CP Iuris Ver cursos
Guia do Edital · TRF1

Edital TRF1: a anatomia do documento que abre o concurso

No TRF1, "edital" aponta para dois documentos diferentes. Esta é a página do edital do concurso de juiz federal substituto da Primeira Região, o certame que o coordenador da área de magistratura federal da casa trata na live publicada em 10 de março de 2023.

documento de edital aberto sobre a mesa, imagem de abertura do guia que a gente escreveu sobre o edital do concurso de juiz federal do TRF1
O outro é o do concurso de servidor, para Analista e Técnico Judiciário: outra carreira, outro documento, e quem procura essa vaga encontra o edital no site do próprio tribunal.

Resolvida a porta, aqui a gente faz o contrário do que essa busca costuma devolver. Em vez de painel de status, a anatomia do documento: o que o edital da magistratura federal contém, por que ele é tão largo, o que ele alcança da justiça estadual, como se lê o conteúdo programático e o que nele se repete de um certame para o outro.

Vaga, data de inscrição e de prova, organizadora contratada, comissão examinadora, quadro de fases da edição corrente e remuneração não estão aqui. Cada um desses é dado de uma edição: muda a cada certame e envelhece em semanas. A gente manda você ao edital publicado pelo tribunal em vez de copiar número de página alheia.

Do que o edital é até onde o ENAM entra na cadeia de ingresso na magistratura, é isso que vem abaixo.

O que é o edital do concurso?

Edital não é notícia. É o documento a partir do qual a preparação inteira se reorganiza, e a primeira reação a ele costuma ser a errada.

O juiz federal Ilan Presser descreve o movimento na aula publicada em 17 de março de 2023:

"Quando sai o edital, às vezes é um desespero imediato e depois nós nos tranquilizamos, nos organizamos e seguimos a risca uma metodologia."

— Ilan Presser, juiz federal, na aula publicada em 17 de março de 2023

Na mesma aula publicada em 17 de março de 2023, Ilan Presser diz para que servia aquele encontro ao vivo: "nos aproximar nos entender, nos organizar, refletir a partir do edital". É esse o gesto que a gente repete aqui.

Em vez de anunciar que o documento saiu, a gente mostra o que ele contém e o que se faz com ele. O susto passa em uma semana. O conteúdo programático continua o mesmo até o edital seguinte.
Vídeo: o que fazer quando o edital do concurso sai Assistir no YouTube

Seja aprovado no concurso TRF1, aula 03, com o juiz federal Ilan Presser, na aula publicada em 17 de março de 2023. Abrir no canal da CP Iuris.

Por que esse edital é tão largo?

O edital de juiz federal é largo porque o cargo é largo.

O coordenador da área de magistratura federal da casa dá a razão na live publicada em 10 de março de 2023:

"o concurso de juiz federal, ele tem um edital é muito abrangente, porque naturalmente o juiz federal, ele lida com o procurador federal, com o procurador da Fazenda Nacional, com o procurador da República"

— o coordenador da área de magistratura federal da casa, na live publicada em 10 de março de 2023

O cargo fica com as três carreiras no mesmo mapa de competência, de forma que as matérias que ele enfrenta têm uma grande vastidão. O conteúdo programático do edital acompanha.

A amplitude do cargo
3 carreiras federais no mesmo programa
as carreiras com que o juiz federal lida e cujas matérias o edital acompanha, na live publicada em 10 de março de 2023

Um ano antes, o juiz federal Ilan Presser tinha lido a mesma amplitude pelo lado do proveito, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2022:

"O edital amplo acaba sendo uma base para estudar para os outros concursos."

— Ilan Presser, juiz federal, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2022

Duas fontes independentes, um ano de distância, a mesma tese. A largura é traço do documento, não escolha de uma edição.

O programa federal cobre a magistratura estadual?

Quase inteira, e a ressalva vem na mesma fala, não depois.

O coordenador da área de magistratura federal da casa conta, na live publicada em 10 de março de 2023, que passou para juiz estadual no TJ de São Paulo estudando para juiz federal. E explica por quê:

"o conteúdo programático da magistratura federal é tão vasto que ele acaba por abarcar praticamente toda a justiça estadual"

— o coordenador da área de magistratura federal da casa, na live publicada em 10 de março de 2023

Na sequência da mesma resposta, ele fecha a conta pelo que sobra de fora: a lei seca do ECA, a parte de direito eleitoral que está na Constituição, e família e sucessões, que ele descreve como praticamente abandonado.

