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Guia do concurso · Delegado da PC-MG

Concurso Polícia Civil MG: a carreira de delegado por dentro

Delegado da Polícia Civil de Minas Gerais é carreira de nível superior. É dela que esta página trata, não do certame administrativo de nível médio que ocupa esta busca.

Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, mestre em segurança pública e professor da CP Iuris, descreve o cargo por dentro. Na leitura dele, delegado é ao mesmo tempo um cargo técnico, um cargo jurídico e um cargo policial.

delegacia da Polícia Civil de Minas Gerais, abertura da página sobre a carreira de delegado

Daí a inversão: o que um delegado de polícia menos faz é investigar. E a primeira área de atribuição, conta ele, pode ser uma cidade muito pequena do interior.

Para delegado, o requisito é bacharelado em Direito. Quem tem só o ensino médio entra na Polícia Civil de Minas Gerais por outros cargos, com escolaridade e prova próprias, escritas no edital daquele certame.

Aqui fica o que se repete edição após edição: requisito, fases, prova, discursiva e peça, carreira e método.

A gente não publica vaga, data, taxa, nome de organizadora nem cifra de remuneração, isso morre com o edital. O conteúdo base não muda de um concurso para o outro, e é por isso que uma página assim ainda vale daqui a seis meses.

Quem pode prestar delegado da PC-MG?

O requisito de tempo da carreira de delegado aceita dois caminhos, e basta um deles: três anos de atividade policial ou três anos de atividade jurídica.

Iedo Sá Filho, delegado da Polícia Federal e professor da CP Iuris, põe a régua assim, em 28/04/2026:

Então, na prática era assim, ou três anos de atividade policial ou três anos de atividade jurídica.

A resposta dele vale como regra geral da carreira.

As duas vias contam de jeitos diferentes. É óbvio que a prática jurídica só pode ser alcançada após a formatura, e prática policial é prática policial, não interessa se você é formado em direito, se você não é, é o caminho de quem já está dentro da instituição.

Sobre a Ordem, o mesmo professor é igualmente direto: "Não, não precisa, tá? Você não precisa ter, você não precisa ser inscrito nos quadros da ordem. Não precisa."

Posso me inscrever?

Bacharelado em Direito
Exigido
delegado é carreira jurídica, ao lado de juiz de direito, promotor de justiça, defensor público e advogado público
Três anos em uma das duas modalidades
3 anos
atividade policial ou atividade jurídica, não as duas
Inscrição nos quadros da Ordem
Não é exigida
Documentação e prazos
Saem do edital do órgão

Quem tem só o ensino médio entra na PC-MG por outros cargos, com escolaridade e prova próprias.

O que a PC-MG exige em cada edição, incluindo as réguas de idade, saúde, tatuagem e CNH, esta página não fixa: está no edital daquele certame.

Se você ainda está mapeando os órgãos antes de escolher, o hub do concurso de delegado reúne as outras rotas de delegado.

O delegado passa o dia investigando?

Não. O que um delegado de polícia menos faz é investigar, a frase é de Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais e professor da CP Iuris: "o que menos faz um delegado de polícia é investigar".

O motivo está na natureza do cargo: o delegado, ele ao mesmo tempo um cargo técnico, um cargo jurídico, e ele é um cargo de análise de direito e ele é um cargo policial.

O núcleo da atribuição está na primeira metade disso. Preside a investigação para apurar autoria e materialidade e circunstâncias de infrações penais, e ao fim do inquérito ele faz um relatório minucioso das atividades, mas também realiza um relatório que é o valorativo, que a gente chama, ele analisa os aspectos relacionados ao fato típico, à ilicitude, à culpabilidade, como se deu às circunstâncias do crime.

Junto vem o poder requisitório de requisitar perícias, requisitar documentos, requisitar dados relacionados, por exemplo, ao nome, nome da mãe do indivíduo nas operadoras de cartão de crédito, nas operadoras de telefonia.

