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Guia da carreira · Procurador do Estado

Concurso PGE-ES: o cargo de Procurador do Estado por dentro

A gente não publica vaga, banca nem salário. A gente reúne o que se repete de um edital para o outro no concurso da PGE-ES.

Constituição Federal aberta ao lado de uma pilha de autos e de uma caneta preta sobre uma mesa de madeira escura

Como funciona o concurso da PGE-ES?

O concurso da PGE-ES seleciona procuradores do Estado do Espírito Santo. Tudo o que as cinco fontes desta página dizem sobre o formato da prova tem data. Por isso a gente reuniu aqui a camada que atravessa as edições, e não o estágio de nenhuma delas.

Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional empossado em junho de 2024, contou na live publicada em 19 de julho de 2025: "Essa prova do Espírito Santo, na última vez que ela foi elaborada, nós tivemos prova objetiva de manhã. e subjetivo à tarde, escrita".

E ele mesmo não deixa isso virar regra do órgão. Na sequência: "eu não sei como virar. Não é para estar próximo, mas pode ser que venha igual e aí você precisa estar atento ao edital quando ele sair".

O que fica de pé entre um edital e outro é o que está aqui: a carreira por dentro, o requisito de entrada, as fases, a composição da remuneração e o método de estudo.

Vaga, banca, taxa, data e o desenho numérico de cada prova pertencem a cada edital, e a gente diz onde conferir.

O recorte é um só: a gente escreve aqui sobre o cargo de Procurador do Estado, e a leitura de formato acima é de uma edição só.

O que esta página não publica

Nenhuma das cinco aulas e lives que sustentam esta página é um vídeo sobre a PGE-ES, e nenhum dos quatro falantes citados aqui prestou este concurso. Por isso a lista do que a página não publica é nominal:
O que não está aqui, item por item
  • Contagem de vagas da PGE-ES. Uma das fontes traz uma perspectiva de vagas, mas é pesquisa do próprio falante, com a ressalva dele, sobre um edital que ainda não existia. Fato de uma edição, não característica do órgão.
  • Qualquer valor de remuneração: inicial, por categoria, faixa ou estimativa.
  • Jornada semanal, cotas e taxa de inscrição.
  • Questões da objetiva, disciplinas do edital, linhas e pontuação da peça e do parecer.
  • Composição e duração da prova oral, alíneas dos títulos e investigação social.
  • Nota de corte e regime de férias.

Nada disso aparece sobre a PGE-ES nestas fontes, e nada entra herdado de terceiro.

Os três guias que a gente leu para montar esta página trazem quase tudo o que falta aqui. E divergem entre si em quatro pontos verificáveis.

Quem decide é o edital da Procuradoria-Geral do Estado do Espírito Santo.

Se o seu alvo é outra procuradoria, o hub /concurso-procuradorias/ reúne o cluster, e as irmãs mais próximas são a PGE Mato Grosso e a PGE São Paulo. No mesmo estado, do outro lado da mesa, estão a DPE-ES e o TJ-ES.

O que faz um procurador do Estado?

A procuradoria estadual representa o Estado. A definição é de Rafael Rocha, procurador federal na Procuradoria Regional Federal da Primeira Região e professor de direito ambiental da CP Iuris desde 2016, na aula publicada em 23 de julho de 2021:

"essas procuradorias estaduais irão representar os estados extrajudicial e judicialmente"

— Rafael Rocha, procurador federal na Procuradoria Regional Federal da Primeira Região e professor de direito ambiental da CP Iuris, na aula publicada em 23 de julho de 2021

Quem viveu a rotina descreve duas frentes. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do Estado do Paraná por aproximadamente seis anos e coordenador da área de procuradorias estaduais e municipais da CP Iuris, explica na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021 que a representação acontece "tanto nos processos judiciais, ajuizando uma demanda contra alguém ou defendendo o Estado de alguém, quanto no consultivo".

