Como funciona o concurso da PGDF?
O concurso da PGDF seleciona procuradores para um ente que é estado e município ao mesmo tempo. A prova acompanha essa dupla competência: ela abarca também matéria municipal, porque quem ocupa o cargo na Procuradoria-Geral do Distrito Federal tem as duas atribuições.
Essa leitura vem da análise ao vivo do edital da PGM São Paulo, em 20 de março de 2023, em que a prova da PGDF entra como parâmetro justamente por isso.
A gente reuniu nesta página o que se repete de uma edição para a outra: quem pode prestar, a ordem das etapas, o que a dupla competência faz com o conteúdo, o que a carreira é por dentro, se dá para advogar e como a remuneração se compõe.
Vaga, banca, taxa e data pertencem a cada edital. A gente diz onde conferir, em vez de cravar número que envelhece.
O que esta página não publica
Esta página trata de um cargo só: o de Procurador do Distrito Federal.
Se você chegou atrás de outro cargo da mesma procuradoria, o documento é o edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal. Nenhuma das cinco fontes desta página descreve os cargos de apoio, e a gente não copia essa descrição de página de terceiro.
A mesma régua vale para o que pertence a uma edição e não à carreira. Não está aqui:
- contagem de vagas e de cadastro de reserva;
- banca contratada;
- valor de taxa e janela de inscrição;
- datas e locais de prova;
- número de questões por bloco;
- tabela remuneratória em reais.
Uma das cinco fontes anuncia um quantitativo, mas para uma edição que o falante ainda esperava para o fim de 2021, e sob ressalva dele mesmo. É número de uma edição, e por isso esta página não publica contagem de vagas de edição nenhuma.
As cinco fontes também não nomeiam banca alguma para a PGDF, e a página não afirma isso de nenhuma edição.
Se o seu alvo é outra procuradoria, a página /concurso-procuradorias/ junta todas num só lugar, e as mais próximas daqui são a PGE São Paulo e a PGE Mato Grosso.
Quem pode prestar o concurso?
A regra geral das procuradorias é mais leve do que a da magistratura. Quem diz isso é Rafael Rocha, procurador federal na Procuradoria Regional Federal da 1ª Região, ex-promotor de justiça no Ministério Público da Bahia e professor de direito ambiental da CP Iuris desde 2016, na live publicada em 23 de julho de 2021.
- A prática jurídica não é a régua padrão. Rafael Rocha: "Grande parte dos concursos de procuradoria ainda não exige a tal da prática jurídica."
- Quando exige, o estágio conta. A frase segue na mesma linha: "Ou quando exige, aceita o estágio realizado durante a graduação."
- Dá para tomar posse recém-formado. Rafael Rocha tira a consequência prática na mesma live: "algumas procuradorias não exigem prática jurídica. Então você poderá fazer a prova e se passar tomar posse depois de colar grau na faculdade."
- Sobre a PGDF, a ressalva é do próprio falante. Ao dar o exemplo, Rafael Rocha diz "salvo engano, a procuradoria do Distrito Federal" e fecha dizendo que ela "não exige prática jurídica".
- A palavra final é do edital. Os três guias lidos para montar esta página discordam entre si sobre esse requisito, e quem decide é o edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal.
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Semana do Universitário - A Carreira de Procurador - Prof. Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, live publicada em 23 de julho de 2021. Abrir no canal da CP Iuris.
Quais são as etapas do concurso?
A sequência que se repete nas procuradorias vai da prova objetiva ao curso de formação, e quem a descreve é Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021.
Rafael Rocha monta essa descrição a partir do concurso da Procuradoria Federal, que é o cargo dele, e só depois generaliza:
"A maioria dos concursos, das procuradorias, é assim, ocorre desta maneira."
— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021
Por que a prova do DF é diferente?
Essa leitura vem da análise ao vivo do edital da PGM São Paulo, em 20 de março de 2023, em que a prova da PGDF entra como parâmetro justamente por abarcar também matéria municipal: a pessoa da PGDF tem os dois, tanto estadual quanto municipal.
