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Guia da carreira · Magistratura do Trabalho

Concurso da magistratura do trabalho: como a carreira funciona

A magistratura do trabalho é uma carreira federal, e o cargo de entrada é o de juiz do trabalho substituto.

O aprovado é lotado num dos 24 tribunais regionais do trabalho, são 24 TRTs para 27 unidades federativas. O concurso é a porta, e a ordem de classificação é o que define em qual regional a carreira começa.

24 TRTs
para 27 unidades federativas, a conta que organiza a geografia da carreira
A sala de audiências de uma vara do trabalho, o cenário do cargo que a gente destrincha neste guia do concurso da magistratura do trabalho

O que é a magistratura do trabalho?

"a carreira da magistratura do trabalho é uma carreira federal", diz Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris (11/11/2023).

Federal, aqui, descreve a posição do ramo no organograma do país: a justiça do trabalho como sendo um segmento especializado do Poder Judiciário Federal, Poder Judiciário da União. Não quer dizer distante. Quem assume o cargo trabalha no primeiro grau, e é a Constituição que desenha esse primeiro grau: nas varas do trabalho, que são as unidades jurisdicionais de primeiro grau, a jurisdição trabalhista será exercida por um juiz singular. Quem ouve as partes e sentencia é uma pessoa só.

E substituto não é o nome de um posto menor. A competência para julgar é a mesma do titular, traço que vale para a magistratura inteira, a trabalhista inclusive. O que muda é a titularidade administrativa do juízo.

O concurso acompanha esse desenho: até 2017 cada regional realizava o seu, e as últimas edições foram nacionais.

Quem pode prestar o concurso?

Para prestar o concurso da magistratura do trabalho você precisa, antes de tudo, estar habilitado no ENAM. Nenhum TRT abre as portas sem essa aprovação prévia.

"Todos devem passar pelo ENAM", resume Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora dos cursos de magistratura do trabalho e do ENAM na CP Iuris (30/06/2026), falando no mesmo fôlego de quem vai para a justiça federal e de quem vai para a justiça do trabalho.

Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris, traduz o papel do exame numa imagem que vale para todas as magistraturas: "Hoje nós temos o ENAM, Exame Nacional da Magistratura, como etapa essencial. É como se fosse uma pré-inscrição, né?" (17/12/2025). E ela segue explicando o que essa pré-inscrição destrava: depois disso, estando ali com o certificado do ENAM em mãos, aí sim você está apto a concorrer nos mais diversos concursos de magistratura que nós temos em nosso país.

O ingresso na magistratura segue, daí em diante, a regra de sempre: se faz por meio de concurso, concurso de provas e títulos. Depois da habilitação vêm os requisitos de ingresso: formação em Direito e tempo de atividade jurídica.

O que conta em cada um deles, desde quando conta e como se comprova é definição normativa e vem detalhado no edital publicado pelo órgão. É lá que você confere, porque esta página não inventa critério de inscrição.

Como o concurso ficou nacional?

Até 2017 cada regional realizava o seu próprio concurso, e as duas últimas experiências foram nacionais, organizadas pelo CSJT.

"Há até pouco tempo, até 2017, os concursos trabalhistas para a carreira da magistratura eram regionais. Cada regional realizava o seu concurso. Nós temos ao todo no país 24 regionais", conta Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris, em 11/11/2023, descrevendo o estado de coisas daquele momento.

Ela nomeia o organizador: "toda a organização do concurso é feita pelo CSJT, que é o Conselho Superior da Justiça do Trabalho". Da lista de aprovados que sai dali, os então juízes do trabalho são direcionados aos diversos regionais de todo o país.

Até 2017
Cada regional realizava o seu próprio concurso.
As duas últimas experiências
Concursos nacionais, organizados pelo CSJT, no relato datado de 11/11/2023.

Na prática, a nota vira poder de escolha. É "a possibilidade do aprovado a partir da sua ordem de classificação escolher o regional para o qual ele vai começar a sua carreira".

