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Guia · Magistratura Estadual

Concurso TJSP: o caminho da magistratura no maior tribunal

No TJSP, "concurso" são dois, escrevente e juiz. Esta página segue a magistratura: requisitos, as cinco fases, a banca VUNESP e as vagas do edital.

220
vagas (edital 2025)
5
fases do concurso
100
questões na objetiva
VUNESP
banca organizadora
sede do Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior tribunal estadual do país

Concurso do TJSP: escrevente ou juiz?

No TJSP, "concurso" quer dizer duas coisas diferentes: o Escrevente Técnico Judiciário, de nível médio, e o Juiz de Direito, a magistratura. É por isso que os salários que você viu por aí não batem, são cargos distintos, com exigências distintas.

Esta página segue o caminho da magistratura do maior tribunal estadual do país. A gente reúne aqui quem pode prestar, quais são as fases e quantas vagas o último edital trouxe. E cada número vem com a fonte e a data ao lado, do jeito que um bacharel confere.

O TJSP é grande a esse ponto: quem passa aqui costuma dizer que passou no maior tribunal do país. Carreira, exigência e remuneração da magistratura não se misturam com as do escrevente.

Se o que você procura é o cargo de escrevente, o ponto de partida é outro, e a gente aponta logo abaixo, para você não perder tempo na página errada.

Qual concurso é o seu?
Quero a magistratura (juiz): é por aqui, siga a leitura.
Quero o escrevente: o começo é outro.

Atualizado em julho de 2026.

Quanto ganha o escrevente e o juiz?

A confusão de salário some quando os dois cargos ficam lado a lado. O Escrevente Técnico Judiciário exige nível médio; o Juiz de Direito exige bacharelado em Direito e três anos de atividade jurídica. A banca é a VUNESP nos dois, mas a remuneração é de mundos distintos.

O escrevente aparece entre R$ 6.345,94 e R$ 8.105,94, uma divergência que só o edital oficial arbitra. O juiz recebe subsídio de magistrado, um patamar bem mais alto. É por isso que dois sites mostram números tão diferentes: nem sempre estão falando do mesmo concurso.

Escrevente Técnico Judiciário × Juiz de Direito no TJSP: escolaridade, banca, vagas e remuneração.
Cargo Escolaridade Banca Vagas (último edital) Remuneração Fonte / data
Escrevente Técnico Judiciário Nível médio VUNESP Cadastro de reserva (certame de 2025) R$ 6.345,94 a R$ 8.105,94 (divergência entre fontes, a arbitrar pelo edital oficial) Estratégia Concursos / Central de Concursos, 2025
Juiz de Direito (magistratura) Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica VUNESP 220 vagas (edital 2025) Subsídio de magistrado — bem acima do escrevente Edital VUNESP 2025 / CNJ-TJSP

Por que mirar a magistratura no maior tribunal?

O TJSP é o maior tribunal estadual do Brasil, e isso muda a conta de quem escolhe onde prestar. Um tribunal desse porte abre certame com regularidade e costuma ofertar um bom número de vagas por edição.

Para quem já roda o circuito de provas em vários estados, o tamanho do TJSP é argumento de peso: mais vagas por concurso e um calendário que se repete.

"O TJ São Paulo é um tribunal imenso, que nós sempre temos essa quantidade, uma boa quantidade de vagas, nós temos sempre um número bom de candidatos aprovados." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris

Quem pode ser juiz do TJSP?

Para ser juiz do TJSP você precisa de duas coisas antes de tudo: diploma de bacharel em Direito e três anos de atividade jurídica. O detalhe que derruba candidato não é o requisito em si, é o "quando", os três anos são exigidos até a inscrição definitiva, que acontece lá na frente no concurso, não na inscrição preliminar.

Ou seja: você pode se inscrever antes de completar o tempo, desde que o complete até a fase certa. É o tipo de leitura fina do edital que a gente destrincha em vez de repetir.

