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Guia da carreira · Defensoria DPE-RJ

Concurso DPE RJ: requisitos, fases e o que cai na prova

A gente reúne o que se repete em toda edição do concurso da Defensoria Pública do Rio de Janeiro e devolve ao edital o que muda a cada certame.

3 anos
de atividade jurídica, comprováveis na posse
1h30
por dia, o piso da rotina de estudo
Vídeo: análise do edital da DPE-RJ Assistir no YouTube
Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 04/07/2023

Como funciona o concurso da DPE RJ?

O concurso da Defensoria Pública do Rio de Janeiro se encadeia nesta ordem: primeira fase objetiva, segunda fase de provas específicas discursivas, sustentação oral, prova de títulos, inscrição definitiva, homologação e nomeação. O requisito que mais trava a decisão de começar são três anos de atividade jurídica, comprováveis na data da posse e entrada em exercício.

Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, enumerou as duas coisas em 04/07/2023. Na mesma live ela diz para quem esse concurso é:

não é um concurso para principiantes não é um concurso para quem decidiu começar a estudar agora é um concurso para quem já está estudando de algum tempo
Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 04/07/2023

Aqui a gente reúne num só lugar o que se repete em toda edição: requisito, atividade jurídica, fases, quem elabora a prova, o que cai e como se estuda.

Cargos, subsídio, taxa, cronograma e organizadora contratada ficam de fora. Esses cinco mudam a cada edital, e é no edital que eles moram.

As fases do concurso na ordem

A DPE-RJ encadeia o certame nesta ordem:

Primeira fase objetiva veja o que cai nela
Segunda fase de provas específicas discursivas veja o desenho da fase
Prova de títulos
Inscrição definitiva
Homologação
Nomeação

A sequência é a que Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, enumerou em 04/07/2023.

O desenho não é exclusivo desta Defensoria. Em 08/03/2023, Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, descreveu o mesmo esqueleto como padrão das carreiras jurídicas: a maior parte dos concursos se desenvolvem em no mínimo três etapas, uma etapa objetiva, uma etapa subjetiva, discursiva, com questões e peças práticas, peças processuais, e a prova oral.

Essa lista tem dois limites. Ela não é a contagem oficial de fases: a própria live resume o certame de outra forma no fecho, e a gente prefere a enumeração completa a cravar um número.

E ela não é cronograma. Quando cada etapa acontece, e quantas provas escritas são, só o edital da edição responde.

Quem pode prestar o concurso da DPE RJ?

São três anos de atividade jurídica, e dá para comprovar na data da posse e entrada em exercício. Não na inscrição.

Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, abriu o requisito em 04/07/2023. Chamou a atividade jurídica de "a tão falada, tão comentada" e foi direto ao que ela exige:

Três anos de atividade jurídica são exigidos. E, porém, você pode comprovar estes três anos na data da posse e entrada em exercício
Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 04/07/2023
Na prática, isso desmonta a dúvida que trava muita gente cedo: quem ainda não fechou os três anos pode prestar a prova. Se você tem um ano e meio, dois anos de atividade e já está estudando e sente que essa é a sua oportunidade, vá e encare.

A gente sabe que geralmente os concursos aí levam um tempo razoável entre a primeira fase e a nomeação, e é dentro desse intervalo que o tempo de atividade se completa.

Se você leu num lugar que basta bacharelado com inscrição na OAB, e em outro que se exigem três anos de atividade jurídica, o material da casa responde uma metade. Ele descreve o requisito de tempo e não trata da inscrição na OAB.

Isso não põe a OAB fora. Os dois requisitos não se excluem, e quem decide é o edital do concurso.

Cada edital também define o rol do que conta como atividade jurídica.

O que conta como atividade jurídica

Atividade jurídica não se resume a advogar. Em 02/02/2022, Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, enumerou os caminhos de quem não tem escritório:

  • Colaboração voluntária na Defensoria Pública
  • Função privativa de bacharel em Direito
  • Conciliador ou juiz leigo, onde o edital admite
  • Estágio de pós-graduação junto a uma instituição

Ela contou o próprio caso para mostrar como isso se soma. O tempo de colaboração voluntária que cumpriu na Defensoria do Distrito Federal contou como prática jurídica e pontuou na prova de títulos do concurso que prestou. É o caso dela, situado no Distrito Federal, e não uma regra da DPE-RJ.

