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Guia do exame · ENAC

Concurso ENAC: a habilitação antes das provas de cartório

O ENAC não é um concurso. É o Exame Nacional dos Cartórios, a habilitação prévia exigida de quem quer disputar as provas de cartório dos Tribunais de Justiça estaduais.

100
questões objetivas
60
acertos para habilitar
60
questões do bloco notarial e registral
6 anos
validade do certificado

O que é o ENAC?

a preparação para o exame nacional de cartórios que a gente destrincha nesta página, matéria por matéria

A prova tem 100 questões objetivas, e habilita quem acerta 60% delas, o que dá 60 questões.

A registradora civil de pessoas naturais Catarina Marino, aprovada no primeiro ENAC que prestou, separa os dois exames assim: "O ENAM é para habilitação para concursos da magistratura e o ENAC é habilitação para que possam ser feitas as provas de cartório estaduais". O ENAM que ela cita é o Exame Nacional da Magistratura, outro exame, outros números.

Quem se habilita sai com um certificado que vale seis anos.

Aqui a gente reúne o que se repete edição após edição: quem pode prestar, como a prova se compõe, onde colocar as horas no bloco notarial e registral e o que vem depois do certificado.

Janela de inscrição, taxa, isenção, cidades de aplicação, cronograma e estágio da edição corrente a gente não carrega. Isso muda a cada edital e mora no documento oficial do exame.

Passar no ENAC dá um cartório?

Passar no ENAC não entrega cartório nenhum. Entrega o direito de disputar.

O exame não tem número de vagas e não produz classificação. Samer Agi, advogado e ex-juiz do TJDFT, diz isso sem rodeio: "Porque este exame não é por número de vagas. Ele é só eliminatório ou não."

Vídeo: como conciliar os estudos para o Exame Nacional da Magistratura e o Exame Nacional dos Cartórios Assistir no YouTube

Como conciliar os estudos para o Exame Nacional da Magistratura e o Exame Nacional dos Cartórios. Abrir no canal da CP Iuris.

Quem se habilita continua tendo de prestar o concurso do estado, com as fases próprias daquele tribunal.

A registradora civil Catarina Marino se habilitou no ENAC e, no mesmo período, ainda enfrentou as fases do 13º concurso de São Paulo, com prova oral própria.

O certificado faz uma coisa só: sem ele você não se inscreve. Catarina Marino diz até onde a regra vai: "todos os concursos que forem abrir a partir de agora é preciso apresentar no momento da inscrição".

O certificado, ponto a ponto:

  • O que o certificado permite, disputar as provas de cartório dos Tribunais de Justiça estaduais.
  • Quando ele é exigido, no ato da inscrição no concurso do estado.
  • O que continua sendo do certame estadual, as fases do tribunal, a classificação e a outorga da delegação, que a gente destrincha nos concursos de cartório dos estados.

Habilitação abre a porta. A delegação ainda se disputa do outro lado dela.

Quem pode prestar o ENAC?

O requisito que o material da casa sustenta para a porta de cartório é um só: bacharelado em Direito, sem exigência de prática jurídica.

Samer Agi, advogado e ex-juiz do TJDFT, agrupa o cartório entre as carreiras que dispensam essa exigência: "concurso de tabelião também não exige, de maneira que você pode sair da faculdade ganhando muito, muito mais".

É a mesma régua que ele já aplicava anos antes, com outras palavras: "concursos que só exigem o sujeito ser bacharel em direito para que ele possa prestar ou tomar posse".

Posso me inscrever?
Bacharelado em Direito, sem exigência de prática jurídica, é a única linha que esta página sustenta com fonte.

Existe uma segunda via de ingresso, aberta a quem tem anos de balcão em serventia em vez de diploma de Direito. E aqui a gente para.

O material da casa não descreve essa via, e a gente não vai afirmar de memória:
  • quantos anos ela exige;
  • o que conta como atividade notarial e registral;
  • que documento comprova esse tempo;
  • se ela vale igualmente para o exame nacional e para o concurso do estado.

Essa regra está no ato normativo do exame e no edital, e é lá que ela se confere. O que o edital traz, a gente destrincha no edital do ENAC.

As condições gerais de inscrição seguem o mesmo tratamento: nomeadas como exigência do documento oficial, nunca reconstruídas de memória.

Como é a prova do ENAC?