Consultivo
O procurador entra antes da decisão. Na procuradoria federal, Rafael Rocha descreve o efeito prático na aula publicada em 23 de julho de 2021: "nenhuma compra é realizada sem a manifestação jurídica do procurador". No Estado, é a emissão de pareceres, de opiniões que garantam a atuação legal do administrador, e o parecer, nas palavras de Daniel Mesquita, diz ao gestor "se aquilo que ele quer fazer é legal ou ilegal".
Contencioso
É volume. A rotina é elaborar peças; despacho e sustentação oral entram como complemento.

Sobre o contencioso, nas palavras de Daniel Mesquita:

"é muito volume de trabalho na procuradoria do Estado"

— Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do Estado do Paraná e coordenador da área de procuradorias estaduais e municipais da CP Iuris, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021

Isso é a carreira em geral, e a rotina que ele viveu foi a do Paraná. A rotina interna da PGE-ES não está nestas fontes.
Vídeo: a carreira de procurador do Estado e a rotina do cargo por dentro Assistir no YouTube

Semana do Universitário - Prof. Daniel Mesquita - A Carreira de Procurador, com Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e ex-procurador do Estado do Paraná, aula publicada em 3 de fevereiro de 2021. Abrir no canal da CP Iuris.

Quem pode prestar o concurso?

O requisito de carreira que estas fontes sustentam é a aprovação no exame da OAB. Sobre prática jurídica elas divergem. A gente carrega as duas leituras em vez de escolher uma.

  1. Aprovação no exame da OAB. Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, registra na aula publicada em 23 de julho de 2021: "que é o requisito inclusive, requisito para se tornar procurador, estar aprovado na prova da ordem".
  2. A leitura de que boa parte das procuradorias dispensa prática jurídica. Rafael Rocha, na mesma aula: "Grande parte dos concursos de procuradoria ainda não exige a tal da prática jurídica. Ou quando exige, aceita o estágio realizado durante a graduação."
  3. A leitura contrária. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e ex-procurador do Estado do Paraná, parte da premissa oposta na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021: "o cargo de procurador exige prática jurídica, mas às vezes é só uma prática de dois anos".
  4. O acordo entre as duas. O estágio feito durante a graduação conta. Então você poderá fazer a prova e se passar tomar posse depois de colar grau na faculdade.
  5. Onde conferir. O edital publicado pela Procuradoria-Geral do Estado do Espírito Santo.
Nenhuma das duas leituras fala do Espírito Santo, e nenhuma delas diz o que a PGE-ES exige.

Quais são as etapas do concurso?

Um concurso de procuradoria tem três ou quatro fases. A resposta genérica é de Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, respondendo a um aluno na aula publicada em 23 de julho de 2021:

"Professor, como é o concurso para ingresso na carreira de procurador? Olha, os concursos geralmente possuem três ou quatro fases."

— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na aula publicada em 23 de julho de 2021

O desenho típico de um concurso de procuradoria
3 ou 4 fases
segundo Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na aula publicada em 23 de julho de 2021; não é contagem de etapas da PGE-ES, que estas fontes não dão

A sequência que ele descreve é a de procuradorias em geral, não o desenho declarado da PGE-ES:

Prova objetiva. Você faz uma prova objetiva, se obtiver a pontuação necessária vai para a segunda fase.
Segunda fase escrita, em dois turnos: peça processual e questões pela manhã, parecer administrativo e questões à tarde.
Prova oral. Rafael Rocha delimita o recorte: "Na fase oral serão abordados alguns temas, não todos".
Prova de títulos, que classifica sem aprovar. Ainda ele, na mesma aula: "esses títulos vão te render pontos e eles te ajudarão na classificação".

Sobre a PGE-ES, quem fala é Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional empossado em junho de 2024, na live publicada em 19 de julho de 2025:

"É um concurso que tem prova oral"

— Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional empossado em junho de 2024, na live publicada em 19 de julho de 2025

Da última prova do órgão ele conta que "nós tivemos prova objetiva de manhã. e subjetivo à tarde, escrita", e em seguida se recusa a garantir que se repita.

São duas camadas diferentes: de um lado o desenho genérico de um concurso de procuradoria, do outro a leitura datada do formato da última prova do Espírito Santo, com a recusa do falante colada nela.
Vídeo: mapeamento de oportunidades em procuradorias, com o formato da última prova da PGE-ES Assistir no YouTube

Principais oportunidades para Procuradoria com Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, live publicada em 19 de julho de 2025. Abrir no canal da CP Iuris.

