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Guia · Magistratura Estadual

Concurso TJRJ: o caminho da magistratura no Tribunal do Rio

No TJRJ, "concurso" são dois, servidor (FGV) e juiz. Esta página segue a magistratura: requisitos, o ENAM, as fases e o que a prova cobra.

50
vagas (edital de juiz, 2019)
5
etapas do concurso
3
blocos na objetiva
R$ 30 mil+
subsídio de juiz

Concurso do TJRJ: servidor ou juiz?

No TJRJ, "concurso" quer dizer duas coisas diferentes, e é por isso que os salários que você viu por aí não batem. Tem o concurso de servidor, Técnico de Atividade Judiciária e Analista Judiciário, pela banca FGV, e tem o de Juiz Substituto, a magistratura.

Esta página segue o caminho da magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: quem pode prestar, onde o ENAM entra, quais são as fases e o que a prova cobra. São carreiras, exigências e remunerações que não se misturam, e aqui cada número vem com a fonte e a data ao lado, do jeito que um bacharel confere.

O Rio de Janeiro é um tribunal tradicional, que já formou ministros dos tribunais superiores. É desse porte que a gente parte para destrinchar o resto do certame.

Se o que você procura é o cargo de servidor, os dados do certame aberto pela FGV estão logo abaixo, para você não perder tempo na página errada.

Qual concurso é o seu?
Quero a magistratura (juiz): é por aqui, siga a leitura.
Quero o servidor: os dados do certame da FGV estão logo abaixo.

Atualizado em julho de 2026.

Quanto ganha servidor e juiz do TJRJ?

A confusão de salário some quando os três cargos ficam lado a lado. O Técnico de Atividade Judiciária exige nível médio, o Analista Judiciário exige nível superior, e o Juiz Substituto exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM.

A banca também não é a mesma: o concurso de servidor é da FGV; a da magistratura é definida no edital de juiz. E a remuneração é de mundos distintos. O servidor vai de R$ 5.685,54 no Técnico a R$ 12.924,41 no Analista com gratificações; o juiz recebe subsídio de magistrado, de outro patamar, acima de R$ 30 mil.

É por isso que dois sites mostram números tão diferentes: nem sempre estão falando do mesmo concurso.

Servidor (FGV) × Juiz Substituto (magistratura) no TJRJ: escolaridade, banca, vagas e remuneração.
Cargo Escolaridade Banca Vagas (último edital) Remuneração Fonte / data
Técnico de Atividade Judiciária Nível médio FGV Cadastro de reserva (edital 2025) R$ 5.685,54 (inicial) edital FGV 2025 / Estratégia Concursos
Analista Judiciário Nível superior (inclui especialidades de TI) FGV Cadastro de reserva (edital 2025) R$ 9.363,84 a R$ 12.924,41 (com gratificações) edital FGV 2025 / Estratégia Concursos
Juiz Substituto (magistratura) Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica + ENAM Definida no edital de juiz (não é a FGV) 50 vagas (edital de juiz de 2019, referência histórica) Subsídio de magistrado, acima de R$ 30 mil análise do edital 2019 / CNJ-TJRJ

Como é o concurso de servidor do TJRJ?

O concurso de servidor do TJRJ tem dois cargos e uma banca só. O Técnico de Atividade Judiciária pede nível médio e começa em R$ 5.685,54; o Analista Judiciário pede nível superior e chega a R$ 12.924,41 com gratificações, com forte oferta nas especialidades de TI, Analista de Sistemas, Segurança da Informação, Inteligência Artificial e Dados.

A banca é a FGV. As inscrições correram de 29/10 a 27/11 de 2025, com taxas de R$ 100 e R$ 140. As cotas reservam vagas por grupo:

Candidatos negros
20%
das vagas reservadas
Pessoas com deficiência
5%
das vagas reservadas
Indígenas
3%
das vagas reservadas
Hipossuficientes
10%
das vagas reservadas

A prova objetiva de servidor traz 70 questões: 20 de Língua Portuguesa, 10 de Legislação e Ética e 40 de Conhecimentos Específicos.

Dado perecível: valores, prazos e cotas mudam a cada edição, confira sempre o edital oficial da FGV antes de decidir.

Quem pode ser juiz do TJRJ?

Para ser juiz do TJRJ você precisa de duas coisas que vêm do texto constitucional: diploma de bacharel em Direito e três anos de atividade jurídica. Mas hoje existe um degrau antes do concurso: o ENAM, o Exame Nacional da Magistratura, virou habilitação obrigatória para disputar qualquer concurso de juiz no país.