A prova do ENAC é objetiva e tem 100 questões, das quais 60 são do bloco notarial e registral e 40 vêm das matérias gerais.

Os números da prova:

  • Total, 100 questões objetivas.
  • Divisão por bloco, 60 questões notariais e registrais, 40 das matérias gerais.
  • Corte na ampla concorrência, 60% de acerto, o que dá 60 questões.
  • Corte nas ações afirmativas, 50%.
Bloco notarial e registral60
Matérias gerais40

A registradora civil Catarina Marino junta o corte e o total de questões:

O ENAC é uma prova a ser realizada para conseguir o corte de 60% da prova, o que significa 60 questões, pois o ENAC, diferente do ENAN, é composto por 100 questões.
Catarina Marino · registradora civil de pessoas naturais em São Paulo · julho/2026

O outro exame citado nessa fala é o Exame Nacional da Magistratura, nesta página os dois vão sempre com o nome por extenso: Exame Nacional dos Cartórios e Exame Nacional da Magistratura.

Quais categorias se enquadram na faixa das ações afirmativas esta página não enumera. Essa lista está no documento oficial do exame.

A banca é a FGV, a mesma do Exame Nacional da Magistratura, e o enunciado chega longo: às vezes muita interpretação muita lei seca o que faz com que as provas sejam parecidas.

Na prática isso muda o jeito de estudar. A questão chega como situação a resolver: além do conhecimento da lei e da jurisprudência exige também a interpretação e a solução jurídica.

Duração da prova, número de alternativas por questão, permanência mínima, fechamento de portões e prazos de gabarito e de certificado a gente não afirma. Nenhuma fonte da casa cobre esses itens para este exame, e eles saem do documento oficial de cada edição.

Onde colocar as horas no bloco notarial?

No bloco notarial e registral, as horas vão primeiro para registro de imóveis e depois para registro civil das pessoas naturais.

Essa é a ordem de incidência observada nas provas já aplicadas, leitura de edições realizadas, não distribuição publicada pelo edital.

São sete matérias ao todo, e elas não pesam igual. A registradora civil Catarina Marino as nomeia uma a uma, nessa ordem:

As sete matérias, em ordem de incidência observada
1. Registro de imóveis
2. Registro civil das pessoas naturais
3. Tabelionato de notas
4. Tabelionato de protesto
5. Teoria geral
6. Registro de títulos e documentos
7. Registro civil das pessoas jurídicas

E a ressalva anda colada na ordem, nas palavras de Catarina Marino:

Na prova, no 60% de notarial e registral, eles não falam quantas questões vão cair de cada uma dessas matérias.
Catarina Marino · registradora civil de pessoas naturais em São Paulo · julho/2026

É por isso que esta página não publica contagem de questões nem percentual por matéria. O edital não distribui as 60 questões entre as sete, e a lista acima é o que as provas já aplicadas mostraram, ordem de incidência, não peso oficial.

Dentro de cada matéria, a ordem de ataque é uma só: a gente tem o bloco notarial e registral com 60% da prova, então dominar a Lei Seca primeiro dessas matérias, e só depois o resto.

60% da prova pede 60% do estudo?

Peso na prova não é peso no cronograma.

A formulação é da registradora civil Catarina Marino:

Não significa que porque o peso daquela matéria é maior na prova, que o peso do estudo será maior.
Catarina Marino · registradora civil de pessoas naturais em São Paulo · julho/2026

A intuição que Catarina Marino corrige é exatamente a que trava a preparação, "mas 60% da prova é notarial e registral, ou seja, vou precisar estudar 60% de coisas novas".

O que muda a conta é o volume.

Peso na prova
60% da prova
Volume de conteúdo
Uma fração do direito civil

O bloco notarial e registral inteiro se percorre numa fração do tempo que o direito civil sozinho consome. Mesmo a disciplina de maior incidência do bloco não tem a quantidade de matéria que um direito civil tem: a gente inicia no primeiro semestre, vai finalizar no último semestre.

Na prática: o bloco que decide a prova é o mais curto de atravessar. Quem o adia por achá-lo grande demais está adiando a parte barata.

Estimativa de horas e cronograma fechado em semanas a gente não publica. O que o material da casa sustenta é a ordem de grandeza, não o número de horas, e é em palavra, não em conta, que ela fica aqui.

O que de direito civil já é cartório?

