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Guia da carreira · Procuradorias

Concurso Procuradoria: o que é preciso para ser procurador

Procuradoria não é um concurso. É uma família de carreiras da advocacia pública, e o cargo existe em três esferas: no município, no estado e na União.

+180 entidades autárquicas federais
o que a Procuradoria-Geral Federal representa em juízo
Vídeo: a carreira de procurador e as esferas da advocacia pública Assistir no YouTube

Semana do Universitário: a carreira de procurador, com o professor Rafael Rocha. Abrir no canal da CP Iuris.

Procuradoria não é um concurso. É uma família de carreiras da advocacia pública, e o cargo existe em três esferas: uma procuradoria municipal que vai representar o município judicial e extrajudicialmente, uma procuradoria estadual que faz o mesmo pelo estado, e a Advocacia-Geral da União, que no âmbito federal reúne quatro carreiras.

Este guia é a trilha do bloco inteiro: quem cada procuradoria representa, o que o procurador faz no dia a dia e quem pode se inscrever. Depois vêm a remuneração, as fases do certame e como se estuda para cada uma delas.

A gente não publica mural de inscrição aberta, contagem de vagas, cronograma nem banca contratada nesta edição. Isso muda a cada certame e mora no edital do próprio órgão.

Aqui fica o que se repete edital após edital. As páginas de PGE-MT e PGE-SP abrem o detalhe de cada órgão.

PGE, PGM, AGU ou PGF: quem é quem?

Procuradoria municipal representa o município. Procuradoria estadual representa o estado. As duas atuam judicial e extrajudicialmente.

No âmbito federal a conta é outra: a Advocacia-Geral da União reúne quatro carreiras, e cada uma defende uma fatia diferente da União. O advogado da União representa a administração direta da União. Na Fazenda Nacional a função é outra, que é a de cuidar da dívida ativa da União, quem tem débito perante ela é inscrito nesse cadastro e executado por lá. E há ainda a procuradoria própria do Banco Central.

As seis carreiras do guarda-chuva da advocacia pública
CarreiraQuem representaRecorte de atuação
Procurador do município (PGM) O município Representação judicial e extrajudicial do ente municipal
Procurador do estado (PGE) O estado Representação judicial e extrajudicial do ente estadual
Advogado da União (AGU) A União Administração pública federal direta
Procurador da Fazenda Nacional (PGFN) A União na cobrança da dívida ativa Inscrição e execução do débito de empresas e pessoas perante a União; carro-chefe tributário
Procurador do Banco Central O Banco Central Procuradoria própria do órgão que controla o sistema financeiro e fiscaliza instituições financeiras
Procurador federal (PGF) Mais de 180 entidades autárquicas federais Administração pública federal indireta — universidades e institutos federais, agências reguladoras, IBAMA, INSS, INCRA, FUNAI

A linha do procurador federal é a que costuma surpreender. Os cargos são vinculados à Procuradoria-Geral Federal, e eles representam judicial e extra judicialmente mais de 180 entidades autárquicas federais: universidades federais, institutos federais de tecnologia, agências reguladoras, IBAMA, INSS, INCRA, FUNAI.

A tabela compara o que a gente sustenta com fonte: carreira, quem ela representa e o recorte de atuação. Vagas, remuneração e banca por órgão não entram como coluna, cada um desses valores pertence a uma edição de um edital.

O que faz um procurador?

Vídeo: o dia a dia de um procurador, entre consultoria e contencioso Assistir no YouTube

O dia a dia de um procurador, com o professor Bruno Betti. Abrir no canal da CP Iuris.

Você vai ter a área da consultoria e você vai ter a área do contencioso. São as duas grandes áreas das procuradorias Brasil afora, como resume o professor Bruno Betti, procurador do município de Belo Horizonte e ex-procurador do Estado de São Paulo.

Na consultiva o procurador atua antes do problema: nenhuma compra é realizada sem a manifestação jurídica do procurador, nenhum ato normativo é publicado sem revisão, nenhuma licitação sai sem a participação dele.