O que o edital cobra para a magistratura:

  • Diploma de bacharel em Direito;
  • Três anos de atividade jurídica, exigidos até a inscrição definitiva;
  • Habilitação no ENAM, comprovada já no ato da inscrição;
  • Nacionalidade brasileira e quitação com as obrigações eleitorais (e militares, para candidatos do sexo masculino);
  • Aptidão física e mental para o exercício do cargo;
  • Não registrar antecedentes criminais nem penalidades por atos desabonadores.
Atenção ao "quando": os três anos de atividade jurídica são exigidos até a inscrição definitiva, que ocorre mais adiante no concurso, e não na inscrição preliminar.
"Ter três anos de atividade jurídica, atenção, até a data da inscrição definitiva. A inscrição definitiva é mais lá na frente." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris

Quais são as fases do concurso de juiz?

O concurso de juiz do TJSP se decide em cinco etapas, não numa prova só:

Prova objetiva
Prova escrita Reúne a discursiva e duas sentenças, uma cível e uma criminal.
Inscrição definitiva Com as avaliações.
Prova oral
Avaliação de títulos

A segunda fase é onde o concurso costuma se ganhar ou se perder. É ali que a prática de sentença separa quem sabe a teoria de quem sabe julgar.

No vídeo abaixo, a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris, percorre esse cronograma etapa por etapa, do jeito que ele aparece no edital.

"Ela abrange a discursiva propriamente dita e duas provas de sentença, sentença civil e sentença criminal." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris
Vídeo: análise do edital 2025 da magistratura do TJSP Assistir no YouTube

A juíza Danielle Rolim analisa o edital 2025 da magistratura do TJSP, etapa por etapa. Abrir no canal da CP Iuris.

Como é a prova objetiva do TJSP?

A objetiva do TJSP tem 100 questões divididas em três blocos, e a regra de aprovação assusta quem não a conhece: não basta a nota total. É preciso pelo menos 30% de acerto em cada um dos três blocos para seguir na disputa.

Prova objetiva
100 questões
divididas em três blocos
Regra que elimina
30% por bloco
o mínimo de acerto em cada um dos três blocos para avançar

Some a isso a lógica da nota de corte, que anda ao contrário da intuição: quanto mais difícil a prova menor a nota de corte quanto mais fácil maior.

Por isso não existe estudar só "as matérias que eu gosto". A régua é não relegar eleitoral, empresarial, tributário, que são disciplinas que fazem diferença porque a maioria não gosta, deixar um bloco de lado elimina antes de qualquer outra fase. A gente organiza o estudo justamente para blindar os três blocos, não só a média.

"Para que você seja aprovado, você precisa de ter 30% de acerto em cada um dos blocos." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris

Qual é a banca do TJSP?

A banca do concurso do TJSP é a VUNESP, e isso é uma boa notícia para quem se prepara. Como a banca se repete de um certame para o outro, você tem um acervo grande de provas anteriores para estudar o estilo de questão e o nível de profundidade que ela costuma exigir.

A juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris, trata essa continuidade como um facilitador: dá para calibrar o estudo pelo que a VUNESP já cobrou, em vez de estudar no escuro. Estudar prova antiga da própria banca é o atalho mais barato que existe, e o que quase ninguém aproveita direito.

"Repete-se aqui a banca, a VUNESP, como também já era esperado, então isso também é um facilitador." — a juíza Danielle Rolim, professora da CP Iuris

Quantas vagas e quando abre o edital?

O edital de 2025 da magistratura do TJSP abriu 220 vagas, e um tribunal desse porte volta a abrir concurso com regularidade, vale acompanhar. Mas aqui entra a lógica que muda o jeito de estudar: na magistratura, a briga não é por número de vagas do edital, é por aprovação.

É que o número de aprovados fica abaixo do número de vagas descrito no edital e quando acontece do número de aprovados ficar um pouco acima eles acabam chamando também, a nota de corte é o filtro real. Ou seja: seu alvo não é "uma das 220 vagas", é a aprovação, e essa você constrói fase por fase.

Dado perecível: datas e números de vaga mudam a cada edição. Confira sempre no edital oficial antes de decidir.
"Concurso da magistratura, via de regra, não é uma briga por número de vagas constante no edital." — Samer Agi, cofundador da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT

Como se preparar para a magistratura do TJSP?

Preparar para a magistratura do TJSP é montar um plano que cobre todas as fases, não empilhar videoaula: a aprovação é só consequência de um estudo disciplinado por um longo período de tempo.

É isso que a gente faz com o método CPA: em vez de um cronograma único para todos, o sistema identifica o seu perfil e monta o percurso sob medida, da objetiva à prova oral, a etapa que boa parte do mercado trata como acessório.