Casamento, usucapião, regularização fundiária, alienação fiduciária, marco legal das garantias, patrimônio de afetação, sucessões e garantias reais são, ao mesmo tempo, conteúdo de direito civil e conteúdo notarial e registral.

Cada um destes temas é matéria geral e matéria de cartório na mesma prova:

Não é coincidência de ementa. É o mesmo instituto visto do balcão da serventia.

Quem estuda para a magistratura já atravessou boa parte dessa lista sem saber que estava estudando cartório.

Ricardo Rocha Leite, juiz do TJDFT e coordenador dos cursos de magistratura da CP Iuris, viveu isso: foi aprovado em concurso de cartório resolvendo as questões de direito civil que estudava para a toga.

A mão é dupla: muitas das questões estão no direito civil. Tem muita parte do código civil que trata desse contexto, e quem entra pelo civil chega ao bloco notarial com boa parte do caminho andado.

Qual serventia registra cada um desses temas a gente não mapeia item a item, e quantas questões cada tema rendeu por edição também não, nenhuma das duas coisas está no material da casa.

Dá para prestar ENAC e ENAM?

Dá. E quem já estuda para o Exame Nacional da Magistratura chega ao ENAC com a maior parte da base pronta.

Samer Agi, advogado e ex-juiz do TJDFT, é direto sobre isso: "O estudo para o Exame Nacional da Magistratura, em termos de base, converge com o estudo para o ENAC, de maneira que não faz sentido que tendo estudado para um, você desperdice o outro."

Essa base são as disciplinas gerais que aparecem nos dois exames:

  • Direito processual civil
  • Direito civil
  • Direito constitucional
  • Direito administrativo
  • Direito penal
  • Direito empresarial
  • Direito tributário

Quantas disciplinas exatamente formam essa base a gente não crava: a fonte trata a sobreposição como convergência, não como lista fechada. Percentual de sobreposição a gente também não publica.

O que não converge é a ficha técnica, número por número, com o nome do exame colado em cada célula:

Exame Nacional dos Cartórios e Exame Nacional da Magistratura, eixo por eixo
EixoENACENAM
Questões da prova objetivaENAC: 100 questõesENAM: 80 questões
Nota de corte na ampla concorrênciaENAC: 60% = 60 acertosENAM: 70% = 56 acertos
Nota de corte nas ações afirmativasENAC: 50%ENAM: 50% = 40 acertos
Validade do certificadoENAC: seis anosENAM: dois anos
Banca examinadoraFGV (ENAC)FGV (ENAM)

Os 70% da segunda linha são do Exame Nacional da Magistratura. No Exame Nacional dos Cartórios, a habilitação sai em 60%.

Quem quer as duas portas abertas encontra o outro lado do caminho no Exame Nacional da Magistratura e na magistratura estadual.

Quando prestar o ENAC?

O certificado do ENAC vale seis anos, e é essa janela longa que muda a resposta para "quando prestar".

A registradora civil Catarina Marino lê a validade pela consequência: "eu entendo como até grande, que dá para prestar várias provas durante o período de validade da habilitação".

Do outro lado da conta está o risco de não ter o certificado quando um edital abrir.

Catarina Marino põe esse risco num caso concreto:

Agora imagine a serventia X fica vaga, você não prestou o ENAC, abre o edital do concurso de São Paulo e você não pode se inscrever, porque precisa prestar o ENAC.
Catarina Marino · registradora civil de pessoas naturais em São Paulo · julho/2026

Esperar o edital sair para começar já é chegar atrasado.

Samer Agi, advogado e ex-juiz do TJDFT, resume: "Porque entre a publicação do edital e a prova, você tem ali três meses no máximo. Agora, três meses não fabricam um aprovado."

Daí a recomendação de Catarina Marino a quem não se sente pronto: "eu não sinto que eu estou preparada, faça, faça, porque pode ser que você passe, pode ser que o próximo fique difícil."

O que pesa na decisão:

Validade longa

o certificado atravessa mais de um certame estadual.

Exigência na inscrição

sem ele, você não entra na disputa.

Custo de esperar

quem não tem o certificado quando o edital abre fica de fora daquele certame inteiro.

Quando cai a próxima edição a gente não publica; janela de inscrição, também não. O que se repete é o padrão de calendário: os dois exames nacionais caem em períodos próximos, às vezes no mesmo mês.

O que muda a cada edição?