Quem não alcança o regional que queria conta com a remoção, e, ainda no relato dela, ela não acontece no momento de desejo do então juiz, mas sim com as janelas de oportunidade que estão abertas de tempos em tempos para possibilitar essa migração do juiz para outro regional de sua preferência.

Esta página não crava qual modelo vale hoje, nem em uma direção nem na outra. Quem organiza cada edição é definição normativa e sai anunciada no edital, é no edital do TRT e nas regras publicadas pelo TST que você confere a edição que vai prestar.

O que é um TRT?

Um tribunal regional do trabalho é o órgão de segundo grau que concentra a Justiça do Trabalho de um território.

E a conta não fecha do jeito que você espera: "no Brasil nós temos 24 TRTs, embora nós tenhamos 27 unidades federativas", observa Wallace, juiz do trabalho no TRT da 3ª Região e professor da CP Iuris (25/09/2025).

Na maior parte dos casos a correspondência é direta: temos alguns tribunais regionais do trabalho que a sua jurisdição coincide com a extensão geográfica do Estado da Federação. A diferença vem de dois movimentos opostos: quatro regionais cobrem mais de um estado, e um estado tem dois tribunais, "o estado de São Paulo é a única exceção que no mesmo estado da federação eu tenho dois regionais".

Territorialidade dos regionais: as quatro regionais multiestaduais e o caso paulista
RegionalTerritório cobertoO que essa configuração explica na conta 24/27
TRT da 8ª RegiãoPará e Amapáum regional para dois estados
TRT da 11ª RegiãoAmazonas e Roraimaum regional para dois estados
TRT da 14ª RegiãoRondônia e Acreum regional para dois estados
TRT da 10ª RegiãoDistrito Federal e Tocantinsum regional para dois estados
TRT2 e TRT15 (São Paulo)capital e região metropolitana no TRT2; interior do estado no TRT15um estado com dois regionais — a única exceção do país
Vídeo: a organização da Justiça do Trabalho e os 24 TRTs Assistir no YouTube

A organização da Justiça do Trabalho explicada por Wallace, juiz do trabalho no TRT da 3ª Região e professor da CP Iuris, 25/09/2025. Abrir no canal da CP Iuris.

Wallace descreve a arquitetura da Justiça do Trabalho como um degrau em cima do outro: ela é estruturada de forma escalonada. Então, nós temos órgãos de cúpula jurisdicional, que é o Tribunal Superior do Trabalho. No sentido contrário, os TRT poderão funcionar descentralizadamente, constituindo câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo, e ainda há a justiça itinerante, que leva a audiência para fora da cidade-sede.

No topo da estrutura escalonada
27 ministros
o Tribunal Superior do Trabalho, número fixo (Wallace, juiz do trabalho no TRT da 3ª Região e professor da CP Iuris, 25/09/2025)

Para quem é nomeado isso não é detalhe de organograma. É a distância que se roda dentro do regional e a chance de a audiência acontecer longe da sede. É também a matéria que chega à vara.

Quais são as fases do concurso?

As etapas vêm em sequência fixa, e ela começa fora do TRT, no ENAM. E essa primeira etapa não é passageira: não há a menor notícia concreta, plausível de que o exame deixará de existir, muito antes pelo contrário, e vem se consolidando a cada ano que passa.

Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris, percorre a cadeia inteira numa frase só, como padrão que vale para a magistratura inteira, a trabalhista inclusive: "é prova do Enam, agora ainda tem mais, então demora mais ainda, é prova objetiva, discursiva, sentença oral, exame, vida pregressa, enfim, você passa um ano ali fazendo todo esse processo" (17/12/2025).
  1. ENAM a habilitação prévia, prestada fora do TRT e comum a todas as magistraturas.
  2. Prova objetiva a primeira prova depois da habilitação.
  3. Prova discursiva vem logo em seguida, ainda na fase escrita.
  4. Prova de sentença a peça prática da fase escrita.
  5. Prova oral fecha a sequência de provas.
  6. Exame de vida pregressa e testes de saúde aparecem no meio do percurso, não no fim dele.
  7. Avaliação de títulos a única etapa cujo caráter esta página afirma. Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris, diz que a avaliação de títulos "é apenas para fins de classificação" (17/12/2025). Ela descreve aí um padrão da magistratura inteira, a trabalhista inclusive, não a carreira do tribunal dela.
Guarde o número: cerca de 1 ano entre a habilitação e o fim do processo, pela mesma Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris (17/12/2025). Muda o planejamento de quem imaginava um semestre.

Sobre o caráter das demais etapas, a gente afirma só o que tem lastro.

O peso eliminatório varia por edição e está no edital publicado pelo órgão, a página não atribui caráter que ninguém declarou.

O que cai na prova objetiva?

A prova objetiva do concurso de juiz do trabalho cobra muito mais que direito e processo do trabalho: são 9 famílias de matéria fora do núcleo trabalhista.

Quem enumera é Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris (11/11/2023): "porque o concurso de juiz de trabalho cobra processo civil, constitucional, direitos humanos. Dos direitos internacional comunitário, previdenciário, empresarial, consumidor, civil, penal".

Fora das aspas, e agrupada por afinidade, a lista fica assim:

Processo e direito público
processo civil, constitucional, direitos humanos
Direito internacional
direito internacional e comunitário
Direito social e econômico
previdenciário, empresarial, consumidor
Direito comum
civil, penal
A razão é estrutural, não caprichosa. As particularidades da Justiça do Trabalho mudam de estado para estado e de região para região, e todas essas particularidades são abordadas de forma holística, de forma sistêmica nas provas, nos concursos da magistratura do trabalho. Como o certame é nacional, ele cobra o país inteiro, não a economia do seu regional.

A própria Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região, dá o exemplo: "eu sou uma juíza TRT de Minas Gerais, nós não temos portos, mas cai na prova de juiz do trabalho as questões dos portuários".

Quantas questões, quanto tempo de prova e como os blocos são pesados muda de edição para edição e sai do edital publicado pelo órgão.

Como é a prova de sentença trabalhista?

A prova de sentença integra a sequência de provas escritas do certame da magistratura. Sobre ela, esta página declara o que não carrega.

Os critérios de correção, a estrutura exigida da peça e o que a banca desconta não estão aqui. São definidos edição a edição e saem do edital publicado pelo órgão, que é onde você confere antes de montar o treino.

A gente prefere te dizer isso com todas as letras a entregar uma linha genérica que não ensina nada.

O que dá para registrar é que a peça prática muda de magistratura para magistratura: "Depois das discursivas sentença, cível e penal pensando aqui em magistratura estadual", observa Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris (17/12/2025), falando da carreira dela.

Na trabalhista a peça é outra, e é o edital que a descreve.

Como é o dia a dia do juiz?

O dia a dia do juiz do trabalho é feito, antes de tudo, de ouvir gente.

"cerca de 45 a 50% do seu tempo de trabalho é de fato destinado a ouvir as pessoas, a ter contato direto com o jurisdicionado por meio das audiências", diz Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris (11/11/2023).
Do tempo de trabalho em audiências
45 a 50%
quase metade da semana ouvindo gente (Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região, 11/11/2023)
Vídeo: a rotina de um juiz do trabalho Assistir no YouTube

A rotina do cargo contada por Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região, 11/11/2023. Abrir no canal da CP Iuris.

Quase metade da semana em audiência muda o perfil de quem se dá bem na carreira. E não é escolha do juiz, é da matéria, como ela mesma explica: diante da multiplicidade de pedidos, é muito raro nós termos uma ação em que há tão somente pedido de direito e que não é necessária a realização das audiências, da oitiva das partes.

Ela reforça o motivo: mesmo com o processo eletrônico, "a prova testemunhal ainda tem um peso muito grande" no âmbito do processo do trabalho. Na prática, é muito comum ter a oitiva de diversas testemunhas em uma só audiência.