O que sai dessa mesa é parecer. E esse advogado público vai emitir um parecer, e isso é a atuação consultiva da advocacia pública, dizendo se aquilo que ele quer fazer é legal ou ilegal, orientando a decisão de quem vai decidir. Na prática, o dia é feito de reuniões com políticos, com secretário de Estado, com representantes e poderes e elaboração de pareceres.

O contencioso é o oposto em volume. Elaboração de muitas peças, é muito volume de trabalho na procuradoria do Estado, há muitos processos contra o Estado em que o Estado ajuiza.

Normalmente, você quando ingressar na procuradoria, seja âmbito federal, estadual ou municipal, você deve ser direcionado para a área do contencioso e muito possivelmente para a área do contencioso geral, que é a maior massa. Ali aparecem:

  • servidores estatutários e celetistas;
  • responsabilidade civil;
  • desapropriação e direito urbanístico, no caso de uma procuradoria municipal como a PGM de Belo Horizonte;
  • execução fiscal e dívida ativa, quando o órgão separa uma área tributária e fiscal.

Conforme a organização do órgão, você ainda pode cair numa área de execução fiscal, por exemplo, para arrecadar os tributos, a dívida ativa do município, ou do estado, ou da União.

E a arrecadação não é particularidade de um órgão: qualquer outra carreira de procuradoria tem entre suas funções essa função de trabalhar a arrecadação tributária, de trabalhar a arrecadação da dívida ativa, além de destravar processos de licitação. É o que descreve Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional.

E a procuradoria não trabalha com generalistas: quando você ingressa na procuradoria a procuradoria ela é dividida em equipes especializadas que atuarão em determinadas áreas.

Advogado do Estado ou do governo?

O procurador é advogado do Estado, não advogado do governo. Ele garante os interesses do ente estatal, e não os do governo que naquele momento cuida deles.

O professor Daniel Mesquita, ex-procurador do Estado do Paraná, põe a distinção na forma mais dura. Não se pode admitir que a advocacia pública atue para defender o governo. Não é isso que o advogado público faz. O advogado público defende o estado, e, com ele, os interesses da população em geral.

É esse desenho que separa a carreira das vizinhas:

Juiz
Decide
é imparcial e entrega o bem da vida.
Ministério Público
Defende a sociedade
atua como fiscal da lei e da ordem jurídica.
Defensoria
Defende os hipossuficientes
as pessoas mais carentes.
Advocacia pública
Representa o Estado
judicial e extrajudicialmente, no consultivo e no contencioso.

A contrapartida costuma pegar o candidato de surpresa. A atuação do procurador do estado, advogado público, muitas vezes se refere como se tendo um cliente invisível, que é essa figura do estado, ninguém liga cobrando, ninguém senta na sua frente.

E há duas prerrogativas que as outras carreiras têm e essa não tem. Não existe previsão expressa de independência funcional. Não há também inamovibilidade, então você pode ser mandado de um local para outro, isso é um ponto importante que a carreira de procurador do estado de advocacia pública não tem.

Comparar antes de escolher sai mais barato do que descobrir depois. Se a comparação com as carreiras vizinhas é o que está na sua frente, vale abrir os guias de magistratura estadual, magistratura federal e delegado.

Quem pode prestar concurso de procuradoria?

Vídeo: a carreira de procurador e os requisitos de ingresso Assistir no YouTube

Semana do Universitário: a carreira de procurador, com o professor Daniel Mesquita. Abrir no canal da CP Iuris.

Grande parte dos concursos de procuradoria ainda não exige a tal da prática jurídica. Ou quando exige, aceita o estágio realizado durante a graduação. Por isso há procuradores que tomaram posse recém-saídos da faculdade, aprovados enquanto ainda estudavam: se você estiver nos últimos períodos da faculdade e se empenhar, dá para ser aprovado antes mesmo de colar grau.

Antes de abrir o edital, confira os quatro pontos que decidem a sua inscrição:

Bacharelado em Direito concluído até a data que o edital fixar.
Prática jurídica, quando o certame exigir costuma ser de dois anos, muitas vezes comprováveis com estágio da graduação ou com atuação anterior como analista ou técnico em atividade de bacharel.
Aprovação no exame da Ordem é requisito para se tornar procurador, estar aprovado na prova da ordem.
Documentação de posse definida pelo edital de cada órgão, nunca por esta página.

