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Concurso TJMG: o caminho até a toga de juiz

Concurso TJMG, aqui, é o concurso de Juiz de Direito Substituto, a magistratura de nível superior, não o cargo de Oficial Judiciário de nível médio que a maioria dos sites resume quando você busca "concurso TJMG". Se você veio pelo cargo de nível médio, o aviso logo abaixo te encaminha.

120
vagas no edital de 2018
5
fases do concurso de juiz
maior tribunal estadual do país
peso 3
na fase escrita, que decide o concurso

A gente reúne num só lugar o que decide a sua preparação: quem pode prestar, as cinco fases, o ponto de corte da 2ª fase, quantas vagas costumam sair e onde o ENAM entra, cada número com fonte e data. No edital de 2018, o último analisado em live pelo professor, foram 120 vagas.

O TJMG é o segundo maior tribunal estadual do país, e este guia trata a carreira da toga de ponta a ponta. O histórico das últimas edições autoriza um recado direto: o seu maior concorrente é você. Quem chegar até a última etapa, chegar à prova de títulos, for aprovado, tomará posse. Se você mira a magistratura, é aqui que o edital vira plano de estudo.

Concurso de juiz ou de oficial judiciário?

"Concurso TJMG" são, na verdade, dois concursos diferentes, e confundir os dois custa meses de estudo errado.

O de Oficial Judiciário é de nível médio, com remuneração inicial de R$ 3.264,98. O de Juiz de Direito Substituto é de nível superior: exige bacharelado em Direito e três anos de atividade jurídica, e paga subsídio de magistrado, muito superior.

Esta página é a do juiz. Se você mira o Oficial Judiciário, procure a página específica desse certame, aqui a gente não aprofunda o cargo de nível médio.

Oficial Judiciário × Juiz de Direito Substituto no TJMG: escolaridade, remuneração, requisito de ingresso e fases próprias.
Cargo Escolaridade Remuneração inicial Requisito de ingresso Fases próprias
Oficial Judiciário Nível médio R$ 3.264,98 (reverificar no edital vigente) Ensino médio completo Prova de servidor de nível médio
Juiz de Direito Substituto Nível superior Subsídio de magistrado (ver a seção de remuneração, com fonte e data) Bacharelado em Direito + 3 anos de atividade jurídica Cinco fases (objetiva, discursiva, sentenças, oral e títulos)

O que é o TJMG?

O TJMG é o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o segundo maior tribunal estadual do país em volume de processos e comarcas. Na prática: muito cargo e concurso que volta a sair.

A gente não vende o sonho da toga: mostra o dado. Prestar no TJMG é disputar uma magistratura estadual de grande porte, com histórico de editais grandes e um espelho de prova bem documentado. É uma prova de um nível de profundidade que permite ao candidato que está estudando que seja aprovado, e é esse espelho que deixa você estudar pela prova de verdade, não por achismo.

É o retrato institucional que uma página de vendas não entrega, e o ponto de partida honesto para você decidir se vale mirar este tribunal.

Quem pode ser juiz do TJMG?

Para ser juiz do TJMG você precisa de três coisas:

  • Bacharelado em Direito por instituição reconhecida pelo MEC.
  • Três anos de atividade jurídica, comprovados na inscrição definitiva.
  • Habilitação prévia no ENAM, o Exame Nacional da Magistratura.

Esses três decidem o grosso, mas o edital lista também os requisitos formais: direitos políticos em dia e nacionalidade brasileira, pode ser brasileiro naturalizado, já que o cargo não é para ministro supremo, é só ministro da Suprema Corte que precisa ser brasileiro nato.

O requisito dos três anos não é praxe de banca, é constitucional, e o Supremo já fechou a discussão. E cuidado com a terminologia: o ENAM habilita, ele não aprova; ter passado no exame te dá o direito de disputar, não a vaga.

A gente traduz cada um desses requisitos em prazo e documento, para você saber, hoje, se já pode prestar ou quanto falta. Sobre a exigência dos três anos, o professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT, resume a tese do Supremo:

"o Supremo considerou constitucional a exigência dos três anos de prática jurídica na data da inscrição definitiva" — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT

Quais são as fases do concurso de juiz?

