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Guia do concurso · Procurador do DF

Concurso PGDF: o cargo que acumula estado e município

A gente não publica vaga, banca nem cifra corrente. A gente destrincha o que se repete de uma edição para a outra no concurso de Procurador do DF.

Constituição Federal aberta ao lado de uma pilha de processos e de uma caneta preta sobre uma mesa de madeira

Como funciona o concurso da PGDF?

O concurso da PGDF seleciona procuradores para um ente que é estado e município ao mesmo tempo. A prova acompanha essa dupla competência: ela abarca também matéria municipal, porque quem ocupa o cargo na Procuradoria-Geral do Distrito Federal tem as duas atribuições.

Essa leitura vem da análise ao vivo do edital da PGM São Paulo, em 20 de março de 2023, em que a prova da PGDF entra como parâmetro justamente por isso.

A gente reuniu nesta página o que se repete de uma edição para a outra: quem pode prestar, a ordem das etapas, o que a dupla competência faz com o conteúdo, o que a carreira é por dentro, se dá para advogar e como a remuneração se compõe.

Vaga, banca, taxa e data pertencem a cada edital. A gente diz onde conferir, em vez de cravar número que envelhece.

E o recorte é um só: a gente escreve aqui sobre o cargo de Procurador do Distrito Federal.

O que esta página não publica

Esta página trata de um cargo só: o de Procurador do Distrito Federal.

Se você chegou atrás de outro cargo da mesma procuradoria, o documento é o edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal. Nenhuma das cinco fontes desta página descreve os cargos de apoio, e a gente não copia essa descrição de página de terceiro.

A mesma régua vale para o que pertence a uma edição e não à carreira. Não está aqui:

  • contagem de vagas e de cadastro de reserva;
  • banca contratada;
  • valor de taxa e janela de inscrição;
  • datas e locais de prova;
  • número de questões por bloco;
  • tabela remuneratória em reais.

Uma das cinco fontes anuncia um quantitativo, mas para uma edição que o falante ainda esperava para o fim de 2021, e sob ressalva dele mesmo. É número de uma edição, e por isso esta página não publica contagem de vagas de edição nenhuma.

As cinco fontes também não nomeiam banca alguma para a PGDF, e a página não afirma isso de nenhuma edição.

Se o seu alvo é outra procuradoria, a página /concurso-procuradorias/ junta todas num só lugar, e as mais próximas daqui são a PGE São Paulo e a PGE Mato Grosso.

Quem pode prestar o concurso?

A regra geral das procuradorias é mais leve do que a da magistratura. Quem diz isso é Rafael Rocha, procurador federal na Procuradoria Regional Federal da 1ª Região, ex-promotor de justiça no Ministério Público da Bahia e professor de direito ambiental da CP Iuris desde 2016, na live publicada em 23 de julho de 2021.

  1. A prática jurídica não é a régua padrão. Rafael Rocha: "Grande parte dos concursos de procuradoria ainda não exige a tal da prática jurídica."
  2. Quando exige, o estágio conta. A frase segue na mesma linha: "Ou quando exige, aceita o estágio realizado durante a graduação."
  3. Dá para tomar posse recém-formado. Rafael Rocha tira a consequência prática na mesma live: "algumas procuradorias não exigem prática jurídica. Então você poderá fazer a prova e se passar tomar posse depois de colar grau na faculdade."
  4. Sobre a PGDF, a ressalva é do próprio falante. Ao dar o exemplo, Rafael Rocha diz "salvo engano, a procuradoria do Distrito Federal" e fecha dizendo que ela "não exige prática jurídica".
  5. A palavra final é do edital. Os três guias lidos para montar esta página discordam entre si sobre esse requisito, e quem decide é o edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal.
A gente não fecha a resposta aqui, e não é evasiva: é o que as fontes desta página sustentam, e nada além.
Vídeo: a carreira de procurador e o requisito de prática jurídica Assistir no YouTube

Semana do Universitário - A Carreira de Procurador - Prof. Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, live publicada em 23 de julho de 2021. Abrir no canal da CP Iuris.

Quais são as etapas do concurso?

A sequência que se repete nas procuradorias vai da prova objetiva ao curso de formação, e quem a descreve é Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021.

