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Guia da carreira · Defensor DPE-PE

Concurso DPE-PE: as fases, o que cai e como estudar

São dois concursos com o mesmo apelido. A gente reúne o que se repete em toda edição da DPE-PE e devolve ao edital do órgão o que muda a cada uma.

as duas seleções que a sigla DPE-PE identifica, a carreira de Defensor Público e o concurso de servidores da Defensoria Pública de Pernambuco

Concurso DPE-PE: defensor ou servidor?

A sigla DPE-PE responde por dois concursos diferentes, e esta página cobre um só: o de Defensor Público do Estado de Pernambuco.

Defensor Público
Cargo de membro da Defensoria
É o concurso que esta página cobre, seção a seção. Ver o sumário da página.
Servidores da Defensoria
Esta página não cobre
Sobre ele esta página não afirma requisito nem estágio de certame: nenhum dos quatro transcritos que sustentam este texto diz o que essa seleção exige nem em que pé ela está hoje. Quem procura por ela lê o edital no site da própria Defensoria Pública de Pernambuco e acompanha o diário oficial do estado.

A distinção não é de agora. Em 01/02/2018, João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, já tratava o concurso de servidores como coisa separada do de defensor e ainda por tentar: dizia que fortalecer o trabalho da Defensoria passava também por conquistar uma seleção de servidores.

Aqui a gente reúne o que se repete em toda edição do concurso de Defensor: como a objetiva e a prova escrita funcionam, o que a carreira faz por dentro, o que pesa no estudo.

Vagas, banca contratada, cronograma e subsídio a gente não carrega. Isso muda a cada edital e mora no edital do próprio órgão.

O que vale para qualquer edição?

Um concurso da DPE-PE tem duas metades, e só uma cabe numa página.

A metade durável é a que esta página carrega, e cada afirmação dela sai com quem falou, quando e sobre qual órgão:

A metade durável
O que se repete
  • Direitos humanos é cobrança obrigatória em toda prova de membro da Defensoria. Quem afirma isso é Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal, em 26/01/2018.
  • O atendimento na região metropolitana é descentralizado, com vários núcleos, e o assistido é encaminhado pelo mais próximo. É a descrição de João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, em 01/02/2018.
  • A lotação inicial segue critério de antiguidade. Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris, descreve isso em 25/03/2025 como regra de carreira, a partir da experiência dela no Distrito Federal. Não é norma escrita da DPE-PE.
A metade do edital
O que sai do edital vigente
  • Vagas e reserva legal: leem-se no edital publicado pelo órgão.
  • Banca contratada: no mesmo edital.
  • Quantitativo de questões por disciplina: no mesmo edital.
  • Calendário: no mesmo edital.
  • Subsídio: no mesmo edital.
Nenhum deles está aqui, nem em versão aproximada. Cada um se lê no edital publicado pelo órgão.

Quem pode se inscrever no concurso?

Esta página não afirma o requisito de ingresso do concurso de Defensor Público da DPE-PE. Quem responde é o edital publicado pelo órgão.

Nenhum dos quatro transcritos que sustentam este texto diz qual formação o edital aceita, quantos anos de atividade jurídica a DPE-PE exige nem se exige inscrição na OAB. A página não preenche o que não tem.

O que o concurso de servidores da Defensoria exige de escolaridade também não está neles, e por isso não está aqui.

A gente leu a formação exigida, o tempo de atividade jurídica e a inscrição na OAB afirmados em outra página sobre o concurso, sem dispositivo, edital ou data. Valor lido em página de terceiro não se herda, e a gente não repassa exigência que não conseguiu conferir na fonte.

Tudo isso está no edital publicado pelo órgão: a formação exigida, o tempo de atividade jurídica, o que aquele edital aceita como atividade jurídica e em que momento a comprovação é cobrada.
Lacuna declarada
O que esta página não responde
  • A formação exigida: está no edital publicado pelo órgão, na página de concursos da própria Defensoria Pública de Pernambuco.
  • O tempo de atividade jurídica: no mesmo documento.
  • A inscrição na OAB: no mesmo documento.

O que faz um defensor público?