E tem a outra metade. O policial, principalmente o delegado de polícia, ele é um gestor de segurança pública. Ele faz gestão de pessoas, de materiais, de procedimentos, ele atende público. Dentro da unidade isso é a chefia inteira: você vai cuidar das férias, dos seus agentes, escrivãs, do estagiário, contratação, vai cuidar também da parte relacionada às viaturas, e ainda preside sindicâncias e processos administrativos disciplinares pela corregedoria.

Eduardo Defaveri, delegado de polícia de Santa Catarina e professor da CP Iuris, descreve essa metade falando expressamente sob a lei orgânica e a resolução da Polícia Civil catarinense:

ele também faz a parte chata, sim, ele faz a parte chata que é realmente coordenar a delegacia

Sobre a investigação, é outra coisa. Ninguém mexe na investigação do delegado. A autonomia funcional é real, mesmo havendo vinculação hierárquica administrativa.

Onde o delegado trabalha em Minas?

A primeira área de atribuição de um delegado em Minas pode ser uma cidade muito pequena do interior.

Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais e professor da CP Iuris, conta em 29/04/2026 o que isso significa no dia a dia:

Quando eu cheguei, o juiz não estava presente, não tinha mais juiz, o juiz vinha de substituto. Promotor tinha de outra cidade. Não tem defensoria pública.

Numa comarca assim, o delegado vira o articulador local do sistema de justiça, o delegado fazia aquela meio de campo de tudo.

O outro extremo fica na cidade administrativa, os prédios do coração da administração pública do Estado: a central de flagrantes, onde muitos delegados mineiros trabalham, é um serviço cansativo que funciona ininterruptamente. Façanha passou por ela, só despachava flagrantes.

Um extremo
Comarca pequena do interior
relato de Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, em 29/04/2026
O outro extremo
Central de flagrantes da capital
relato de Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, em 29/04/2026

Os dois retratos são território vivido e relatado por quem está na instituição, com data. Não são regra de distribuição.

Como as delegacias se distribuem no território de Minas, qual é o critério de lotação inicial e como funciona a remoção, esta página não descreve. Essa régua está na norma do próprio órgão e no edital de cada certame, e a gente prefere dizer isso a despejar uma lista de municípios sem uma linha de explicação sobre como a lotação funciona.

Quais são as fases do concurso?

A cadeia de fases de um concurso de delegado de polícia civil sai nesta ordem:

Prova objetiva
a etapa com mais disciplinas na mesa.
Prova discursiva
depois do afunilamento: entre a primeira e a segunda fase o edital reduz as disciplinas, e isso muda a natureza do estudo. Eduardo Defaveri conta que, nos concursos que prestou, o número caiu de dez para quatro ou cinco.
Prova oral
Defaveri a descreve como o encontro do fim da linha: "A prova oral é o momento que a gente se encontra ao final do certame e dá uma sensação, sim, de desespero."
Teste de aptidão física
não é cobrado em todos os concursos de delegado.
Exame psicotécnico
nomeado na posição em que sai; o que ele avalia em Minas está no edital do órgão.
Investigação social
mesma régua: o critério de cada edição sai do edital.
Curso de formação
com prova própria ao fim.

Sérgio Bautzer, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal e professor da CP Iuris, enumera a cadeia inteira em 12/12/2024, descrevendo o certame do Distrito Federal como exemplo de concurso longo:

nós temos primeira fase, segunda, temos uma prova oral, temos o TAF, temos exame psicotécnico, investigação social, quer dizer, nós temos o curso de formação, tem a prova do curso de formação

Ele percorre as etapas uma a uma, sem fechar contagem. O que vale como padrão da carreira é a ordem e a existência delas, não um número de fases.

A mesma sequência reaparece na fala de Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, que percorre objetiva, discursiva e oral.

Quantas fases o edital mineiro traz, o caráter eliminatório ou classificatório de cada uma e o que a investigação social, o psicotécnico e o curso de formação avaliam em Minas, esta página não afirma. Está no edital do órgão.

O que a prova cobra em Minas?