A mentoria da tecnologia Pontes tira dúvida 24/7, e a segunda fase entra com a correção de peças e sentenças, que é onde o concurso se ganha.

E não é promessa no ar: a Lívia Caetano foi aluna do curso e passou em primeiro lugar geral do TJSP. É teoria com quem viveu a prática, professores que já sentaram na cadeira de juiz.

"E a Lívia passou e passou em primeiro lugar geral do TJ de São Paulo." — Samer Agi, cofundador da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
Vídeo: live sobre a preparação para a magistratura do TJSP Assistir no YouTube

Live com os professores Samer Agi e Lívia Caetano, aprovada em 1º lugar geral no TJSP. Ver a live completa no canal da CP Iuris.

O edital mostra o caminho. O método CPA percorre ele com você.

Estudar o edital é o começo. Passar é com a gente.

O método CPA monta o seu plano para todas as fases da magistratura estadual, da objetiva à prova oral, com professores que já sentaram na cadeira de juiz. Você estuda o que cai, na ordem certa, até a aprovação.

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Perguntas frequentes sobre o concurso do TJSP

O concurso do TJSP é para escrevente ou para juiz?

São dois concursos diferentes. O de Escrevente Técnico Judiciário exige nível médio; o de Juiz de Direito exige bacharelado em Direito e três anos de atividade jurídica. Esta página trata do concurso da magistratura (juiz); se você procura o de escrevente, o ponto de partida é outro e está indicado no topo.

Quais são os requisitos para ser juiz do TJSP?

Diploma de bacharel em Direito e três anos de atividade jurídica. A atenção fica no prazo: os três anos são exigidos até a inscrição definitiva, que ocorre mais adiante no concurso, e não na inscrição preliminar.

Quantas fases tem o concurso de juiz do TJSP?

Cinco etapas: prova objetiva; prova escrita (discursiva + duas sentenças, uma cível e uma criminal); inscrição definitiva com avaliações; prova oral; e avaliação de títulos. A segunda fase, das sentenças, é onde o concurso costuma se decidir.

Como funciona a aprovação na prova objetiva?

A objetiva tem 100 questões em três blocos, e não basta a nota total: é preciso pelo menos 30% de acerto em cada um dos três blocos. A nota de corte varia com a dificuldade, quanto mais difícil a prova, menor o corte.

Quantas vagas o TJSP oferece e com que frequência abre concurso?

O edital de 2025 abriu 220 vagas, e um tribunal desse porte volta a abrir concurso com regularidade. Na magistratura, porém, a disputa é por aprovação, não pelo número de vagas do edital, números e datas mudam a cada edição, confira sempre o edital oficial.

Qual banca organiza o concurso do TJSP?

A VUNESP. Como a banca se repete de um certame para o outro, dá para estudar pelo acervo de provas anteriores e calibrar o preparo pelo estilo e pela profundidade que ela costuma cobrar.

O que é o método CPA e como ele prepara para a magistratura?

O método CPA (Curso Personalizado Para Aprovação, lançado em 2024) identifica o perfil do candidato e monta um plano de estudo sob medida, cobrindo todas as fases, da objetiva à prova oral, com a mentoria da tecnologia Pontes 24/7 e a correção de peças e sentenças na segunda fase.

Fontes oficiais: Edital VUNESP 2025 da magistratura do TJSP e dados do CNJ-TJSP; o salário do escrevente segue Estratégia Concursos e Central de Concursos (2025). Confira sempre o edital vigente no portal da VUNESP antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.

Quem sou eu para ensinar isso?

Sou Samer Agi. Fui delegado de polícia em Goiás e, aos 25 anos, passei em 3º lugar para juiz substituto do TJDFT, onde atuei cerca de oito anos, com passagem como juiz instrutor no STJ.

Cofundei a CP Iuris para ensinar concurso pela ótica de quem sentou na cadeira de juiz. Quem já corrigiu prova e proferiu sentença sabe o que o examinador procura.

Sou formado pela Universidade Federal de Goiás e, em 2026, recebi o Título de Cidadão Honorário de Brasília. Também sou autor pela Juspodivm e colunista da Brasil Paralelo.

É essa dupla travessia, a banca do lado de fora e a cadeira do lado de dentro, que organiza o que a gente ensina aqui.

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