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Guia do concurso · Juiz federal no TRF4

Concurso TRF4: o caminho da magistratura no Sul

No TRF4, concurso quer dizer duas coisas diferentes, e elas não se misturam. Uma é o concurso de Juiz Federal Substituto, a magistratura da 4ª Região: exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM. A outra é o concurso de servidor, para Analista e Técnico Judiciário, outra carreira, outra exigência de escolaridade, outra organização.

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etapas de prova até a posse, o desenho do certame que se repete edição após edição
fachada de tribunal regional federal, a imagem de abertura do guia que a gente escreveu sobre o concurso de juiz federal da 4ª Região

Daí vem a bagunça. As etapas e os salários que você viu por aí não batem entre si porque quase sempre são certames diferentes com o mesmo apelido.

A confusão tem endereço dentro do próprio tribunal. Charles Giacomini, juiz federal da 4ª Região, carrega no currículo dois cargos do certame de servidor antes de chegar à magistratura: Analista jurídico do TRF4, analista oficial de justiça do TRF4.

Esta página segue o caminho da magistratura: o que a Justiça Federal do Sul julga, quem pode prestar, onde entra o ENAM, quais são as fases, o que a segunda fase cobra e como funciona a lotação em Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Qual concurso é o seu?
Quero a magistratura federal: é por aqui, siga a leitura.
Quero o concurso de servidor do tribunal: o começo é outro, e ele está no edital de Analista e Técnico Judiciário publicado pelo próprio TRF4.
A gente carrega aqui o que se repete em toda edição. Data de inscrição, número de vagas, banca contratada e valor de subsídio saem do edital do próprio tribunal, e a gente diz isso em voz alta.

Quais estados o TRF4 abrange?

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região é a segunda instância da Justiça Federal no Sul do país e responde por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Quem passa no concurso de Juiz Federal Substituto entra para essa região e é juiz dela. A passagem para outro tribunal regional depois se faz por remoção externa, sem prestar concurso de novo.

Na prática, escolher o TRF4 é também escolher onde viver. As varas federais se distribuem por subseções judiciárias espalhadas pelos três estados, e é entre elas que o aprovado escolhe, por ordem de classificação.

A 4ª Região reúne capitais, cidades portuárias, faixa de fronteira e interior agrícola. Cada praça dessas carrega um acervo com cara própria: Charles Giacomini, juiz federal da 4ª Região, passou seis anos numa vara federal de cidade portuária catarinense, onde importação, exportação e comércio exterior dominam a pauta.

O mapa das seis regiões da Justiça Federal, com o território de cada uma, está no guia da magistratura federal.

O que a Justiça Federal do Sul julga?

A competência da Justiça Federal se define pela pessoa que está no processo, não pela matéria.

A competência dos juízes federais e do Tribunal Regional Federal, lá no artigo 109 da Constituição, também é uma competência em regra baseada na pessoa. — Rafael Vasconcellos, professor de Direito Processual Civil da CP Iuris

Então temos união, suas autarquias, fundações públicas, suas empresas públicas, todas julgadas na justiça federal. Lembrando que sociedades de economia mista federais são julgadas na justiça estadual. A linha divisória fica clara em dois nomes conhecidos: a Caixa Econômica, empresa pública federal, vai para a Justiça Federal; o Banco do Brasil, sociedade de economia mista, vai para a Justiça Estadual.

O que fica na Justiça Federal e o que fica na Justiça Estadual
O que fica na Justiça FederalO que fica na Justiça Estadual
Causas em que a União figura no polo ativo ou passivo Causas entre particulares, sem ente federal no processo
Autarquias e fundações públicas federais Sociedades de economia mista federais
Empresas públicas federais (ex.: Caixa Econômica) Sociedades de economia mista federais (ex.: Banco do Brasil)
Execução fiscal federal Causa previdenciária na comarca sem vara federal (art. 109, §3º)
Matéria previdenciária, tributária, aduaneira e ambiental federal Causa que a União devolveu por não ter interesse (Súmulas 150, 224 e 254 do STJ)

Daí sai o acervo real de uma vara federal do Sul: previdenciário de alto volume, execução fiscal, tributário e ambiental, mais importação, exportação e comércio exterior nas praças portuárias.