O núcleo duro do edital de delegado são quatro frentes:

1
Direito penal, a parte geral na frente, com teoria do crime no topo: é ali que se aprende a imputar o crime a alguém.
2
Direito processual penal, o par inseparável da primeira.
3
Leis penais extravagantes, a legislação fora do Código.
4
Leis processuais penais extravagantes, o mesmo, do lado processual.

A lista é de Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais e professor da CP Iuris:

Dentro dos carreiras de delegado de polícia a gente tem um núcleo duro, que é penal, processo penal, leis penais extravagantes e leis processuais penais extravagantes.

Em volta delas orbitam constitucional e administrativo, com o recorte que a banca cobra: tem que saber tudo de direito constitucional principalmente as atribuições das polícias artigo 144 todo artigo 5º todos os meandros de competência e a jurisprudência.

Iedo Sá Filho, delegado da Polícia Federal, fecha a mesma lista com formulação própria, constitucional, administrativo, penal, processo penal e legislação penal extravagante, e dá o critério de estudo numa frase: "Distribua por peso no edital."

Fora do núcleo entra a língua portuguesa, mesmo quando o edital não a cobra como disciplina, porque todo concurso você tem que escrever uma peça prática policial ou discursiva. Você tem que dominar a língua portuguesa.

E há o recorte mineiro, em duas leituras separadas do mesmo professor, ditas em 29/04/2026:

  • Em direito penal, Façanha nomeia Minas entre os concursos que puxam teoria do crime com mais força.
  • Criminologia, em Minas, ele põe na lista das que caem "difícil pra caramba".

São leituras de professor, datadas e atribuídas, não estatística de incidência.

Peso por disciplina, contagem de questões e percentual por matéria esta página não publica: a distribuição de cada edição sai do edital.

Como é a discursiva e a peça?

A peça prática é o divisor da segunda fase de delegado, e o repertório mínimo tem dois nomes concretos: a representação pela conversão do flagrante em preventiva e o despacho pós-flagrancial.

Quem descreve as duas é Sérgio Bautzer, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal e professor de peças práticas da CP Iuris, em 12/12/2024.

Foi o certame de delegado da Polícia Civil do Distrito Federal que abriu a série, a prova de 2009. Ela traz no edital a previsão de peça prática. Bautzer passou a lecionar a matéria a partir dali, porque não havia professores da disciplina.

A peça prática em edital de delegado
2009
o ano a partir do qual a peça prática passou a ser prevista em edital de delegado

O despacho pós-flagrancial explica por que a segunda fase muda de estado para estado. É peça prevista só em parte da federação:

O que eles perguntaram é uma peça que não existe, pois isso aqui é o despacho pós-flagancial. É uma peça que é prevista em alguns estados da federação.

O episódio que ele narra é de Santa Catarina. Uma prova cobrou a peça onde ela não existe, e o que mudou foi a resposta aceita: o Ministério Público estadual questionou a banca examinadora dizendo que eles cobraram uma peça inexistente e aí muda toda a configuração porque eles aceitam o relatório final de conclusão de inquérito com representação da conversão do flagrante em preventiva.

Vale para qualquer estado a régua que Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, resume: em todo concurso de delegado você escreve uma peça prática ou uma discursiva, e para isso tem de dominar a língua portuguesa.

Quantas questões, quantas linhas e qual peça a PC-MG cobrou, esta página não afirma. Sai em cada edital.

Quem elabora a prova em Minas?

Quem escreve a prova de delegado em Minas não é delegado. A banca não admite que o próprio delegado elabore. Quem que normalmente elabora a questão? É um professor, um doutorado, com titulação acadêmica.

É informação de bastidor de Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais e professor da CP Iuris, em 29/04/2026:

Quem faz a prova delegado em Minas não é delegado, não é. A banca não admite que o próprio delegado é edil.

Isso muda o material que você escolhe. Prova escrita por acadêmico puxa doutrina, o que conversa com a criminologia que ele aponta como difícil em Minas.

Quem organiza o certame é outra coisa, e muda de edição para edição.

