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Guia · Magistratura Estadual

Concurso TJCE: o caminho da magistratura no Ceará

No TJCE, "concurso" são dois, servidor e juiz. Esta página segue a magistratura: requisitos, o ENAM, as fases, a banca FGV e as vagas do concurso de Juiz.

30
vagas (último edital)
5
fases do concurso
100
questões na objetiva
FGV
banca organizadora

Concurso do TJCE: juiz ou servidor?

No TJCE, "concurso" quer dizer duas coisas diferentes, e é por isso que os salários e as bancas que você viu por aí não batem. Tem o de servidor, Técnico, Analista e Oficial de Justiça, pela Fundação Carlos Chagas (FCC), com remuneração de R$ 5.381,36 a R$ 8.829,24, e tem o de Juiz Substituto, a magistratura, pela banca FGV. São certames distintos, com exigências que não se misturam.

Esta página segue o caminho da magistratura do Ceará. A gente reúne aqui quem pode prestar, onde entra o ENAM, quais são as fases e o que priorizar de estudo.

Se o que você procura é a vaga de servidor, o ponto de partida é outro, e a gente aponta logo abaixo, para você não perder tempo na página errada.

Qual concurso é o seu?
Quero a magistratura (juiz): é por aqui, siga a leitura.
Quero o concurso de servidor: o começo é outro.

Atualizado em julho de 2026.

Juiz ou servidor: os salários batem?

A confusão some quando os dois concursos ficam lado a lado. O de Juiz Substituto exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM, cai com a banca FGV e é a carreira da magistratura. O de servidor exige nível médio (Técnico) ou superior (Analista e Oficial de Justiça), cai com a Fundação Carlos Chagas e paga de R$ 5.381,36 a R$ 8.829,24.

É por isso que dois sites mostram números tão diferentes: eles quase nunca estão falando do mesmo concurso. Cada valor aqui vem com a fonte e a data, porque edital é dado que muda a cada edição.

Juiz Substituto (magistratura) × servidor no TJCE: banca, escolaridade, vagas e remuneração inicial.
Cargo Banca Escolaridade Vagas (último edital) Remuneração inicial Fonte / data
Juiz Substituto (magistratura) FGV Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica + ENAM 30 vagas + cadastro de reserva Subsídio de magistrado Edital da magistratura do TJCE
Servidor (Técnico Judiciário) FCC Nível médio 24 vagas + cadastro de reserva R$ 5.381,36 Estratégia Concursos / Gran Cursos, jul/2026
Servidor (Analista e Oficial de Justiça) FCC Nível superior 24 vagas + cadastro de reserva R$ 8.829,24 Estratégia Concursos / Gran Cursos, jul/2026

Por que mirar a magistratura do Ceará?

A magistratura do Ceará entrou no mapa de quem escolhe onde prestar, e o motivo é a cadência. O Ceará aparece nesse circuito ao lado de Sergipe, Rio, DFT e Amazonas.

Tribunais de justiça
27
um circuito nacional de concursos de magistratura
Cadência
~5 por ano
na prática, uma oportunidade a cada dois meses

O país tem 27 tribunais de justiça. Quem estuda para a magistratura estadual não fica preso a um único edital: reprovou num estado, tem outra prova poucos meses depois. Cinco concursos por ano é basicamente uma oportunidade a cada dois meses. Mirar o TJCE não é apostar tudo numa data, é entrar num fluxo de oportunidades.

"Se cada um fizer um concurso a cada cinco anos, a gente tem que ter pelo menos cinco concursos por ano" — o professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT e cofundador da CP Iuris

Quem pode ser juiz do TJCE?

Para ser juiz do TJCE você precisa de três coisas: diploma de bacharel em Direito, três anos de atividade jurídica e o certificado de habilitação no ENAM. O detalhe que derruba candidato é o "quando": os três anos são exigidos na posse, não na inscrição.

Ou seja: dá para disputar antes de completar o tempo, desde que você o complete até lá.

O que o edital cobra para a magistratura:

  • Bacharelado em Direito;
  • Três anos de atividade jurídica, exigidos na data da posse;
  • Certificado de habilitação no ENAM, enviado por upload dentro do prazo de inscrição, no formato do edital;
  • As etapas posteriores de idoneidade, exame psicotécnico e sanidade física e mental.
Atenção ao "quando": os três anos de atividade jurídica são exigidos na data da posse, não na inscrição. Dá para se inscrever antes de completar o tempo, desde que você o complete até a posse.

O certificado do ENAM tem um passo próprio: sem correio e sem entrega presencial, só o upload no sistema da inscrição, dentro do prazo. É a leitura fina do edital que separa quem entende o certame de quem só copiou a norma.

"para ingresso no concurso da magistratura, você tem que preencher o requisito de ter três anos de atividade jurídica" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris

Onde entra o ENAM no TJCE?

O ENAM não te dá a vaga no TJCE. Ele te dá o direito de disputá-la. O Exame Nacional da Magistratura virou o filtro obrigatório antes de qualquer concurso de juiz, e no TJCE isso é concreto: você precisa fazer o upload do certificado de habilitação no ENAM dentro do prazo de inscrição, sem ele, a inscrição não se completa.

