Concurso do TJSP: escrevente ou juiz?
No TJSP, "concurso" quer dizer duas coisas diferentes: o Escrevente Técnico Judiciário, de nível médio, e o Juiz de Direito, a magistratura. É por isso que os salários que você viu por aí não batem, são cargos distintos, com exigências distintas.
Esta página segue o caminho da magistratura do maior tribunal estadual do país. A gente reúne aqui quem pode prestar, quais são as fases e quantas vagas o último edital trouxe. E cada número vem com a fonte e a data ao lado, do jeito que um bacharel confere.
O TJSP é grande a esse ponto: quem passa aqui costuma dizer que passou no maior tribunal do país. Carreira, exigência e remuneração da magistratura não se misturam com as do escrevente.
Se o que você procura é o cargo de escrevente, o ponto de partida é outro, e a gente aponta logo abaixo, para você não perder tempo na página errada.
Quero a magistratura (juiz): é por aqui, siga a leitura.
Quero o escrevente: o começo é outro.
Atualizado em julho de 2026.
Quanto ganha o escrevente e o juiz?
A confusão de salário some quando os dois cargos ficam lado a lado. O Escrevente Técnico Judiciário exige nível médio; o Juiz de Direito exige bacharelado em Direito e três anos de atividade jurídica. A banca é a VUNESP nos dois, mas a remuneração é de mundos distintos.
O escrevente aparece entre R$ 6.345,94 e R$ 8.105,94, uma divergência que só o edital oficial arbitra. O juiz recebe subsídio de magistrado, um patamar bem mais alto. É por isso que dois sites mostram números tão diferentes: nem sempre estão falando do mesmo concurso.
| Cargo | Escolaridade | Banca | Vagas (último edital) | Remuneração | Fonte / data |
|---|---|---|---|---|---|
| Escrevente Técnico Judiciário | Nível médio | VUNESP | Cadastro de reserva (certame de 2025) | R$ 6.345,94 a R$ 8.105,94 (divergência entre fontes, a arbitrar pelo edital oficial) | Estratégia Concursos / Central de Concursos, 2025 |
| Juiz de Direito (magistratura) | Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica | VUNESP | 220 vagas (edital 2025) | Subsídio de magistrado — bem acima do escrevente | Edital VUNESP 2025 / CNJ-TJSP |
Por que mirar a magistratura no maior tribunal?
O TJSP é o maior tribunal estadual do Brasil, e isso muda a conta de quem escolhe onde prestar. Um tribunal desse porte abre certame com regularidade e costuma ofertar um bom número de vagas por edição.
Para quem já roda o circuito de provas em vários estados, o tamanho do TJSP é argumento de peso: mais vagas por concurso e um calendário que se repete.
"O TJ São Paulo é um tribunal imenso, que nós sempre temos essa quantidade, uma boa quantidade de vagas, nós temos sempre um número bom de candidatos aprovados." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris
Quem pode ser juiz do TJSP?
Para ser juiz do TJSP você precisa de duas coisas antes de tudo: diploma de bacharel em Direito e três anos de atividade jurídica. O detalhe que derruba candidato não é o requisito em si, é o "quando", os três anos são exigidos até a inscrição definitiva, que acontece lá na frente no concurso, não na inscrição preliminar.
Ou seja: você pode se inscrever antes de completar o tempo, desde que o complete até a fase certa. É o tipo de leitura fina do edital que a gente destrincha em vez de repetir.
O que o edital cobra para a magistratura:
- Diploma de bacharel em Direito;
- Três anos de atividade jurídica, exigidos até a inscrição definitiva;
- Habilitação no ENAM, comprovada já no ato da inscrição;
- Nacionalidade brasileira e quitação com as obrigações eleitorais (e militares, para candidatos do sexo masculino);
- Aptidão física e mental para o exercício do cargo;
- Não registrar antecedentes criminais nem penalidades por atos desabonadores.
"Ter três anos de atividade jurídica, atenção, até a data da inscrição definitiva. A inscrição definitiva é mais lá na frente." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris
Quais são as fases do concurso de juiz?