A régua geral que ela deu em 08/03/2023 é outra: três anos contados depois do bacharelado em direito e em atividades privativas de bacharel em direito.

O rol desta Defensoria a gente não afirma de memória. É preciso verificar o edital do concurso, o regulamento do concurso, para ver o que é considerado como atividade jurídica: quais funções entram, quantos atos por ano a advocacia precisa somar e que prazo mínimo de estágio conta.

Ver a lista de conferência do edital.

Quem elabora a prova da DPE RJ?

Quem escreve a prova da DPE-RJ é a própria Defensoria.

Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, chamou isso de banca própria em 04/07/2023: as questões, o conteúdo da prova vai ser todo formulado por defensores e defensoras públicas, e a organizadora contratada cuida da logística do certame. São dois papéis diferentes, e só um deles decide o que cai.

Esse modelo aparece no formato da questão, uma prova muito, mas muito prática, refletindo ali o cotidiano da defensoria pública. A primeira fase é de múltipla escolha construída sobre casos hipotéticos, e ela explicou o efeito:

questões todas casos hipotéticos que você teria que resolver, responder na prova resolvendo aqueles casos hipotéticos, tal como se você estivesse ali com um assistido, com uma assistida da defensoria
Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 04/07/2023

A prova anterior do órgão já seguia esse desenho. Daí sai um passo de estudo direto, que ela deu na mesma live: dê uma olhadinha no último concurso na última prova aplicada, e você tem uma noção boa do que vem pela frente.

Qual organizadora foi contratada é dado de edição, e está no edital.

O que cai nas provas de Defensoria?

As matérias da prova de Defensoria não mudam a cada edital. Em 04/07/2023, Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, leu a lista da DPE-RJ e a apresentou pelo que ela é: as matérias são matérias que sempre caem em todas as provas da defensoria.

O núcleo comum das carreiras jurídicas:

  • Civil e Processo Civil
  • Penal e Processo Penal
  • Empresarial
  • Constitucional
  • Administrativo

A cobrança específica da Defensoria:

  • Execução Penal, como matéria autônoma
  • Criminologia, também autônoma
  • Direitos humanos das pessoas em situação de vulnerabilidade
  • Direito da criança e do adolescente
  • Princípios institucionais da Defensoria Pública

Dentro dessa lista há um bloco que decide a prova:

Não há dúvidas de que a cobrança de execução penal, direitos humanos e princípios institucionais é uma cobrança bastante específica
Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 04/07/2023

O material da casa faz esse contraste com uma carreira só, e por uma matéria só. Em 02/02/2022, Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, disse que a cobrança de direitos humanos "não é regra na magistratura".

Sobre execução penal e princípios institucionais o material não compara a Defensoria com nenhuma outra carreira, e esta página não completa a conta.

Ver a comparação com as carreiras vizinhas.

A instrução dela, na mesma leitura do edital de 04/07/2023, é direta: você tem que conhecer bem a execução penal, você tem que saber criminologia e direitos humanos com alguma profundidade.

Como são a discursiva e a oral?

A segunda fase da DPE-RJ é de provas específicas discursivas, e vem seguida de sustentação oral. A ordem é a que Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, enumerou em 04/07/2023.

O que a gente destrincha com fonte é o desenho dessa fase na carreira de Defensoria, não a mecânica desta Defensoria.

Em 08/03/2023, Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, nomeou as principais peças que a área criminal cobra:

  • Resposta à acusação
  • Alegações finais ou memoriais
  • Recurso de apelação
  • Recurso em sentido estrito
  • Revisão criminal

Na mesma live ela descreveu o treino que funciona: você tem rodadas que são disponibilizadas para que você treine.

A rodada traz a questão discursiva, ou as questões discursivas, mais a peça prática profissional.
Você redige as duas simulando a prova de segunda fase, como se fosse o dia da prova.

Sobre a oral, o material da casa confirma que a fase existe e exige preparação própria, e para aí.