A exceção que mais confunde está no art. 109, §3º. O juiz estadual pode exercer competência federal quando no local não tiver vara federal e houver uma lei específica atribuindo ao juiz estadual competência federal ou quando se tratar de causas previdenciárias.

Vídeo: a competência da Justiça Federal no art. 109 da Constituição Assistir no YouTube

Rafael Vasconcellos, professor de Direito Processual Civil da CP Iuris, na aula 2 de Processual Civil da série sobre o TRF4. Abrir no canal da CP Iuris.

Quem pode prestar o concurso de juiz?

Para disputar uma vaga de Juiz Federal Substituto no TRF4 são três exigências de entrada:

  • Bacharelado em Direito concluído.
  • Três anos de atividade jurídica, contados depois da colação de grau.
  • Habilitação no ENAM, o guia do ENAM abre o exame por dentro.

A base é o art. 93, I da Constituição somado à Resolução CNJ nº 75/2009.

O detalhe que derruba candidato não é o requisito, é o momento em que ele é conferido. A comprovação dos três anos acontece na inscrição definitiva, já dentro do certame, e não lá na frente, na posse. Quem se forma agora consegue começar a disputar antes de completar o tempo, desde que o complete até aquele marco.

Depois das provas vêm as fases que não são prova e eliminam do mesmo jeito: a sindicância de vida pregressa, os exames de sanidade física e mental e a avaliação psicotécnica.

O rol do que conta como atividade jurídica e a lista de documentos da sindicância estão na norma e no edital de cada tribunal. É lá que você confere o seu caso, a gente não inventa lista.

Onde entra o ENAM no TRF4?

O ENAM não te dá a vaga no TRF4. Ele te dá o direito de disputá-la.

O Exame Nacional da Magistratura é o filtro habilitante que vem antes de qualquer concurso de juiz. São 80 questões, e a habilitação na ampla concorrência exige 56 acertos, 70% da prova; para os candidatos cotistas, 40 acertos. A régua é a Resolução CNJ nº 531/2023, e a aplicação é da FGV.

O certificado vale dois anos e é prorrogável por mais dois. Ou seja: você se habilita uma vez e usa essa habilitação para prestar o TRF4 e outros tribunais dentro da validade.

Prova de habilitação
56/80 acertos
70% da prova na ampla concorrência; 40 acertos para os candidatos cotistas
Validade do certificado
2 + 2 anos
habilita uma vez e vale para o TRF4 e para outros tribunais dentro do prazo

Daí o exame entrar no começo do planejamento, e não no fim. Sem ele, as fases do próprio tribunal nem começam para você, o guia do ENAM destrincha a prova inteira.

O peso que a nota do exame tem dentro do certame de cada tribunal é assunto do edital daquele tribunal, e esta página não responde por ele.

Quais são as fases do certame?

O concurso de Juiz Federal Substituto se decide numa sequência de etapas, não numa prova só.

Prova objetiva seletiva eliminatória, corta a maior parte do campo.
Prova discursiva.
Provas práticas de sentença uma cível e uma criminal, etapa própria e não um apêndice da discursiva.
Prova oral.
Avaliação de títulos classificatória.

Entremeadas às provas correm as fases que não são prova e eliminam do mesmo jeito: a inscrição definitiva, a sindicância de vida pregressa, os exames de sanidade física e mental e o psicotécnico.

Quem já subiu essa escada descreve o percurso sem romantizar:

Em um desses picos, você vai fazer o suficiente lá no ponto de corte e vai para a sua prova discursiva e vai para a prova oral e vai tomar posse e não vai se arrepender jamais de todo esse sacrifício. — Charles Giacomini, juiz federal da 4ª Região, em palestra de carreira de julho de 2021
Vídeo: a carreira de juiz federal e o percurso das fases do certame Assistir no YouTube

Charles Giacomini, juiz federal da 4ª Região, na Semana do Universitário sobre a carreira de juiz federal. Abrir no canal da CP Iuris.