Quem organiza a prova da PGE-ES?

Esta página não nomeia a banca da PGE-ES de edição nenhuma, e o motivo está nas fontes.

As cinco aulas e lives que a sustentam não grafam de forma legível o nome da banca deste órgão: onde ele aparece, aparece corrompido pela transcrição, em mais de uma versão e em nenhuma correta. Nomes de banca legíveis existem numa dessas fontes, e são de outros certames.

E a banca é decisão de cada certame. Na live publicada em 19 de julho de 2025, Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, lista "definição da banca, contratação da banca" entre os trâmites que ainda faltavam.

O que sobra sem o nome é a caracterização que ele fez naquela data da banca da última prova:

"uma banca famosa, uma banca que tem muitas questões disponíveis, é uma banca mais tranquila de se estudar"

— Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, na live publicada em 19 de julho de 2025

A divisão cabe em duas linhas.

Aproveitável
a caracterização, presa à data em que foi dita.
Não aproveitável
o nome.

Quem organiza a sua edição está no edital publicado pela Procuradoria-Geral do Estado do Espírito Santo.

Como é a prova oral?

A PGE-ES tem prova oral, e é tudo o que estas fontes dizem sobre a oral deste órgão. Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional empossado em junho de 2024, registra em meia frase, na live publicada em 19 de julho de 2025: "É um concurso que tem prova oral".

Em procuradorias em geral, quem descreve a fase é Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na aula publicada em 23 de julho de 2021: "Na fase oral serão abordados alguns temas, não todos".

O conselho de Rafael Rocha sobre calendário é não correr atrás dela agora: "a fase oral é a última etapa. Até chegar lá, você estará preparado".

Repare que a descrição da fase é sobre procuradorias em geral.

Quantas questões, quanto tempo, que disciplinas e como a sessão é composta na PGE-ES a gente não afirma. Está no edital. O treino, esse vale de qualquer jeito, e está logo abaixo.

Como é a remuneração de um procurador?

A remuneração de um procurador tem duas parcelas. Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, define as duas na aula publicada em 23 de julho de 2021:

"Você tem a parcela do subsídio, que geralmente é um subsídio importante, e além da parcela do subsídio, você tem a parcela dos honorários de sucumbência"

— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na aula publicada em 23 de julho de 2021

A composição da remuneração de um procurador
2 parcelas
subsídio e cota de honorários de sucumbência, segundo Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na aula publicada em 23 de julho de 2021

A segunda parcela é um rateio: esses honorários vão para um fundo e neste fundo há uma divisão dentre todos os procuradores. E ela não chega inteira no começo:

"Depois de um ano você começa a receber um pouquinho e aí ao longo dos anos você consegue receber 100% da cota dependendo da carreira"

— Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na aula publicada em 23 de julho de 2021

Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, fecha o raciocínio sem citar valor, na live publicada em 19 de julho de 2025. Subsídio somado a honorários e a outros benefícios, segundo ele, "vai ou vai chegar no teto ou vai chegar muito perto do teto".

Esta página não publica valor nenhum para a PGE-ES, porque estas fontes não trazem nenhum. A tabela de subsídio vigente é publicada pelo próprio órgão.
Vídeo: a carreira de procurador e o modelo remuneratório em duas parcelas Assistir no YouTube

Semana do Universitário - A Carreira de Procurador - Prof. Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, aula publicada em 23 de julho de 2021. Abrir no canal da CP Iuris.

Procurador do Estado pode advogar no Espírito Santo?

Sobre o Espírito Santo, estas fontes não respondem. A razão de não responderem é a coisa mais útil que elas dão, e cabe em três linhas.

  1. A regra geral, com o hedge da fonte preservado. Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, na aula publicada em 23 de julho de 2021: "Na maioria dos estados da federação, meus queridos amigos, os procuradores também podem exercer a advocacia fora do horário de trabalho".
  2. O limite, que vem junto. Ainda ele, na mesma aula: "ele não pode atuar contra o Estado que ele faz a defesa".
  3. A prova de que varia de órgão para órgão. Josias Barcelos, procurador do município de São Paulo, afirmou em 20 de março de 2023 que no cargo dele se pode advogar, "diferente um pouco da PGE São Paulo, que não pode advogar".

