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Guia · Magistratura Estadual

Concurso TJMG: o caminho até a toga de juiz

No TJMG, "concurso" são dois, Oficial Judiciário e Juiz de Direito. Esta página segue a magistratura: quem pode prestar, as cinco fases, o ponto de corte da 2ª fase, onde entra o ENAM e as vagas do edital.

120
vagas (último certame)
5
fases do concurso
100
questões na objetiva
Consulplan
banca do último certame

Concurso de juiz ou de oficial judiciário?

"Concurso TJMG" são, na verdade, dois concursos diferentes, e confundir os dois custa meses de estudo errado.

O de Oficial Judiciário é de nível médio, com remuneração inicial na casa de R$ 3.264,98 (reverificar no edital vigente). O de Juiz de Direito Substituto é de nível superior: exige bacharelado em Direito e três anos de atividade jurídica, e paga subsídio de magistrado, muito superior.

Esta página é a do juiz. Se você mira o cargo de nível médio de Oficial Judiciário, procure a página específica desse certame, não é aqui que a gente aprofunda o cargo de nível médio.

Oficial Judiciário × Juiz de Direito Substituto no TJMG: escolaridade, remuneração, requisito de ingresso e fases próprias.
Cargo Escolaridade Remuneração inicial Requisito de ingresso Fases próprias
Oficial Judiciário Nível médio R$ 3.264,98 (reverificar no edital vigente) Ensino médio completo Prova de servidor de nível médio
Juiz de Direito Substituto Nível superior Subsídio de magistrado (ver a seção de remuneração, com fonte e data) Bacharelado em Direito + 3 anos de atividade jurídica Cinco fases (objetiva, discursiva, sentenças, oral e títulos)

O que é o TJMG?

O TJMG é o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o segundo maior tribunal estadual do país em volume de processos e comarcas. Na prática, isso se traduz em muito cargo e recorrência de certame.

Porte do TJMG
2º maior
tribunal estadual do país em volume de processos e comarcas

A gente não vende o sonho da toga: mostra o dado. Prestar no TJMG significa disputar uma magistratura estadual de grande porte, com histórico de editais robustos e um espelho de prova bem documentado, e é justamente esse espelho que permite estudar pela prova de verdade, e não por achismo.

É o retrato institucional que uma landing de venda não entrega, e o ponto de partida honesto para decidir se vale mirar este tribunal.

Quem pode ser juiz do TJMG?

Para ser juiz do TJMG você precisa de três coisas:

  • Bacharelado em Direito por instituição reconhecida pelo MEC.
  • Três anos de atividade jurídica, comprovados na inscrição definitiva.
  • Habilitação prévia no ENAM, o Exame Nacional da Magistratura.

O requisito dos três anos não é praxe de banca, é constitucional, e o Supremo já fechou a discussão. E cuidado com a terminologia: o ENAM habilita, ele não aprova; ter passado no exame te dá o direito de disputar, não a vaga.

A gente traduz cada um desses requisitos em prazo e documento, para você saber, hoje, se já pode prestar ou quanto falta. Sobre a exigência dos três anos, o professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT, resume a tese do Supremo:

"o Supremo considerou constitucional a exigência dos três anos de prática jurídica na data da inscrição definitiva" — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT

Quais são as fases do concurso de juiz?

O concurso de juiz do TJMG tem cinco etapas encadeadas, e cada uma pesa diferente na nota final:

Prova objetiva Eliminatória e classificatória (peso 1).
Prova discursiva Cinco questões escritas (peso 3).
Provas de sentença Cível e penal (peso 3).
Prova oral Ainda eliminatória (peso 2).
Avaliação de títulos Classificatória (peso 1).

A objetiva elimina, mas quase não classifica: quem decide o concurso é a fase escrita. A objetiva tem peso 1; a discursiva, peso 3. A gente mostra o funil inteiro com o peso de cada etapa para você saber onde colocar as horas, e o peso 3 da escrita é o sinal de que a preparação séria começa pela sentença, não pela decoreba da objetiva.

"A primeira etapa que é a prova objetiva tem peso 1. A prova escrita discursiva, aquelas cinco questões, tem peso 3." — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT, na análise do edital do TJMG
Vídeo: análise do edital do TJMG, as fases e os pesos do concurso de juiz Assistir no YouTube

Análise do edital do TJMG, as fases e os pesos, com o professor Samer Agi. Abrir no canal da CP Iuris.

Como é a 2ª fase de sentenças?

A 2ª fase do TJMG é onde o concurso se ganha: duas sentenças escritas, uma cível e uma penal, com um ponto de corte que costuma ficar entre 69 e 70, alto o bastante para reprovar quem chega sem método.