Esta página não publica lista de bancas da PC-MG, nem histórico com ano e ciclo, nem o nome do organizador de qualquer edição: nenhuma das fontes que a gente indexa aqui nomeia a banca de um certame mineiro, e nome de organizadora é dado que morre com o edital. O nome de quem organiza a edição que você vai prestar está no edital do órgão. É lá que você confere, antes de escolher material por estilo de banca.

Quanto ganha um delegado da PC-MG?

Esta página não publica valor de remuneração de delegado. A razão é a mesma que você usaria para desconfiar de quem publica.

A remuneração varia de estado para estado, quem diz é Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais e professor da CP Iuris, em 29/04/2026: "Tem salário que ganha um pouco menos, tem salário que ganha um pouco mais, estados, né?"

Nenhuma fonte alcançável aqui fixa a faixa mineira. O valor vigente é fixado na lei de carreira do estado e reproduzido no edital de cada certame. É nesses dois documentos que você lê o número. Não em página de conteúdo.

Vídeo: remuneração e benefícios da carreira de delegado de polícia Assistir no YouTube

Salário de delegado de polícia 2026: remuneração, benefícios e matérias mais importantes. Abrir no canal da CP Iuris.

O que a gente sustenta é o resto da conta. Tem coisa que o cargo de delegado de polícia, só ele faz, e nada disso entra no contracheque. Os benefícios não financeiros da carreira formam uma lista fechada:

1
Autonomia funcional, na leitura dele, o item que mais faz diferença
2
Estabilidade
3
Porte de arma e prerrogativas legais de acesso
4
Prestígio do cargo
5
Aposentadoria e bônus de férias
6
Plano de saúde subsidiado na maioria dos estados
7
Reconhecimento social, o que ele coloca acima de todos

É o que ele chama do que não vira cifra:

O que tem na carreira de delegado que não é precificado, quantificado, que não vira cifra, eu não trabalho por dinheiro.

Delegado da PC-MG, da PF ou juiz?

O cargo de delegado existe em duas casas e só nelas: a polícia civil e a Polícia Federal. Não existe delegado de polícia militar.

Quem traça a fronteira é Eduardo Defaveri, delegado de polícia de Santa Catarina e professor da CP Iuris:

somente a polícia civil possui o cargo de delegado e também de delegado de polícia e a Polícia Federal possui o cargo de delegado da Polícia Federal

São as duas instituições que realizam a atividade primordialmente de investigação de polícia judiciária no país, a polícia civil em âmbito estadual e a polícia federal em âmbito nacional.

Ao lado dessas duas casas ficam as carreiras jurídicas de autoridade. Esse grande ordenamento jurídico, de fato, ele entrega algumas responsabilidades a determinadas carreiras e ponto final. É assim que funciona. Então tem o juiz de direito, tem o promotor de justiça, tem o defensor público, tem o advogado público e tem o delegado de polícia.

O que separa uma coisa da outra é o efeito social da decisão, na leitura de Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. Delegado de polícia diferente do juiz ele não decide para uma ou para outra parte porque quando o juiz decide um fica feliz outro fica triste, e é por isso que ele ocupa outro lugar na percepção pública.

Delegado de polícia civil estadual, delegado da Polícia Federal e as carreiras jurídicas de autoridade, eixo a eixo
EixoDelegado de polícia civil estadualDelegado da Polícia FederalMagistratura e Ministério Público
Onde o cargo existe Só a polícia civil tem o cargo de delegado de polícia; não existe delegado de polícia militar A Polícia Federal tem o cargo de delegado da Polícia Federal Juiz, promotor, defensor e advogado público formam as carreiras jurídicas de autoridade ao lado das duas
Natureza da atuação Preside a investigação para apurar autoria, materialidade e circunstâncias e assina o relatório valorativo; não decide contra uma das partes Preside a investigação e assina o relatório valorativo pela mesma régua; não decide contra uma das partes Decide entre partes — é o efeito social da decisão que separa a judicatura e o Ministério Público da autoridade policial
Base de estudo A mesma base de direito, com enfoque policial; quem já é da polícia tem ainda o caminho em escadinha dentro da instituição A mesma base de direito, com enfoque policial A mesma base de direito, com outro enfoque — muda o enfoque, não o direito

Para quem ainda está escolhendo, o dado prático é outro: a base de estudo é comum entre delegado, promotor e juiz. É só o enfoque, mas o direito é o mesmo.