A Defensoria Pública não é o setor criminal do Estado. Muitos que estão buscando uma colocação num concurso público de alto nível não sabem exatamente o que é a Defensoria Pública, e quem vai prestar o concurso precisa saber o que a instituição faz.

Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, abre pela definição legal e lê o texto no ar em 15/07/2025:

"A Defensoria Pública, segundo o artigo 134 da Constituição Federal, é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado."

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, em 15/07/2025

Na mesma live, ele enumera o que chega de fato à mesa:

Defesa de idosos
Defesa de hipossuficientes em geral
Defesa de vítimas de violência doméstica
Defesa de crianças que precisam de vaga em creche

E o atendimento não para no jurídico. Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris, conta em 26/01/2018 como isso chega à mesa do defensor:

"quando aquele cidadão senta ali na mesa do defensor, ele não tem só um problema jurídico muitas vezes"

— Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris, em 26/01/2018

Esta seção é sobre a carreira, não sobre a DPE-PE. Nenhum dos dois professores citados aqui atua na Defensoria de Pernambuco. Ver como é a rotina em Pernambuco.

Vídeo: o que a Defensoria Pública faz e o que distingue a carreira Assistir no YouTube

Principais oportunidades para Defensoria Pública, com Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, em 15/07/2025. Abrir no canal da CP Iuris.

Como é ser defensor em Pernambuco?

O júri pesa na rotina do defensor em Pernambuco. Quem diz isso é o único, entre os quatro falantes que sustentam este texto, que atua na própria DPE-PE.

João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, orienta a preparação para o plenário nestes termos, em 01/02/2018:

"Vamos se preparem para fazer júri, tem muito júri em Pernambuco, a gente tem uma atração muito forte em júris"

— João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, em 01/02/2018

Na mesma aula ele descreve como a lotação funciona no começo, e ela muda conforme o lugar onde você cai:

Lotação inicial
No interior
O defensor é lotado numa comarca, trabalha dois ou três dias nela e acumula em outra.
Lotação inicial
Na região metropolitana
O serviço é descentralizado: são vários núcleos, e o assistido é encaminhado pelo mais próximo.
A página não afirma quantas comarcas o estado tem hoje nem quantos defensores estão em atividade. As duas contagens aparecem nessa aula de 2018, num trecho que a transcrição entregou corrompido. Número que sai de trecho corrompido não entra aqui, nem com ressalva.

Estudar para Defensoria aproveita para o MP?

O estudo feito para a Defensoria Pública aproveita para as carreiras vizinhas, e Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, mede o aproveitamento com todas as letras em 15/07/2025:

"O seu estudo da Defensoria Pública vai ser muito, muito, muito, muito aproveitado para a magistratura e também até para o Ministério Público."

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, em 15/07/2025

O que separa a Defensoria das outras duas é direitos humanos: a única matéria de cobrança obrigatória em toda prova de membro da Defensoria, como Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal, afirmou em 26/01/2018.

O perfil cobrado do candidato também mudou. Werner Rech sustenta, no mesmo bate-papo de 26/01/2018, que o perfil esperado de quem presta Defensoria deixou de ser a antítese do perfil do Ministério Público. É leitura de um defensor público, não regra de edital.

Como as três carreiras se comparam:

Aproveitamento do estudo feito para a Defensoria e o que as falas citadas nesta página dizem de cada carreira
Carreira Aproveitamento do estudo feito para a Defensoria O que as falas citadas nesta página dizem da cobrança e do perfil
Defensoria Ciclo de origem: é a partir dele que as outras duas linhas medem o aproveitamento Direitos humanos é a única matéria de cobrança obrigatória em toda prova de membro da Defensoria, por termo de cooperação técnica (Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal, 26/01/2018)
Ministério Público Aproveitamento declarado na mesma fala, nomeado em segundo lugar e com a ressalva "e também até" (Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, 15/07/2025) O perfil cobrado do candidato à Defensoria deixou de ser a antítese do perfil do Ministério Público (Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal, 26/01/2018)
Magistratura Aproveitamento declarado como muito alto, e é a carreira que a fala nomeia em primeiro lugar (Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, 15/07/2025) Nenhuma das falas citadas nesta página descreve o que a magistratura cobra a mais nem o perfil que ela espera, e a página não completa a conta