Ponto de corte
69-70
histórico da fase de sentenças do TJMG
Gestão de tempo
40 min
por questão na discursiva (200 minutos ÷ 5)

Gestão de tempo aqui é técnica, não sorte. São 200 minutos divididos por cinco questões na discursiva: 40 minutos por questão, e nem um a mais. A gente prepara esta fase com quem já corrigiu e já escreveu sentença de verdade, porque é aqui que a maioria trava.

As duas falas do professor Samer Agi, o ponto de corte e a conta do tempo, entram atribuídas logo abaixo:

"Na prova do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o ponto de corte tem oscilado entre 69 e 70" — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT
"Pegue 200 minutos e divida por 5, isso significa que você tem 40 minutos por questão." — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT
Vídeo: a 2ª fase do TJMG, ponto de corte e sentenças da magistratura Assistir no YouTube

A 2ª fase do TJMG, ponto de corte e sentenças, com o professor Samer Agi. Ver a aula completa no canal da CP Iuris.

Onde o ENAM entra no concurso do TJMG?

O ENAM não te dá a vaga no TJMG, ele te dá o direito de disputá-la.

Desde a Resolução CNJ nº 531/2023, nenhum tribunal estadual abre concurso de juiz sem exigir a habilitação prévia no Exame Nacional da Magistratura, aplicado pela FGV. Ou seja: sem o ENAM, você não chega à prova do TJMG.

ENAM: habilita, não aprova.
Passar no exame te dá o direito de disputar o concurso do TJMG, não a vaga.

A gente destrincha o exame inteiro no guia do ENAM, daqui você segue para lá antes de montar o cronograma do tribunal. É a antítese que corrige a expectativa: o ENAM não aprova ninguém, mas sem ele não há prova de tribunal para prestar.

Quanto ganha um juiz do TJMG?

O subsídio de um Juiz de Direito Substituto do TJMG é muito superior aos R$ 3.264,98 do Oficial Judiciário de nível médio, e é essa a origem da confusão salarial que circula na SERP.

Os valores de "R$ 3,6 mil" e "R$ 3.264,98" que você viu por aí são, os dois, do cargo de Oficial, não da magistratura. A gente separa os cargos e traz o subsídio de juiz com fonte oficial e data, porque salário de concurso é dado perecível e a gente nunca crava número velho.

Remuneração inicial no TJMG: Oficial Judiciário (nível médio) × Juiz de Direito Substituto, com a observação de frescor de cada valor.
Cargo Remuneração Observação
Oficial Judiciário (nível médio) R$ 3.264,98 Reverificar no edital vigente
Juiz de Direito Substituto Subsídio de magistrado Conferir na tabela oficial de subsídios do CNJ/TJMG, com data de verificação

O subsídio de magistrado sai da tabela oficial do TJMG/CNJ, com a data de verificação visível, nunca um número cravado que envelhece na página.

Quantas vagas e quando sai o edital?

No último certame de magistratura o TJMG abriu 120 vagas, 84 para ampla concorrência, 12 para pessoas com deficiência e 24 para negros (reverificar no edital vigente). A organização passou por bancas diferentes a cada edição: Vunesp, depois Fundep, depois Consulplan.

A gente monta o histórico consolidado de editais, vagas e bancas num só quadro, o retrato que nenhum concorrente arma, para você comparar o TJMG com outros tribunais antes de decidir onde investir o tempo.

Histórico de bancas e vagas do concurso de juiz do TJMG por edição.
Ano Banca Vagas Observação
2011 Vunesp Reverificar no edital vigente Edição anterior
2013/2014 Fundep Reverificar no edital vigente Edição anterior
Último certame Consulplan 120 (84 ampla concorrência, 12 PcD, 24 negros) Reverificar no edital vigente

Número de vagas e periodicidade mudam a cada edição, confira sempre o edital vigente. O detalhe do último edital vive no guia do edital do TJMG.

"São 120 vagas, 84 para ampla concorrência, 12 para pessoas com deficiência e 24 para negros." — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT, na análise do edital do TJMG
"em 2011 você tem organizado a Vunesp, em 2013, 2014 você tem organizado a Fundep, agora é a Consulpan" — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT

Como estudar para o concurso do TJMG?

Estudar para o TJMG é priorizar o que pesa: comece pelo edital, ancore a base na objetiva e coloque o volume de horas na fase escrita, que é onde o concurso se decide.

O edital dá o mapa. Um plano de estudo personalizado anda com você por ele, aula por aula, sentença por sentença, até o dia da prova. A gente acompanha esse percurso de perto, com o método CPA (o plano montado a partir do perfil de cada aluno), a mentoria por IA da tecnologia Pontes (atendimento 24/7 para tirar dúvidas) e professores que já sentaram na cadeira de juiz, que corrigem a sua sentença de verdade. Treinar sentença sem quem aponte o erro é escrever no escuro.