A mesma análise registra um segundo traço: a prova da PGDF cobrou penal e processo penal com formatação própria, muito apoiada em jurisprudência.
Do lado da preparação, isso bate com o que Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia por três anos em Goiás, disse ao abrir a aula de penal do curso intensivo que a gente montou para a PGDF, na aula publicada em 3 de junho de 2020:
"Sei que quem estuda para procuradoria não tem o costume de estudar de forma aprofundada direito penal."
— Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia por três anos em Goiás, na aula publicada em 3 de junho de 2020
Qual legislação distrital cada edital nomeia, as cinco fontes desta página não dizem. Esse pedaço você confere no edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal.
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Análise do edital PGM SP, análise ao vivo em 20 de março de 2023, em que a prova da PGDF entra como parâmetro. Abrir no canal da CP Iuris.
Quais matérias caem no concurso?
Cinco disciplinas formam o núcleo de qualquer concurso de advocacia pública: administrativo, constitucional, processo civil, tributário e direito financeiro. Quem as elenca, com quatro anos de distância entre uma aula e outra, é Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná por cerca de seis anos, ex-analista e ex-técnico administrativo do MPU, professor de direito administrativo da CP Iuris e coordenador da área de procuradorias.
- Administrativo: abre as duas listas, e é a disciplina que Daniel Mesquita leciona na CP Iuris.
- Constitucional: vem nas duas, com quatro anos entre uma e outra.
- Processo civil: está nas duas.
- Tributário: também.
- Direito financeiro: fecha as duas.
Na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021, Daniel Mesquita monta a lista pelo que já estudava na graduação:
"já estudava essas disciplinas básicas da advocacia pública, que eu posso elencar aqui pra vocês como sendo administrativo, constitucional, processo civil e coloco também aí tributário e direito financeiro"
— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021
São, para ele, "as matérias mais importantes pro concurso e até mesmo pra própria atuação do advogado público".
Na live publicada em 14 de agosto de 2025, Daniel Mesquita amarra a mesma lista às atribuições do cargo:
"consultivo, contencioso, você vai lidar muito com administrativo, tributário, processo civil, constitucional, financeiro"
— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025
E acrescenta ali que "vai ter ali eventualmente também o direito trabalhista". A lista não é fechada.
Em cima desse núcleo, a PGDF ainda pede penal e processo penal em formato próprio.
O que faz um procurador do DF?
O procurador é parte no processo, não árbitro dele. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, marca isso na live publicada em 14 de agosto de 2025:
"Então como advogado público, você vai representar o Estado judicialmente na atuação contenciosa, tendo que defender os interesses estatais."
— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025
É a atuação de parecerista dentro das secretarias. Ele vai orientar a tomada de decisão do agente administrador ou do político, de quem vai efetivamente tomar a decisão, e o relógio é outro: os prazos normalmente não são aqueles prazos fatais do contencioso cível.
Na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021, Daniel Mesquita já resumia a função: o advogado público "representa os interesses do Estado", e faz isso "tanto judicialmente quanto extrajudicialmente, tanto no consultivo quanto no litigioso, contencioso".
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Três cargos, três experiências: o que aprendi sendo analista, defensor e procurador, com Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, live publicada em 14 de agosto de 2025. Abrir no canal da CP Iuris.
Procurador do DF pode advogar?
Pode. E este é o único ponto desta página em que duas fontes independentes nomeiam a PGDF, com quatro anos de distância entre elas.
A carreira que permite. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, diz na live publicada em 14 de agosto de 2025 que muitas procuradorias permitem "a advocacia privada, como, por exemplo, a própria procuradoria aqui do Distrito Federal permite". Ele contrasta com a do Paraná, onde atuou, e que não permitia.
Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, tinha dito o mesmo da PGDF na live publicada em 23 de julho de 2021, ao listar o que o cargo no Distrito Federal dá:
"tem 60 dias de férias no Distrito Federal e pode advogar"
— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021
A carreira que não permite. Rafael Rocha usa o próprio cargo como contraste:
"Mas o Procurador Federal, ele atualmente só pode advogar no exercício de suas funções, tá? Ou fora delas, apenas em causa própria ou pro bono."
— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021
Advogar não é atributo automático de procuradoria. Varia por carreira.
Quanto a carreira paga?
A remuneração da PGDF não é uma cifra só. É um pacote.
Esse pacote de quatro tem uma fonte só: Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021.
Sobre o patamar do subsídio, ele dá uma estimativa ao vivo, com o enquadramento dele:
"A Procuradoria do Distrito Federal também. Tem subsídio bom na faixa de 22 mil reais, ganha os honorários, ganha outras coisas lá interessantes, tem 60 dias de férias no Distrito Federal e pode advogar."
— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021
O que fica de pé é a composição. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, a descreve por componente na live publicada em 14 de agosto de 2025:
"Há uma remuneração muito atrativa, vantagens como honorários, vantagens como advocacia privada, algumas delas tem também 60 dias de férias."
— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025
O "algumas delas" é dele, e continua sendo algumas.
O valor vigente está na tabela de subsídio publicada pelo próprio órgão.
Como a PGDF se compara às vizinhas?
A comparação que as fontes desta página sustentam é entre carreiras, não entre os órgãos do Distrito Federal.
Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, nomeia as quatro funções em sequência no mesmo parágrafo, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021:
"O juiz decide, é imparcial, entrega o bem da vida, o Ministério Público defende a sociedade, a defensoria defende os hipossuficientes, as pessoas mais carentes"
— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021
E o advogado público representa os interesses do ente.
| Carreira | O que a fonte diz que ela faz | Quem afirma, e quando |
|---|---|---|
| Juiz | Decide, é imparcial, entrega o bem da vida | Daniel Mesquita, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021 |
| Ministério Público | Defende a sociedade | Daniel Mesquita, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021 |
| Defensoria Pública | Defende os hipossuficientes, as pessoas mais carentes | Daniel Mesquita, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021 |
| Advocacia pública (procurador) | Representa os interesses do ente, no judicial e no extrajudicial, no consultivo e no contencioso | Daniel Mesquita, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021 |
Daniel Mesquita fala de dentro de mais de uma dessas carreiras, na live publicada em 14 de agosto de 2025:
"fui analista no próprio Ministério Público da União, fui procurador do Estado do Paraná, onde atuei por aproximadamente seis anos, e hoje eu sou defensor público"
— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025
Analista é cargo de apoio, não membro do Ministério Público.
O contraponto de amplitude também é de Daniel Mesquita, na mesma live de 14 de agosto de 2025:
"em comparativo com a Procuradoria do Estado, por exemplo, na Defensoria Pública você tem oportunidade de atuar em mais áreas, mais áreas de atuação do que na Advocacia Pública"
— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025
Do lado do DF, o que a gente já tem escrito são a DPE-DF e o TJDFT.
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Semana do Universitário - Prof. Daniel Mesquita - A Carreira de Procurador, com Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, aula publicada em 3 de fevereiro de 2021. Abrir no canal da CP Iuris.
Por onde começar a estudar?
Comece pelos editais antigos, e comece cedo.
Ou seja: edital primeiro, núcleo depois, formato de peça e parecer no momento adequado, oral por último.
Como a gente prepara para procuradorias?
A gente acompanha o percurso inteiro: objetiva, discursiva com peças e sentenças, e prova oral.
E a gente já montou um curso intensivo dedicado a esta procuradoria. Quem abriu foi Samer Agi, advogado e ex-juiz de direito do TJDFT, na aula publicada em 3 de junho de 2020:
"Bem amigos do curso intensivo para a Procuradoria Geral do Distrito Federal, futuros procuradores do DF."
— Samer Agi, advogado e ex-juiz de direito do TJDFT, na aula publicada em 3 de junho de 2020