CP Iuris CP IURISCONCURSOS Ver cursos
Guia · Magistratura Estadual

Concurso TJRS: o caminho da magistratura no Rio Grande do Sul

No TJRS, "concurso" são dois, servidor e juiz. Esta página segue a magistratura: requisitos, o ENAM, as fases e a situação do concurso de juiz.

80
questões no ENAM
56
acertos p/ habilitar
5
fases da magistratura
2+2
anos de validade

Concurso do TJRS: juiz ou servidor?

No TJRS, "concurso" quer dizer duas coisas diferentes: o de servidor, Analista e Técnico do Poder Judiciário, pela banca FGV, de nível superior e médio, e o de Juiz de Direito, a magistratura, uma carreira com exigências e remuneração próprias. É por isso que os salários que você viu por aí não batem: são certames distintos, que não se misturam.

Esta página segue o caminho da magistratura gaúcha. A gente reúne aqui quem pode prestar, onde entra o ENAM, quais são as fases e o que priorizar de estudo enquanto o edital de juiz não sai. Cada número vem com a fonte e a data ao lado, do jeito que um bacharel confere.

Se o que você procura é a vaga de Analista ou Técnico, o ponto de partida é outro, e a gente aponta logo abaixo, para você não perder tempo na página errada.

Qual concurso é o seu?
Quero a magistratura (juiz): é por aqui, siga a leitura.
Quero o concurso de servidor: o começo é outro.

Atualizado em julho de 2026.

Qual a diferença entre juiz e servidor?

A confusão de salário some quando os dois concursos ficam lado a lado. O de servidor tem números concretos e recentes: Analista do Poder Judiciário exige nível superior e tem vencimento inicial de R$ 9.226,01; Técnico exige nível médio e recebe a partir de R$ 4.843,63. Os dois caem com a banca FGV, no certame que reuniu 45.074 inscritos em 2025.

O de Juiz de Direito é outra carreira. Exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM, e ainda não tem edital publicado.

É por isso que dois sites mostram números tão diferentes: quase sempre estão falando do concurso de servidor, não do de juiz. Cada valor aqui vem com a fonte e a data, porque edital é dado que muda a cada edição.

Juiz de Direito (magistratura) × servidor no TJRS: banca, escolaridade, situação e remuneração inicial.
Carreira Banca Escolaridade Situação atual Remuneração inicial
Juiz de Direito (magistratura) A definir no edital Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica + ENAM Sem edital publicado (no panorama de concursos à vista) Definida no edital (subsídio de magistrado)
Analista do Poder Judiciário (servidor) FGV Nível superior Certame 2025 aplicado; novo edital de Analista com comissão formada R$ 9.226,01
Técnico do Poder Judiciário (servidor) FGV Nível médio Certame 2025 aplicado (45.074 inscritos) R$ 4.843,63

Por que mirar a magistratura do RS?

A magistratura do Rio Grande do Sul entrou no mapa de quem escolhe onde prestar, e a lógica de escolha mudou. Com o subsídio da magistratura nacional cada vez mais uniforme entre os tribunais, o que separa um estado do outro deixa de ser o salário e passa a ser a banca, a disputa e onde você quer viver e servir.

E tem um dado prático de estratégia por trás disso. A escolha da banca pesa: dá para estudar por provas anteriores da mesma banca e chegar direcionado, em vez de estudar no escuro.

Para quem já roda o circuito de provas em vários estados, isso reabre o RS como opção real, dentro de um panorama de tribunais, TJPR, TJMS, TJPA, TJGO, TJMG, TJBA e o próprio TJRS, com concurso à vista.

"Tribunal de Justiça do Paraná, concurso autorizado, comissão formada. Então, já está num ponto ali de partida" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris

Quem pode ser juiz do TJRS?

Para ser juiz de direito no TJRS você precisa de três coisas: diploma de bacharel em Direito, três anos de atividade jurídica e o certificado de habilitação no ENAM. O detalhe que derruba candidato é o "quando": os três anos de atividade jurídica são contados após a obtenção do grau em Direito e exigidos na data da posse, não na inscrição.

Ou seja: dá para disputar antes de completar o tempo, desde que você o complete até lá.

O que a carreira cobra para a magistratura:

  • Bacharelado em Direito;
  • Três anos de atividade jurídica, contados após a obtenção do grau e exigidos na posse;
  • Certificado de habilitação no ENAM;
  • Sindicância da vida pregressa, sem antecedentes;
  • Exame psicotécnico e avaliação de sanidade física e mental.
Atenção ao "quando": os três anos de atividade jurídica são contados após a obtenção do grau e exigidos na data da posse, e não na inscrição. Dá para se inscrever antes de completar o tempo, desde que você o complete até a posse.

É a leitura fina das regras da carreira, e do futuro edital, que separa quem entende o certame de quem só copiou a norma, e é por isso que a gente destrincha o caminho em vez de repeti-lo.