Janela de inscrição, taxa, isenção, cidades de aplicação, cronograma e estágio da edição corrente mudam a cada ENAC, e esta página não carrega nenhum desses dados.

A escolha é deliberada. Página amarrada ao calendário de uma edição nasce com prazo de validade: o prazo vence, a célula vira "a divulgar" e o texto envelhece em semanas.

O que fica aqui é o que se repete edição após edição, a natureza de habilitação, o desenho da prova em 100 questões com 60 do bloco notarial e registral, o corte de 60% na ampla concorrência e o de 50% nas ações afirmativas, a banca FGV e a validade de seis anos do certificado.

O que vale sempre, e o que muda e onde se confere:

A fronteira do ENAC: o perene de um lado, o dado de edição e o seu destino do outro
Vale em toda edição do ENACMuda a cada edição e onde se confere
É habilitação prévia às provas de cartório estaduais, não concursoJanela de inscrição — documento oficial da edição e /enac/edital/
100 questões objetivas, 60 do bloco notarial e registral e 40 das matérias geraisTaxa de inscrição e pedido de isenção — documento oficial da edição e /enac/edital/
Corte de 60% (60 acertos) na ampla concorrência e de 50% nas ações afirmativasCidades de aplicação — documento oficial da edição e /enac/edital/
Banca FGV, com enunciado longo, interpretação e lei secaCronograma da edição, do dia de prova ao resultado — documento oficial da edição e /enac/edital/
Certificado válido por seis anosEstágio do certame corrente — documento oficial da edição e /enac/edital/
Certificado exigido no ato da inscrição no concurso estadualRegras de operação da prova no dia e categorias nominais de ação afirmativa — documento oficial da edição e /enac/edital/

O resto está no documento oficial de cada edição. E o que o edital traz, a gente destrincha no edital do ENAC.

Depois do ENAC, o que vem?

Depois do certificado do ENAC vem o concurso do estado, com as fases próprias daquele tribunal.

A habilitação é condição de inscrição, não de posse: sem ela você não entra na disputa; com ela você entra e ainda tem a disputa inteira pela frente.

O caminho é esse:

1Habilitação no exame nacional.
2Inscrição no certame do estado, com o certificado em mãos.
3Fases próprias do tribunal.
4Outorga da delegação.

A registradora civil Catarina Marino é o retrato de que uma coisa não substitui a outra: habilitou-se no ENAC e foi aprovada no 13º concurso de São Paulo, que teve prova oral própria.

O que fica indefinido depois da habilitação, Samer Agi, advogado e ex-juiz do TJDFT, diz sem maquiar: "em qual eu serei aprovado? Não sei. Em quanto tempo eu serei aprovado? Também não sei. Eu serei aprovado no meu estado? Não posso garantir."

Quantas serventias cada tribunal oferece, qual é a concorrência e quando cada um volta a abrir são dados de edição corrente, e a gente não publica painel de status por tribunal.

As fases do certame estadual a gente destrincha nos concursos de cartório e, para quem mira São Paulo, no concurso de cartórios de São Paulo.

Como é a carreira em cartório?

A atividade notarial e registral não tem teto de remuneração, e a porta de entrada dela não pede prática jurídica.

Samer Agi, advogado e ex-juiz do TJDFT, diz as duas coisas na mesma frase: "Presta atenção, concurso para cartório não exige prática jurídica. E um tabelião pode ganhar muito, mas muito mais do que um juiz. Não há teto."

Ricardo Rocha Leite, juiz do TJDFT e coordenador dos cursos de magistratura da CP Iuris, passou pelas duas portas e compara as carreiras do ponto de vista não só de remuneração, mas do ponto de vista de estabilidade.

Ricardo Rocha Leite explica ainda a remoção.

Existe uma fração reservada ao ingresso por remoção: depois de já estar dentro, você tem a possibilidade de se remover até por previsão na própria legislação. É ela que corrige com o tempo a serventia em que se entra, há titulares de serventias extrajudiciais que ingressaram, talvez não na que eles idealizavam, mas com o tempo e com a possibilidade de remoção, isso foi se tornando mais concreto e mais acessível.

E as duas portas não são excludentes. Para quem já estuda para a magistratura, elas estão abertas ao mesmo tempo, como observa a registradora civil Catarina Marino.

Quanto se ganha em números esta página não afirma, e cálculo de receita de serventia também não: não há fonte da casa para isso, e a renda varia por estado e por serventia.