Na conta do bolso, a Defensoria não fica atrás. Daniel Mesquita, na mesma live de 15/07/2025:

"A Defensoria Pública tem conseguido remunerações muito parelhas com as demais carreiras, com a magistratura, com o Ministério Público"

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, em 15/07/2025

Com a advocacia pública a conciliação é um pouco mais difícil, e Daniel Mesquita diz as duas metades na mesma frase, em 15/07/2025:

"É um pouco mais difícil de conciliar com a Advocacia Pública, mas como eu disse para vocês, eu sou a prova viva de que isso é possível, porque eu era procurador do Estado e fui estudando de maneira conciliada com a Defensoria. E acabei sendo aprovado também nos dois cargos."

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, em 15/07/2025

A dificuldade é a ressalva de quem conciliou e passou nos dois cargos.

Quais matérias pesam mais na objetiva?

Direitos humanos é a matéria que toda prova de membro da Defensoria tem que cobrar. Entre os quatro transcritos que sustentam este texto, é a única afirmação que vale explicitamente para qualquer edição.

1 matéria
de cobrança obrigatória em toda prova de membro da Defensoria (Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal, 26/01/2018)

Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal, coloca assim em 26/01/2018:

"Todas as provas para membros da defensoria pública tem que cobrar direitos humanos. Então é uma matéria hoje, é a única matéria que é obrigatória."

— Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal, em 26/01/2018

Ele atribui a regra a um termo de cooperação técnica entre o CONDEGE e a Secretaria de Direitos Humanos, e diz o nome por extenso na mesma fala: "o Colégio Nacional de Defensorias Públicas Gerais". É o que ele disse em 26/01/2018, e não a grafia oficial conferida por esta página.

Para o resto, é preciso entender as matérias que são cobradas, e o método se repete em toda edição. Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris, mostra esse método em 25/03/2025. Ela abre o edital de 2025, lê o quantitativo de questões por disciplina e monta a ordem de estudo a partir das de maior peso:

Comece pelas disciplinas com mais questões.
Passe para as do bloco intermediário.
Deixe por último as que têm menos questões.

No edital de 2025, direitos humanos ficou entre as de maior peso da objetiva. É leitura de um edital, não regra do órgão.

Os números por disciplina a gente não copia. Eles saem do edital vigente, e a ordem sai deles. Ver o que treinar antes da segunda fase.

Como é a prova escrita da DPE-PE?

A prova escrita da DPE-PE, na edição de 2018, teve duas questões discursivas e uma peça prática.

Edição de 2018 da DPE-PE
15 linhas por discursiva, 120 linhas de peça
composição daquela prova (João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, 01/02/2018)

Cada discursiva valia dois pontos e tinha de ser respondida em 15 linhas. A peça prática valia seis pontos e admitia até 120 linhas. Esses números vêm da aula de 01/02/2018 sobre aquela edição.

O limite de linhas é a peculiaridade daquela prova, e é nele que João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, manda prestar atenção:

"Geralmente as linhas das provas discursivas geralmente são 20 linhas e nessa prova nós temos essa peculiaridade aí de 15 linhas."

— João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, em 01/02/2018

Toda essa composição é da edição de 2018, e a página não estende esses números para nenhuma outra.

Na edição em que você vai prestar, quantas discursivas, quantas linhas e quanto vale a peça estão no edital daquele certame. É lá que se confere.

O que treinar antes da segunda fase?

Treinar para a segunda fase da DPE-PE é escrever à mão. Atualmente a gente usa o computador só para digitar, mas a escrita aí é importante.

João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, dá dois recados de execução em 01/02/2018:

1
O material. Na edição daquele ano o candidato podia levar o código de legislação, desde que sem anotação e sem comentário.
2
A correção. O português é avaliado junto com o conteúdo, o que faz da escrita à mão parte do treino, e não um detalhe.

