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Guia da segunda fase · Juiz federal do TRF2

Concurso TRF2: o que a segunda fase de juiz federal exige

Sob a sigla TRF2 correm dois concursos diferentes, e eles não se misturam. Este aqui é o de juiz federal substituto da 2ª Região.

folha de prova manuscrita sobre a mesa, imagem de abertura do guia que a gente escreveu sobre a segunda fase do concurso de juiz federal do TRF2

O outro é o de servidor do mesmo tribunal: outra carreira, outro edital, outra preparação. Quem procura essa vaga encontra o documento no site do próprio tribunal.

Das três páginas que hoje ocupam esta busca, uma é inteiramente sobre o certame de servidor, e nenhuma das três avisa que a outra existe.

Resolvida a porta, o que a gente faz aqui é o contrário do que essa busca devolve. Ficha técnica envelhece em semanas, então a gente foi direto para a anatomia da segunda fase: o que a prova de sentença testa, como se treina para ela e o que este tribunal tem de próprio.

Número de vagas, remuneração, cronograma, cotas, banca contratada e o quadro de etapas da edição corrente não estão aqui. São dados de um edital, e a gente manda você ao edital do tribunal em vez de copiar número de página alheia.

A jurisdição do TRF2 pesa no edital dele?

O TRF2 é o tribunal do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e isso não é linha de ficha técnica: o que uma região julga chega ao edital dela.

O exemplo vem do professor de direito penal que abriu a maratona do TRF1, juiz federal lotado na Sexta Região, na aula publicada em 15 de março de 2023:

"O TRF-2 eu me lembro que coloca no edital os crimes nucleares, tem uma colega minha que já julgou porque ela estava como juíza federal em Angra"

Repare no hedge. Ele diz que se lembra, e nenhuma das cinco fontes desta página leu esse edital.

E a segunda metade da mesma frase puxa para o lado contrário: o estudo de direito penal para a magistratura federal é um estudo que vai abranger muitos temas, e quem estuda precisa estar pronto para qualquer tribunal cobrar.

A base continua a mesma para todo mundo. No mesmo trecho ele registra o levantamento da casa: "Nós fizemos uma pesquisa das questões objetivas cobradas em concursos à Magistratura Federal. A legislação penal especial vai ganhar."

A leitura útil não é decorar o que cada região enfatiza, e sim entender de onde vem a ênfase. O mapa das seis regiões está no nosso guia de magistratura federal, publicado lá com fonte própria.
Vídeo: os crimes nucleares no edital do TRF2 e o que mais cai na magistratura federal Assistir no YouTube

Seja aprovado no concurso TRF1, aula 01, com o professor de direito penal que abriu a maratona, juiz federal lotado na Sexta Região, na aula publicada em 15 de março de 2023. Abrir no canal da CP Iuris.

Por que o TRF2 usou o ENAM?

O TRF2 foi o primeiro tribunal a dispensar a própria prova objetiva e chamar direto para a segunda etapa, com o ENAM no lugar da primeira fase.

Quem registra é Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT e coordenador dos cursos de segunda fase da casa, falando em 3 de janeiro de 2025:

"O primeiro tribunal que adotou foi o TRF2, a prova aconteceu um mês e meio, dois meses atrás"

No mesmo trecho ele conta que o TJ do Amazonas foi o segundo tribunal a fazer isso, e o primeiro estadual. A possibilidade ele atribui a uma faculdade que o CNJ abriu aos tribunais.

Só que esse fato vem com duas ressalvas.

A primeira é de tempo verbal. Isso é passado, não é o modo de funcionar deste tribunal, e nenhuma das cinco fontes desta página diz que a dispensa virou regra aqui.

A segunda vem do próprio falante, no mesmo dia:

"eu acho que tribunais grandes que têm muitas inscrições vão continuar com a prova objetiva normalmente"

— Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT e coordenador dos cursos de segunda fase da casa, falando em 3 de janeiro de 2025

Prova objetiva vai ser a regra. Exceção vai ser não ter prova objetiva. O exame em si é tratado com fonte própria no nosso guia do ENAM e nas provas anteriores do ENAM.

Passei no ENAM. E agora?

