Concurso do TJPA: juiz, servidor ou cartório?
No TJPA, "concurso" quer dizer três coisas diferentes, e é por isso que os salários e as bancas que você viu por aí não batem. Tem o de servidor, Analista Judiciário e Oficial de Justiça, pelo Cebraspe, com remuneração de R$ 10.815 a R$ 15.021, tem o de cartório, serviços notariais e registrais, pela banca IESES, e tem o de Juiz Substituto, a magistratura, pela banca FGV. São certames distintos, com exigências que não se misturam.
Esta página segue o caminho da magistratura do Pará. A gente reúne aqui quem pode prestar, onde entra o ENAM, quais são as fases e o que priorizar de estudo.
Se o que você procura é a vaga de servidor ou de cartório, o ponto de partida é outro, e a gente aponta logo abaixo, para você não perder tempo na página errada.
Quero a magistratura (juiz): é por aqui, siga a leitura.
Quero o concurso de servidor ou de cartório: o começo é outro.
Atualizado em julho de 2026.
Juiz, servidor ou cartório: quem paga o quê?
A confusão some quando os três concursos ficam lado a lado. O de Juiz Substituto exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM, cai com a banca FGV e é a carreira da magistratura, com subsídio inicial de R$ 35.877,26. O de servidor exige nível superior (Analista e Oficial de Justiça), cai com o Cebraspe e paga de R$ 10.815 a R$ 15.021. O de cartório é a outorga de serventias, pela IESES, e tem regras próprias.
É por isso que sites diferentes mostram números tão diferentes: eles quase nunca estão falando do mesmo concurso. Cada valor aqui vem com a fonte e a data, porque edital é dado que muda a cada edição.
| Certame | Banca | Escolaridade | Vagas (edital) | Remuneração inicial | Fonte / data |
|---|---|---|---|---|---|
| Juiz Substituto (magistratura) | FGV | Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica + ENAM | 30 vagas + cadastro de reserva | Subsídio de R$ 35.877,26 | Edital da magistratura do TJPA / FGV, 2026 |
| Servidor (Analista e Oficial de Justiça) | Cebraspe | Nível superior | 50 vagas + cadastro de reserva | R$ 10.815 a R$ 15.021 | Estratégia Concursos / Gran Cursos, jul/2026 |
| Cartório (serviços notariais e registrais) | IESES | Bacharel em Direito ou tempo de prática | Serventias vagas no Estado | Renda da serventia | Edital 001/2025 — IESES |
Por que mirar a magistratura do Pará?
A magistratura do Pará entrou no mapa de quem escolhe onde prestar, e o motivo é a cadência. O Pará entra nesse circuito ao lado de Sergipe, Ceará, Rio e DFT.
O país tem 27 tribunais de justiça. Quem estuda para a magistratura estadual não fica preso a um único edital: reprovou num estado, tem outra prova poucos meses depois. Cinco concursos por ano é basicamente uma oportunidade a cada dois meses. Mirar o TJPA não é apostar tudo numa data, é entrar num fluxo de oportunidades, com subsídio inicial de R$ 35.877,26 no fim do caminho.
"Se cada um fizer um concurso a cada cinco anos, a gente tem que ter pelo menos cinco concursos por ano" — o professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT e cofundador da CP Iuris
Quem pode ser juiz do TJPA?
Para ser juiz do TJPA você precisa de três coisas: diploma de bacharel em Direito, três anos de atividade jurídica e o certificado de habilitação no ENAM. O detalhe que derruba candidato é o "quando": os três anos são exigidos na posse, não na inscrição.
Ou seja: dá para disputar antes de completar o tempo, desde que você o complete até lá.
O que o edital cobra para a magistratura:
- Bacharelado em Direito;
- Três anos de atividade jurídica, exigidos na data da posse;
- Certificado de habilitação no ENAM, enviado por upload dentro do prazo de inscrição, no formato do edital;
- As etapas posteriores de idoneidade, exame psicotécnico e sanidade física e mental.
O certificado do ENAM tem um passo próprio: sem correio e sem entrega presencial, só o upload no sistema da inscrição, dentro do prazo. E o rigor com a documentação não é detalhe, é a leitura fina do edital que separa quem entende o certame de quem só copiou a norma.
"Eu tô cansado de receber e-mail direto de alunos dizendo assim, professor, eu enviei a cópia do meu documento mas não estava autenticada e indeferiram minha inscrição." — o professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT e cofundador da CP Iuris, ao analisar um edital do TJPA
Onde entra o ENAM no TJPA?
O ENAM não te dá a vaga no TJPA. Ele te dá o direito de disputá-la. O Exame Nacional da Magistratura virou o filtro obrigatório antes de qualquer concurso de juiz, e no TJPA isso é concreto: você precisa fazer o upload do certificado de habilitação no ENAM dentro do prazo de inscrição, sem ele, a inscrição não se completa.