Como varia, a resposta para o Espírito Santo está na legislação do órgão e no edital.

Férias e grau de dedicação no Espírito Santo também não aparecem aqui: as duas únicas menções a férias nestas cinco fontes são sobre a Procuradoria do Distrito Federal e sobre a PGE de Alagoas.

Como a procuradoria se compara às carreiras vizinhas?

A prova de procuradoria pesa as matérias de um jeito próprio. Quem descreve a diferença é Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, na live publicada em 15 de agosto de 2025:

"num concurso para procuradorias, você tem uma cobrança às vezes mais pesada de uma matéria de direito tributário, de uma matéria de direito financeiro, você tem uma abordagem um pouco mais profunda em matérias de consultivo"

— Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, na live publicada em 15 de agosto de 2025

O que muda entre a procuradoria estadual e as carreiras jurídicas vizinhas, segundo as aulas e lives que sustentam esta página
O que mudaSegundo a fonteQuem disse, quando
Peso das matérias numa prova de procuradoriaCobrança mais pesada de tributário e financeiro, e abordagem mais profunda de consultivo e administrativoLeonardo Leão, live publicada em 15/08/2025
Desenho da prova, contra a de magistraturaNão presuma que a prova de procuradoria segue o desenho da de juiz; leia o edital de cada certameLeonardo Leão, live publicada em 19/07/2025
Advocacia privada, estadual contra federalO procurador federal só pode advogar em causa própria ou pro bono; na maioria dos estados o procurador do Estado pode advogar fora do horárioRafael Rocha, aula publicada em 23/07/2021
Ente representado, municipal contra estadualA procuradoria municipal representa o município e a estadual representa o estado, cada uma judicial e extrajudicialmenteRafael Rocha, aula publicada em 23/07/2021
Analista como carreira-trampolimO tempo até ficar competitivo é o mesmo, então estude direto para procuradorLeonardo Leão, live publicada em 15/08/2025

O aviso contra presumir o desenho de uma prova pela de outra é do mesmo falante, na live publicada em 19 de julho de 2025. Direto:

"Não fique confiando que com certeza é igual a prova de juiz"

— Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, na live publicada em 19 de julho de 2025

A tabela compara carreiras, não órgãos, e nenhuma linha dela é sobre o Espírito Santo.

Como estudar para uma prova de procuradoria?

Comece pelo núcleo duro. Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional empossado em junho de 2024, nomeia as matérias duas vezes na live publicada em 15 de agosto de 2025 para não deixar dúvida:

"repetindo constitucional, administrativo, processo civil, civil, pelo menos até direito das coisas precisa dominar muito bem, tributário, financeiro e fazenda pública em juízo"

— Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional empossado em junho de 2024, na live publicada em 15 de agosto de 2025

Domine o núcleo duro que ele nomeia, e revise o mesmo material até a matéria assentar.
Monte rotina com metas. Ele define a disciplina como compromisso, não como número de horas: "É preciso encarar o estudo como se fosse o seu trabalho, para que você tenha metas".
Treine discursiva à parte do conteúdo. Leonardo Leão explica o motivo: "Se você não treina prova discursiva, não treina elaboração de uma prova discursiva, provavelmente você vai encontrar muita dificuldade em entender como o examinador quer a resposta."
Treine a oral por arguição recíproca, porque não adianta você dominar todo o conteúdo de direito constitucional e numa prova oral você gaguejar toda a sua resposta. O método que ele relata: "eu combinava com colegas de fazermos aqui uma chamada de vídeo para ficar um arguindo o outro e a gente ficar treinando e avaliando".
Treine o tempo das duas provas juntas. Ainda ele, na mesma live: "Às vezes numa prova que tem ali objetiva e subjetiva na mesma prova, isso depende do edital. Você precisa estar preparado para responder dentro do tempo que está previsto no edital".
O último passo conversa direto com o formato que ele atribuiu à última prova do Espírito Santo. Aquele formato é de uma edição. O treino vale de qualquer jeito.
Vídeo: como se preparar para procuradorias, do núcleo duro ao treino de discursiva e de oral Assistir no YouTube

Erros e acertos na preparação para Procuradorias com Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, live publicada em 15 de agosto de 2025. Abrir no canal da CP Iuris.