O concurso de juiz do TJMG tem cinco etapas encadeadas, e cada uma pesa diferente na nota final:

Prova objetiva Eliminatória e classificatória (peso 1).
Prova discursiva Cinco questões escritas (peso 3).
Provas de sentença Cível e penal (peso 3).
Prova oral Ainda eliminatória (peso 2).
Avaliação de títulos Classificatória (peso 1).

A objetiva elimina, mas quase não classifica: quem decide o concurso é a fase escrita. Peso 3 contra peso 1, a conta é direta: você soma tudo isso, divide e vai ver quem foi o primeiro lugar do concurso. Só que importante num concurso como esse é ser aprovado, não o lugar na lista. Você foi aprovado, você está dentro. Essa é a verdade.

A gente mostra o funil inteiro, com o peso de cada etapa, para você saber onde colocar as horas. A preparação séria começa pela sentença, não pela decoreba da objetiva.

"A primeira etapa que é a prova objetiva tem peso 1. A prova escrita discursiva, aquelas cinco questões, tem peso 3." — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT, na análise do edital do TJMG
Vídeo: análise do edital do TJMG, as fases e os pesos do concurso de juiz Assistir no YouTube

Análise do edital do TJMG, as fases e os pesos, com o professor Samer Agi. Abrir no canal da CP Iuris.

Como é a 2ª fase de sentenças?

A 2ª fase do TJMG é onde o concurso se ganha: duas sentenças escritas, uma cível e uma penal, em etapa eliminatória. Quem chega até ela passou pelo ponto de corte da prova objetiva, que tem oscilado entre 69 e 70, e a régua prática é essa: se você está com um ponto abaixo do ponto de corte esperado, você deve estudar para a segunda fase. Até porque, ainda que você seja prejudicado, por exemplo, com as anulações, é um estudo que você muito brevemente precisará dele, porque certamente você estará na segunda fase.

Ponto de corte da prova objetiva
69-70
a nota histórica que decide quem avança à fase de sentenças
Gestão de tempo
40 min
por questão na discursiva (200 minutos ÷ 5)

E é a sentença que reprova quem vem sem método. O relatório é o caso clássico: este erro é um erro muito comum, porque o aluno está habituado à dispensa do relatório. Então ele pensa que toda sentença em concurso dispensa relatório. Mas se não trouxer essa previsão expressa da dispensa do relatório, quer dizer que ele não está dispensado. E se ele não está dispensado e você dispensar por conta própria, a sua sentença é nula, a sua nota é zero.

Gestão de tempo aqui é técnica, não sorte. São 200 minutos divididos por cinco questões na discursiva: 40 minutos por questão, e nem um a mais. A gente prepara esta fase com quem já corrigiu e já escreveu sentença de verdade, porque é aqui que a maioria trava.

"Na prova do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o ponto de corte tem oscilado entre 69 e 70" — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT
"Pegue 200 minutos e divida por 5, isso significa que você tem 40 minutos por questão." — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT
Vídeo: a 2ª fase do TJMG, ponto de corte e sentenças da magistratura Assistir no YouTube

A 2ª fase do TJMG, ponto de corte e sentenças, com o professor Samer Agi. Ver a aula completa no canal da CP Iuris.

Onde o ENAM entra no concurso do TJMG?

O ENAM não te dá a vaga no TJMG. Ele te dá o direito de disputá-la.

Desde a Resolução CNJ nº 531/2023, nenhum tribunal estadual abre concurso de juiz sem exigir a habilitação prévia no Exame Nacional da Magistratura, aplicado pela FGV. Ou seja: sem o ENAM, você não chega à prova do TJMG.

ENAM: habilita, não aprova.
Passar no exame te dá o direito de disputar o concurso do TJMG, não a vaga.

A gente destrincha o exame inteiro no guia do ENAM, daqui você segue para lá antes de montar o cronograma do tribunal. Primeiro a habilitação, depois a prova.

Quanto ganha um juiz do TJMG?

O subsídio de um Juiz de Direito Substituto do TJMG é muito superior aos R$ 3.264,98 do Oficial Judiciário de nível médio, e é daí que vem a confusão de salários que circula no Google.