Fora do alcance
3 frentes que o programa federal não abarca
o que sobra de fora da justiça estadual, nomeado na mesma resposta da live publicada em 10 de março de 2023
O juiz federal Ilan Presser tinha dito o mesmo pelo lado inverso, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2022: ir da estadual para a federal sem ter passado por previdenciário, econômico e financeiro é difícil.

O caminho contrário é mais barato. Tudo é possível, mas quem estuda para federal acaba podendo fazer as duas provas. O delta existe nos dois sentidos, com tamanhos diferentes.

Vídeo: a carreira de juiz federal e a amplitude do programa do edital Assistir no YouTube

Semana do Universitário: a carreira de juiz federal, com o juiz federal Ilan Presser, na aula publicada em 3 de fevereiro de 2022. Abrir no canal da CP Iuris.

Estar no edital é o mesmo que cair?

Não é a mesma coisa, e essa é a distinção mais útil desta página inteira.

O coordenador da área de magistratura federal da casa diz, na live publicada em 10 de março de 2023:

"porque dentro da mesma disciplina algumas matérias que embora sejam lá do edital nunca aparece ou quase nunca aparece"

— o coordenador da área de magistratura federal da casa, na live publicada em 10 de março de 2023

O exemplo dele fica dentro de uma disciplina só. Em ambiental, APP e reserva legal caem muito; a lei da biodiversidade está no edital e pouco aparece.

A consequência é de método: ler e reler aquilo que já sabemos para não deixarmos de saber, em vez de gastar a hora com o que quase nunca aparece.

O motivo de a distinção pesar tanto está numa frase do juiz federal Ilan Presser, na aula publicada em 17 de março de 2023:

"E esse que é o problema, o tempo restrito e um conteúdo programático do edital muito vasto."

— Ilan Presser, juiz federal, na aula publicada em 17 de março de 2023

Nenhuma das três páginas que hoje ocupam esta busca faz essa distinção.

Como se lê o conteúdo programático?

Começa pelo gesto: destacar do edital os trechos que decidem e comentar cada um.

É o que Samer Agi, cofundador da CP Iuris e ex-juiz de direito do TJDFT, faz em 1º de fevereiro de 2024, ao abrir a análise: "eu destaquei os trechos do edital que eu reputei importantes, alguns você vai saber, outros você não sabe ainda". Adiante ele lê a cláusula antes de comentá-la: "Diz assim, são requisitos pra participar do Exame Nacional da Magistratura. Ter concluído o curso de graduação em Direito."

Aquele documento é outro: o edital do Exame Nacional da Magistratura, não o do tribunal, e o requisito lido é do exame. O que atravessa para cá é o método.

Feito o destaque, vem o critério de ordem. Ele sai da fala do coordenador da área de magistratura federal da casa sobre a fase final da preparação, na live publicada em 10 de março de 2023.

O conteúdo programático em dois grupos de disciplinas, com a descrição e a conclusão de cada um
Grupo de disciplinas Como o coordenador da área de magistratura federal da casa as descreve, na live publicada em 10 de março de 2023 O que ele conclui daí
Previdenciário, econômico, internacional e ambiental "matérias específicas cujo conteúdo programático é muito menor" que o das tradicionais "acabam por ter mais custo-benefício em relação ao seu estudo" e "acabam por ser aquelas que vão te colocar na segunda fase"
Processo civil, constitucional e administrativo "as matérias mais tradicionais", de conteúdo programático muito maior passar por todos os temas cobrados nelas é, segundo ele, muito difícil

A régua que fecha a leitura é do coordenador da área de magistratura federal da casa, na mesma live publicada em 10 de março de 2023:

"Não importa o que você lê, importa o que você extraia a partir daquilo que lê."

— o coordenador da área de magistratura federal da casa, na live publicada em 10 de março de 2023

Por que ambiental pesa no edital deste tribunal?

Porque o tribunal julga o que o território produz.

O coordenador da área de magistratura federal da casa liga as duas coisas numa frase, na live publicada em 10 de março de 2023:

"Aliás, ambiental é disciplina que vai colocá-los na segunda fase, nove, dez questões. O TRF1 é um tribunal amazônico. Toda a Amazônia legal está no TRF1."

— o coordenador da área de magistratura federal da casa, na live publicada em 10 de março de 2023

A faixa de questões é estimativa dele, dita naquela live. Sete dias depois, numa aula da maratona do TRF1, o mesmo peso aparece com outra contagem. Trate como ordem de grandeza, nunca como dado da prova.