Quantas questões cada prova tem, quanto pesa cada etapa e onde fica a nota de corte são definições de cada edital. A gente aponta o documento do próprio tribunal em vez de repetir número de página alheia.

O que a segunda fase cobra?

A segunda fase da magistratura federal cobra duas sentenças, uma cível e uma criminal. É nela que a maior parte do campo cai.

Existem alguns crimes cuja cobrança nas provas da magistratura federal é muito maior, e eles voltam edição após edição porque nascem da própria competência federal: contrabando, descaminho, apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do Código Penal) e sonegação de contribuição previdenciária (art. 337-A). No caminho estão a distinção entre crime material e crime formal e a Súmula Vinculante 24.

O enunciado também tem um vício de repetição. A banca quase sempre deixa uma condenação de pé, e o motivo é direto:

Porque a banca quer ver se o candidato sabe fazer a dosimetria da pena. — Michael Procópio, juiz federal e professor de Direito Penal da CP Iuris

Fundamentação por elementos concretos, sem bis in idem, é o que separa a peça corrigida da peça descartada.

Do outro lado, o que a etapa mede não é volume de leitura. Chegou na segunda fase, tem que ter a leitura humilde daquilo que é mais abstrato, com baixa densidade semântica, que é a principiologia. E muitas sentenças sequer chegam a ser lidas por não alcançarem o mínimo.

Como o TRF4 difere dos vizinhos?

Cada Tribunal Regional Federal tem território próprio, acervo próprio e, o que quase ninguém diz, jurisprudência própria.

A diferença que mais pesa para quem estuda não está no mapa, está no entendimento. Há matéria em que o TRF4 sustenta posição divergente da que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça fixaram, e os crimes previdenciários são o exemplo que o juiz federal Michael Procópio registrou em aula, em março de 2023. É a observação de um magistrado sobre a jurisprudência regional, não uma tese consolidada.

Para quem vai escrever sentença sob a régua daquele tribunal, saber onde a corte regional diverge das superiores vale mais do que qualquer contagem de vaga.

A regra de mobilidade conta a segunda metade da história: quem entra por uma região é juiz daquela região.
Ela vai fazer um pedido de remoção externa. Leva um pouco mais de tempo, mas é possível. Não é preciso prestar outro concurso. — Michael Procópio, juiz federal e professor de Direito Penal da CP Iuris
Vídeo: jurisprudência regional e mobilidade entre os tribunais regionais federais Assistir no YouTube

Michael Procópio, juiz federal e professor de Direito Penal da CP Iuris, na aula de abertura da maratona de preparação para a magistratura federal. Abrir no canal da CP Iuris.

O mapa completo das seis regiões da Justiça Federal está no guia da magistratura federal, e as páginas do TRF3 e do TRF6 seguem o mesmo desenho desta aqui.

Como é a lotação na 4ª Região?

A lotação inicial na magistratura federal do Sul começa mais perto do que a maioria imagina.

Já na carreira federal, a depender da região, você já começa numa cidade de porte médio, não existe justiça federal em cidade pequena. — Charles Giacomini, juiz federal da 4ª Região, em julho de 2021

É a diferença estrutural em relação ao caminho estadual, onde é muito comum se leve 20 anos para chegar a cidades de porte maior em regiões metropolitanas na carreira estadual. O mesmo relato registra um ano de carreira até uma subseção litorânea catarinense, com jurisdição sobre Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Meia Praia, Bombinhas, Porto Belo, Navegantes.

Carreira federal, 4ª Região
1 ano
o tempo até uma cidade de porte médio no relato de um juiz federal da região, em 2021
Carreira estadual, no mesmo relato
cerca de 20 anos
o que costuma separar o juiz estadual de uma região metropolitana

As vagas de juiz substituto se abrem sempre pelo mesmo caminho: titulares viram desembargadores, os titulares antigos se removem e abrem vagas na base.

Em troca de um acervo menor que o da magistratura estadual, o cargo vem com a oportunidade de direcionar as questões de natureza pública, políticas públicas, saúde pública, ensino público, previdência.