Os valores de "R$ 3,6 mil" e "R$ 3.264,98" que você viu por aí são, os dois, do cargo de Oficial, não da magistratura. A gente separa os cargos e traz o subsídio de juiz com fonte oficial e data, porque salário de concurso é dado perecível e a gente nunca crava número velho.

Remuneração inicial no TJMG: Oficial Judiciário (nível médio) × Juiz de Direito Substituto, com a observação de frescor de cada valor.
Cargo Remuneração Observação
Oficial Judiciário (nível médio) R$ 3.264,98 Reverificar no edital vigente
Juiz de Direito Substituto Subsídio de magistrado Conferir na tabela oficial de subsídios do CNJ/TJMG, com data de verificação

Quantas vagas e quando sai o edital?

No edital de 2018 o TJMG abriu 120 vagas, 84 para ampla concorrência, 12 para pessoas com deficiência e 24 para negros. Depois dele, o tribunal voltou a aplicar prova de magistratura em fevereiro de 2022, o número de vagas dessa edição a gente não crava sem fonte. A organização passou por bancas diferentes a cada edição: Vunesp, depois Fundep, depois Consulplan, mas, no desenho de 2018, a banca entrou como apoio operacional: quem vai fazer a prova vai ser o próprio Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

A gente monta o histórico de editais, vagas e bancas num só quadro, coisa que você não acha pronta por aí, para você comparar o TJMG com outros tribunais antes de decidir onde investir o tempo.

Histórico de bancas e vagas do concurso de juiz do TJMG por edição.
Ano Banca Vagas Observação
2011 Vunesp Reverificar no edital vigente Edição anterior
2013/2014 Fundep Reverificar no edital vigente Edição anterior
2018 Consulplan 120 (84 ampla concorrência, 12 PcD, 24 negros) Último com análise completa em live
2022 Reverificar no edital vigente Reverificar no edital vigente Prova aplicada em fev/2022

Número de vagas e periodicidade mudam a cada edição, confira sempre o edital vigente. O edital em detalhe vive no guia do edital do TJMG.

"São 120 vagas, 84 para ampla concorrência, 12 para pessoas com deficiência e 24 para negros." — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT, na análise do edital do TJMG
"em 2011 você tem organizado a Vunesp, em 2013, 2014 você tem organizado a Fundep, agora é a Consulpan" — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT

Como estudar para o concurso do TJMG?

Estudar para o TJMG é priorizar o que pesa: comece pelo edital, ancore a base na objetiva e coloque o volume de horas na fase escrita, que é onde o concurso se decide.

O edital dá o mapa, e o realismo dá o ritmo. Não dá para estudar tudo, então você não vai se desesperar. O que você vai fazer então? Você vai pegar e vai distribuir o seu tempo de forma estratégica. Sentença penal, sentença civil, humanística, matérias gerais de revisão, simulação de prova discursiva. Um plano de estudo personalizado anda com você por esse mapa, aula por aula, sentença por sentença, até o dia da prova. E na reta de revisão, adote o material com o qual você está habituado, acostumado. Por quê? Porque reler é muito mais rápido do que ler pela primeira vez. É a hora de você revisar.

A gente acompanha esse percurso de perto. O método CPA monta o plano a partir do perfil de cada aluno; a mentoria por IA da tecnologia Pontes tira as suas dúvidas 24/7; e quem corrige a sua sentença de verdade são professores que já sentaram na cadeira de juiz, os mesmos que martelam o básico que aprova: escreva orações pequenas, frases curtas. Frases longas, você tem dificuldade com vírgula, quem está lendo não consegue te entender e há uma grande chance de você escrever uma redação bem confusa. Treinar sentença sem quem aponte o erro é escrever no escuro.

A preparação de magistratura estadual da CP Iuris é o Magis 8, que cobre todas as fases, objetiva, discursiva e oral, com o ENAM incluído. O peso que o treino de sentença precisa ter, o próprio professor Samer Agi já resumia em 2018, ao montar o preparatório de 2ª fase daquela época:

"28 aulas de sentença, 24 aulas de 30 minutos cada de humanística, acesso ao curso de informativos" — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT

A toga de Minas começa com um plano. E com quem já sentou na cadeira.

Conhecer a preparação de magistratura estadual ›

Estudar o edital é o começo. Passar é com a gente.