Quem entra como substituto entra também sem juízo fixo. O deslocamento pesa principalmente para o juiz do trabalho volante, que é aquele juiz que é substituto: é ele quem percorre distâncias dentro do regional.

Essa mesma lógica de distância tem uma versão extrema, ainda na descrição da juíza: há alguns regionais, principalmente no nosso país, em que nós temos ainda a possibilidade da justiça itinerante, em que o juiz vai até a comunidade.

Onde a vara fica também entra na conta. Nas palavras dela, de forma geral nós não temos varas em pequenas cidades normalmente as varas são abrigadas em cidades mais estruturadas, o que pesa na hora de decidir se a família muda junto.

E a matéria que chega à vara acompanha a economia local:

  • Minas Gerais, mineração no interior, prestação de serviços na capital
  • Centro-Oeste, agronegócio, que alcança também o Triângulo Mineiro
  • São Paulo e Rio de Janeiro, prestação de serviços e as questões dos portuários
  • Norte, pecuária, mineração e o enfrentamento do trabalho análogo ao de escravo

E tem o contraponto, que vale para a magistratura inteira, a trabalhista inclusive. Quem descreve essa rotina é Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris (17/12/2025): o CNJ continuamente nos traz metas que devem ser cumpridas, até para que haja uma uniformidade dentre os tribunais. Junte a isso o excesso de processos e a carência de servidores, e a semana real do magistrado aparece.

Quanto tempo até virar juiz titular?

Cerca de 10 a 11 anos como juiz substituto até a titularização, e essa é a conta de um regional só.

"a média mais ou menos são uns 10, uns 11 anos nessa situação", disse Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris, em 11/11/2023, falando de si e do tribunal em que atua ("aqui em Minas").
Tempo como juíza substituta em Minas
10 a 11 anos
relato datado de um regional específico, não média nacional (Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região, 11/11/2023)

É relato datado dela sobre Minas Gerais, nunca média nacional. O quadro mais amplo que ela descreve é este: o cargo de juiz substituto é um cargo que se ocupa durante um longo tempo da carreira, na grande maioria dos tribunais. E o regional escolhido muda o relógio: um colega do mesmo concurso que optou pelo Mato Grosso já era titular.

Antes de esse relógio começar a correr vem a formação. A mesma Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris, descreveu em 11/11/2023 um curso de formação inicial na ENAMAT, em Brasília, com "uma duração aproximada de cinco semanas", seguido de uma formação regional.

Wallace, juiz do trabalho no TRT da 3ª Região e professor da CP Iuris (25/09/2025), confirma o desenho normativo dessa formação e nomeia a escola: a ENAMAT, que é a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, que possui, dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira. Ele percorre então o caminho do aprovado: primeiro o módulo nacional, feito em Brasília, e "depois fará um módulo regional nas escolas judiciais, dos regionais aos quais os senhores escolherem". Wallace descreve os dois módulos; as cinco semanas são dela.

Vitaliciamento é outra coisa: "o vitaliciamento acontece e não se confunde com a titularização. São questões diferentes. Ele acontece dois anos após o exercício no cargo", distingue Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris (17/12/2025), num marco que vale para a magistratura inteira.

Depois disso, ainda no padrão que vale para a magistratura inteira, a trabalhista inclusive, e não na carreira do tribunal dela, é ela quem descreve o degrau seguinte: o próximo passo na carreira seria a promoção para desembargador, então, a depender também do decorrer do tempo, nós sabemos que tem a promoção por antiguidade e por merecimento.

Juiz do trabalho substituto
O cargo de entrada, ocupado durante um longo tempo da carreira na grande maioria dos tribunais.
Juiz titular de vara
A titularização, que em Minas veio depois de cerca de 10 a 11 anos, no relato de 11/11/2023.
Desembargador
O degrau seguinte, por antiguidade e por merecimento.