E o que muda tudo é o contraste com as carreiras vizinhas: se vocês têm interesse de fazer provas para juiz, vocês terão que se graduar e, além disso, necessitarão de três anos de prática jurídica. Várias procuradorias não pedem nenhum.

Exigência de tempo além da graduação
CarreiraExigência de tempo além da graduação
Procuradorias, em grande parte dos certames Nenhuma prática jurídica; quando exigida, costuma ser de dois anos e aceita o estágio da graduação
Magistratura, Ministério Público em alguns estados, delegado e defensoria Três anos de prática jurídica

Essa ausência de prática também é a porta de quem vem migrando de outra carreira pública e não acumulou anos de atividade jurídica.

O resto o edital define. Idade mínima e o que exatamente conta como atividade jurídica em cada certame a gente não fixa aqui, nenhum dos materiais desta página trata desses pontos, e chutar seria pior do que declarar.

Como é composta a remuneração?

A remuneração dos procuradores, ela é composta por duas parcelas. Você tem a parcela do subsídio, que geralmente é um subsídio importante, e além da parcela do subsídio, você tem a parcela dos honorários de sucumbência, pagos pela parte que perde a causa.

Primeira parcela
Subsídio
fixado na lei de carreira do órgão; é a cifra que o edital anuncia.
Segunda parcela
Cota do fundo de honorários
honorários de sucumbência vão para um fundo dividido entre todos os procuradores; quem acabou de ingressar geralmente ainda não recebe.

Os honorários não caem direto no contracheque de cada um. Esses honorários vão para um fundo e neste fundo há uma divisão dentre todos os procuradores. Quando você ingressa, geralmente você não recebe.

Daí a leitura que interessa a quem está fazendo a conta: a cifra do edital diz menos do que a soma. Na prática, ele vai te pagar ali um subsídio que é acumulado com honorários e com outros benefícios vai ou vai chegar no teto ou vai chegar muito perto do teto.

Quanto isso dá em cada órgão não é fixo. Isso vai variar muito de Estado para Estado, município para município, federal. E esta página não carrega o número.

Valor de subsídio pertence à lei de carreira e ao edital de cada certame, e a gente não publica cifra que você não possa conferir linha a linha. Para conferir por conta própria:

  1. leia a lei de carreira do órgão, que é onde o subsídio é fixado;
  2. leia o edital do certame, que traz o valor anunciado para aquela edição;
  3. abra o portal da transparência do órgão, você consegue ver isso principalmente por portal da transparência, e é lá que aparecem os honorários efetivamente pagos.

O teto constitucional é o limite dessa soma.

Quais são as fases do concurso?

Os concursos geralmente possuem três ou quatro fases.

A primeira é a objetiva. Ela cobra muito administrativo e muito processo civil, inclusive processo coletivo e Fazenda Pública em juízo, além de tributário, financeiro, trabalho e processo do trabalho. Em alguns casos entram ainda econômico, internacional, previdenciário, urbanístico, agrário e educação. Então são cerca de 17 a 20 disciplinas, porque você afinal de contas deve lidar com tudo isso.

Quem obtém a pontuação necessária vai para a segunda fase. Na segunda fase, geralmente, nessa segunda fase, vocês vão ter uma prova em dois turnos:

  • de manhã: uma peça processual mais quatro ou cinco questões;
  • à tarde: um parecer administrativo mais quatro ou cinco questões.

Aprovado na escrita, o candidato ainda atravessa:

Inscrição definitiva a etapa em que o órgão confere os requisitos que o edital fixou.
Prova oral aborda alguns temas e não todos.
Prova de títulos é classificatória e não decide a aprovação.
Curso de formação também é etapa do concurso.

A prova de títulos merece uma nota: depois que você já passou em todas as etapas, aí tem uma fase de títulos e você vai apresentar esses títulos e esses títulos vão te render pontos e eles te ajudarão na classificação.

E há uma advertência que vale para o bloco inteiro. Não fique confiando que com certeza é igual a prova de juiz, que tem objetiva, subjetiva, depois, para quem passar na objetiva, e aí depois tem títulos e depois tem oral. Em procuradorias você lê o edital de cada prova antes de montar qualquer plano.