O método CPA monta o seu plano para todas as fases da magistratura estadual, da objetiva à prova oral, com professores que já sentaram na cadeira de juiz. Você estuda o que cai, na ordem certa, até a aprovação.

Conhecer a preparação para a magistratura estadual ›

Perguntas frequentes sobre o concurso TJMG

O concurso do TJMG é para juiz ou para oficial judiciário?

São dois concursos distintos. O de Oficial Judiciário é de nível médio; o de Juiz de Direito Substituto é de nível superior e exige bacharelado em Direito e três anos de atividade jurídica. Esta página trata do concurso de juiz, se você busca o cargo de nível médio, procure a página específica do Oficial Judiciário do TJMG.

Quais são os requisitos para ser juiz do TJMG?

Bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica comprovados na inscrição definitiva e habilitação prévia no ENAM. A exigência dos três anos é constitucional, o STF já a considerou válida na data da inscrição definitiva.

O ENAM é obrigatório para o concurso do TJMG?

Sim. Desde a Resolução CNJ nº 531/2023, nenhum tribunal estadual abre concurso de juiz sem a habilitação prévia no ENAM, aplicado pela FGV. O ENAM não dá a vaga, dá o direito de disputá-la no TJMG.

Qual é o ponto de corte da 2ª fase do TJMG?

O ponto de corte para chegar à fase de sentenças do TJMG, a nota da prova objetiva, tem oscilado entre 69 e 70. A fase em si é eliminatória: duas sentenças escritas, cível e penal, e a gestão de tempo, cerca de 40 minutos por questão na discursiva, pesa tanto quanto o conteúdo.

Quantas vagas o TJMG costuma abrir para juiz?

No edital de 2018, o último analisado nas lives do professor, foram 120 vagas, 84 para ampla concorrência, 12 para pessoas com deficiência e 24 para negros. O tribunal voltou a aplicar prova de magistratura em 2022. Número de vagas e periodicidade mudam a cada edição; confira sempre o edital vigente.

Quanto ganha um juiz do TJMG?

O subsídio de um Juiz de Direito Substituto do TJMG é muito superior aos R$ 3.264,98 do Oficial Judiciário de nível médio, os dois valores que circulam no Google ("R$ 3,6 mil" e "R$ 3.264,98") são ambos do cargo de Oficial. O subsídio de magistrado é dado perecível: confira o valor atual na tabela oficial de subsídios do CNJ/TJMG, com fonte e data.

O que é o método CPA e como ele prepara para a magistratura?

O método CPA (Curso Personalizado para Aprovação, lançado em 2024) monta o plano de estudo a partir do perfil de cada aluno, em vez de um cronograma único para todos, e cobre todas as fases, objetiva, discursiva (peças e sentenças) e a prova oral, etapa que boa parte do mercado trata como acessório. O acompanhamento se apoia na tecnologia Pontes, mentor de IA com atendimento 24/7 de dúvidas, integrado ao banco de questões, e na correção feita por professores aprovados nas próprias carreiras.

Fontes: análise do edital do TJMG e live de 2ª fase, com o professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT (24/03/2018 e 11/09/2018); a Resolução CNJ nº 531/2023 (ENAM, aplicação pela FGV); a remuneração do Oficial Judiciário (R$ 3.264,98) segue o Mega Concursos, e o subsídio de juiz sai da tabela oficial de subsídios do CNJ/TJMG. Vagas, bancas, datas e valores mudam a cada edição, confira sempre o edital vigente antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.

Quem somos nós

Somos a CP Iuris, e ancoramos este conteúdo na experiência de Samer Agi, advogado formado pela Universidade Federal de Goiás, aprovado em 3º lugar aos 25 anos para juiz substituto do TJDFT (posse em 25/11/2013), onde atuou por cerca de oito anos, incluindo passagem como juiz instrutor no STJ. Antes da magistratura, foi delegado de polícia em Goiás; cofundou a CP Iuris em 2015.

A autoridade aqui é judicante, não de audiência: é o conteúdo de quem corrigiu prova e proferiu sentença. No YouTube, o canal @CpIurisOnline reúne cerca de 51,2 mil inscritos.

Disclosure: a CP Iuris tem relação comercial com o curso Magis 8 citado nesta página.

Atualizado em jul/2026.