Concurso do TJRS: juiz ou servidor?
No TJRS, "concurso" quer dizer duas coisas diferentes: o de servidor, Analista e Técnico do Poder Judiciário, pela banca FGV, de nível superior e médio, e o de Juiz de Direito, a magistratura, uma carreira com exigências e remuneração próprias. É por isso que os salários que você viu por aí não batem: são certames distintos, que não se misturam.
Esta página segue o caminho da magistratura gaúcha. A gente reúne aqui quem pode prestar, onde entra o ENAM, quais são as fases e o que priorizar de estudo enquanto o edital de juiz não sai. Cada número vem com a fonte e a data ao lado, do jeito que um bacharel confere.
Se o que você procura é a vaga de Analista ou Técnico, o ponto de partida é outro, e a gente aponta logo abaixo, para você não perder tempo na página errada.
Quero a magistratura (juiz): é por aqui, siga a leitura.
Quero o concurso de servidor: o começo é outro.
Atualizado em julho de 2026.
Qual a diferença entre juiz e servidor?
A confusão de salário some quando os dois concursos ficam lado a lado. O de servidor tem números concretos e recentes: Analista do Poder Judiciário exige nível superior e tem vencimento inicial de R$ 9.226,01; Técnico exige nível médio e recebe a partir de R$ 4.843,63. Os dois caem com a banca FGV, no certame que reuniu 45.074 inscritos em 2025.
O de Juiz de Direito é outra carreira. Exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM, e ainda não tem edital publicado.
É por isso que dois sites mostram números tão diferentes: quase sempre estão falando do concurso de servidor, não do de juiz. Cada valor aqui vem com a fonte e a data, porque edital é dado que muda a cada edição.
| Carreira | Banca | Escolaridade | Situação atual | Remuneração inicial |
|---|---|---|---|---|
| Juiz de Direito (magistratura) | A definir no edital | Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica + ENAM | Sem edital publicado (no panorama de concursos à vista) | Definida no edital (subsídio de magistrado) |
| Analista do Poder Judiciário (servidor) | FGV | Nível superior | Certame 2025 aplicado; novo edital de Analista com comissão formada | R$ 9.226,01 |
| Técnico do Poder Judiciário (servidor) | FGV | Nível médio | Certame 2025 aplicado (45.074 inscritos) | R$ 4.843,63 |
Por que mirar a magistratura do RS?
A magistratura do Rio Grande do Sul entrou no mapa de quem escolhe onde prestar, e a lógica de escolha mudou. Com o subsídio da magistratura nacional cada vez mais uniforme entre os tribunais, o que separa um estado do outro deixa de ser o salário e passa a ser a banca, a disputa e onde você quer viver e servir.
E tem um dado prático de estratégia por trás disso. A escolha da banca pesa: dá para estudar por provas anteriores da mesma banca e chegar direcionado, em vez de estudar no escuro.
Para quem já roda o circuito de provas em vários estados, isso reabre o RS como opção real, dentro de um panorama de tribunais, TJPR, TJMS, TJPA, TJGO, TJMG, TJBA e o próprio TJRS, com concurso à vista.
"Tribunal de Justiça do Paraná, concurso autorizado, comissão formada. Então, já está num ponto ali de partida" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris
Quem pode ser juiz do TJRS?
Para ser juiz de direito no TJRS você precisa de três coisas: diploma de bacharel em Direito, três anos de atividade jurídica e o certificado de habilitação no ENAM. O detalhe que derruba candidato é o "quando": os três anos de atividade jurídica são contados após a obtenção do grau em Direito e exigidos na data da posse, não na inscrição.
Ou seja: dá para disputar antes de completar o tempo, desde que você o complete até lá.
O que a carreira cobra para a magistratura:
- Bacharelado em Direito;
- Três anos de atividade jurídica, contados após a obtenção do grau e exigidos na posse;
- Certificado de habilitação no ENAM;
- Sindicância da vida pregressa, sem antecedentes;
- Exame psicotécnico e avaliação de sanidade física e mental.
É a leitura fina das regras da carreira, e do futuro edital, que separa quem entende o certame de quem só copiou a norma, e é por isso que a gente destrincha o caminho em vez de repeti-lo.