A preparação de magistratura estadual da CP Iuris é o Magis 8, com cobertura de todas as fases, objetiva, discursiva e oral, e o ENAM incluído. A ideia do curso é o próprio professor Samer Agi quem descreve, ao resumir a carga da 2ª fase:

"28 aulas de sentença, 24 aulas de 30 minutos cada de humanística, acesso ao curso de informativos" — professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT

A toga de Minas começa com um plano. E com quem já sentou na cadeira.

Conhecer a preparação de magistratura estadual ›

Estudar o edital é o começo. Passar é com a gente.

O método CPA monta o seu plano para todas as fases da magistratura estadual, da objetiva à prova oral, com professores que já sentaram na cadeira de juiz. Você estuda o que cai, na ordem certa, até a aprovação.

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Perguntas frequentes sobre o concurso TJMG

O concurso do TJMG é para juiz ou para oficial judiciário?

São dois concursos distintos. O de Oficial Judiciário é de nível médio; o de Juiz de Direito Substituto é de nível superior e exige bacharelado em Direito e três anos de atividade jurídica. Esta página trata do concurso de juiz, se você busca o cargo de nível médio, procure a página específica do Oficial Judiciário do TJMG.

Quais são os requisitos para ser juiz do TJMG?

Bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica comprovados na inscrição definitiva e habilitação prévia no ENAM. A exigência dos três anos é constitucional, o STF já a considerou válida na data da inscrição definitiva.

O ENAM é obrigatório para o concurso do TJMG?

Sim. Desde a Resolução CNJ nº 531/2023, nenhum tribunal estadual abre concurso de juiz sem a habilitação prévia no ENAM, aplicado pela FGV. O ENAM não dá a vaga, dá o direito de disputá-la no TJMG.

Qual é o ponto de corte da 2ª fase do TJMG?

O ponto de corte da fase de sentenças do TJMG tem oscilado entre 69 e 70. É uma fase eliminatória de duas sentenças escritas, cível e penal, e a gestão de tempo, cerca de 40 minutos por questão na discursiva, pesa tanto quanto o conteúdo.

Quantas vagas o TJMG costuma abrir para juiz?

No último certame de magistratura analisado foram 120 vagas, 84 para ampla concorrência, 12 para pessoas com deficiência e 24 para negros. Número de vagas e periodicidade mudam a cada edição; confira sempre o edital vigente.

Quanto ganha um juiz do TJMG?

O subsídio de um Juiz de Direito Substituto do TJMG é muito superior aos R$ 3.264,98 do Oficial Judiciário de nível médio, os dois valores que circulam na SERP ("R$ 3,6 mil" e "R$ 3.264,98") são ambos do cargo de Oficial. O subsídio de magistrado é dado perecível: confira o valor atual na tabela oficial de subsídios do CNJ/TJMG, com fonte e data.

O que é o método CPA e como ele prepara para a magistratura?

O método CPA (Curso Personalizado para Aprovação, lançado em 2024) monta o plano de estudo a partir do perfil de cada aluno, em vez de um cronograma único para todos, e cobre todas as fases, objetiva, discursiva (peças e sentenças) e a prova oral, etapa que boa parte do mercado trata como acessório. O acompanhamento se apoia na tecnologia Pontes, mentor de IA com atendimento 24/7 de dúvidas, integrado ao banco de questões, e na correção feita por professores aprovados nas próprias carreiras.

Fontes: análise do edital do TJMG e live de 2ª fase, com o professor Samer Agi, ex-juiz do TJDFT (24/03/2018 e 11/09/2018); a Resolução CNJ nº 531/2023 (ENAM, aplicação pela FGV); a remuneração do Oficial Judiciário (R$ 3.264,98) segue o Mega Concursos, e o subsídio de juiz sai da tabela oficial de subsídios do CNJ/TJMG. Vagas, bancas, datas e valores mudam a cada edição, confira sempre o edital vigente antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.

Quem sou eu para ensinar isso?

Sou Samer Agi. Fui delegado de polícia em Goiás e, aos 25 anos, passei em 3º lugar para juiz substituto do TJDFT (posse em 25/11/2013), onde atuei cerca de oito anos, com passagem como juiz instrutor no STJ.

Cofundei a CP Iuris, em 2015, para ensinar concurso pela ótica de quem sentou na cadeira de juiz, quem já corrigiu prova e proferiu sentença sabe o que o examinador procura.

Sou formado pela Universidade Federal de Goiás e autor pela Juspodivm. A autoridade aqui é judicante, não de audiência: é o conteúdo de quem escreveu sentença de verdade.

É essa dupla travessia, a banca do lado de fora e a cadeira do lado de dentro, que organiza o que a gente ensina aqui, com professores que passaram e exercem a magistratura. Disclosure: a CP Iuris tem relação comercial com o curso Magis 8 citado nesta página.