Na sequência ele nomeia o que estudar em ambiental:

  • Código Florestal
  • a distinção entre APP e reserva legal
  • a Lei Complementar 140 de 2011

A ligação entre jurisdição e peso de matéria não é privilégio da Primeira Região.

Na aula publicada em 15 de março de 2023, o professor de direito penal que abriu a maratona do TRF1 diz: "O TRF-2 eu me lembro que coloca no edital os crimes nucleares, tem uma colega minha que já julgou porque ela estava como juíza federal em Angra".

Cada região pesa o próprio edital.

O que muda quando a banca troca?

Sobre o estilo da prova, nenhuma das cinco fontes desta página diz. Elas cobrem uma coisa e calam outra, e a diferença decide um cronograma.

O que elas registram: até a edição de 2023, o concurso de juiz federal do TRF1 vinha sendo organizado pelo Cebraspe. O que elas não trazem é o efeito da troca.

O registro é do juiz federal Ilan Presser, na aula publicada em 17 de março de 2023, quando ele comentou que aquela edição trocaria de organizadora. A sigla chega corrompida na transcrição automática, e a grafia correta é Cebraspe.

Nenhuma das cinco descreve o que muda em estilo de questão, em formato de prova ou em critério de correção quando a organizadora é outra, e a gente não preenche esse buraco com palpite.

O que vale, seja quem for a organizadora, é o que o coordenador da área de magistratura federal da casa prescreve na live publicada em 10 de março de 2023: resolver muitas provas anteriores e ver o motivo de cada erro.

Quem organiza a edição corrente está no edital publicado pelo tribunal.

Dá para estudar antes de o edital sair?

Dá, e é o que a maior parte do tempo pede.

O coordenador da área de magistratura federal da casa descreve, na live publicada em 10 de março de 2023, um método que não precisa de edital na mesa:

Resolver muitas provas anteriores e questões, sem esperar o documento novo.
Ver o motivo pelo qual você errou cada questão.
Naturalizar uma linguagem código de conduta própria da prova objetiva que a gente só vai saber ao realizar suas provas anteriores.
Usar o que você errou para decidir o que estudar em cada disciplina.

Na mesma live publicada em 10 de março de 2023, o coordenador da área de magistratura federal da casa dá a régua que sustenta o método: "Não importa o que você lê, importa o que você extraia a partir daquilo que lê."

O custo de oportunidade dentro do próprio documento vem do juiz federal Ilan Presser, na aula publicada em 17 de março de 2023: não adianta ler um pedaço pequeno do edital e deixar de fora o que tem aparecido todos os anos.

Nada disso muda quando o edital novo sai. O que muda é a data da prova.

Vídeo: como estudar antes de o edital do concurso sair Assistir no YouTube

Pergunte ao Coordenador: dúvidas sobre concursos de magistratura federal e MPF, com o coordenador da área de magistratura federal da casa, na live publicada em 10 de março de 2023. Abrir no canal da CP Iuris.

O que se repete e o que muda?

A régua desta página cabe numa linha: a gente carrega o que se repete de edital em edital, nunca o que pertence a uma edição.

Fica aqui a anatomia do documento. A amplitude do programa e a razão dela, o que ele alcança da justiça estadual e o que deixa de fora, a diferença entre estar no edital e ser cobrado, o critério de ordem, o peso da jurisdição no programa e o método que funciona sem edital vigente.

Fica fora, no edital publicado pelo próprio tribunal, tudo o que muda a cada certame: vagas e formato de publicação, datas de inscrição e de prova, organizadora contratada, comissão examinadora, o quadro de fases da edição corrente com o caráter de cada etapa, os locais de aplicação e a remuneração inicial.

Três dessas linhas merecem nome: o quadro de fases da edição corrente, as datas de inscrição e de prova e a organizadora contratada. Nenhuma das três está nesta página, e a tabela abaixo diz onde cada uma está.

