Concurso do TJPE: juiz ou servidor?
No TJPE, "concurso" quer dizer duas coisas diferentes: o de servidor, Técnico, Analista e Oficial de Justiça, pela banca IBFC, e o de Juiz Substituto, a magistratura, pela banca FGV. É por isso que os salários que você viu por aí não batem: são certames distintos, com exigências que não se misturam.
Esta página segue o caminho da magistratura de Pernambuco. A gente reúne aqui quem pode prestar, onde entra o ENAM, quais são as fases e o que priorizar de estudo. Cada número vem com a fonte e a data ao lado, do jeito que um bacharel confere.
Se o que você procura é a vaga de servidor, o ponto de partida é outro, e a gente aponta logo abaixo, para você não perder tempo na página errada.
Quero a magistratura (juiz): é por aqui, siga a leitura.
Quero o concurso de servidor: o começo é outro.
Atualizado em julho de 2026.
Quanto ganha o juiz e o servidor?
A confusão de salário some quando os dois concursos ficam lado a lado. O de Juiz Substituto exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM, cai com a banca FGV e paga subsídio inicial de R$ 35.877,28. O de servidor exige nível médio (Técnico) ou superior (Analista e Oficial de Justiça), cai com a banca IBFC e paga de R$ 5.858,86 a R$ 7.634,45.
É por isso que dois sites mostram números tão diferentes: nem sempre estão falando do mesmo concurso. Cada valor aqui vem com a fonte e a data, porque edital é dado que muda a cada edição.
| Cargo | Banca | Escolaridade | Vagas (último edital) | Remuneração inicial | Fonte / data |
|---|---|---|---|---|---|
| Juiz Substituto (magistratura) | FGV | Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica + ENAM | 30 vagas + cadastro de reserva (edital 2026) | R$ 35.877,28 | Edital FGV 2026 |
| Servidor (Técnico) | IBFC | Nível médio | Cadastro de reserva (certame 2025) | R$ 5.858,86 | Magistrar, jul/2026 |
| Servidor (Analista e Oficial de Justiça) | IBFC | Nível superior | Cadastro de reserva (certame 2025) | R$ 7.634,45 | Magistrar, jul/2026 |
Por que mirar a magistratura de Pernambuco?
A magistratura de Pernambuco entrou no mapa de quem escolhe onde prestar, e o motivo mudou. O TJPE cobre 184 municípios em cerca de 150 comarcas de três entrâncias, de Recife a Petrolina, num estado bem estruturado e de boa qualidade de vida no interior.
E tem o subsídio. O STF e o CNJ estão exatamente nessa busca por se estabelecer um padrão na remuneração da magistratura nacional, que é um ponto positivo para quem presta concurso, a remuneração deixa de ser o que separa um tribunal do outro, e o que sobra é onde você quer viver e servir. Para quem já roda o circuito de provas em vários estados, isso reabre Pernambuco como opção real, não como segunda escolha.
"o estado de Pernambuco é um estado muito bem estruturado, o que é um atrativo a mais para quem presta concursos para magistratura estadual" — o professor Ricardo Rocha Leite, juiz do TJDFT e coordenador de magistratura da CP Iuris
Quem pode ser juiz do TJPE?
Para ser juiz do TJPE você precisa de três coisas: diploma de bacharel em Direito, três anos de atividade jurídica e o certificado de habilitação no ENAM. O detalhe que derruba candidato é o "quando": os três anos de atividade jurídica são contados após a obtenção do grau e exigidos na data da posse, não na inscrição.
Ou seja: dá para disputar antes de completar o tempo, desde que você o complete até lá.
O que o edital cobra para a magistratura:
- Bacharelado em Direito;
- Três anos de atividade jurídica, contados após a obtenção do grau e exigidos na posse;
- Certificado de habilitação no ENAM;
- Quitação com as obrigações eleitorais (e militares, para candidatos do sexo masculino);
- Idoneidade moral, sem antecedentes;
- Exame psicotécnico e sanidade física e mental.
É a leitura fina do edital que separa quem entende o certame de quem só copiou a norma, e é por isso que a gente destrincha o documento em vez de repeti-lo.
"atividade jurídica mínima de três anos após obtenção do grau" — o professor Ricardo Rocha Leite, juiz do TJDFT e coordenador de magistratura da CP Iuris
Onde entra o ENAM até o TJPE?
O ENAM não te dá a vaga no TJPE. Ele te dá o direito de disputá-la. O Exame Nacional da Magistratura é hoje um filtro obrigatório antes de qualquer concurso de juiz: são 80 questões, e você precisa de 56 acertos, 70%, na ampla concorrência para se habilitar.
O certificado vale por dois anos, prorrogável por mais dois. Você se habilita uma vez e usa essa habilitação para prestar o TJPE e outros tribunais dentro da validade.
É por isso que o ENAM entra antes, não depois: sem ele, as fases do TJPE nem começam. Quem trata o ENAM como detalhe de rodapé perde o primeiro passo do caminho.
Quais são as fases do concurso de juiz?
O concurso de juiz do TJPE se decide em cinco etapas, não numa prova só:
A segunda etapa é onde o concurso costuma se ganhar ou se perder, é ali que a prática de sentença separa quem sabe a teoria de quem sabe julgar.