Peso em pontos por fase e nota de corte também vêm de lá. São dados de edição, e ficam no edital do órgão.

Como é a discursiva e a peça?

Vídeo: como se preparar para a segunda fase de uma procuradoria estadual Assistir no YouTube

Como se preparar para uma PGE, com a procuradora Ana Luisa. Abrir no canal da CP Iuris.

A prova discursiva de procuradoria é composta de questões somadas a uma peça judicial ou a um parecer jurídico. É a mesma estrutura que o desenho clássico do certame já indica, com a peça processual num turno e o parecer administrativo no outro.

O que derruba candidato aqui não é falta de conteúdo. É espaço. São muitas teses jurídicas para desenvolver em pouco espaço.

Por isso a discursiva exige estratégia. Não é hora de elaborar devagar. É o momento de realmente ser muito objetivo e ir no cerne da questão, ou seja, no fundamento do julgado de forma bem objetiva, como resume Ana Luisa, procuradora do Estado de Minas Gerais.

O treino que essa estrutura pede tem três frentes:

Frente 1
Decorar a estrutura
A gente tem que decorar basicamente a estrutura desses principais recursos, dessas principais ações, para não gastar linha inventando forma.
Frente 2
Treinar o tempo
de escrita, porque a régua é a folha, não o relógio da sua mesa.
Frente 3
Aprofundar no fundamento
não basta mais decorar a tese você tem que decorar os fundamentos ou seja quais são os motivos que levaram o STJ ou o STF a chegar naquela conclusão?

E há uma fonte de padrão de correção aberta que quase ninguém usa: as provas discursivas anteriores do próprio órgão, lidas junto com o espelho. Você vai ler ali qual que foi aquela questão colocada para o candidato responder e qual vai ser a resposta, o que a banca cobrou, o que a banca pontua.

Número de linhas, peso em pontos e critério de correção variam de edital para edital. A régua vale para o certame que a publicou, e é lá que você confere.

Como a banca muda o seu estudo?

Em procuradorias a organizadora muda a preparação, e a primeira distinção é entre dois tipos:

Banca de mercado e banca própria da comissão
Banca de mercadoBanca própria da comissão
Que é uma banca famosa, uma banca que tem muitas questões disponíveis, é uma banca mais tranquila de se estudar. Tem banca própria, é um concurso que costuma explorar muito a visão dos examinadores que compõem a comissão.

A preparação para um e para outro é diferente.

Quando a organizadora é conhecida, o perfil de cobrança vira material de estudo. O Cebraspe é a organizadora com perfil documentado nos nossos materiais em contexto de procuradoria, e ele cobra muito a literalidade da legislação: troca um prazo decadencial por prescricional, troca um "exceto" por um "inclui" ou "exclui".

Ele também repete temas entre formatos. O que caiu como discursiva num certame volta como objetiva em outro, ou então eles transformam, pegam o mesmo julgado e cobram em diferentes formatos.

Daí o uso mais barato do acervo: quem quer simular pega as provas de procuradoria que a própria organizadora já aplicou em outros órgãos.

Qual organizadora historicamente conduz cada procuradoria é assunto da página daquele órgão. Qual banca foi contratada nesta edição é dado de edital, e esta página não carrega.

FGV, FCC, VUNESP e FAFIPA a gente não descreve aqui. Não temos material sobre como cada uma cobra procuradoria, e por isso não existe comparativo de bancas nesta página, coluna prometida não fica vazia.

PGE, PGM ou AGU: como escolher?

Escolher o alvo em procuradorias é escolher quatro coisas ao mesmo tempo.

O perfil da organizadora é o critério que a seção sobre banca detalha: um certame de banca conhecida e um de banca própria pedem preparações diferentes.
A distância que você aceita percorrer o critério geográfico pesa mais do que parece, porque a carreira não tem inamovibilidade e o procurador pode ser deslocado de um local para outro. Quem organiza a vida em torno de uma cidade escolhe o órgão pela sede.
O momento da sua preparação em concurso procuradoria a maioria deles costuma nomear cadastro reserva, então quem tem disponibilidade financeira e disponibilidade de tempo para ir fazer essa prova ganha treino mesmo sem chance imediata.
O que a lei orgânica daquele órgão permite fazer fora do expediente na maioria dos estados da federação, os procuradores também podem exercer a advocacia fora do horário de trabalho, jamais contra o ente que eles defendem. A regra varia por órgão e se confere na lei orgânica da procuradoria.