Prova objetiva, que abre o certame.
Segunda fase, em dois turnos. No concurso que Rafael Rocha descreve, "na parte da tarde, um parecer administrativo e também quatro ou cinco questões".
Inscrição definitiva. "Uma vez sendo aprovado, vocês vão para uma etapa que geralmente é uma inscrição definitiva. Depois tem a fase oral."
Fase oral, em que "serão abordados alguns temas, não todos".
Títulos, onde "você vai subir ou descer na classificação".
Curso de formação, "de duas a quatro semanas", fechado por uma nova prova objetiva.

Rafael Rocha monta essa descrição a partir do concurso da Procuradoria Federal, que é o cargo dele, e só depois generaliza:

"A maioria dos concursos, das procuradorias, é assim, ocorre desta maneira."

— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021

Nada disso é o desenho declarado da PGDF, e a gente não apresenta como se fosse. Quantas fases a sua edição terá, com que pesos e em que datas, está no edital.

Por que a prova do DF é diferente?

O Distrito Federal não é um estado com uma procuradoria estadual comum. Ele acumula as competências de estado e as de município, e quem ocupa o cargo na PGDF exerce as duas.

Essa leitura vem da análise ao vivo do edital da PGM São Paulo, em 20 de março de 2023, em que a prova da PGDF entra como parâmetro justamente por abarcar também matéria municipal: a pessoa da PGDF tem os dois, tanto estadual quanto municipal.

A mesma análise registra um segundo traço: a prova da PGDF cobrou penal e processo penal com formatação própria, muito apoiada em jurisprudência.

Do lado da preparação, isso bate com o que Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia por três anos em Goiás, disse ao abrir a aula de penal do curso intensivo que a gente montou para a PGDF, na aula publicada em 3 de junho de 2020:

"Sei que quem estuda para procuradoria não tem o costume de estudar de forma aprofundada direito penal."

— Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia por três anos em Goiás, na aula publicada em 3 de junho de 2020

Qual legislação distrital cada edital nomeia, as cinco fontes desta página não dizem. Esse pedaço você confere no edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal.

Vídeo: análise ao vivo do edital da PGM São Paulo, com a prova da PGDF como parâmetro Assistir no YouTube

Análise do edital PGM SP, análise ao vivo em 20 de março de 2023, em que a prova da PGDF entra como parâmetro. Abrir no canal da CP Iuris.

Quais matérias caem no concurso?

Cinco disciplinas formam o núcleo de qualquer concurso de advocacia pública: administrativo, constitucional, processo civil, tributário e direito financeiro. Quem as elenca, com quatro anos de distância entre uma aula e outra, é Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná por cerca de seis anos, ex-analista e ex-técnico administrativo do MPU, professor de direito administrativo da CP Iuris e coordenador da área de procuradorias.

O núcleo da advocacia pública
5 disciplinas
administrativo, constitucional, processo civil, tributário e financeiro — o núcleo que Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, elenca como base da advocacia pública na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021 e na live publicada em 14 de agosto de 2025.
  1. Administrativo: abre as duas listas, e é a disciplina que Daniel Mesquita leciona na CP Iuris.
  2. Constitucional: vem nas duas, com quatro anos entre uma e outra.
  3. Processo civil: está nas duas.
  4. Tributário: também.
  5. Direito financeiro: fecha as duas.

Na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021, Daniel Mesquita monta a lista pelo que já estudava na graduação:

"já estudava essas disciplinas básicas da advocacia pública, que eu posso elencar aqui pra vocês como sendo administrativo, constitucional, processo civil e coloco também aí tributário e direito financeiro"

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021

São, para ele, "as matérias mais importantes pro concurso e até mesmo pra própria atuação do advogado público".

Na live publicada em 14 de agosto de 2025, Daniel Mesquita amarra a mesma lista às atribuições do cargo:

"consultivo, contencioso, você vai lidar muito com administrativo, tributário, processo civil, constitucional, financeiro"

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025

E acrescenta ali que "vai ter ali eventualmente também o direito trabalhista". A lista não é fechada.

Em cima desse núcleo, a PGDF ainda pede penal e processo penal em formato próprio.

O que faz um procurador do DF?

O procurador é parte no processo, não árbitro dele. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, marca isso na live publicada em 14 de agosto de 2025:

"Então como advogado público, você vai representar o Estado judicialmente na atuação contenciosa, tendo que defender os interesses estatais."

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025

Contencioso
É a frente que todo mundo imagina: representar o ente em juízo, ajuizando uma demanda contra alguém ou defendendo o Estado de alguém, com prazo fatal e processo correndo.
Consultivo
É a metade que quase ninguém conhece. Daniel Mesquita chama de outro nome: "você tem a atuação construtiva", "que é um trabalho muito interessante que muitos não sabem".