Quatro coisas esta página não afirma sobre a DPE-RJ: quantas provas escritas são, como as bancas examinadoras se dividem, como a arguição é conduzida e o que ela avalia. As quatro estão no edital e no regulamento do órgão.

Como estudar para a DPE RJ?

Estudar para a DPE-RJ é rotina diária apoiada em quatro pilares. O piso que o material da casa dá para essa rotina é de uma hora e meia por dia. Piso, não meta.

se você puder aí encaixar no mínimo uma hora e meia de estudos na sua rotina todos os dias, isso vai te agregar muito
Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 02/02/2022

Do outro lado da conta está a promessa que circula na internet, e ela também caiu:

Então, não tem essa história de estudar 20 horas líquidas, tem aqui o pessoal às vezes vende aí na internet
Daniel Mesquita, defensor público desde 2018 e professor da CP Iuris, em 15/07/2025

Os quatro pilares que sustentam a rotina são os que Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, enumerou em 08/03/2023:

1Videoaula. O professor que atua na carreira já filtra o que a prova cobra.
2Leitura do material escrito. O e-book existe para você fixar sem transcrever a aula inteira.
3Resolução de muitas questões. E questões no estilo da banca do seu concurso, não só volume.
4Jurisprudência e informativos. É a forma mais fácil de o examinador cobrar atualização, porque o gabarito se justifica no informativo.

Na reta final, faça uma revisão sobretudo voltada para aqueles temas que você tem maior dificuldade. O argumento é de Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 04/07/2023: para passar num concurso desse você não pode ter muita discrepância entre uma matéria e outra você tem que manter uma média bastante constante ali no seu resultado nas matérias.

O que faz um Defensor Público?

A Defensoria Pública não é o setor criminal do Estado.

Daniel Mesquita, defensor público desde 2018 e professor da CP Iuris, abriu pela definição legal em 15/07/2025 e leu o texto no ar:

A Defensoria Pública, segundo o artigo 134 da Constituição Federal, é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado
Daniel Mesquita, defensor público desde 2018 e professor da CP Iuris, em 15/07/2025

Na mesma live ele enumerou o que chega de fato ao defensor:

  • Defesa de idosos
  • Defesa de hipossuficientes em geral
  • Vítimas de violência doméstica
  • Crianças que precisam de vaga em creche

Dentro da mesma carreira há espaço para vocações diferentes. Se você gosta de direito civil, se você gosta de direito penal, se você gosta de tutela coletiva, tem espaço para todo mundo na defensoria pública. A enumeração é de Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 02/02/2022, e em 08/03/2023 ela pôs a área de família no mesmo leque.

Ver como a Defensoria se compara ao Ministério Público e à magistratura.

O perfil que a rotina cobra ela resumiu assim:

Então, eu costumo dizer que o defensor não pode ter medo de gente, tem que gostar de conversar, de ouvir, ter ali sensibilidade para ouvir a história, buscar a solução jurídica
Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 02/02/2022

Defensoria, Ministério Público ou magistratura?

As matérias básicas são as mesmas nas três carreiras: penal, processo penal, civil, processo civil, administrativo e consumidor. A conta é de Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 02/02/2022.

A diferença está na camada de cima, e ela a nomeou na mesma live:

A diferença é que na defensoria nós temos uma cobrança de direitos humanos e é uma cobrança que está cada vez mais sofisticada, que não é regra na magistratura os direitos humanos
Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 02/02/2022

O outro eixo de comparação é o da rotina, não o da prova. Na magistratura, o contato com as partes não é tão direto e não é tão intenso. A Defensoria atua judicial e extrajudicialmente, e nisso se aproxima do Ministério Público. As duas leituras são dela, ainda em 02/02/2022.