A fronteira desta página, item a item: o que ela carrega com falante e data e onde mora o que ela não carrega
Item do edital Esta página carrega? Onde você encontra
Amplitude do conteúdo programático e a razão dela Sim Aqui, nos blocos sobre a largura do edital e sobre o alcance na justiça estadual, com falante e data de publicação
Diferença entre estar no edital e ser cobrado Sim Aqui, no bloco sobre estar no edital e cair, com falante e data de publicação
Peso das matérias ligado à jurisdição do tribunal Sim Aqui, no bloco sobre ambiental, com falante e data de publicação
Número de vagas, formato de publicação e comissão examinadora Não, é dado de uma edição No edital publicado pelo próprio tribunal
Datas de inscrição e de prova da edição corrente Não, é dado de uma edição No mesmo edital do tribunal
Organizadora contratada da edição corrente Não, é dado de uma edição No edital daquela edição; a organizadora histórica está no bloco sobre troca de banca
Quadro de fases com o caráter de cada etapa, títulos e locais de prova Não, nenhuma das cinco fontes desta página descreve No edital publicado pelo próprio tribunal
Remuneração inicial do cargo Não, nenhuma das cinco fontes desta página traz No edital do tribunal e na tabela oficial de subsídio da magistratura
Requisitos de investidura no cargo Não nesta página Na página do concurso do TRF1 aqui no site, que os carrega com fonte própria

A gente prefere dizer isso a montar uma lista que nenhuma das cinco fontes desta página sustenta.

Onde o ENAM entra antes do edital?

O ENAM não dá a vaga. Ele dá o direito de disputá-la.

Quem põe assim é Samer Agi, cofundador da CP Iuris e ex-juiz de direito do TJDFT, na análise de edital que ele conduziu em 1º de fevereiro de 2024:

"ele não tá passando no Enam e virando juiz, ele tá passando no Enam e agora ele pode prestar o concurso pra ser um juiz"

— Samer Agi, cofundador da CP Iuris e ex-juiz de direito do TJDFT, em 1º de fevereiro de 2024

No mesmo trecho ele toma posição contra o exame. Chama de desarrazoada e discriminatória a restrição que barrou estudantes de Direito e diz que o exame não serve para nada além de permitir prestar o outro concurso. A gente publica as duas coisas juntas, porque aquela frase não é uma definição neutra: é a leitura de quem assina esta página.

Nenhuma das cinco fontes desta página aplica o ENAM ao edital do TRF1, e por isso a gente não escreve que o edital do TRF1 exige o exame.

Número de questões, nota de corte, prazo de validade do certificado e a norma que criou o exame estão na página do concurso do TRF1 aqui no site e no cluster do ENAM.

Vídeo: análise do edital do Exame Nacional da Magistratura Assistir no YouTube

Análise do edital do ENAM, com Samer Agi, cofundador da CP Iuris e ex-juiz de direito do TJDFT, em 1º de fevereiro de 2024. É a análise do edital do Exame Nacional da Magistratura, não a do edital do TRF1. Abrir no canal da CP Iuris.

Ler o edital é o começo. Passar é com a gente.

O método CPA monta o seu plano no peso exato de cada disciplina, com professores que já sentaram na cadeira de juiz. Você estuda o que cai, na ordem certa.

Conhecer a preparação para Magistratura Federal e MPF ›

Perguntas frequentes sobre o edital do TRF1

O edital do TRF1 é o de juiz ou o de servidor?

São dois documentos diferentes do mesmo tribunal. Esta página trata do edital do concurso de juiz federal substituto da Primeira Região.

O outro é o edital do concurso de servidor, para Analista e Técnico Judiciário, que é outra carreira. Quem procura essa vaga encontra o documento no site do próprio Tribunal Regional Federal da 1ª Região, porque a gente não cobre esse cargo aqui.

A confusão vem da própria busca: duas das três páginas que hoje ocupam o topo para "edital trf1" tratam só do certame de servidor.

Onde eu vejo o número de vagas e a data da prova desta edição?

No edital publicado pelo próprio tribunal.

Esta página não traz número de vagas, datas de inscrição e de prova, organizadora contratada, composição da comissão examinadora, quadro de fases da edição corrente nem remuneração. Cada um desses é dado de uma edição, muda a cada certame e envelhece em semanas.

A gente carrega aqui o que se repete de edital em edital, e prefere dizer isso a publicar valor estimado, célula vazia ou número copiado de outra página.

O que o edital da magistratura federal cobra que o de juiz estadual não cobra?

O programa federal cobre quase toda a justiça estadual, e a ressalva vem na mesma fala.

O coordenador da área de magistratura federal da casa diz, na live publicada em 10 de março de 2023, que "o conteúdo programático da magistratura federal é tão vasto que ele acaba por abarcar praticamente toda a justiça estadual", e na sequência nomeia o que fica de fora: a lei seca do ECA, a parte de direito eleitoral que está na Constituição e família e sucessões.

O caminho inverso é mais caro. Na aula publicada em 3 de fevereiro de 2022, o juiz federal Ilan Presser diz que ir da estadual para a federal sem ter passado por previdenciário, econômico e financeiro é difícil.