"vai passar por algumas fases o ENAM, que é um estudo hoje, né, que foi acrescido" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris

Onde entra o ENAM até o TJRS?

O ENAM não te dá a vaga no TJRS. Ele te dá o direito de disputá-la. O Exame Nacional da Magistratura é hoje um filtro obrigatório antes de qualquer concurso de juiz: são 80 questões, e você precisa de 56 acertos, 70%, na ampla concorrência para se habilitar.

O certificado vale por dois anos, prorrogável por mais dois. Você se habilita uma vez e usa essa habilitação para prestar o TJRS e outros tribunais dentro da validade.

Prova de habilitação
56/80 acertos
70% na ampla concorrência para se habilitar
Validade do certificado
2 + 2 anos
habilita uma vez, vale para vários tribunais dentro do prazo

É por isso que o ENAM entra antes, não depois: sem ele, as fases do TJRS nem começam. Quem trata o ENAM como detalhe de rodapé perde o primeiro passo do caminho.

Quais são as fases do concurso de juiz?

O concurso de juiz se decide em cinco etapas, não numa prova só:

Prova objetiva seletiva Na magistratura, a gente tem que focar em lei seca e muita resolução de questão.
Provas escritas Reúnem a discursiva e duas sentenças, uma cível e uma penal.
Inscrição definitiva Com sindicância da vida pregressa e exame psicotécnico.
Prova oral
Avaliação de títulos

Tudo isso é antecedido pela habilitação no ENAM. Como o edital do TJRS ainda não saiu, essa é a estrutura canônica da carreira, o mapa que vale para o candidato começar a se preparar agora, e que a gente ajusta assim que o edital gaúcho for publicado.

No vídeo abaixo, a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris, percorre esse caminho fase a fase.

Vídeo: as fases do concurso de magistratura, do ENAM à prova oral Assistir no YouTube

A professora Danielle Rolim detalha as fases do concurso de magistratura, do ENAM à prova oral. Abrir no canal da CP Iuris.

Como se preparar para sentenças e prova oral?

A 2ª fase é onde o concurso de juiz se decide, e ela é o maior gargalo dos certames. Muito candidato passa na objetiva e trava na discursiva porque nem chega a ter a sentença corrigida: não atinge a nota mínima na peça.

"você tem um período de tempo muito curto entre essa prova objetiva e a prova discursiva" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris

O intervalo entre a objetiva e a discursiva costuma ser curto demais para aprender a técnica do zero. É por isso que a preparação de sentença precisa começar a longo prazo, antes de o resultado da 1ª fase sair.

Na magistratura estadual você entrega uma sentença cível e uma sentença criminal na magistratura estadual, mais a prova oral, que é um tipo de treino à parte. A gente prepara essa fase com correção de peças e sentenças que aponta o erro, porque é ali que o concurso se ganha.

Qual a situação do concurso de juiz?

O concurso de Juiz de Direito do TJRS ainda não tem edital publicado. Ele aparece no panorama de tribunais com concurso de magistratura à vista, não como certame com data marcada.

E aqui está a lógica que muda o jeito de estudar: o querer desacompanhado de uma ação, ele não vai gerar um resultado. Quem espera o edital sair para começar já perdeu meses de vantagem, o candidato de verdade se prepara antes, para chegar com a base pronta quando o edital gaúcho for publicado.

"É nessa parcela, é nessa margem que mora o aprovado e o não aprovado" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris

Não confunda com o outro TJRS: o certame de servidores, de Analista e Técnico, já rodou em 2025, com 45.074 inscritos e prova objetiva em novembro. Mas esse é o concurso de servidor, não o de juiz.

Dado perecível: datas e números mudam a cada edição. Confira sempre a fonte oficial antes de decidir.

Como se preparar para a magistratura do TJRS?

Preparar para a magistratura do TJRS antes de o edital sair é montar um caminho, não empilhar videoaula. É isso que a gente faz com o método CPA: em vez de um cronograma único para todos, o sistema identifica o seu perfil e monta o percurso sob medida, da objetiva à prova oral, a etapa que boa parte do mercado trata como acessório.

Cobertura do método
Todas as fases
da objetiva à prova oral, com correção de peças e sentenças na 2ª fase
Mentoria
24/7
a tecnologia Pontes tira dúvida a qualquer hora

A mentoria da tecnologia Pontes tira dúvida 24/7, e a 2ª fase entra com correção de peças e sentenças de verdade.

E quando a prova se aproxima, a reta final de jurisprudência é gravada mirando o TJRS: os informativos do STJ e do STF que mais caem, disciplina por disciplina, do jeito que o examinador cobra. São as seis disciplinas em que o examinador, de certa forma, tem uma predileção para cobrar ali o entendimento jurisprudencial.