Habilitado no ENAM, você chega ao TJPA já dentro da disputa. É por isso que o ENAM entra antes, não depois: quem trata como detalhe de rodapé perde o primeiro passo do caminho.
"essa mudança do Enam é uma mudança muito, muito grande, porque o sujeito de repente já se percebe na segunda fase do concurso" — o professor Guilherme Marra, juiz do TJDFT e coordenador de 2ª fase da CP Iuris
Quais são as fases do concurso?
O concurso de juiz do TJPA se decide em cinco etapas, não numa prova só:
A segunda etapa é onde o concurso costuma se ganhar ou se perder, é ali que a prática de sentença separa quem sabe a teoria de quem sabe julgar. A gente percorre esse cronograma etapa por etapa, do jeito que ele aparece no edital.
"Vamos dar uma olhada aqui no edital do TJ Pará e a gente vai conversando." — o professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT e cofundador da CP Iuris
Como é a objetiva e os blocos?
A objetiva do TJPA tem 100 questões divididas em três blocos, e eles não pesam igual. O Bloco I concentra Civil, Processo Civil, Consumidor e Criança e Adolescente e traz 30 questões; o Bloco II (Penal, Processo Penal, Constitucional e Eleitoral) traz outras 30; e o Bloco III (Empresarial, Tributário e Financeiro, Ambiental, Administrativo, Direitos Humanos e outras) traz 40, é o mais pesado.
A régua do estudo sai daí: na objetiva da magistratura você tem que ser generalista, saber de tudo um pouco, com prioridade para o bloco que mais pontua. E a lógica de reta final é a do custo-benefício: garantir muitas questões com pouca matéria vale mais do que se afundar no conteúdo mais difícil. Priorizando as matérias de maior retorno, você pode conquistar entre 35 e 40 questões sem se perder no que menos cai.
"dá pra garantir no mínimo 10 questões com essas 15 páginas. Então é um bom negócio errar uma questão pra acertar 10." — o professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT e cofundador da CP Iuris, na análise da reta final do TJPA
Como treinar sentenças e prova oral?
A 2ª fase do TJPA é onde o concurso se decide, e ela não se vence lendo teoria, se vence treinando sentença. Nas provas escritas você entrega uma discursiva e duas sentenças, uma civil e uma criminal, e depois ainda enfrenta a prova oral.
O que sustenta essa fase não é maratona de véspera. É rotina. Escrever sentença cronometrando o tempo, do jeito que cai, é o que transforma teoria em nota, e é por isso que a gente prepara essa fase com correção que aponta o erro.
"passa na magistratura quem faz o que tem que ser feito todos os dias. E o que tem que ser feito não é estudar oito, dez horas, é estudar todos os dias" — o professor Guilherme Marra, juiz do TJDFT e coordenador de 2ª fase da CP Iuris
Quantas vagas e qual o cronograma?
O edital da magistratura do TJPA (FGV) abriu 30 vagas mais cadastro de reserva, distribuídas assim:
- 18 para ampla concorrência;
- 2 para pessoas com deficiência;
- 8 para candidatos negros;
- 1 para indígenas;
- 1 para quilombolas.
O subsídio inicial do cargo é de R$ 35.877,26 e a taxa de inscrição foi de R$ 358,77, com upload do certificado do ENAM no mesmo prazo. O cronograma marca a prova objetiva para 22 de março de 2026, em Belém, e as provas escritas para 7 e 8 de junho de 2026.
Aqui entra a lógica que muda o jeito de estudar: na magistratura, a briga não é pelo número de vagas do edital, é por aprovação. Não basta passar, é preciso estar entre os melhores.
Como se preparar para o TJPA?
Preparar para a magistratura do TJPA é montar um caminho, não empilhar videoaula.
É isso que a gente faz com o método CPA: em vez de um cronograma único para todos, o sistema identifica o seu perfil e monta o percurso sob medida, da objetiva à prova oral, a etapa que boa parte do mercado trata como acessório. A régua é a constância, não o esforço heroico de véspera: a preparação para magistratura não é uma corrida de 100 metros. A mentoria da tecnologia Pontes tira dúvida 24/7, e a 2ª fase entra com correção de peças e sentenças, que é onde o concurso se ganha.
O edital dá o mapa; o método CPA anda com você por ele, aula por aula, até o dia da prova. É teoria com quem viveu a prática, professores que já sentaram na cadeira de juiz e que já analisaram o edital do TJPA no canal.
"aquele sujeito que estuda com constância, com consistência, três, quatro, duas horas que seja, mas todo dia, ele vai passar" — o professor Guilherme Marra, juiz do TJDFT e coordenador de 2ª fase da CP Iuris
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Os professores Samer Agi e Guilherme Marra conversam sobre a preparação para a magistratura e o método CPA. Ver o episódio no canal da CP Iuris.