O segundo recado ele deixou nestas palavras:

"atenção também na correção vocês vão ser avaliados quanto a português então minha atenção na escrita"

— João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, em 01/02/2018

Nos dois casos a regra do seu certame está no edital dele, porque o que se pode levar à prova muda de edição para edição.

E há o que esta página não responde. Os quatro transcritos que sustentam este texto não dizem como dividir o tempo entre as discursivas e a peça, nem o que separa uma resposta aprovada de uma reprovada. A gente prefere dizer isso a inventar critério de correção.

Tem prova oral e fase de títulos?

A prova oral existe no concurso de Defensor Público, e esta página não descreve como ela é.

Lacuna declarada
As duas fases, e quem responde por cada uma
  • Prova oral: nenhum dos quatro transcritos que sustentam este texto diz o que a arguição da DPE-PE cobra, como ela é conduzida ou como se prepara para ela. Eles confirmam a fase em concurso de Defensoria em geral e param aí. Quem responde é o edital e o regulamento do certame em que você vai se inscrever, publicados pelo próprio órgão.
  • Fase de títulos: sobre ela os quatro são inteiramente silenciosos. Por isso esta página não afirma nem que essa fase existe na DPE-PE, nem que não existe. Quem responde são os mesmos dois documentos do órgão.
A gente leu as duas fases descritas em outra página sobre o concurso, com regra de tempo, nota mínima e teto de pontos. Nada disso entra aqui: é dado de uma edição e vem de página de terceiro, não de fonte da casa.

Sobre as duas fases, o que esta página tem de honesto para dar é dizer o que não sabe e apontar o documento que sabe.

Por onde começar a estudar hoje?

Começar a estudar para a DPE-PE antes da publicação do edital é o que separa quem chega pronto de quem chega correndo. Vale em qualquer edição. Então você tem que se preparar desde já.

Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, diz por quê em 15/07/2025:

"Então você está estudando, você se mantém firme para quando esse edital sair, você está na frente dos demais"

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, em 15/07/2025

Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris, descreve em 25/03/2025 uma rotina de três peças:

1
Resolução de questões e de simulados, como rotina fixa e não como reforço de véspera.
2
Simulado cronometrado e sem consulta, com o celular longe e a porta fechada.
3
Leitura da lei seca na correção, anotando o artigo de cada erro e relendo dali a dois ou três dias.
Vídeo: aula inaugural do curso para a Defensoria Pública de Pernambuco Assistir no YouTube

Aula Inaugural DPE PE, com Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris, em 25/03/2025. Abrir no canal da CP Iuris.

A ordem de ataque é contraintuitiva. Você também vai direcionar a sua revisão, os seus estudos, para os seus pontos fracos, e não para a matéria confortável. Michelle Tonon conta isso por experiência própria, na mesma aula de 25/03/2025:

"Mas eu só tive a virada de chave, eu só realmente passei a pontuar muito mais e me sair muito melhor nas provas quando eu enfrentei os meus monstros"

— Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris, em 25/03/2025

5 horas por dia
referência pessoal de Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, 15/07/2025

Comparar a sua rotina com a de outro candidato atrapalha, porque todo mundo tem uma história de vida, todo mundo tem as suas complicações. E o recado que desarma a reta final, de Michelle Tonon, na mesma aula de 25/03/2025:

"calma ninguém chega para uma prova dessas com edital zerado tá pessoal isso aí é uma lenda é ficção não existe isso"

— Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris, em 25/03/2025

A base vem antes do edital, em qualquer edição. E é ela que a gente constrói com você.

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FAQ: perguntas frequentes sobre a DPE-PE

Concurso DPE-PE é para defensor ou para servidor?

São dois concursos diferentes com o mesmo apelido. O de Defensor Público do Estado de Pernambuco é o cargo de membro da Defensoria, e é o que esta página cobre.

O outro é o de servidores da Defensoria, e sobre ele esta página não afirma requisito nem estágio de certame: nenhum dos quatro transcritos que sustentam este texto diz o que essa seleção exige nem em que pé ela está hoje.

Em 01/02/2018, João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, já tratava o concurso de servidores como coisa separada do de defensor e ainda por tentar. Quem procura essa seleção acompanha o site da própria Defensoria Pública de Pernambuco e o diário oficial do estado.