Estar no edital quer dizer que a matéria cai?

Não quer. Dentro de uma mesma disciplina há matéria que está no edital e cai muito, e matéria que está no edital e quase nunca aparece.

Quem faz a distinção é o coordenador da área de magistratura federal da casa, na live publicada em 10 de março de 2023, e o exemplo dele fica dentro de ambiental: APP e reserva legal caem muito, e a lei da biodiversidade pouco aparece.

A consequência que ele tira é ler e reler o que já se sabe da matéria que cai, em vez de gastar a hora com o que quase nunca aparece.

Dá para começar a estudar antes de o edital sair?

Dá, e é o que a maior parte do tempo pede.

O método que o coordenador da área de magistratura federal da casa descreve na live publicada em 10 de março de 2023 não depende de edital na mesa: resolver muitas provas anteriores, ver o motivo pelo qual você errou cada questão e naturalizar a linguagem própria da prova objetiva. A régua dele é "Não importa o que você lê, importa o que você extraia a partir daquilo que lê".

O juiz federal Ilan Presser acrescenta, na aula publicada em 17 de março de 2023, o custo de oportunidade dentro do documento: não adianta ler um pedaço pequeno do edital e deixar de fora o que tem aparecido todos os anos.

O que a prova discursiva cobra que a objetiva não cobra?

Um passo a mais na mesma escada.

O juiz federal Ilan Presser põe assim, na aula publicada em 17 de março de 2023: "A discursiva, nem importa só o que lê, nem só o que extrai a partir daquilo que leu, mas o que você expõe a partir daquilo que extrai." Na objetiva a régua é o que você extrai da leitura; na discursiva, o que você consegue expor a partir do que extraiu.

Extensão, nota mínima e número de questões da discursiva de cada edição não estão nesta página. Nenhuma das cinco fontes desta página descreve o formato da prova, e esses dados estão no edital publicado pelo tribunal.

O que muda na preparação quando a organizadora do concurso troca?

Sobre isso, as cinco fontes desta página não dizem.

Elas registram que o concurso de juiz federal do TRF1 vinha sendo organizado pelo Cebraspe até a edição de 2023, e quem registra é o juiz federal Ilan Presser, na aula publicada em 17 de março de 2023. Nenhuma das cinco descreve o que muda em estilo de questão, formato de prova ou critério de correção quando a organizadora é outra, e a gente não preenche esse buraco com palpite.

O que vale, seja quem for a organizadora, é resolver muitas provas anteriores e ver o motivo de cada erro. Quem organiza a edição corrente está no edital publicado pelo tribunal.

O ENAM está no edital do TRF1?

Nenhuma das cinco fontes desta página aplica o ENAM ao edital do TRF1, então a gente não escreve que ele exige o exame.

O que dá para dizer é onde ele entra na cadeia, e Samer Agi, cofundador da CP Iuris e ex-juiz de direito do TJDFT, põe assim em 1º de fevereiro de 2024: "ele não tá passando no Enam e virando juiz, ele tá passando no Enam e agora ele pode prestar o concurso pra ser um juiz". No mesmo trecho ele toma posição contra o exame, e isso vai junto: a frase não é uma definição neutra.

Número de questões, nota de corte, validade do certificado e a norma que criou o exame estão na página do concurso do TRF1 aqui no site e no cluster do ENAM.

Com quem a gente escreve sobre editais

Somos a CP Iuris, escola de preparação para as carreiras jurídicas. A gente começou em 2015, em Brasília.

Quem assina esta página é Samer Agi, cofundador da escola: aprovado em 3º lugar aos 25 anos no concurso para juiz substituto do TJDFT, com posse em 2013, cerca de oito anos de magistratura e passagem como juiz instrutor no STJ. Hoje é advogado e professor.

O conteúdo sobre o edital vem dos professores e magistrados citados no corpo, cada um com papel e data de publicação.

A régua é sempre a mesma: a gente não publica o edital, a gente destrincha o edital. Aqui fica o que se repete em toda edição, e vaga, data, organizadora contratada e remuneração saem do edital do próprio tribunal.

Fontes: as cinco aulas e lives do canal da CP Iuris no YouTube que sustentam esta página, publicadas em 3 de fevereiro de 2022, em 10, 15 e 17 de março de 2023 e em 1º de fevereiro de 2024. Vaga, data de inscrição e de prova, organizadora contratada, comissão examinadora, quadro de fases e remuneração saem do edital publicado pelo próprio tribunal: confira sempre o edital vigente antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.