No vídeo abaixo, o professor Jailton Lopes Júnior, juiz do TJDFT e professor de processo civil da CP Iuris, conduz essa revisão direcionada à prova do TJRS.

Vídeo: revisão de informativos do STJ e do STF direcionada à prova do TJRS Assistir no YouTube

O professor Jailton Lopes Júnior conduz a revisão de informativos do STJ e do STF direcionada à prova do TJRS. Ver a aula completa no canal da CP Iuris.

É teoria com quem viveu a prática: professores que já sentaram na cadeira de juiz.

Conhecer a preparação para a magistratura estadual ›

A toga gaúcha começa com um plano. E com quem já passou.

O método CPA monta o seu plano para todas as fases da magistratura estadual, da objetiva à prova oral, com professores que já sentaram na cadeira de juiz. Você estuda o que cai, na ordem certa, até a aprovação.

Conhecer a preparação para a magistratura estadual ›

Perguntas frequentes sobre o concurso TJRS

O concurso do TJRS é para servidor ou para juiz?

São dois concursos diferentes. O de servidor (Analista e Técnico do Poder Judiciário) é organizado pela banca FGV e aceita nível superior ou médio; o de Juiz de Direito é a magistratura, uma carreira que exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM. Esta página trata do concurso da magistratura (juiz); se você procura a vaga de servidor, o ponto de partida é outro e está indicado no topo.

Quais são os requisitos para ser juiz do TJRS?

Bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e certificado de habilitação no ENAM. A atenção fica no prazo: os três anos são contados após a obtenção do grau e exigidos na data da posse, não na inscrição, então dá pra disputar antes de completar o tempo, desde que você o complete até lá.

O que é o ENAM e ele aprova no concurso?

O ENAM é o Exame Nacional da Magistratura e ele habilita, não aprova: passar nele te dá o direito de disputar o concurso de juiz, não a vaga. São 80 questões, com 56 acertos (70%) para se habilitar na ampla concorrência, e o certificado vale por dois anos, prorrogável por mais dois. Sem essa habilitação, as fases do TJRS não começam.

Já saiu o edital do concurso de juiz do TJRS?

Ainda não. O concurso de Juiz de Direito do TJRS aparece no panorama de tribunais com concurso de magistratura à vista, mas sem edital publicado. Justamente por isso a preparação começa antes: quem espera o edital sair para estudar chega atrasado. Não confunda com o concurso de servidores (Analista e Técnico), que já rodou em 2025.

Quais são as fases do concurso de juiz do TJRS?

São cinco etapas: prova objetiva seletiva, provas escritas (discursiva e sentenças cível e penal), inscrição definitiva com sindicância e psicotécnico, prova oral e avaliação de títulos, antecedidas pela habilitação no ENAM. Como o edital gaúcho ainda não saiu, essa é a estrutura canônica da carreira, que vale para começar a se preparar agora.

O que cai na 2ª fase do concurso de juiz?

As provas escritas reúnem uma discursiva e duas sentenças, uma cível e uma penal, mais a prova oral. É a etapa que decide o concurso e o maior gargalo dos certames, muito candidato passa na objetiva e trava aqui. Por isso a preparação de sentença precisa começar a longo prazo, antes do resultado da 1ª fase, com correção que aponte o erro.

O que é o método CPA e como ele prepara para a magistratura?

O método CPA (Curso Personalizado para Aprovação, lançado em 2024) identifica o perfil do candidato e monta um plano de estudo sob medida, cobrindo todas as fases, da objetiva à prova oral, com a mentoria da tecnologia Pontes 24/7 e a correção de peças e sentenças na 2ª fase.

Fontes oficiais: LC 35/79 (LOMAN) e Resolução CNJ nº 75/2009 para a estrutura da magistratura, e a Resolução CNJ nº 531/2023 para o ENAM; os números do concurso de servidores do TJRS (Analista e Técnico, banca FGV, 45.074 inscritos em 2025) seguem o Gran Cursos e o Estratégia Concursos. O concurso de Juiz de Direito do TJRS ainda não tem edital publicado, confira sempre a fonte oficial antes de tomar decisões.

Quem sou eu para ensinar isso?

Sou Samer Agi. Fui delegado de polícia em Goiás e, aos 25 anos, passei em 3º lugar para juiz substituto do TJDFT, onde atuei cerca de oito anos, com passagem como juiz instrutor no STJ.

Cofundei a CP Iuris para ensinar concurso pela ótica de quem sentou na cadeira de juiz, quem já corrigiu prova e proferiu sentença sabe o que o examinador procura.

Sou formado pela Universidade Federal de Goiás e, em 2026, recebi o Título de Cidadão Honorário de Brasília. Também sou autor pela Juspodivm e colunista da Brasil Paralelo.

É essa dupla travessia, a banca do lado de fora e a cadeira do lado de dentro, que organiza o que a gente ensina aqui, com professores que passaram e exercem a magistratura.