O concurso de juiz do TJSP se decide em cinco etapas, não numa prova só:
A segunda fase é onde o concurso costuma se ganhar ou se perder. É ali que a prática de sentença separa quem sabe a teoria de quem sabe julgar.
No vídeo abaixo, a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris, percorre esse cronograma etapa por etapa, do jeito que ele aparece no edital.
"Ela abrange a discursiva propriamente dita e duas provas de sentença, sentença civil e sentença criminal." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris
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A juíza Danielle Rolim analisa o edital 2025 da magistratura do TJSP, etapa por etapa. Abrir no canal da CP Iuris.
Como é a prova objetiva do TJSP?
A objetiva do TJSP tem 100 questões divididas em três blocos, e a regra de aprovação assusta quem não a conhece: não basta a nota total. É preciso pelo menos 30% de acerto em cada um dos três blocos para seguir na disputa.
Some a isso a lógica da nota de corte, que anda ao contrário da intuição: quanto mais difícil a prova menor a nota de corte quanto mais fácil maior.
Por isso não existe estudar só "as matérias que eu gosto". A régua é não relegar eleitoral, empresarial, tributário, que são disciplinas que fazem diferença porque a maioria não gosta, deixar um bloco de lado elimina antes de qualquer outra fase. A gente organiza o estudo justamente para blindar os três blocos, não só a média.
"Para que você seja aprovado, você precisa de ter 30% de acerto em cada um dos blocos." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris
Qual é a banca do TJSP?
A banca do concurso do TJSP é a VUNESP, e isso é uma boa notícia para quem se prepara. Como a banca se repete de um certame para o outro, você tem um acervo grande de provas anteriores para estudar o estilo de questão e o nível de profundidade que ela costuma exigir.
A juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris, trata essa continuidade como um facilitador: dá para calibrar o estudo pelo que a VUNESP já cobrou, em vez de estudar no escuro. Estudar prova antiga da própria banca é o atalho mais barato que existe, e o que quase ninguém aproveita direito.
"Repete-se aqui a banca, a VUNESP, como também já era esperado, então isso também é um facilitador." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris
Quantas vagas e quando abre o edital?
O edital de 2025 da magistratura do TJSP abriu 220 vagas, e um tribunal desse porte volta a abrir concurso com regularidade, vale acompanhar. Mas aqui entra a lógica que muda o jeito de estudar: na magistratura, a briga não é por número de vagas do edital, é por aprovação.
É que o número de aprovados fica abaixo do número de vagas descrito no edital e quando acontece do número de aprovados ficar um pouco acima eles acabam chamando também, a nota de corte é o filtro real. Ou seja: seu alvo não é "uma das 220 vagas", é a aprovação, e essa você constrói fase por fase.
"Concurso da magistratura, via de regra, não é uma briga por número de vagas constante no edital." — Samer Agi, cofundador da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
Como se preparar para a magistratura do TJSP?
Preparar para a magistratura do TJSP é montar um plano que cobre todas as fases, não empilhar videoaula: a aprovação é só consequência de um estudo disciplinado por um longo período de tempo.
É isso que a gente faz com o método CPA: em vez de um cronograma único para todos, o sistema identifica o seu perfil e monta o percurso sob medida, da objetiva à prova oral, a etapa que boa parte do mercado trata como acessório.
A mentoria da tecnologia Pontes tira dúvida 24/7, e a segunda fase entra com a correção de peças e sentenças, que é onde o concurso se ganha.
E não é promessa no ar: a Lívia Caetano foi aluna do curso e passou em primeiro lugar geral do TJSP. É teoria com quem viveu a prática, professores que já sentaram na cadeira de juiz.
"E a Lívia passou e passou em primeiro lugar geral do TJ de São Paulo." — Samer Agi, cofundador da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
▶ Assistir no YouTube
Live com os professores Samer Agi e Lívia Caetano, aprovada em 1º lugar geral no TJSP. Ver a live completa no canal da CP Iuris.
O edital mostra o caminho. O método CPA percorre ele com você.