Como as três carreiras se comparam na rotina, na prova e no reaproveitamento do estudo:

Defensoria, Ministério Público e magistratura: relação com a parte, cobrança específica na prova e aproveitamento do estudo entre os ciclos
Carreira Relação com a parte Cobrança específica na prova Aproveitamento entre os ciclos
Defensoria Contato direto e intenso com a pessoa atendida, dentro e fora da audiência Direitos humanos em cobrança cada vez mais sofisticada, mais execução penal, criminologia e princípios institucionais Parte do mesmo núcleo básico das demais carreiras jurídicas
Ministério Público Atuação coletiva, judicial e extrajudicial, próxima à da Defensoria nesse ponto O material da casa não compara a cobrança do Ministério Público com a da Defensoria. O contraste que ele faz é com a magistratura O estudo feito para a Defensoria é muito aproveitado
Magistratura Perfil mais distante das partes, com contato menos direto Núcleo básico das carreiras jurídicas, e direitos humanos não é regra na cobrança O estudo feito para a Defensoria é muito aproveitado

Sobre o reaproveitamento, Daniel Mesquita, defensor público desde 2018 e professor da CP Iuris, fechou a conta em 15/07/2025: o estudo da Defensoria migra muito bem para a magistratura e também para o Ministério Público.

Entre as carreiras vizinhas, a advocacia pública é a que fica mais longe desse reaproveitamento. Daniel Mesquita, defensor público desde 2018 e professor da CP Iuris, mediu essa distância com cuidado na mesma live: é um pouco mais difícil de conciliar com a Advocacia Pública, e ele deu o próprio caso como prova de que dá para fazer. Era procurador do Estado, estudou de forma conciliada com a Defensoria e acabou aprovado nos dois cargos.

Uma leitura completa dessa comparação esta página não tem.

Quanto ganha um Defensor Público estadual?

A Defensoria Pública remunera na mesma faixa das carreiras jurídicas vizinhas.

A Defensoria Pública tem conseguido remunerações muito parelhas com as demais carreiras, com a magistratura, com o Ministério Público
Daniel Mesquita, defensor público desde 2018 e professor da CP Iuris, em 15/07/2025

Dentro desse quadro, Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, descreveu em 04/07/2023 a Defensoria do Rio de Janeiro como uma das mais bem remuneradas e estruturadas do país.

Ela somou a isso o tamanho do estado: o Rio de Janeiro não é um estado grande, então quem começa a carreira no interior se desloca para a capital com mais facilidade.

O valor a gente não crava. Subsídio por classe, gratificações e data-base mudam a cada edital e a cada revisão da tabela do órgão, e um número fechado publicado aqui vence junto com a tabela. A tabela vigente está no edital do concurso e no site da própria Defensoria. É lá que você confere o número.

Ver o que muda de um edital para o seguinte.

O que muda a cada edital?

A lista do que muda de um edital da DPE-RJ para o seguinte começa por sete itens, e nenhum deles mora nesta página:

  • Quantidade de cargos e a distribuição da reserva por ação afirmativa, no edital do concurso
  • Taxa de inscrição e prazo de isenção, no edital do concurso
  • Cronograma de cada etapa, no edital do concurso
  • Organizadora contratada, no edital do concurso
  • Notas de corte, nos resultados publicados pela própria Defensoria
  • Prazo de validade do concurso, no edital e na homologação publicada pela própria Defensoria
  • O rol do que aquele edital aceita como atividade jurídica, no edital e no regulamento do concurso

É uma lista de conferência, não uma lista fechada. Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, mandou ler na fonte em vez de confiar no comentário, em 04/07/2023:

convido a vocês todos A darem uma olhadinha no edital
Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 04/07/2023

Em 08/03/2023 ela deu o passo seguinte: quando o edital e o regulamento não bastam, encaminhar um e-mail para a banca examinadora, para a instituição que está ali organizando o concurso.

Enquanto não há edital aberto, a base é o que você constrói:

Não adianta falar assim, ah, mas não tem nenhum edital agora. Ainda bem, ainda bem, porque você está estudando
Daniel Mesquita, defensor público desde 2018 e professor da CP Iuris, em 15/07/2025

O estudo de base não depende de edital. Ele existe para que quando o seu edital seja publicado, você só dê aquela lapidada naquilo que você já construiu.

O edital chega depois. A base a gente constrói com você.

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Perguntas frequentes sobre a DPE RJ

Posso prestar o concurso da DPE RJ sem ter três anos de atividade jurídica?

Pode. A exigência é de três anos de atividade jurídica, e a comprovação pode ser feita na data da posse e entrada em exercício, não na inscrição.

Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, explicou o porquê prático em 04/07/2023: entre a primeira fase e a nomeação passa tempo suficiente para quem tem um ano e meio hoje fechar a conta no caminho.

O rol do que aquele edital aceita como atividade jurídica, esse sim, é lido no edital. Ver o requisito de ingresso.

Precisa de inscrição na OAB para ser Defensor Público no Rio?

O material da casa não responde essa metade da pergunta. Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, descreveu o requisito de ingresso em 04/07/2023, e são três anos de atividade jurídica. Inscrição na OAB como condição de investidura é assunto que o material não toca.

Isso não quer dizer que a OAB esteja descartada. Os dois requisitos não se excluem.

A redação que vale é a do edital e do regulamento do concurso em que você vai se inscrever.

O que conta como atividade jurídica se eu não advogo?

Colaboração voluntária na Defensoria Pública, função privativa de bacharel em Direito, conciliador e juiz leigo onde o edital admite, e estágio de pós-graduação. Os caminhos são os que Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, nomeou em 02/02/2022.

A régua geral que ela deu em 08/03/2023 é a atividade privativa de bacharel em Direito, contada depois da graduação.

Ela conta que o próprio tempo de colaboração voluntária na Defensoria do Distrito Federal valeu como prática jurídica e pontuou na prova de títulos do concurso que prestou. É o caso dela: o que cada prova de títulos pontua está no edital daquele concurso. Ver os caminhos nomeados no material.

Quem faz a prova da DPE RJ?

As questões são elaboradas pela própria Defensoria do Rio, no modelo que se chama banca própria, e a organizadora contratada cuida da logística do certame. A explicação é de Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 04/07/2023.

Isso aparece no formato da prova: a objetiva é de múltipla escolha construída sobre casos hipotéticos, como se você estivesse atendendo uma pessoa assistida da Defensoria.

Qual organizadora foi contratada muda a cada edição e está no edital. Ver o modelo de banca própria.

Como é a segunda fase e a prova oral da DPE RJ?

A DPE-RJ tem segunda fase de provas específicas discursivas e, depois dela, sustentação oral.

Sobre o desenho dessas fases na carreira, o material da casa cobre as principais peças da área criminal, que são resposta à acusação, alegações finais ou memoriais, apelação, recurso em sentido estrito e revisão criminal, mais o treino por rodadas. A descrição é de Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 08/03/2023.

A mecânica desta Defensoria a gente não afirma: quantas provas escritas são, como as bancas examinadoras se dividem e o que a arguição avalia estão no edital e no regulamento do órgão. Ver o que a página afirma sobre a fase.

Quanto ganha um Defensor Público do Rio de Janeiro?

A Defensoria remunera em faixa parelha à da magistratura e à do Ministério Público. A leitura é de Daniel Mesquita, defensor público desde 2018 e professor da CP Iuris, em 15/07/2025.

A do Rio de Janeiro é descrita como uma das mais bem remuneradas e estruturadas do país por Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, em 04/07/2023.

Valor a gente não crava: subsídio por classe, gratificações e data-base mudam a cada edital e a cada revisão da tabela. A tabela vigente está no edital do concurso e no site da própria Defensoria. Ver por que a página não publica valor.

Quem assina esta página com a gente

Somos a CP Iuris, e quem assina esta página é Samer Agi. Ele foi delegado de polícia em Goiás e passou em 3º lugar, aos 25 anos, para juiz substituto do TJDFT. Ficou cerca de oito anos na magistratura, com passagem como juiz instrutor no STJ.

A gente começou em 2015, em Brasília. Desde então o que a gente faz é traduzir edital em plano de estudo.

Nesta página, quem sustenta o conteúdo sobre a carreira de Defensoria são dois professores citados como terceiros: Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e coordenadora dos cursos de Defensoria Pública da CP Iuris, e Daniel Mesquita, defensor público desde 2018 e professor da CP Iuris. Cada citação deles carrega nome, papel e data.

Fontes: as quatro lives no canal da CP Iuris no YouTube que sustentam esta página — 02/02/2022, 08/03/2023, 04/07/2023 e 15/07/2025 — mais o edital e o regulamento do concurso da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Confira sempre o edital vigente da edição em que você vai se inscrever antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.