O exame dá a chave. O caminho até a porta a gente anda com você.

A preparação para os dois exames nacionais é uma trilha só, montada a partir do seu perfil e do seu tempo pelo método CPA, em vez de um cronograma único para todo mundo.

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FAQ: perguntas frequentes sobre o ENAC

O ENAC é um concurso?

Não é. O ENAC é o Exame Nacional dos Cartórios, uma etapa de habilitação: ele permite que você preste as provas de cartório dos tribunais estaduais.

O exame não tem número de vagas e não gera classificação, é só eliminatório. Quem se habilita ganha o direito de disputar, não a serventia. O concurso mesmo é o do estado, e ele vem depois.

Passar no ENAC garante uma vaga em cartório?

Não garante nada além do direito de disputar.

A habilitação é condição de inscrição no concurso estadual, não de posse: sem o certificado você não se inscreve, e com ele você se inscreve e enfrenta todas as fases daquele tribunal. Quem se habilitou e disputou um certame estadual ainda passou por prova oral própria do tribunal. A serventia continua sendo disputada do outro lado da porta.

Quantas questões tem a prova do ENAC e qual é a nota de corte?

São 100 questões objetivas, e habilita quem acerta 60% delas, ou seja, 60 questões; nas ações afirmativas o corte cai para 50%.

Dessas 100, 60 vêm do bloco notarial e registral e 40 das matérias gerais. A banca é a FGV. Atenção ao número: 70% é corte do Exame Nacional da Magistratura, não deste.

Por quanto tempo vale o certificado do ENAC?

Seis anos.

É uma janela longa, e a leitura prática dela é que dá para disputar mais de um certame estadual dentro do mesmo período de validade, você se habilita uma vez e segue estudando com a porta do cartório aberta. O certificado do Exame Nacional da Magistratura tem validade menor, de dois anos: são exames distintos, com regras distintas.

Quem estuda para o ENAM aproveita o estudo para o ENAC?

Aproveita a base inteira. As disciplinas gerais são as mesmas nos dois exames, processual civil, civil, constitucional, administrativo, penal, empresarial e tributário, e a banca também.

Quantas disciplinas exatamente formam essa base a gente não crava: a fonte trata a sobreposição como convergência, não como lista fechada. O que muda é o bloco específico: no exame de cartórios entram as matérias notariais e registrais, que valem 60 das 100 questões. Percentual de sobreposição a gente não publica.

Preciso ser bacharel em Direito para prestar o ENAC?

O requisito que a gente sustenta com fonte é o bacharelado em Direito, sem exigência de prática jurídica.

Existe uma segunda via de ingresso ligada a tempo de atividade em serventia, e o material da casa não a descreve, a gente não vai afirmar de memória quantos anos ela exige nem que documento comprova esse tempo. Essa regra está no ato normativo do exame e no edital, e é lá que ela se confere.

Quanto tempo dura a prova do ENAC e quantas alternativas tem cada questão?

Esta página não carrega esses dados.

Duração, número de alternativas, permanência mínima e horário de fechamento dos portões não aparecem em nenhuma fonte da casa para este exame, e a gente prefere dizer isso a estimar. A duração de cinco horas que circula em conteúdo sobre o assunto é do Exame Nacional da Magistratura, não deste. O dado correto está no documento oficial de cada edição.

Quando abrem as inscrições e quanto custa a taxa do ENAC?

Janela de inscrição, taxa, isenção, cidades de aplicação e cronograma mudam a cada edição, e esta página não os publica de propósito, em um mês qualquer número desses estaria velho.

O lugar de conferir é o documento oficial da edição corrente. O que fica aqui é o que vale para toda edição: o desenho da prova, o corte, a validade e o que o certificado permite. E o que o edital traz, a gente destrincha no edital do ENAC.

Quem assina esta página com a gente

Somos a CP Iuris, escola de preparação para as carreiras jurídicas, fundada em 2015 em Brasília.

Advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e cofundador da CP Iuris

Quem assina esta página com a gente é Samer Agi: advogado formado pela Universidade Federal de Goiás, aprovado em 3º lugar aos 25 anos para juiz substituto do TJDFT, com posse em 25/11/2013 e cerca de oito anos na magistratura, incluindo passagem como juiz instrutor no STJ.

É desse lugar que a gente escreve sobre o ENAC: a página carrega o que se repete em toda edição do exame, e o resto sai do documento oficial.