Concorrência por vaga, nota de corte e de quanto em quanto tempo cada procuradoria abre certame esta página não carrega. São dados de edição, e não dá para estimá-los sem inventar.

Daqui você abre a página do órgão que escolheu.

Como montar o cronograma de estudos?

Vídeo: como se preparar para as oportunidades em procuradoria Assistir no YouTube

Principais oportunidades para Procuradoria, com Leonardo Leão. Abrir no canal da CP Iuris.

Sem base jurídica não se passa. E a base se constrói antes de qualquer edital: vocês precisam ter uma preparação para concurso público, seja ela de médio ou de longo prazo, que inclua ter um mínimo de base jurídica, por material ou por videoaula.

E não é base primeiro, jurisprudência depois. Você precisa ter na sua rotina uma qualidade de leitura de lei seca junto com a sua construção de base muito forte e precisa estar constantemente atualizado com leitura de jurisprudência dos últimos anos.

Sobre essa base entra o método por tema. Para cada tema que você está estudando você vai ter que focar num tripé:

Perna 1
Lei
que é o piso.
Perna 2
Jurisprudência
que é o que a prova cobra hoje.
Perna 3
Aplicação prática
imaginar como aquela tese seria escrita defendendo o ente.

Não basta decorar a tese. É preciso decorar os fundamentos que levaram o tribunal àquela conclusão.

A distribuição de carga horária resolve o conflito entre as duas fases: 80% do tempo na primeira fase e 20% na segunda, organizados em blocos ou turnos separados. De dia a primeira fase; à noite, só peças e pareceres.

O que entra todo dia e o que entra uma vez por semana
CadênciaO que entra
Todo dia Base jurídica por material ou videoaula, lei seca e jurisprudência dos últimos anos no tripé por tema; blocos separados por turno, com a primeira fase de dia e peças e pareceres à noite
Uma vez por semana Um simulado objetivo e um simulado discursivo, feitos em condição de prova — celular guardado, caneta preta como o edital exige, prova impressa —, mais a leitura de uma prova anterior com o espelho de correção

Simulado só vale simulando de verdade. Celular lacrado num saquinho, caneta preta como o edital exige, prova impressa.

E o treino é sempre da fase que você está estudando: questão de primeira fase para a objetiva, escrita para a segunda, arguição para a oral.

O horizonte realista cabe numa frase: um ano, um ano e meio, dois anos estudando bem, com constância, você já consegue estar muito competitivo para passar em prova. Não passa em concurso público quem estuda muito durante um curto tempo. Perde o tempo. Passa muitas vezes quem estuda pouco por muito tempo.

A cadeira do procurador começa com um plano. E com quem já passou.

É esse desenho de estudo que a gente acompanha de perto dentro do CP Iuris, aula por aula, simulado por simulado, até o dia da prova, com a trilha montada pelo seu perfil, e não um cronograma único para todo mundo, e com a preparação cobrindo todas as fases, da objetiva à oral.

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Perguntas frequentes sobre concurso de procuradoria

Preciso de três anos de prática jurídica para prestar concurso de procuradoria?

Na maior parte dos casos, não. Grande parte dos concursos de procuradoria ainda não exige prática jurídica, e quando exige aceita o estágio realizado durante a graduação.

É o contrário de magistratura, Ministério Público em alguns estados, delegado e defensoria, que pedem três anos de prática além da graduação.

Quando a exigência existe em procuradoria, costuma ser de dois anos, muitas vezes comprováveis com estágio. A regra do certame que você quer prestar está no edital daquele órgão. Ver os requisitos.

Preciso ter OAB para ser procurador?

Sim. A aprovação na prova da Ordem é requisito para se tornar procurador.

O momento em que a inscrição precisa estar ativa, na inscrição no certame, na posse ou em outra etapa, varia por edital, e é lá que se confere. Esta página não fixa esse momento para nenhum órgão.