É a atuação de parecerista dentro das secretarias. Ele vai orientar a tomada de decisão do agente administrador ou do político, de quem vai efetivamente tomar a decisão, e o relógio é outro: os prazos normalmente não são aqueles prazos fatais do contencioso cível.

Essa rotina de parecerista é a das secretarias do Estado do Paraná, onde Daniel Mesquita atuou. As cinco fontes desta página não descrevem a rotina interna da PGDF.

Na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021, Daniel Mesquita já resumia a função: o advogado público "representa os interesses do Estado", e faz isso "tanto judicialmente quanto extrajudicialmente, tanto no consultivo quanto no litigioso, contencioso".

Vídeo: a rotina do procurador de estado entre consultivo e contencioso Assistir no YouTube

Três cargos, três experiências: o que aprendi sendo analista, defensor e procurador, com Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, live publicada em 14 de agosto de 2025. Abrir no canal da CP Iuris.

Procurador do DF pode advogar?

Pode. E este é o único ponto desta página em que duas fontes independentes nomeiam a PGDF, com quatro anos de distância entre elas.

A carreira que permite. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, diz na live publicada em 14 de agosto de 2025 que muitas procuradorias permitem "a advocacia privada, como, por exemplo, a própria procuradoria aqui do Distrito Federal permite". Ele contrasta com a do Paraná, onde atuou, e que não permitia.

Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, tinha dito o mesmo da PGDF na live publicada em 23 de julho de 2021, ao listar o que o cargo no Distrito Federal dá:

"tem 60 dias de férias no Distrito Federal e pode advogar"

— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021

A carreira que não permite. Rafael Rocha usa o próprio cargo como contraste:

"Mas o Procurador Federal, ele atualmente só pode advogar no exercício de suas funções, tá? Ou fora delas, apenas em causa própria ou pro bono."

— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021

Advogar não é atributo automático de procuradoria. Varia por carreira.

As duas falas estão em lives publicadas com quatro anos de distância, e o que vale hoje para quem toma posse está na lei de regência do cargo.

Quanto a carreira paga?

A remuneração da PGDF não é uma cifra só. É um pacote.

A remuneração da PGDF, por componente
4 componentes
subsídio, honorários, 60 dias de férias e autorização para advogar — o pacote que Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, descreve para a PGDF na live publicada em 23 de julho de 2021.

Esse pacote de quatro tem uma fonte só: Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021.

Sobre o patamar do subsídio, ele dá uma estimativa ao vivo, com o enquadramento dele:

"A Procuradoria do Distrito Federal também. Tem subsídio bom na faixa de 22 mil reais, ganha os honorários, ganha outras coisas lá interessantes, tem 60 dias de férias no Distrito Federal e pode advogar."

— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na live publicada em 23 de julho de 2021

E estimativa dita ao vivo não é valor de edital, não é valor de hoje e não é tabela remuneratória.

O que fica de pé é a composição. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, a descreve por componente na live publicada em 14 de agosto de 2025:

"Há uma remuneração muito atrativa, vantagens como honorários, vantagens como advocacia privada, algumas delas tem também 60 dias de férias."

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025

O "algumas delas" é dele, e continua sendo algumas.

O valor vigente está na tabela de subsídio publicada pelo próprio órgão.

Como a PGDF se compara às vizinhas?

A comparação que as fontes desta página sustentam é entre carreiras, não entre os órgãos do Distrito Federal.

Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, nomeia as quatro funções em sequência no mesmo parágrafo, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021:

"O juiz decide, é imparcial, entrega o bem da vida, o Ministério Público defende a sociedade, a defensoria defende os hipossuficientes, as pessoas mais carentes"

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021

E o advogado público representa os interesses do ente.

As quatro funções do sistema de justiça, na separação que Daniel Mesquita faz na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021.
CarreiraO que a fonte diz que ela fazQuem afirma, e quando
Juiz Decide, é imparcial, entrega o bem da vida Daniel Mesquita, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021
Ministério Público Defende a sociedade Daniel Mesquita, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021
Defensoria Pública Defende os hipossuficientes, as pessoas mais carentes Daniel Mesquita, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021
Advocacia pública (procurador) Representa os interesses do ente, no judicial e no extrajudicial, no consultivo e no contencioso Daniel Mesquita, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021

Daniel Mesquita fala de dentro de mais de uma dessas carreiras, na live publicada em 14 de agosto de 2025:

"fui analista no próprio Ministério Público da União, fui procurador do Estado do Paraná, onde atuei por aproximadamente seis anos, e hoje eu sou defensor público"

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025

Analista é cargo de apoio, não membro do Ministério Público.