Quantos anos de atividade jurídica a DPE-PE exige?

Esta página não afirma esse número.

Nenhum dos quatro transcritos que sustentam este texto diz quantos anos de atividade jurídica a DPE-PE cobra, nem se cobra inscrição na OAB. A gente leu essas duas coisas afirmadas em outra página sobre o concurso, sem dispositivo, edital ou data. Valor lido em página de terceiro não se herda.

O documento que responde é o edital publicado pelo órgão, e é lá que se lê o tempo exigido, o que aquele edital aceita como atividade jurídica e quando a comprovação é cobrada.

Que matéria toda prova de Defensoria cobra?

Direitos humanos.

Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal, afirma em 26/01/2018 que toda prova para membro da Defensoria Pública tem que cobrar direitos humanos, e que essa é a única matéria obrigatória. Ele atribui a regra a um termo de cooperação técnica entre o CONDEGE e a Secretaria de Direitos Humanos, e diz o nome por extenso na mesma fala: "o Colégio Nacional de Defensorias Públicas Gerais".

Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris, leu o edital de 2025 em 25/03/2025 e confirmou o padrão naquela edição. O peso de cada disciplina na sua prova sai do edital vigente.

Como é a prova escrita do concurso de Defensor de Pernambuco?

Na edição de 2018 foram duas questões discursivas e uma peça prática. Cada discursiva valia dois pontos e tinha de ser respondida em 15 linhas; a peça valia seis pontos e admitia até 120 linhas.

João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, marcou em 01/02/2018 o limite de linhas como a peculiaridade daquela prova, já que discursiva costuma dar 20 linhas.

Essa composição é da edição de 2018 e não vale como regra atual: a da sua edição está no edital dela.

Posso levar a legislação para a segunda fase?

Na edição de 2018 o candidato podia levar o código de legislação, desde que sem anotação e sem comentário, e quem informou isso foi João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris, em 01/02/2018.

O que se pode levar muda de edição para edição, então essa regra se confere no edital do certame em que você vai prestar.

O mesmo aviso trazia outro ponto de execução: o português é avaliado na correção, o que faz da escrita à mão parte do treino.

O estudo para Defensoria aproveita para Ministério Público e magistratura?

Aproveita, e bastante.

Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris, diz em 15/07/2025 que o estudo da Defensoria Pública é muito aproveitado para a magistratura e também para o Ministério Público, e que a Defensoria tem conseguido remunerações parelhas às dessas carreiras. A diferença de conteúdo tem nome: a cobrança obrigatória de direitos humanos.

Sobre o perfil esperado do candidato, Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal, sustentava em 26/01/2018 que o perfil da Defensoria deixou de ser a antítese do perfil do Ministério Público. É leitura de um defensor público, não regra de edital.

Quem assina esta página com a gente

Somos a CP Iuris, e quem assina esta página é Samer Agi. Ele foi delegado de polícia em Goiás e passou em 3º lugar, aos 25 anos, para juiz substituto do TJDFT. Ficou cerca de oito anos na magistratura, com passagem como juiz instrutor no STJ.

A gente começou em 2015, em Brasília. Desde então o que a gente faz é traduzir edital em plano de estudo.

Nesta página, quem sustenta o conteúdo são quatro professores citados como terceiros: João Duque, defensor público do Estado de Pernambuco e professor da CP Iuris; Michelle Tonon, defensora pública do Distrito Federal e professora da CP Iuris; Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e professor da CP Iuris; e Werner Rech, defensor público lotado em núcleo de direitos humanos no Distrito Federal.

Cada citação deles carrega nome, papel e data.

Fontes: as quatro gravações do canal da CP Iuris no YouTube que sustentam este texto, que são o bate-papo sobre Defensoria de 26/01/2018, a aula sobre a segunda fase da DPE-PE de 01/02/2018, a aula inaugural DPE PE de 25/03/2025 e a live sobre as oportunidades na Defensoria Pública de 15/07/2025, mais o edital publicado pela Defensoria Pública do Estado de Pernambuco. Confira sempre o edital vigente da edição que você vai prestar antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.