Como a gente prepara para procuradorias?

A gente acompanha o percurso inteiro: objetiva, discursiva e prova oral.

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E esta página existe pela mesma razão de a gente chamar quem exerce a carreira para explicá-la. Cada uma das quatro pessoas citadas aqui declara o próprio cargo dentro do próprio vídeo. A gente nomeia esse cargo e nada além dele: ninguém aqui recebe um vínculo que não tenha declarado.

FAQ: dúvidas sobre o concurso da PGE-ES

Quando sai o próximo edital do concurso da PGE-ES?

Esta página não carrega estágio de certame. Quando o próximo edital sair, quem publica é a Procuradoria-Geral do Estado do Espírito Santo.

A única fonte que fala do assunto descreve, em julho de 2025, os trâmites que faltavam naquele momento e projeta uma janela. Essa fala tem mais de um ano, descreve um certame que já correu e não descreve o presente.

A orientação que sobrevive a qualquer edição é de Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, na live publicada em 15 de agosto de 2025: "Fique atento, fique atento a editais, fique atento a publicações oficiais da banca examinadora, mas não fique perdendo tempo com grupo de WhatsApp."

Quantas vagas o concurso da PGE-ES oferece?

Esta página não publica contagem de vagas de edição nenhuma.

Uma das cinco fontes traz uma perspectiva de vagas, e ela é a pesquisa do próprio falante sobre um edital que ainda não existia, com a ressalva dele mesmo. É projeção sobre uma edição, não característica do órgão.

O que essas fontes sustentam sobre vagas em procuradorias é uma regularidade da carreira, dita por Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, na live publicada em 19 de julho de 2025: em concurso de procuradoria "a maioria deles costuma nomear cadastro reserva". Quantas vagas a sua edição abre está no edital publicado pela Procuradoria-Geral do Estado do Espírito Santo.

Qual banca organiza o concurso da PGE-ES?

Esta página não afirma qual banca organiza nenhuma edição.

As cinco aulas e lives que a sustentam não grafam de forma legível o nome da banca da PGE-ES: onde ele aparece, aparece corrompido, em mais de uma versão e em nenhuma correta. Os nomes de banca legíveis que aparecem em uma dessas fontes pertencem a outros certames.

A banca também é decisão de cada certame. Na live publicada em 19 de julho de 2025, Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, lista "definição da banca, contratação da banca" entre os trâmites que ainda faltavam naquele momento. Quem organiza a sua edição está no edital.

A PGE-ES exige prática jurídica?

As duas fontes que tratam do assunto divergem no enquadramento, e nenhuma delas fala do Espírito Santo.

Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, diz na aula publicada em 23 de julho de 2021: "Grande parte dos concursos de procuradoria ainda não exige a tal da prática jurídica. Ou quando exige, aceita o estágio realizado durante a graduação."

Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e ex-procurador do Estado do Paraná, parte da premissa contrária na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021: "o cargo de procurador exige prática jurídica, mas às vezes é só uma prática de dois anos".

As duas concordam que o estágio conta. O que a PGE-ES exige está no edital dela.

Quanto ganha um procurador do Estado do Espírito Santo?

Esta página não publica valor nenhum: estas fontes não trazem nenhum para a PGE-ES, nem inicial, nem por categoria, nem faixa, nem estimativa. A única frase delas sobre reajuste neste órgão não traz número, nem data, nem percentual.

O que dá para saber é como o dinheiro se forma. Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, explica na aula publicada em 23 de julho de 2021: "A remuneração dos procuradores, ela é composta por duas parcelas. Você tem a parcela do subsídio, que geralmente é um subsídio importante, e além da parcela do subsídio, você tem a parcela dos honorários de sucumbência."

A cota de honorários amadurece ao longo dos anos. O valor vigente está na tabela de subsídio publicada pelo próprio órgão.

O que um procurador do Estado faz no dia a dia?