Quanto tempo de estudo leva para passar em procuradoria?

De um ano a dois anos estudando bem e com constância já dá para chegar competitivo à prova.

O que decide não é a intensidade de um pique curto: não passa em concurso público quem estuda muito durante um curto tempo, passa muitas vezes quem estuda pouco por muito tempo.

O que esse prazo pressupõe é base. A preparação, de médio ou de longo prazo, precisa incluir um mínimo de base jurídica antes de qualquer edital. Nota de corte e concorrência de cada certame esta página não carrega, são dados de edição, e ficam no edital do órgão. Ver o cronograma.

Quanto ganha um procurador?

A remuneração tem duas parcelas: o subsídio e a cota do fundo de honorários de sucumbência, dividido entre todos os procuradores. Quem acabou de ingressar geralmente ainda não recebe essa segunda parcela.

A soma de subsídio, honorários e demais benefícios chega ao teto ou muito perto dele.

Esta página não publica a cifra de nenhum órgão, porque valor de subsídio pertence à lei de carreira e ao edital de cada certame. Para conferir o valor real, abra o portal da transparência do órgão. Ver como a remuneração é composta.

Preciso ser especialista em todas as matérias do edital?

Para a prova, sim: você precisa cobrir o programa inteiro, e a objetiva de procuradoria costuma envolver cerca de 17 a 20 disciplinas.

Para o trabalho, não. Ninguém sabe tudo de trabalho, financeiro, econômico e tributário ao mesmo tempo, e a procuradoria resolve isso na própria estrutura: quando você ingressa, o órgão é dividido em equipes especializadas que atuam em determinadas áreas. Há procurador federal que atua só com improbidade administrativa, ações de ressarcimento e ações penais.

Quais equipes existem em cada procuradoria depende da organização daquele órgão.

O que cai na prova discursiva de procuradoria?

A discursiva é composta de questões somadas a uma peça judicial ou a um parecer jurídico.

O problema real dessa prova é espaço: são muitas teses jurídicas para desenvolver em pouco espaço, o que exige objetividade e ir direto ao fundamento do julgado.

Número de linhas, peso em pontos e critério de correção são definidos pelo edital de cada certame. O espelho da prova anterior do próprio órgão é a melhor fonte gratuita para entender o que a banca pontua. Ver como treinar a peça.

Dá para prestar procuradoria recém-formado?

Dá, e é justamente a ausência de exigência de prática jurídica em boa parte dos certames que abre essa porta. Quem está nos últimos períodos da faculdade e se prepara pode ser aprovado e tomar posse logo depois da graduação.

A ausência de prática também é a porta de quem migra de outra carreira pública sem anos de atividade jurídica acumulados.

Procurador pode advogar por fora?

Depende do órgão. Na maioria dos estados da federação os procuradores também podem exercer a advocacia fora do horário de trabalho, jamais contra o ente que eles defendem.

A regra não é uniforme: cada procuradoria tem a sua, definida na lei orgânica do órgão. Esta página não afirma que toda procuradoria permite nem que alguma proíbe, quem precisa da resposta para um órgão específico lê a lei orgânica daquela procuradoria.

Com quem a gente escreve sobre procuradorias

Samer Agi
Cofundador da CP Iuris · ex-juiz do TJDFT · ex-juiz instrutor no STJ

Quem assina esta página é a CP Iuris, e a gente escreve sobre carreiras jurídicas a partir de quem passou nos concursos que ensina e depois exerceu o cargo.

O porta-voz da escola, Samer Agi, é advogado formado pela Universidade Federal de Goiás. Foi delegado de polícia em Goiás e, aos 25 anos, passou em 3º lugar para juiz substituto do TJDFT, onde ficou cerca de oito anos, com passagem como juiz instrutor no STJ.

A escola existe desde 2015 e prepara para todas as fases das carreiras jurídicas, da objetiva à prova oral, com trilha montada por perfil do aluno em vez de cronograma único.

Aqui fica o que se repete em toda edição. Data de inscrição, número de vagas, banca contratada, etapa corrente e valor de subsídio saem do edital do próprio órgão.