Trabalho, federal ou estadual: qual escolher?

Entre a magistratura do trabalho, a estadual e a federal, a diferença que mais pesa no dia a dia não é a prova. É o tipo de contato com gente.

  • Contato com pessoas, a carreira pede, antes de tudo, "que a pessoa que vá seguir esse caminho tenha essa afeição por pessoas, porque lidar com pessoas é algo que, na minha visão, é um tanto quanto superior na magistratura do trabalho quando comparado a outras magistraturas", avalia Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris (11/11/2023).
  • Porta comum de habilitação, o ENAM vale para as três. "Todos devem passar pelo ENAM", diz a mesma Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora dos cursos de magistratura do trabalho e do ENAM da CP Iuris, já em vídeo de 30/06/2026.
  • Ponto cego no ENAM, ainda nesse vídeo de 30/06/2026, Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região, diagnostica: "Para quem vai fazer a prova para juiz de trabalho, tem dificuldades nas matérias de penal, nas matérias de tributário". A mão inversa também vale, e é ela quem descreve: quem está, portanto, prestando a prova para a jurisdição estadual tem dificuldade naquelas questões de direito constitucional do trabalho que vem inscritas dentro de constitucional.
  • Peça prática da fase escrita, muda de carreira para carreira, e é o edital de cada uma que a descreve.

O que esta página não carrega é o mapa de competência material, que conflito cai em cada justiça. Esse desenho está na Constituição, e é lá que você confere antes de decidir.

As duas carreiras irmãs ficam aqui: magistratura estadual e magistratura federal.

Como estudar para o concurso?

Estudar para a magistratura do trabalho começa por trocar a meta na porta de entrada. A porta é o ENAM, a habilitação obrigatória que abre esta carreira, e a régua ali é outra, como resume Carolina Assunção: não há competição no Enam. A competição no Enam é consigo próprio, é com você mesmo. A meta é atingir o número.

"você não precisa saber tudo, você precisa atingir os 56 pontos necessários para a aprovação", diz Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora dos cursos de magistratura do trabalho e do ENAM na CP Iuris (30/06/2026).

Leia a frase com cuidado: esses 56 pontos são a nota de corte do ENAM que ela dá como regra geral daquele momento, em 30/06/2026. Não são nota do concurso do TRT e não são promessa da próxima edição, confira sempre no edital vigente.

Vídeo: como estudar para o ENAM e para a magistratura do trabalho Assistir no YouTube

O método de preparação para o ENAM, com Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora dos cursos de magistratura do trabalho e do ENAM da CP Iuris, 30/06/2026. Abrir no canal da CP Iuris.

A partir daí o método tem quatro movimentos.

  1. Priorize por congruência. Ainda seguindo a orientação dela: identifique as questões mais parecidas, que estão mais congruentes com o seu concurso final e busque a excelência nessas matérias. Nas demais, conhecimento suficiente já resolve.
  2. Respeite a hierarquia de fontes. Legislação primeiro, jurisprudência consolidada dos tribunais superiores depois, doutrina em menor escala. Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região (30/06/2026), descreve o erro mais comum de quem estuda: O que nós percebemos muitas vezes nos alunos? Troca-se a ordem de relevância.
  3. Leia lei seca mais de uma vez. "não é uma leitura passiva, é uma leitura reflexiva", instrui Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora dos cursos de magistratura do trabalho e do ENAM na CP Iuris (30/06/2026). Você tem que ler, entender, parar, imaginar aquela aplicação daquela legislação.
  4. Treine contra a banca até enxergar o padrão. "Concurso de magistratura não é um concurso passivo, em que você lê, absorve as informações do curso, a doutrina dos seus livros e aí só raciocina e faz a prova", diz a mesma Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região (30/06/2026). E o retorno do treino é cumulativo: ao realizarmos série de questões, vocês vão identificar padrão de cobrança daquela banca, vocês vão identificar quais questões são mais cobradas por aquela banca. Simule também as condições reais de prova, não só a resolução de questões em casa.

Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris (17/12/2025), acrescenta o que sustenta tudo isso no tempo: persistência é o principal ponto você precisa persistir e precisa principalmente ajustando rotas. O que é ajustando rotas? Percebi que isso aqui não está funcionando para mim, vou ajustar.

É esse desenho de estudo que a gente acompanha de perto dentro da CP Iuris, etapa por etapa, até a prova oral.

O que só o edital responde?

Esta página não carrega dado que muda a cada edição, e diz quais são, em vez de fingir que tem.

Ficam de fora, por decisão editorial, com o endereço de consulta ao lado:

  • Número de vagas, taxa de inscrição, cronograma e datas, edital publicado pelo órgão que organiza a edição
  • A banca contratada em cada certame e o estágio atual de qualquer concurso, edital publicado pelo órgão
  • Formato da prova objetiva: quantas questões, quanto tempo, quantos blocos e com que peso, edital publicado pelo órgão
  • Rol de títulos aceitos, edital publicado pelo órgão
  • Requisitos gerais de inscrição e o detalhe do requisito de formação e de atividade jurídica, edital publicado pelo órgão
  • Critérios de correção da prova de sentença trabalhista, edital publicado pelo órgão
  • Faixa de subsídio da carreira e benefícios da magistratura, tabela de subsídio publicada pelo próprio tribunal
  • Quem organiza a edição que você vai prestar, o próprio edital e as regras publicadas pelo TST
  • A moldura permanente das etapas, norma do CNJ e do TST

Nenhum desses itens some em silêncio: cada um aparece aqui com o endereço em que se confere.

Nas duas últimas experiências quem organizou o certame foi o CSJT, e é do edital de cada edição que sai o resto.

A régua editorial é simples: o que vale sempre fica aqui; o que era de uma edição fica no edital.

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O ENAM é a primeira porta. A gente atravessa com você.

A gente acompanha a preparação para o ENAM etapa por etapa, do primeiro ciclo de estudo até a prova oral.

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FAQ: Perguntas frequentes sobre a magistratura do trabalho

O concurso da magistratura do trabalho é nacional ou cada TRT faz o seu?

Até 2017 cada regional realizava o próprio concurso, e as duas últimas experiências foram nacionais, organizadas pelo CSJT, relato de Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris, em 11/11/2023, descrevendo o estado de coisas daquele momento.

Quem organiza a edição que você vai prestar é definição normativa e sai anunciada no edital: confira no edital do TRT e nas regras publicadas pelo TST.

Esta página não crava "é nacional" nem "é regional". Ela diz o que a fonte dela sustenta, com nome e data, e aponta onde está a resposta da sua edição.

Preciso passar no ENAM para prestar concurso de juiz do trabalho?

Precisa. O ENAM é habilitação prévia obrigatória para todas as magistraturas, a do trabalho inclusive: "Todos devem passar pelo ENAM", nas palavras de Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora dos cursos de magistratura do trabalho e do ENAM na CP Iuris (30/06/2026).

O exame habilita, não aprova. Sem ele o edital do TRT não te alcança; com ele você ainda enfrenta todas as etapas do certame.

Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris, resume o papel dele numa imagem que vale para a magistratura inteira: "É como se fosse uma pré-inscrição, né?" (17/12/2025).

O guia completo do exame fica no hub do ENAM.

Como o aprovado escolhe em qual TRT vai trabalhar?

Pela ordem de classificação. No modelo do concurso nacional, o aprovado escolhe o regional em que começa a carreira conforme a posição que tirou, "a possibilidade do aprovado a partir da sua ordem de classificação escolher o regional para o qual ele vai começar a sua carreira", explica Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris (11/11/2023).

Quanto melhor a nota, maior o leque.

Quem não alcança o regional que queria pode tentar remoção depois, mas ela abre "com as janelas de oportunidade que estão abertas de tempos em tempos", não na hora em que o juiz quiser.