O contraponto de amplitude também é de Daniel Mesquita, na mesma live de 14 de agosto de 2025:

"em comparativo com a Procuradoria do Estado, por exemplo, na Defensoria Pública você tem oportunidade de atuar em mais áreas, mais áreas de atuação do que na Advocacia Pública"

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, na live publicada em 14 de agosto de 2025

Nenhuma das cinco fontes desta página compara PGDF, DPDF, MPDFT e TJDFT entre si, nem por remuneração, nem por periodicidade de certame, e a gente não vai inventar essa comparação.

Do lado do DF, o que a gente já tem escrito são a DPE-DF e o TJDFT.

Vídeo: a carreira de procurador e as quatro funções do sistema de justiça Assistir no YouTube

Semana do Universitário - Prof. Daniel Mesquita - A Carreira de Procurador, com Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, aula publicada em 3 de fevereiro de 2021. Abrir no canal da CP Iuris.

Por onde começar a estudar?

Comece pelos editais antigos, e comece cedo.

Leia editais antes de precisar deles. Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, orienta na live publicada em 23 de julho de 2021: "é muito interessante para vocês que estão na graduação. Vocês podem olhar esses editais, começar a ler os editais, a entender."
Monte o núcleo primeiro. Administrativo, constitucional, processo civil, tributário e direito financeiro são a base de uma advocacia pública que você vai encontrar tanto no âmbito federal quanto no âmbito estadual quanto no âmbito municipal.
Conheça o formato da segunda fase no tempo certo. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, disse em 20 de março de 2023, na análise ao vivo do edital da PGM São Paulo: "é importante a gente conhecer aí os formatos das peças, do parecer, fazer algum simulado no momento adequado".
Deixe a oral para o fim. É o conselho de Rafael Rocha: "sinceramente, eu não te recomendo procurar nada disso agora porque a fase oral é a última etapa. Até chegar lá, você estará preparado."

Ou seja: edital primeiro, núcleo depois, formato de peça e parecer no momento adequado, oral por último.

Como a gente prepara para procuradorias?

A gente acompanha o percurso inteiro: objetiva, discursiva com peças e sentenças, e prova oral.

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E a gente já montou um curso intensivo dedicado a esta procuradoria. Quem abriu foi Samer Agi, advogado e ex-juiz de direito do TJDFT, na aula publicada em 3 de junho de 2020:

"Bem amigos do curso intensivo para a Procuradoria Geral do Distrito Federal, futuros procuradores do DF."

— Samer Agi, advogado e ex-juiz de direito do TJDFT, na aula publicada em 3 de junho de 2020

FAQ: dúvidas sobre o concurso da PGDF

A PGDF exige três anos de atividade jurídica?

O que as cinco fontes desta página sustentam é a regra geral, não a resposta fechada.

Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, diz na live publicada em 23 de julho de 2021: "Grande parte dos concursos de procuradoria ainda não exige a tal da prática jurídica. Ou quando exige, aceita o estágio realizado durante a graduação."

Sobre a PGDF, Rafael Rocha dá um exemplo, e a ressalva é dele: "salvo engano, a procuradoria do Distrito Federal". Ele fecha dizendo que ela "não exige prática jurídica".

Os três guias lidos para montar esta página discordam entre si nesse ponto, e a palavra final é a do edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal.

Dá para prestar procuradoria recém-formado?

Em algumas procuradorias, sim.

Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, é direto na live publicada em 23 de julho de 2021: "algumas procuradorias não exigem prática jurídica. Então você poderá fazer a prova e se passar tomar posse depois de colar grau na faculdade."

Na mesma live ele explica que é por isso que "nós temos muitos procuradores que saíram da faculdade já nomeados". Se isso vale para a edição que você vai prestar, quem diz é o edital dela.

O que muda na prova por o DF ser estado e município?

Muda o alcance do conteúdo.

Na análise ao vivo do edital da PGM São Paulo, em 20 de março de 2023, a leitura registrada é a de que a prova da PGDF abarca também competências municipais, porque quem ocupa o cargo tem as duas atribuições. A mesma análise registra que a prova da PGDF cobrou penal e processo penal em formato próprio, muito apoiado em jurisprudência.

Qual legislação distrital cada edital nomeia, essas cinco fontes não dizem.