Muda o calendário do seu estudo: a prova de sentença pode chegar sem a objetiva no meio do caminho, e é aí que muita gente descobre que nunca escreveu uma.

André Corrêa, professor da mentoria do ENAM da casa, descreveu o problema na aula publicada em 5 de novembro de 2024:

"tem muita gente preocupada em começar a estudar segunda fase para poder se preparar porque se passar no ENAM ela não sabe nem por onde passa uma sentença civil"

Ele explica na sequência por que foi justamente aqui: "Vão ser poucos os tribunais que vão começar na segunda fase. Só os tribunais que precisarem atrair candidatos".

Foi o caso do TRF2, porque a maioria de quem tinha passado no primeiro exame nacional vinha com perfil de magistratura estadual.

A régua que Guilherme Marra tira disso, falando em 3 de janeiro de 2025, é curta:

"Isso mostra a importância de vocês estarem preparados para fazer uma segunda fase a qualquer momento"

— Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT e coordenador dos cursos de segunda fase da casa, falando em 3 de janeiro de 2025

Vídeo: análise do edital do TJ do Amazonas e a chegada do ENAM à segunda fase Assistir no YouTube

Concurso TJ AM, segunda fase: análise do edital do TJ do Amazonas, e não do TRF2, com Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT, falando em 3 de janeiro de 2025. Abrir no canal da CP Iuris.

Fazer sentença é fazer prova de sentença?

São duas habilidades diferentes, e a distinção vem de quem coordena os cursos de segunda fase da casa. Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT, põe assim na aula publicada em 20 de dezembro de 2024:

"Eu brinco que eu não sou professor de sentença criminal. Pronto, acabou a audiência, vai todo mundo embora. Eu sou professor de prova de sentença criminal, de concurso, que é muito diferente"

O que a prova cobra, ele descreve na mesma aula:

"uma prova que vai testar a sua habilidade de escrever rápido, com clareza, falar o que tem que ser dito sem perder muito tempo, estruturar uma sentença, um documento com cara de sentença"

— Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT, na aula publicada em 20 de dezembro de 2024

E a rotina de quem julga não treina isso:

"muito do nosso tempo é revisando as minutas que são feitas pela assessoria, fazendo audiência, recebendo advogado etc"

— Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT, na aula publicada em 20 de dezembro de 2024

Às vezes a pessoa está no gabinete, sabe fazer uma sentença de gabinete, chega na prova e não termina.

O que a segunda fase separa
2 habilidades diferentes
Saber fazer sentença e saber fazer prova de sentença, a distinção que Guilherme Marra faz na aula publicada em 20 de dezembro de 2024.

O caso que ele conta na mesma aula é de um amigo e aluno: servidor de vara criminal, não magistrado, que redige minuta de sentença todo dia. Mesmo assim não terminou a prova de sentença de uma edição anterior deste tribunal, porque quis fazer a dosimetria como faz no gabinete.

O relato é de segunda mão, e ele mesmo marca: "pelo que ele me falou".

A etapa está descrita em termos gerais no nosso guia de magistratura federal.

Como se treina para a segunda fase?

Treinar segunda fase é simular a prova inteira, não reler a teoria.

Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT e coordenador dos cursos de segunda fase da casa, dá a instrução na aula publicada em 20 de dezembro de 2024: "tem que treinar simulando a prova". As condições ele destrincha em seguida, no mesmo trecho da aula:

Simule a prova inteira, e não só o conteúdo dela.
Cronometre o tempo, do começo ao fim.
Escreva à mão.
Consulte exclusivamente o vade-mécum, de preferência aquele que você vai usar na prova.

Mais cedo, na mesma aula, ele já tinha posto o método acima do próprio produto: numa prova de segunda fase, ninguém nunca vai te fazer aprender mais do que os simulados, e quem estiver sem tempo deixa de lado a parte teórica do curso dele.

Dentro da prova, ele dá nome ao instrumento de controle:

"o que eu chamo de balanço parcial de tempo e espaço, que é a cada meia hora fazer um diagnóstico"

— Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT e coordenador dos cursos de segunda fase da casa, na aula publicada em 20 de dezembro de 2024

O porquê cabe numa frase: "Você luta o tempo inteiro contra o tempo e contra o espaço".

E Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT e coordenador do curso de tópicos de magistratura da casa, fecha a live publicada em 14 de abril de 2026 com a tese:

"a segunda fase para a magistratura passa por uma abordagem específica e por um direcionamento específico que é realmente diferente da preparação para a primeira fase"

— Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT e coordenador do curso de tópicos de magistratura da casa, na live publicada em 14 de abril de 2026

Vídeo: como treinar a segunda fase simulando a prova inteira Assistir no YouTube

Segunda fase TJPE e TJMT, venha se preparar conosco, com Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT, na aula publicada em 20 de dezembro de 2024. Abrir no canal da CP Iuris.

A letra conta na prova de sentença?

A prova é manuscrita, e a letra deixou de ser detalhe.

Roberta Cordeiro, juíza de direito no TJDFT e coordenadora da segunda fase dos cursos de magistratura da casa, explica na live publicada em 14 de abril de 2026 por que a letra piorou para todo mundo:

"as letras vão decrescer, elas vão se deteriorando com o tempo. Porque hoje em dia a gente usa só o WhatsApp […] e a gente usa muito computador"

Do outro lado da mesa, Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT e coordenador do curso de tópicos de magistratura da casa, descreve o que o corretor enfrenta:

"ele vai se deparar com centenas de provas"

Nesse volume, o que aparece é uma dificuldade de identificar o que se disse ali, não pela estrutura ou pela coerência, mas sim pela dificuldade de entender a letra.

A conclusão dos dois é a mesma, e é prática: ninguém troca de letra às vésperas, mas dá para treinar até ela ficar legível.

O ponto de partida é alguém de fora avaliar como ela está hoje, porque olhar a própria letra não basta. O mesmo item aparece em termos gerais no nosso guia de magistratura federal.

Como se responde uma questão discursiva?

Responder o que foi perguntado vale mais do que mostrar o que se sabe.

Roberta Cordeiro, juíza de direito no TJDFT, conta na live publicada em 14 de abril de 2026 o que respondeu a um aluno que tinha aprendido o contrário:

"não adianta você falar genericamente"

Falar de qualquer coisa próxima do tema não pontua.

A régua completa dela vem logo depois, e a segunda metade é a que quase todo mundo corta. Esgotar o que a questão pediu, dentro das linhas e do tempo disponíveis. E, se algo mais fosse exigido, deixar para recorrer depois.

Sobre quanto conceito cabe, Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT, é direto:

"no máximo um conceito", "só para introduzir o tema"

— Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT, na live publicada em 14 de abril de 2026

E ele mesmo põe o limite da régua. Numa questão aberta, do tipo "discorra sobre", você vai ter que fazer uma abordagem contextualizada, conceitual. O panorama da etapa fica no nosso guia de magistratura federal.

Como cabe uma sentença com vários réus?

No gabinete você tem espaço; na prova, não.

Roberta Cordeiro, juíza de direito no TJDFT, explica na live publicada em 14 de abril de 2026 que a sentença com vários réus se organiza no concurso de um jeito que não é o do dia a dia.

No gabinete, você não vai fazer uma dosimetria comum para todos os réus. Mas no concurso não tem como você fazer isso, não tem como você fazer diferente: você fundamenta por crime e, dentro de cada crime, individualiza a conduta de cada um.

A sentença com vários réus: o que a prova exige e como é no gabinete, segundo a live publicada em 14 de abril de 2026 e a aula publicada em 20 de dezembro de 2024
O que a prova exige Como é no gabinete
Dosimetria: fundamentar por crime e, dentro de cada crime, individualizar a conduta de cada réu Não se faz uma dosimetria comum a todos os réus
Espaço: o número de laudas é finito Na vara dá para fazer diferente, e é o concurso que não deixa
Tempo: cronograma interno rígido, com quanto tempo gastar em cada ponto O tempo vai em audiência, em atendimento a advogado e em análise de processo
Preparo prévio: modelos curtos prontos para cada alegação, para adaptar na hora A minuta costuma vir pronta da assessoria, para revisão

A restrição que obriga a escolha, Roberta Cordeiro diz com todas as letras:

"você não vai ter um número ilimitado de laudas para você fazer uma sentença na prova da magistratura"

— Roberta Cordeiro, juíza de direito no TJDFT, na live publicada em 14 de abril de 2026

Do lado do preparo, Ricardo Rocha Leite conta o que fazia. Um modelo curto pronto para cada alegação: ilegitimidade, falta de condição da ação, falta de justa causa, "para na hora ali você se for o caso adaptar ou adequar". E fecha no controle de tempo:

"eu tenho que estabelecer um cronograma um programa muito rígido do que eu vou abordar, de quanto tempo eu vou gastar"

— Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT, na live publicada em 14 de abril de 2026

A ordem lógica em que as preliminares se enfrentam está no nosso guia de magistratura federal.

Vídeo: como se preparar para a segunda fase do TRF2 Assistir no YouTube

Como se preparar para a segunda fase do TRF2, com Ricardo Rocha Leite e Roberta Cordeiro, juízes de direito no TJDFT, na live publicada em 14 de abril de 2026. Abrir no canal da CP Iuris.

Quanto basta para ser aprovado?

A meta da prova não é a sentença perfeita, é a sentença suficiente.

Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT e coordenador do curso de tópicos de magistratura da casa, formula assim na live publicada em 14 de abril de 2026:

"o seu objetivo é ser aprovado. Então, o aprovado, você tem que saber o que é o suficiente para aprovação"

E dá a prova pelo próprio erro:

"Porque às vezes eu falo isso por mim quando eu fui fazer a minha sentença. Eu caí nesse equívoco de fundamentar demais e na hora que eu cheguei na dosimetria da pena eu já não tinha tempo"

— Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT e coordenador do curso de tópicos de magistratura da casa, na live publicada em 14 de abril de 2026

Ele não está dispensando fundamentação. Logo em seguida ele lembra que existe uma garantia constitucional que toda decisão judicial tem que ser fundamentada, sob pena de nulidade.

Ele está dizendo onde parar. Na prova, o que sai da sua mão não vai ser aquela fundamentação que você vai conseguir fazer no seu gabinete com a sentença com prazo de 10 dias: "você tem que trabalhar com aquilo que é possível".

O quadro geral da carreira fica no nosso guia de magistratura federal.

Preparação de servidor serve para juiz?

Não serve, e há um caso que mostra por quê.

Roberta Cordeiro, juíza de direito no TJDFT, conta na live publicada em 14 de abril de 2026 que um aluno dela de um curso para analista acabou prestando o concurso de juiz:

"estava fazendo análise e fez para juiz, e passou na primeira fase. Obviamente, ele não passou na segunda"

A explicação vem na sequência, e é sobre preparação, não sobre capacidade. A dele era para analista, e passar numa objetiva às vezes é sorte: "eu digo que é sorte mesmo".

A confusão que a busca devolve
2 certames sob a mesma sigla
O de juiz federal substituto, que é o desta página, e o de servidor do mesmo tribunal.
É por isso que a primeira linha desta página separa os dois certames. Cada um tem o seu edital e a sua etapa decisiva, e o treino de um não serve para o outro. O panorama da carreira fica no nosso guia de magistratura federal.

O que muda a cada edital do TRF2?

Muda tudo o que tem número e data, e é por isso que essa parte não está aqui.

Número de vagas, cadastro de reserva, percentuais de cota, remuneração do cargo, cronograma de etapas, locais de prova e o quadro de fases com o caráter de cada uma trocam a cada edital, e nenhum deles aparece nas cinco fontes desta página.

O nome da banca contratada fica fora por outro motivo: ele aparece nas fontes, e sai justamente por isso, porque banca é escolha de uma edição e publicá-la dataria a página sem avisar.