Sobre remuneração, esta página não carrega cifra. O subsídio da magistratura é fixado em lei e publicado em tabela oficial escalonada da carreira, e é lá e no edital do tribunal que você confere o valor vigente.

Como estudar para o concurso do TRF4?

A preparação para a magistratura federal se organiza por largura, não por profundidade. Ela demanda uma horizontalidade do conhecimento, porque o programa é muito vasto, mas não precisa da verticalidade. Na verdade, não há tempo para verticalidade.

Daí sai a régua de priorização que funciona: 20% do edital estará em 80% da sua prova, o princípio 80-20.

Os movimentos, na ordem de aplicação:

Varredura na objetiva
leitura dinâmica de cada assertiva, marcando certo, errado ou não sei, e só depois a releitura descansada.
Penal por extensão
o edital da Magistratura Federal, ele vai envolver o Código Penal inteiro. Bem olhado, basicamente o código penal inteiro e as principais leis penais extravagantes. Normalmente os concursos da magistratura federal são recheados de jurisprudência.
Revisão diária
Se já está estudando há 4, 5 anos, já prestou um monte de concursos, já tem alguma experiência, bom, nessa altura do campeonato, talvez você já deva estar revisando 30% da sua carga horária livre de estudos.
Prova refeita em 48 horas
e, na sequência, faça um mapa de calor da prova, identifique para onde as bancas estão indo, o que vem caindo recentemente.
Muito mais que criativo, o concurso público é reprodutivo. — Ilan Presser, juiz federal e professor da CP Iuris
Vídeo: como estudar para a magistratura federal e priorizar o edital Assistir no YouTube

Ilan Presser, juiz federal e professor da CP Iuris, na aula sobre método de estudo e priorização do edital. Ver a aula completa no canal da CP Iuris.

É esse desenho de estudo que a gente acompanha de perto dentro do CP Iuris, da objetiva à prova oral, com o método CPA montando a trilha a partir do seu perfil.

Conhecer a preparação para magistratura federal ›

A toga federal começa com um plano. E com quem já passou.

É esse desenho de estudo que a gente acompanha de perto dentro do CP Iuris: o método CPA monta a trilha a partir do seu perfil, e a preparação cobre todas as fases, até a prova oral.

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Perguntas frequentes sobre o concurso TRF4

O concurso do TRF4 é para juiz ou para servidor?

São dois concursos diferentes do mesmo tribunal, e eles não se misturam.

O de Juiz Federal Substituto é a magistratura da 4ª Região e exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM. O de Analista e Técnico Judiciário é o certame de servidor, com outra exigência de escolaridade, outra carreira e outra organização.

Esta página trata do concurso de magistratura; quem procura a vaga de servidor tem o ponto de partida indicado logo no topo.

Charles Giacomini, juiz federal da 4ª Região, passou nos dois tipos de certame antes de chegar à magistratura, é a prova de dentro do tribunal de que são caminhos distintos.

Quais estados o TRF4 abrange?

A 4ª Região da Justiça Federal cobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Quem passa no concurso entra para essa região e é juiz dela: as varas se distribuem por subseções judiciárias nos três estados, e o aprovado escolhe entre elas por ordem de classificação.

Mudar para outra região depois é possível por remoção externa, sem prestar concurso de novo. O mapa das seis regiões da Justiça Federal, com o território de cada uma, está no guia da magistratura federal.

Quais são os requisitos para ser juiz federal no TRF4?

São três: bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica contados depois da colação de grau, e certificado de habilitação no ENAM. A base é o art. 93, I da Constituição somado à Resolução CNJ nº 75/2009.

O ponto que costuma pegar é o momento da conferência, os três anos são comprovados na inscrição definitiva, já dentro do certame, e não na posse.

Depois ainda correm a sindicância de vida pregressa, os exames de sanidade física e mental e o psicotécnico.

O rol do que conta como atividade jurídica está na norma e no edital de cada tribunal, e é lá que você confere o seu caso.

O ENAM garante vaga de juiz federal?

O ENAM habilita, não aprova: ele dá o direito de disputar o concurso de juiz, não a vaga.