Procurador do Distrito Federal pode advogar?

Pode. E duas fontes independentes desta página nomeiam a PGDF.

Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, diz na live publicada em 14 de agosto de 2025 que muitas procuradorias permitem "a advocacia privada, como, por exemplo, a própria procuradoria aqui do Distrito Federal permite". E contrasta com a do Paraná, que não permitia.

Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, tinha dito o mesmo da PGDF na live publicada em 23 de julho de 2021, e usou o próprio cargo como contraste: "Mas o Procurador Federal, ele atualmente só pode advogar no exercício de suas funções, tá? Ou fora delas, apenas em causa própria ou pro bono."

Quatro anos separam as duas lives. O regime vigente está na lei de regência do cargo.

Quanto ganha um procurador do Distrito Federal?

Esta página não publica cifra corrente, e a razão é específica.

A única passagem das cinco fontes que dá um patamar para a PGDF é uma estimativa dita ao vivo, numa live publicada em 23 de julho de 2021. É Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, descrevendo subsídio "na faixa de 22 mil reais", mais honorários, mais 60 dias de férias, mais autorização para advogar.

Estimativa dita ao vivo não é valor de edital nem valor de hoje. O que fica de pé é a composição, e o valor vigente está na tabela de subsídio publicada pelo próprio órgão.

O que um procurador do Distrito Federal faz no dia a dia?

Duas frentes.

Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris, explica a primeira na live publicada em 14 de agosto de 2025: "Então como advogado público, você vai representar o Estado judicialmente na atuação contenciosa, tendo que defender os interesses estatais." Você é parte do processo. Você não vai atuar de maneira imparcial.

A outra é a construtiva, ou consultiva: lotação em secretaria, parecer que orienta a tomada de decisão do gestor, prazo próprio em vez do prazo fatal do contencioso cível.

A rotina de parecerista que Daniel Mesquita descreve é a das secretarias do Estado do Paraná, onde ele atuou. As cinco fontes desta página não descrevem a rotina interna da PGDF.

Quantas vagas o concurso da PGDF oferece?

Esta página não publica contagem de vagas de edição nenhuma.

Uma das cinco fontes anuncia um quantitativo, mas para uma edição que o falante ainda esperava para o fim de 2021, sob ressalva dele mesmo e antes de qualquer edital publicado. É número de uma edição, e número de edição passada não descreve a próxima.

Quantas vagas a sua edição abre, quantas ficam em cadastro de reserva e em que prazo, está no edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal, junto com a taxa, a janela de inscrição e as datas de prova.

Qual banca organiza o concurso da PGDF?

Esta página não afirma qual banca organiza nenhuma edição.

As cinco fontes que a sustentam não nomeiam banca alguma para a PGDF. As duas grafias de banca que aparecem em uma delas são de outro concurso, e chegam corrompidas pela transcrição. A banca contratada é decisão de cada certame.

Quem organiza a sua edição está no edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal.

De onde vem o que a gente afirma

A gente é a CP Iuris, curso preparatório para as carreiras jurídicas. Quem assina esta página é Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia por três anos em Goiás, cofundador da escola.

Toda fala de professor citada nesta página chega com nome, papel e data de quem a fez. Onde o falante não pôde ser estabelecido, a gente cita a live pela data e não põe nome nenhum na frase.

Os professores citados são:

  • Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris;
  • Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias da CP Iuris;
  • Samer Agi, que abriu o curso intensivo que a gente montou para a PGDF.

Os papéis de Rafael Rocha e de Daniel Mesquita vêm da autoapresentação deles dentro dos próprios transcritos. O de quem assina vem do material da casa, porque naquela aula ele não se apresenta.

E a gente não afirma que todo professor foi aprovado na carreira que ensina.

Fontes: as cinco aulas, análises e lives da CP Iuris que sustentam este texto, que são a live Semana do Universitário - A Carreira de Procurador - Prof. Rafael Rocha, publicada em 23 de julho de 2021, a live Semana do Universitário - Prof. Daniel Mesquita - A Carreira de Procurador, publicada em 3 de fevereiro de 2021, a live Três cargos, três experiências: o que aprendi sendo analista, defensor e procurador, publicada em 14 de agosto de 2025, a análise ao vivo do edital da PGM São Paulo, de 20 de março de 2023, e a aula Direito Penal (Parte Geral) - Samer Agi - Semana PGDF, publicada em 3 de junho de 2020, mais o edital publicado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal. Confira sempre o edital vigente da edição que você vai prestar antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.