O ENAM não te dá a vaga. Ele te dá a chave da porta, sem a habilitação, você nem entra no certame do TJRJ.

O que o edital cobra para a magistratura:

  1. Diploma de bacharel em Direito;
  2. Três anos de atividade jurídica, exigidos até a inscrição definitiva;
  3. Habilitação no ENAM para disputar o concurso.
Repare no "quando": os três anos são cobrados lá na frente, na inscrição definitiva, não na inscrição preliminar. Quem ainda está na faculdade pode encarar o ENAM concluindo o curso até a data do edital.

É a leitura fina que separa quem entende o certame de quem só copiou a norma, e é por isso que a gente destrincha o documento em vez de repeti-lo.

Quais são as fases do concurso de juiz?

O concurso de juiz do TJRJ se decide em cinco etapas avaliativas, não numa prova só:

Prova objetiva
Prova dissertativa
Sentença cível Uma das duas peças da segunda fase.
Sentença criminal A outra peça da segunda fase.
Prova oral

A conta pesa porque cada etapa elimina. E a segunda fase, as duas sentenças, é onde o concurso costuma se ganhar ou se perder: é ali que a prática de sentenciar separa quem sabe a teoria de quem sabe julgar.

Peças e sentenças com correção de verdade, que é onde o concurso se ganha, são exatamente o que boa parte do mercado trata como acessório.

No vídeo abaixo, a gente percorre esse cronograma etapa por etapa, do jeito que ele aparece no edital, e organiza o estudo para você chegar inteiro em cada uma das cinco fases, não só na objetiva.

Vídeo: as cinco etapas do concurso da magistratura do TJRJ Assistir no YouTube

A imersão de reta final do TJRJ percorre as cinco etapas do concurso da magistratura, etapa por etapa. Abrir no canal da CP Iuris.

Como é a prova objetiva do TJRJ?

A objetiva da magistratura do TJRJ se organiza em três blocos de disciplinas, e a regra de habilitação assusta quem não a conhece: não basta a nota total. É preciso acertar pelo menos 30% das questões em cada um dos três blocos, o equivalente a 60% da prova no geral.

Mínimo por bloco
30%
de acerto em cada um dos três blocos para habilitar
No geral
60%
o corte que elimina antes mesmo da média
O "bloco da morte": o terceiro bloco reúne direito empresarial, tributário, ambiental e administrativo, as matérias em que o candidato mais patina.

Por isso não existe estudar só "as matérias que eu gosto". Deixar um bloco de lado elimina antes de qualquer outra fase.

A gente organiza o estudo justamente para blindar os três blocos, não só a média.

O que mais cai na prova de juiz?

O que mais cai na prova de juiz do TJRJ é legislação: é de longe a frente mais cobrada nas objetivas, com quase 70% das questões, seguida pela jurisprudência com 22% e a doutrina com 10%.

Legislação~70%
Jurisprudência22%
Doutrina10%

Descendo por disciplina, o mapa fica mais nítido. Em constitucional, o assunto mais incidente nas provas da magistratura do Rio é o controle de constitucionalidade, com 21% das questões. Em civil, sucessões e família lideram, com 16% cada, e contratos em espécie vêm logo atrás, com 11%.

Em processo civil, os dois temas que mais caem são o incidente de desconsideração da personalidade jurídica e a tutela provisória.

Estudar nessa ordem é o que transforma "estudar tudo" em "estudar na ordem certa".

Como se preparar para a magistratura do TJRJ?

Preparar para a magistratura do TJRJ é montar um plano que cobre todas as fases, não empilhar videoaula. A rotina tem conta: quem lê 50 páginas por dia durante 80 dias fecha 4 mil páginas e esgota a leitura do material teórico. E na reta final, a priorização por custo-benefício faz um único dia de estudo render um décimo das questões da prova.

Rotina que esgota a teoria
4 mil páginas
a 50 páginas por dia durante 80 dias
Reta final
1/10 da prova
o que um único dia de estudo de qualidade pode render

É esse desenho que a gente acompanha de perto com o método CPA: em vez de um cronograma único para todos, o sistema identifica o seu perfil e monta o percurso sob medida, da objetiva à prova oral, com a mentoria da tecnologia Pontes 24/7 e a segunda fase de peças e sentenças.