Duas frentes. Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal e ex-procurador do Estado do Paraná, explica na aula publicada em 3 de fevereiro de 2021 que a representação do Estado acontece "tanto nos processos judiciais, ajuizando uma demanda contra alguém ou defendendo o Estado de alguém, quanto no consultivo".

O contencioso é volume: "Elaboração de muitas peças, é muito volume de trabalho na procuradoria do Estado, há muitos processos contra o Estado em que o Estado ajuiza".

O consultivo produz o parecer que diz ao gestor "se aquilo que ele quer fazer é legal ou ilegal", antes de a decisão ser tomada.

A rotina que ele descreve é a que viveu na Procuradoria do Estado do Paraná. Estas fontes não descrevem a rotina interna da PGE-ES.

A prova da PGE-ES é objetiva de manhã e escrita à tarde?

Foi assim na última vez, segundo Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, na live publicada em 19 de julho de 2025: "Essa prova do Espírito Santo, na última vez que ela foi elaborada, nós tivemos prova objetiva de manhã. e subjetivo à tarde, escrita".

E ele mesmo recusa transformar isso em regra: "eu não sei como virar. Não é para estar próximo, mas pode ser que venha igual e aí você precisa estar atento ao edital quando ele sair".

A consequência de estudo vale de qualquer jeito, na live publicada em 15 de agosto de 2025: "Às vezes numa prova que tem ali objetiva e subjetiva na mesma prova, isso depende do edital. Você precisa estar preparado para responder dentro do tempo que está previsto no edital".

Procurador do Estado do Espírito Santo pode advogar?

Estas fontes não respondem isso para o Espírito Santo, e a razão é útil.

Rafael Rocha, procurador federal e professor de direito ambiental da CP Iuris, dá a regra geral na aula publicada em 23 de julho de 2021, com o hedge dele preservado: "Na maioria dos estados da federação, meus queridos amigos, os procuradores também podem exercer a advocacia fora do horário de trabalho". E nunca contra o Estado que representam.

Que isso varia por órgão está provado na própria casa: Josias Barcelos, procurador do município de São Paulo, afirmou em 20 de março de 2023 que no cargo dele se pode advogar, "diferente um pouco da PGE São Paulo, que não pode advogar".

Como varia, a resposta do Espírito Santo está na legislação do órgão e no edital.

De onde vem o que a gente afirma

A gente é a CP Iuris, curso preparatório para as carreiras jurídicas. Quem assina esta página é Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia, cofundador da escola.

Toda fala citada aqui chega com nome, papel e data de quem a fez. E quem assina não é um deles: ele não fala em nenhuma das cinco aulas e lives que sustentam este texto.

Quem fala no corpo desta página:

  • Leonardo Leão, procurador da Fazenda Nacional, empossado em junho de 2024;
  • Rafael Rocha, procurador federal na Procuradoria Regional Federal da Primeira Região e professor de direito ambiental da CP Iuris desde 2016;
  • Daniel Mesquita, defensor público do Distrito Federal, ex-procurador do Estado do Paraná por aproximadamente seis anos e coordenador da área de procuradorias estaduais e municipais da CP Iuris;
  • Josias Barcelos, procurador do município de São Paulo.

Os quatro declaram o próprio cargo dentro do próprio vídeo, e nenhum deles prestou o concurso da PGE-ES.

E a gente não afirma que todo professor foi aprovado na carreira que ensina.

Fontes: as cinco aulas e lives da CP Iuris que sustentam este texto, que são a live Principais oportunidades para Procuradoria com Leonardo Leão, publicada em 19 de julho de 2025, a live Erros e acertos na preparação para Procuradorias com Leonardo Leão, publicada em 15 de agosto de 2025, a aula Semana do Universitário - Prof. Daniel Mesquita - A Carreira de Procurador, publicada em 3 de fevereiro de 2021, a aula Semana do Universitário - A Carreira de Procurador - Prof. Rafael Rocha, publicada em 23 de julho de 2021, e a análise ao vivo do edital da PGM de São Paulo, de 20 de março de 2023, mais o edital publicado pela Procuradoria-Geral do Estado do Espírito Santo. Confira sempre o edital vigente da edição que você vai prestar antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.