instrutor no STJ.

O que a gente afirma sobre a DPE SP vem de três fontes nomeadas e datadas do nosso próprio corpo docente. E o que a gente não tem, a gente diz que não tem.

A gente vende preparação para este mesmo concurso, você lê esta página sabendo disso.