São 80 questões, e a habilitação na ampla concorrência exige 56 acertos, 70% da prova, com 40 acertos para os candidatos cotistas. A régua é a Resolução CNJ nº 531/2023, com aplicação da FGV. O certificado vale dois anos e é prorrogável por mais dois.

Depois dele, cada tribunal ainda aplica as próprias fases, e o peso que a nota tem dentro do certame de cada um sai do edital daquele tribunal.

Quais são as fases do concurso de juiz federal do TRF4?

A sequência é prova objetiva seletiva, prova discursiva, as duas provas práticas de sentença, uma cível e uma criminal, prova oral e avaliação de títulos.

Entre elas correm as fases que não são prova e eliminam do mesmo jeito: inscrição definitiva, sindicância de vida pregressa, exames de sanidade física e mental e psicotécnico.

A prova de sentença é etapa própria, não um apêndice da discursiva.

Quantas questões cada prova tem e quanto pesa cada etapa saem do edital de cada edição, e a gente aponta o documento do tribunal em vez de repetir número de página alheia.

O que cai na segunda fase da magistratura federal?

Duas sentenças, uma cível e uma criminal.

Na criminal, os crimes de competência federal dominam: contrabando, descaminho, apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do Código Penal) e sonegação de contribuição previdenciária (art. 337-A).

A banca costuma deixar uma condenação de pé no enunciado justamente para exigir a dosimetria da pena, com fundamentação por elementos concretos e sem bis in idem.

E o que a etapa mede não é volume de leitura: é principiologia, fundamentação e uso do vernáculo, muitas sentenças sequer chegam a ser lidas por não alcançarem o mínimo.

Onde um juiz federal aprovado no TRF4 é lotado?

Numa das subseções judiciárias dos três estados do Sul, escolhida por ordem de classificação.

A diferença estrutural em relação à carreira estadual está no ponto de partida: não existe vara federal em cidade pequena, então a lotação inicial já é numa cidade de porte médio. O relato de Charles Giacomini, juiz federal da própria 4ª Região, registra a chegada a uma subseção litorânea catarinense com um ano de carreira, contra as duas décadas que costumam separar o juiz estadual de uma região metropolitana.

Esta página não publica valor de subsídio: ele é fixado em lei, publicado em tabela oficial escalonada, e é lá e no edital do tribunal que você confere o valor vigente.

Dá para prestar o TRF4 e outro tribunal no mesmo ciclo?

Dá, e é o que boa parte dos aprovados faz.

O programa da magistratura federal é o mais amplo das carreiras jurídicas, então quem estuda para ele chega preparado para outros certames do mesmo eixo sem refazer a base.

Cada região aplica o próprio concurso, e a habilitação no ENAM vale para todos dentro da validade do certificado.

Depois de aprovado, a mobilidade continua existindo: quem entra por uma região é juiz dela, e a passagem para outra se faz por remoção externa, sem prestar concurso de novo.

Com quem a gente escreve sobre o TRF4

Samer Agi
Cofundador da CP Iuris · ex-juiz do TJDFT · ex-juiz instrutor no STJ

Somos a CP Iuris, escola de preparação para as carreiras jurídicas fundada em 2015, em Brasília.

Quem assina esta página é Samer Agi, cofundador da escola: aprovado em 3º lugar aos 25 anos no concurso para juiz substituto do TJDFT, com posse em 2013, cerca de oito anos de magistratura e passagem como juiz instrutor no STJ.

É essa travessia, a prova do lado de fora e a cadeira do lado de dentro, que organiza o que a gente escreve sobre o concurso do TRF4.

As vozes citadas ao longo da página são nomeadas e situadas uma a uma: Charles Giacomini, juiz federal da própria 4ª Região; Rafael Vasconcellos, professor de Direito Processual Civil; e os juízes federais Michael Procópio e Ilan Presser.

A régua é sempre a mesma: a gente não publica o edital, a gente destrincha o edital. Aqui fica o que se repete em toda edição do concurso do TRF4. Data de inscrição, número de vagas, banca contratada, etapa corrente do certame e valor de subsídio saem do edital do próprio tribunal.