O que esta página não carrega e onde cada item mora
O que você procura Onde isso mora
Número de vagas e cadastro de reserva No edital publicado pelo próprio tribunal
Percentuais de reserva por cota No edital publicado pelo próprio tribunal
Remuneração do cargo Na tabela oficial de subsídio do tribunal e no edital
Cronograma de etapas e locais de prova No edital publicado pelo próprio tribunal
Quadro de fases, com o caráter de cada etapa No nosso guia de magistratura federal e no edital
Nome da banca contratada No edital publicado pelo próprio tribunal
Requisitos de ingresso: bacharelado em Direito, tempo de atividade jurídica e habilitação prévia no ENAM No nosso guia de magistratura federal, na página do TRF1 e no ENAM

A gente carrega o que se repete de edição em edição, e prefere dizer o que não tem a publicar valor estimado, célula vazia ou número copiado de outra página.

Ler o edital é o começo. Passar é com a gente.

O método CPA monta o seu plano no peso exato de cada disciplina, com professores que já sentaram na cadeira de juiz. Você estuda o que cai, na ordem certa.

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Perguntas frequentes sobre o concurso TRF2

O concurso do TRF2 é o de juiz ou o de servidor?

São dois certames diferentes do mesmo tribunal.

Esta página trata do concurso de juiz federal substituto da 2ª Região. O outro é o concurso de servidor do mesmo tribunal, com outra carreira, outro edital e outra preparação. A gente não cobre esse cargo aqui, e quem procura essa vaga encontra o documento no site do próprio Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

A confusão vem da própria busca: das três páginas que hoje ocupam o topo para "concurso trf2", uma trata só do certame de servidor e nenhuma das três avisa que a outra existe.

Onde eu vejo quantas vagas o TRF2 abriu e quanto paga?

No edital publicado pelo próprio tribunal.

Esta página não traz número de vagas, cadastro de reserva, percentuais de cota, remuneração do cargo, cronograma de etapas, locais de prova, quadro de fases nem o nome da banca contratada. Cada um desses é dado de uma edição: muda a cada certame e envelhece em semanas.

Nenhuma das cinco aulas e lives que sustentam este texto traz vagas, cotas, remuneração, cronograma nem quadro de fases para o TRF2. O nome da banca é o único item desta lista que aparece nelas, e ele sai por ser escolha de uma edição, não por ausência.

É verdade que o TRF2 usa o ENAM como primeira fase?

Foi verdade uma vez, e essa é a diferença que muda tudo.

O TRF2 foi o primeiro tribunal a dispensar a própria prova objetiva e chamar direto para a segunda etapa, com o ENAM no lugar da primeira fase. Quem registra é Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT e coordenador dos cursos de segunda fase da casa, falando em 3 de janeiro de 2025.

No mesmo dia ele dá o contrapeso: "eu acho que tribunais grandes que têm muitas inscrições vão continuar com a prova objetiva normalmente". A dispensa foi exceção e não virou regra, e nenhuma das cinco fontes desta página diz que ela virou o modo de funcionar deste tribunal.

Se o edital vigente aproveita ou não o exame, quem responde é o edital publicado pelo tribunal.

Como é a segunda fase do concurso de juiz federal?

É a etapa escrita, com um bloco de questões discursivas e as provas práticas de sentença, manuscritas.

O que ela testa não é só conhecimento jurídico. Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT, descreve na aula publicada em 20 de dezembro de 2024 "uma prova que vai testar a sua habilidade de escrever rápido, com clareza, falar o que tem que ser dito sem perder muito tempo, estruturar uma sentença".

Quantas questões cada prova tem, quanto tempo dura, quanto vale e em que dias cai não estão nesta página. Isso muda a cada edital, e o lugar de ler é o edital do tribunal. O quadro geral das fases está no nosso guia de magistratura federal.

Quem faz sentença todo dia leva vantagem na prova?

Menos do que parece.

Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT, faz a distinção na aula publicada em 20 de dezembro de 2024: uma coisa é ser professor de sentença criminal, outra é ser professor de prova de sentença criminal, "de concurso, que é muito diferente".

Ele conta na mesma aula o caso de um amigo e aluno: servidor de vara criminal, não magistrado, que redige minuta de sentença todo dia. Mesmo assim não terminou a prova de sentença de uma edição anterior deste tribunal, porque quis fazer a dosimetria como faz no gabinete. O relato é de segunda mão, e o próprio falante o marca assim: "pelo que ele me falou".

Como eu treino para a prova de sentença?

Simulando a prova inteira, não relendo teoria.

Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT e coordenador dos cursos de segunda fase da casa, dá as condições na aula publicada em 20 de dezembro de 2024: "tem que treinar simulando a prova", cronometrando o tempo, escrevendo à mão e consultando exclusivamente o vade-mécum que se vai levar.

Na mesma aula ele hierarquiza contra o próprio produto: entre a parte teórica do curso dele e os simulados, quem estiver sem tempo faz os simulados. E nomeia o instrumento de controle dentro da prova, o "balanço parcial de tempo e espaço, que é a cada meia hora fazer um diagnóstico".

O motivo cabe numa frase dele: "Você luta o tempo inteiro contra o tempo e contra o espaço".

A letra conta na segunda fase?

Conta, e é item de preparação como qualquer outro.

As provas escritas são manuscritas, e Roberta Cordeiro, juíza de direito no TJDFT e coordenadora da segunda fase dos cursos de magistratura da casa, lembra na live publicada em 14 de abril de 2026 que a letra de todo mundo piorou porque hoje se digita muito mais do que se escreve.

Do outro lado, Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT, descreve o que o corretor enfrenta: "ele vai se deparar com centenas de provas".

A conclusão dos dois é prática: ninguém troca de letra às vésperas, mas dá para treinar até ela ficar legível, e o ponto de partida é alguém de fora avaliar como ela está hoje.

Serve de alguma coisa a preparação para analista se eu quero ser juiz?

Para a etapa que decide, não serve.

Roberta Cordeiro, juíza de direito no TJDFT, conta na live publicada em 14 de abril de 2026 o caso de um aluno de um curso para analista que acabou prestando o concurso de juiz: "passou na primeira fase. Obviamente, ele não passou na segunda".

A explicação é sobre preparação, não sobre capacidade: a dele era para analista, e passar numa objetiva às vezes é sorte, palavra que a própria falante usa.

São dois certames com edital, etapa decisiva e treino diferentes, e quem mira o cargo de servidor encontra o edital no site do próprio tribunal.

Com quem a gente escreve sobre o TRF2

Somos a CP Iuris, escola de preparação para as carreiras jurídicas, fundada em 2015, em Brasília.

O ano em que a gente começou
2015
Em Brasília. A idade da escola sai desse ano, em vez de um "há N anos" que envelhece.

Quem assina esta página é Samer Agi, advogado, ex-delegado de polícia e cofundador da escola: aprovado em 3º lugar aos 25 anos no concurso para juiz substituto do TJDFT, com posse em 2013, cerca de oito anos de magistratura e passagem como juiz instrutor no STJ.

Toda fala citada nesta página chega com nome, papel e data de quem a fez.

Quem fala no corpo desta página:

Live publicada em 14 de abril de 2026
Ricardo Rocha Leite e Roberta Cordeiro, juízes de direito no TJDFT e coordenadores de magistratura da casa.
Aula publicada em 20 de dezembro de 2024, e falando em 3 de janeiro de 2025
Guilherme Marra, juiz de direito no TJDFT e coordenador dos cursos de segunda fase.
Aula publicada em 5 de novembro de 2024
André Corrêa, professor da mentoria do ENAM da casa.
Aula publicada em 15 de março de 2023
o professor de direito penal que abriu a maratona do TRF1, juiz federal lotado na Sexta Região. O arquivo não o nomeia, e a gente não completa nome próprio por dedução.

A régua é sempre a mesma: a gente não publica o edital, a gente destrincha a etapa que decide o concurso. Vagas, remuneração, cronograma e banca contratada saem do edital do próprio tribunal.

E a gente não afirma que todo professor foi aprovado na carreira que ensina.

Fontes: as cinco aulas e lives do canal da CP Iuris no YouTube que sustentam esta página — a aula publicada em 15 de março de 2023, a aula publicada em 5 de novembro de 2024, a aula publicada em 20 de dezembro de 2024, a análise de edital em que Guilherme Marra fala em 3 de janeiro de 2025 e a live publicada em 14 de abril de 2026. Número de vagas, remuneração, cronograma, cotas e banca contratada saem do edital publicado pelo próprio tribunal: confira sempre o edital vigente antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.