Passo obrigatório
Upload no prazo
o certificado do ENAM entra na inscrição, sem correio nem entrega presencial
O que o ENAM faz
Habilita
te dá o direito de disputar, não a vaga

Habilitado no ENAM, você chega ao TJCE já dentro da disputa. É por isso que o ENAM entra antes, não depois: quem trata como detalhe de rodapé perde o primeiro passo do caminho.

"essa mudança do Enam é uma mudança muito, muito grande, porque o sujeito de repente já se percebe na segunda fase do concurso" — o professor Guilherme Marra, juiz do TJDFT e coordenador de 2ª fase da CP Iuris

Quais são as fases do concurso?

O concurso de juiz do TJCE se decide em cinco etapas, não numa prova só:

Prova objetiva seletiva
Provas escritas Reúnem a discursiva e duas sentenças, uma civil e uma criminal.
Inscrição definitiva Com sindicância da vida pregressa, sanidade e exame psicotécnico.
Prova oral
Avaliação de títulos De caráter só classificatório.

A segunda etapa é onde o concurso costuma se ganhar ou se perder, é ali que a prática de sentença separa quem sabe a teoria de quem sabe julgar.

No vídeo abaixo, a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris, abre o edital inteiro e percorre esse cronograma etapa por etapa.

"As etapas do concurso, como previsto, né, nós temos aqui como de rigor as etapas em cinco. Primeira etapa prova objetiva seletiva" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris
Vídeo: guia completo do edital da magistratura do TJCE Assistir no YouTube

A professora Danielle Rolim faz o guia completo do edital da magistratura do TJCE, etapa por etapa. Abrir no canal da CP Iuris.

Como é a objetiva e os blocos?

A objetiva do TJCE se divide em três blocos, e eles não pesam igual. O bloco 1 concentra Civil, Processo Civil, Consumidor e Criança e Adolescente e traz 40 questões; o bloco 2 (Penal, Processo Penal, Constitucional e Eleitoral) e o bloco 3 (Empresarial, Tributário, Financeiro e Ambiental) trazem 30 cada, 100 questões no total.

Bloco 1 · Civil, Proc. Civil, Consumidor, ECA40
Bloco 2 · Penal, Proc. Penal, Const., Eleitoral30
Bloco 3 · Empresarial, Trib., Financeiro, Ambiental30
Piso duplo para habilitar: no mínimo 12 acertos no bloco 1, 9 no bloco 2 e 9 no bloco 3, e pelo menos 60 acertos no total.

A régua do estudo sai daí: quem se garante só em Civil, Processo Civil, Penal e Processo Penal não habilita, porque falta o mínimo dos outros blocos. Na objetiva da magistratura você tem que ser generalista, saber de tudo um pouco, com prioridade para o bloco que mais pontua. E o caminho é resolver questão: treinar a questão objetiva para pegar essa malícia é o que faz você errar menos na hora da prova.

"bloco um Civil, processo civil, consumidor, criança e adolescente. Dentro desse bloco nós vamos ter 40 questões" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris

Como treinar sentenças e prova oral?

A 2ª fase do TJCE é onde o concurso se decide, e ela não se vence lendo teoria, se vence treinando sentença. Nas provas escritas você entrega uma discursiva e duas sentenças, uma civil e uma criminal, e depois ainda enfrenta a prova oral.

O que sustenta essa fase não é maratona de véspera. É rotina. Escrever sentença cronometrando o tempo, do jeito que cai, é o que transforma teoria em nota, e é por isso que a gente prepara essa fase com correção que aponta o erro.

"passa na magistratura quem faz o que tem que ser feito todos os dias. E o que tem que ser feito não é estudar oito, dez horas, é estudar todos os dias" — o professor Guilherme Marra, juiz do TJDFT e coordenador de 2ª fase da CP Iuris

Quantas vagas e qual o cronograma?

No último edital da magistratura do TJCE foram 30 vagas mais cadastro de reserva, distribuídas assim:

  • 22 para ampla concorrência;
  • 1 para pessoa com deficiência;
  • 6 para candidatos negros;
  • 1 para indígenas.

A taxa de inscrição foi de R$ 358,77, com upload do certificado do ENAM no mesmo prazo.

Aqui entra a lógica que muda o jeito de estudar: na magistratura, a briga não é pelo número de vagas do edital, é por aprovação. As notas de corte vêm subindo, e não basta passar, é preciso estar entre os melhores.

"nós temos 30 vagas mais cadastro reserva. Então, é muito bom, é boa essa oportunidade, muito bom esse momento" — a professora Danielle Rolim, juíza do TJDFT e coordenadora de magistratura da CP Iuris
Dado perecível: vagas, taxa e datas mudam a cada edição. Confira sempre no edital oficial antes de decidir.

Como se preparar para o TJCE?

Preparar para a magistratura do TJCE é montar um caminho, não empilhar videoaula.