No vídeo abaixo, o professor Ricardo Rocha Leite, juiz do TJDFT e coordenador de magistratura da CP Iuris, abre o edital inteiro e percorre esse cronograma etapa por etapa.
"A análise do edital é a primeira etapa, que é a prova objetiva seletiva, é a segunda etapa provas escritas, é prova discursiva, prova de sentença civil, sentença penal" — o professor Ricardo Rocha Leite, juiz do TJDFT e coordenador de magistratura da CP Iuris
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O professor Ricardo Rocha Leite faz o guia completo do edital 2026 da magistratura do TJPE, etapa por etapa. Abrir no canal da CP Iuris.
Qual bloco pesa mais na objetiva?
A objetiva do TJPE tem 100 questões divididas em três blocos, e eles não pesam igual: o bloco 1 traz 40 questões e cada um dos outros dois traz 30. Esse bloco 1 concentra Direito Civil, Processo Civil, Consumidor e Criança e Adolescente, dez questões a mais que fazem diferença na conta final.
A régua do estudo sai daí: quem começa dividindo o tempo por igual entre as disciplinas perde a vantagem que o edital já entregou de graça. Pegando aqui, por exemplo, o direito civil, nós temos um universo de um código civil de mais de 2 mil artigos, e daí a saída não é ler tudo, é direcionar pela recorrência, priorizar o bloco que mais pontua e, dentro dele, o que mais cai. É a diferença entre estudar por volume e estudar por caminho.
"eles têm o mesmo número de disciplinas, que são quatro disciplinas, mais o bloco 1 tem 40 questões, ou seja, 10 questões a mais que faz muita diferença" — o professor Ricardo Rocha Leite, juiz do TJDFT e coordenador de magistratura da CP Iuris
Como se preparar para sentenças e prova oral?
A 2ª fase é onde o concurso de juiz se decide, e ela não se vence lendo teoria, se vence treinando sentença. Nas provas escritas você entrega uma discursiva e duas sentenças, uma civil e uma penal, e convencer o examinador de que você sabe fazer uma sentença é o que vira um cinco em seis, a distância entre passar e ficar pelo caminho.
"se você convencer o seu examinador de que você sabe fazer uma sentença, a nota é seis ao invés de cinco, e seis ao invés de cinco é a diferença entre ser juiz e ser concurseiro." — o professor Guilherme Marra, juiz do TJDFT e coordenador de 2ª fase da CP Iuris
Na sentença penal, a dosimetria da pena segue o sistema trifásico: a pena fixada numa fase é a base de cálculo da seguinte, e errar a ordem custa a questão inteira.
"a pena fixada na fase anterior é a matéria-prima, é a base de cálculo que será considerada na fase posterior" — o professor Guilherme Marra, juiz do TJDFT e coordenador de 2ª fase da CP Iuris
E a regra vale para a discursiva e para a oral, e ela se resume a treinar do jeito que a prova cai. O sujeito que treina numa prova de sentença sem cronometrar o tempo é a mesma coisa de um jogador se preparar para a Copa do Mundo jogando videogame, por isso se treina cronometrando o tempo e escrevendo à mão. A gente prepara essa fase com correção que aponta o erro, porque é ali que o concurso se ganha.
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O professor Guilherme Marra ensina a preparação para as sentenças e a prova oral da 2ª fase. Ver a aula completa no canal da CP Iuris.
Quantas vagas e qual o subsídio?
O edital 2026 do TJPE abriu 30 vagas mais cadastro de reserva, com subsídio inicial de R$ 35.877,28 e taxa de inscrição de R$ 358,77. O calendário é curto:
No certame anterior, foram 47 juízes nomeados entre 2.989 inscritos. Mas aqui entra a lógica que muda o jeito de estudar: na magistratura, a briga não é pelo número de vagas do edital, é por aprovação. A gente sabe que em concurso público muitas das vezes a gente concorre com a gente mesmo, quem se prepara não estuda para uma das 30 vagas, estuda para ocupar a sua.
"A gente não olha para o número de vagas, porque a gente vai ocupar uma vaga só." — o professor Ricardo Rocha Leite, juiz do TJDFT e coordenador de magistratura da CP Iuris
Como se preparar para a magistratura do TJPE?
Preparar para a magistratura do TJPE com quatro meses até a prova é montar um caminho, não empilhar videoaula. Todo concurso é um processo, ele tem início, meio e fim, e a diferença está em quem estrutura esse percurso desde o começo.
É isso que a gente faz com o método CPA: em vez de um cronograma único para todos, o sistema identifica o seu perfil e monta o percurso sob medida, da objetiva à prova oral, a etapa que boa parte do mercado trata como acessório.
A mentoria da tecnologia Pontes tira dúvida 24/7, e a 2ª fase entra com correção de peças e sentenças, que é onde o concurso se ganha. Numa janela curta, otimizar e direcionar deixa de ser conselho e vira o método.
O edital dá o mapa, e o método CPA anda com você por ele, aula por aula, até o dia da prova. É teoria com quem viveu a prática, professores que já sentaram na cadeira de juiz.
"quatro meses é um tempo curto e aí então ainda mais sentido se fala em otimizar e ter uma estratégia muito bem direcionada" — o professor Ricardo Rocha Leite, juiz do TJDFT e coordenador de magistratura da CP Iuris