Quanto tempo se fica como juiz substituto antes de virar titular?

Depende do regional, e a diferença é grande. Carolina Assunção, juíza do trabalho no TRT da 3ª Região e coordenadora acadêmica da área trabalhista da CP Iuris, relatou em novembro de 2023 que em Minas "a média mais ou menos são uns 10, uns 11 anos nessa situação", enquanto um colega do mesmo concurso que optou pelo Mato Grosso já havia titularizado.

É relato dela sobre o regional dela, não estatística nacional, e é por isso que a escolha do TRT é decisão de carreira, não só de endereço.

Vitaliciamento é outra coisa: acontece dois anos após o exercício no cargo e não se confunde com a titularização. É marco que vale para a magistratura inteira, a trabalhista inclusive, e não uma particularidade do tribunal de quem o descreve, Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris (17/12/2025).

O que cai na prova de sentença trabalhista?

Esta página não carrega os critérios de correção nem a estrutura exigida da peça.

O que dá para afirmar é que a prova de sentença integra a sequência de provas escritas da magistratura. O detalhamento é definido edição a edição e sai do edital publicado pelo órgão, confira lá antes de montar o treino, porque um roteiro inventado custa mais caro do que a ausência dele.

A gente prefere te dizer o que não tem a te entregar uma linha genérica que já está em dez páginas e não ensina nada.

Quanto ganha um juiz do trabalho?

Esta página não publica faixa de subsídio nem valor inicial.

Remuneração de magistratura é dado oficial, datado e sujeito a alteração, e o endereço certo é a tabela de subsídio publicada pelo próprio tribunal, somada ao edital da edição que você vai prestar.

Nenhum número entra aqui, nem como estimativa: o material desta página não sustenta faixa nenhuma, e número de página de concorrente não vira dado nosso. A gente prefere te mandar à fonte a te dar um valor que envelhece antes de você abrir a apostila.

Juiz substituto julga menos que o juiz titular?

Não. A competência jurisdicional é a mesma: "O juiz substituto tem a competência semelhante de um juiz titular. O mesmo processo que o titular pode julgar, o substituto também pode julgar", explica Danielle Rolim, juíza do TJDFT e professora de processo penal da CP Iuris (17/12/2025), num traço que vale para a magistratura inteira, a trabalhista inclusive.

Ela continua, ainda no mesmo traço geral: o que muda é o seguinte, o juiz titular, ele titulariza em um determinado juízo. É ele quem vai organizar administrativamente aquela vara. O substituto não tem vara fixa e, na magistratura do trabalho, costuma atuar como juiz volante, percorrendo distâncias dentro do regional.

Menos previsibilidade de agenda, não menos poder de julgar.

Quem somos nós

Samer Agi
Cofundador da CP Iuris · ex-juiz de direito do TJDFT · ex-juiz instrutor no STJ

Somos a CP Iuris, a escola que assina este guia.

A gente prepara para as carreiras jurídicas desde 2015, e o nosso corpo docente reúne aprovados nas próprias carreiras e especialistas nas disciplinas que lecionam.

Nesta página são três: uma juíza do trabalho e um juiz do trabalho do TRT da 3ª Região e uma juíza do TJDFT, todos nomeados com cargo e data ao lado do que dizem.

A escola foi cofundada por Samer Agi, advogado, ex-delegado de polícia em Goiás e ex-juiz de direito do TJDFT, aprovado em 3º lugar aos 25 anos, com cerca de oito anos de magistratura e passagem como juiz instrutor no STJ.

É teoria com quem viveu a prática.

E é por isso que a gente prefere dizer o que esta página não carrega a preencher linha com número de edital velho.

Conteúdo informativo da CP Iuris. Vaga, data, taxa, banca contratada, formato de prova e faixa de subsídio saem do edital publicado pelo órgão que organiza a edição e da tabela de subsídio do próprio tribunal, e é lá que se confere antes de qualquer decisão.