Plano de estudo
Método CPA
personalizado pelo seu perfil, da objetiva à prova oral
Mentoria
24/7
a tecnologia Pontes tira dúvida a qualquer hora

É isso que a gente faz com o método CPA: em vez de um cronograma único para todos, o sistema identifica o seu perfil e monta o percurso sob medida, da objetiva à prova oral, a etapa que boa parte do mercado trata como acessório. A régua é a constância, não o esforço heroico de véspera: a preparação para magistratura não é uma corrida de 100 metros. A mentoria da tecnologia Pontes tira dúvida 24/7, e a 2ª fase entra com correção de peças e sentenças, que é onde o concurso se ganha.

O edital dá o mapa; o método CPA anda com você por ele, aula por aula, até o dia da prova. É teoria com quem viveu a prática, professores que já sentaram na cadeira de juiz.

"aquele sujeito que estuda com constância, com consistência, três, quatro, duas horas que seja, mas todo dia, ele vai passar" — o professor Guilherme Marra, juiz do TJDFT e coordenador de 2ª fase da CP Iuris
Vídeo: como se tornar juiz, a preparação para a magistratura Assistir no YouTube

Os professores Samer Agi e Guilherme Marra conversam sobre a preparação para a magistratura e o método CPA. Ver o episódio no canal da CP Iuris.

Conhecer a preparação para a magistratura estadual ›

Estudar o edital é o começo. Passar é com a gente.

O método CPA monta o seu plano para todas as fases da magistratura estadual, da objetiva à prova oral, com professores que já sentaram na cadeira de juiz. Você estuda o que cai, na ordem certa, até a aprovação.

Conhecer a preparação para a magistratura estadual ›

Perguntas frequentes sobre o concurso TJCE

O concurso do TJCE é para servidor ou para juiz?

São dois concursos diferentes. O de servidor (Técnico, Analista e Oficial de Justiça) é organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC) e aceita nível médio ou superior; o de Juiz Substituto é organizado pela FGV e exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM. Esta página trata do concurso da magistratura (juiz); se você procura a vaga de servidor, o ponto de partida é outro e está indicado no topo.

Quais são os requisitos para ser juiz do TJCE?

Bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e certificado de habilitação no ENAM. A atenção fica no prazo: os três anos são exigidos na posse, não na inscrição, então dá pra disputar antes de completar o tempo, desde que você o complete até lá. O certificado do ENAM ainda precisa ser enviado por upload dentro do prazo de inscrição.

O que é o ENAM e ele aprova no concurso do TJCE?

O ENAM é o Exame Nacional da Magistratura e ele habilita, não aprova: passar nele te dá o direito de disputar o concurso de juiz, não a vaga. No TJCE, o certificado de habilitação precisa ser enviado por upload dentro do prazo de inscrição, sem essa habilitação, a inscrição não se completa.

Como é dividida a prova objetiva do TJCE?

São três blocos, e eles não pesam igual: o bloco 1 (Civil, Processo Civil, Consumidor e Criança e Adolescente) tem 40 questões, e os blocos 2 e 3 têm 30 cada, 100 no total. Há piso duplo, mínimo de 12 acertos no bloco 1, 9 no bloco 2, 9 no bloco 3, e pelo menos 60 acertos no geral. Por isso o estudo não se divide por igual e não dá pra ignorar nenhum bloco.

Qual banca organiza o concurso de juiz do TJCE e quantas vagas o último edital abriu?

A banca é a FGV. O último edital da magistratura abriu 30 vagas mais cadastro de reserva, com taxa de inscrição de R$ 358,77. Na magistratura, porém, a disputa é por aprovação, não pelo número de vagas, números e datas mudam a cada edição, confira sempre o edital oficial.

O que cai na 2ª fase do concurso de juiz do TJCE?

As provas escritas reúnem uma discursiva e duas sentenças, uma civil e uma criminal, e depois vem a prova oral. É a etapa que decide o concurso, e ela se sustenta na constância diária e no treino de sentença cronometrando o tempo, do jeito que cai na prova.

Fontes: o edital da magistratura do TJCE (banca FGV) para vagas, requisitos, blocos e etapas; o salário do servidor segue o Estratégia Concursos e o Gran Cursos (jul/2026). Confira sempre o edital vigente no portal da FGV antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.

Quem sou eu para ensinar isso?

Sou Samer Agi. Fui delegado de polícia em Goiás e, aos 25 anos, passei em 3º lugar para juiz substituto do TJDFT, onde atuei cerca de oito anos, com passagem como juiz instrutor no STJ.

Cofundei a CP Iuris para ensinar concurso pela ótica de quem sentou na cadeira de juiz, quem já corrigiu prova e proferiu sentença sabe o que o examinador procura.

Sou formado pela Universidade Federal de Goiás e, em 2026, recebi o Título de Cidadão Honorário de Brasília. Também sou autor pela Juspodivm e colunista da Brasil Paralelo.

É essa dupla travessia, a banca do lado de fora e a cadeira do lado de dentro, que organiza o que a gente ensina aqui, com professores que passaram e exercem a magistratura.