"vai passar por algumas fases o ENAM, que é um estudo hoje, né, que foi acrescido" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris
Onde entra o ENAM até o TJRS?
O ENAM não te dá a vaga no TJRS. Ele te dá o direito de disputá-la. O Exame Nacional da Magistratura é hoje um filtro obrigatório antes de qualquer concurso de juiz: são 80 questões, e você precisa de 56 acertos, 70%, na ampla concorrência para se habilitar.
O certificado vale por dois anos, prorrogável por mais dois. Você se habilita uma vez e usa essa habilitação para prestar o TJRS e outros tribunais dentro da validade.
É por isso que o ENAM entra antes, não depois: sem ele, as fases do TJRS nem começam. Quem trata o ENAM como detalhe de rodapé perde o primeiro passo do caminho.
Quais são as fases do concurso de juiz?
O concurso de juiz se decide em cinco etapas, não numa prova só:
Tudo isso é antecedido pela habilitação no ENAM. Como o edital do TJRS ainda não saiu, essa é a estrutura canônica da carreira, o mapa que vale para o candidato começar a se preparar agora, e que a gente ajusta assim que o edital gaúcho for publicado.
No vídeo abaixo, a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris, percorre esse caminho fase a fase.
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A professora Danielle Rolim detalha as fases do concurso de magistratura, do ENAM à prova oral. Abrir no canal da CP Iuris.
Como se preparar para sentenças e prova oral?
A 2ª fase é onde o concurso de juiz se decide, e ela é o maior gargalo dos certames. Muito candidato passa na objetiva e trava na discursiva porque nem chega a ter a sentença corrigida: não atinge a nota mínima na peça.
"você tem um período de tempo muito curto entre essa prova objetiva e a prova discursiva" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris
O intervalo entre a objetiva e a discursiva costuma ser curto demais para aprender a técnica do zero. É por isso que a preparação de sentença precisa começar a longo prazo, antes de o resultado da 1ª fase sair.
Na magistratura estadual você entrega uma sentença cível e uma sentença criminal na magistratura estadual, mais a prova oral, que é um tipo de treino à parte. A gente prepara essa fase com correção de peças e sentenças que aponta o erro, porque é ali que o concurso se ganha.
Qual a situação do concurso de juiz?
O concurso de Juiz de Direito do TJRS ainda não tem edital publicado. Ele aparece no panorama de tribunais com concurso de magistratura à vista, não como certame com data marcada.
E aqui está a lógica que muda o jeito de estudar: o querer desacompanhado de uma ação, ele não vai gerar um resultado. Quem espera o edital sair para começar já perdeu meses de vantagem, o candidato de verdade se prepara antes, para chegar com a base pronta quando o edital gaúcho for publicado.
"É nessa parcela, é nessa margem que mora o aprovado e o não aprovado" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris
Não confunda com o outro TJRS: o certame de servidores, de Analista e Técnico, já rodou em 2025, com 45.074 inscritos e prova objetiva em novembro. Mas esse é o concurso de servidor, não o de juiz.
Como se preparar para a magistratura do TJRS?
Preparar para a magistratura do TJRS antes de o edital sair é montar um caminho, não empilhar videoaula. É isso que a gente faz com o método CPA: em vez de um cronograma único para todos, o sistema identifica o seu perfil e monta o percurso sob medida, da objetiva à prova oral, a etapa que boa parte do mercado trata como acessório.
A mentoria da tecnologia Pontes tira dúvida 24/7, e a 2ª fase entra com correção de peças e sentenças de verdade.
E quando a prova se aproxima, a reta final de jurisprudência é gravada mirando o TJRS: os informativos do STJ e do STF que mais caem, disciplina por disciplina, do jeito que o examinador cobra. São as seis disciplinas em que o examinador, de certa forma, tem uma predileção para cobrar ali o entendimento jurisprudencial.
No vídeo abaixo, o professor Jailton Lopes Júnior, juiz do TJDFT e professor de processo civil da CP Iuris, conduz essa revisão direcionada à prova do TJRS.
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O professor Jailton Lopes Júnior conduz a revisão de informativos do STJ e do STF direcionada à prova do TJRS. Ver a aula completa no canal da CP Iuris.
É teoria com quem viveu a prática: professores que já sentaram na cadeira de juiz.