É teoria com quem viveu a prática, professores que já sentaram na cadeira de juiz.

No vídeo abaixo, a gente destrincha o edital do TJRJ e mostra como transformar esse plano de leitura em rotina.

Vídeo: análise do edital do TJRJ e o plano de leitura quantificado Assistir no YouTube

A análise do edital do TJRJ mostra como transformar o plano de leitura quantificado em rotina de estudo. Ver a aula completa no canal da CP Iuris.

O edital dá o mapa. O método CPA anda com você por ele.

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Estudar o edital é o começo. Passar é com a gente.

O método CPA monta o seu plano para todas as fases da magistratura estadual, da objetiva à prova oral, com professores que já sentaram na cadeira de juiz. Você estuda o que cai, na ordem certa, até a aprovação.

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Perguntas frequentes sobre o concurso do TJRJ

O concurso do TJRJ é para servidor ou para juiz?

São dois concursos diferentes. O de servidor tem os cargos de Técnico de Atividade Judiciária (nível médio) e Analista Judiciário (nível superior), pela banca FGV; o de Juiz Substituto é a magistratura, que exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM. Esta página destrincha o concurso da magistratura; se você procura o de servidor, os dados estão na seção dedicada, logo no começo.

Quanto ganha um servidor do TJRJ e quando foram as inscrições?

O Técnico de Atividade Judiciária começa em R$ 5.685,54 e o Analista Judiciário chega a R$ 12.924,41 com gratificações. As inscrições correram de 29/10 a 27/11 de 2025, com taxas de R$ 100 e R$ 140. Dado de edital muda a cada edição, confira sempre o edital oficial da FGV.

O ENAM é obrigatório para o concurso de juiz do TJRJ?

É. Desde a Resolução CNJ nº 531/2023, o Exame Nacional da Magistratura é habilitação obrigatória para disputar qualquer concurso de juiz no país, o TJRJ incluído. O ENAM não dá a vaga: ele dá o direito de disputá-la, e sem a habilitação você nem entra no certame.

Quais são os requisitos para ser juiz do TJRJ?

Diploma de bacharel em Direito e três anos de atividade jurídica, além da habilitação no ENAM. Os três anos são cobrados na inscrição definitiva, mais adiante no concurso, e não na inscrição preliminar, quem ainda está na faculdade pode encarar o ENAM concluindo o curso até a data do edital.

Quantas fases tem o concurso de juiz do TJRJ?

Cinco etapas avaliativas: prova objetiva, dissertativa, sentença cível, sentença criminal e prova oral. A segunda fase, das sentenças, é onde o concurso costuma se decidir.

O que mais cai na prova objetiva da magistratura do TJRJ?

A legislação é a frente mais cobrada, com quase 70% das questões, seguida por jurisprudência (22%) e doutrina (10%). Em constitucional, o controle de constitucionalidade lidera com 21%; a objetiva se divide em três blocos e exige 30% de acerto em cada um deles para habilitar.

O que é o método CPA e como ele prepara para a magistratura?

O método CPA (Curso Personalizado para Aprovação, lançado em 2024) identifica o perfil do candidato e monta um plano de estudo sob medida, cobrindo todas as fases, da objetiva à prova oral, com a mentoria da tecnologia Pontes 24/7 e a segunda fase de peças e sentenças.

Fontes: análise do edital do concurso de juiz do TJRJ (2019, referência histórica) e a Resolução CNJ nº 531/2023 (ENAM); os dados do concurso de servidor seguem o edital FGV 2025 e o Estratégia Concursos; o subsídio da magistratura segue o padrão CNJ/TJRJ. Confira sempre o edital oficial vigente no portal da banca antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.

Quem sou eu para ensinar isso?

Sou Samer Agi. Fui delegado de polícia em Goiás e, aos 25 anos, passei em 3º lugar para juiz substituto do TJDFT, onde atuei cerca de oito anos, com passagem como juiz instrutor no STJ.

Cofundei a CP Iuris para ensinar concurso pela ótica de quem sentou na cadeira de juiz, quem já corrigiu prova e proferiu sentença sabe o que o examinador procura.

Sou formado pela Universidade Federal de Goiás e, em 2026, recebi o Título de Cidadão Honorário de Brasília. Também sou autor pela Juspodivm e colunista da Brasil Paralelo.

É essa dupla travessia, a banca do lado de fora e a cadeira do lado de dentro, que organiza o que a gente ensina aqui.