E quem já está dentro da polícia tem ainda o caminho em escadinha, subindo de cargo dentro da instituição. Trocar de alvo custa ajuste, não recomeço.

Remuneração, contagem de vagas e tempo até a posse esta página não compara, em coluna nenhuma: são dado de edição ou de lei de carreira, e nenhum deles tem fonte alcançável aqui.

A mesma régua aplicada a outros órgãos fica no hub do concurso de delegado, na página da Polícia Federal e na da Polícia Civil de São Paulo.

O que muda a cada edital?

O conteúdo base não muda entre um concurso e outro, por isso que você começa a estudar agora. Não é corrida de 100 metros, é uma maratona.

Iedo Sá Filho, delegado da Polícia Federal e professor da CP Iuris, dá o motivo em 30/04/2026:

Quem começa agora chega no edital com base construída, quem começa no edital chega na prova sem base. A hora certa era ontem, né?
Vale em qualquer edição
  • O que o cargo faz: presidir o inquérito, assinar o relatório valorativo, requisitar perícias e documentos, gerir a unidade
  • A cadeia de etapas e a ordem em que ela sai
  • O núcleo duro do edital: penal, processo penal, as duas legislações extravagantes, constitucional e administrativo
  • A peça prática como divisor da segunda fase
  • O que a carreira entrega fora do contracheque
Só o edital daquela edição responde
  • Quantas vagas?
  • Qual o cronograma?
  • Qual a taxa de inscrição?
  • Quem organiza esta edição?
  • Qual o caráter de cada etapa?
  • Qual o formato da discursiva?
  • Qual o valor da remuneração?

São sete perguntas, e a página não responde nenhuma delas com um valor. Responde com um endereço: o edital do órgão.

A mesma linha vale no método. Curso regular é pré-edital e aprofunda o núcleo duro para todos os editais; reta final é pós-edital e pega as disciplinas pontuais daquele estado.

A régua se repete nos outros órgãos de delegado, hub, Polícia Federal e Polícia Civil de São Paulo.

Como estudar para o concurso da PC-MG?

Comece pela lei orgânica da polícia civil do estado que você quer disputar, sempre. O conselho é de Eduardo Defaveri, delegado de polícia de Santa Catarina e professor da CP Iuris, e ele o entrega em forma de pergunta:

Você já deu uma pesquisada na lei orgânica da polícia civil do estado que você pretende obter a aprovação?

Cinco passos:

Ler a lei orgânica da Polícia Civil de Minas Gerais , antes da primeira apostila, para saber que cargo você está disputando.
Abrir o núcleo duro , penal, processo penal, as duas legislações extravagantes, constitucional e administrativo.
Distribuir as horas por peso no edital, não por gosto pela matéria.
Montar o diário e o semanal , todo dia entram doutrina, lei seca, jurisprudência, videoaula e questões; uma vez por semana entram simulado, informativo e revisão.
Encaixar a revisão ativa , o que você já estudou volta em exercícios e revisão, ou evapora.

O erro número um é esperar o edital. Iedo Sá Filho, delegado da Polícia Federal, abre por ele a lista dos cinco erros: "Esperar o edital ou o momento perfeito para começar. Isso é mortal, né, irmão? Isso aí é mortal." Porque sair o edital são dois, três meses para prova.

O segundo erro é tentar dar conta de tudo: se você pegar um edital de delegado de polícia ele é gigante gigante. E a banca vai cobrar todo o edital? Não, isso não é verdade. Sempre tem aquela parte que ela prioriza mais ou menos.

Dois cronogramas-modelo, os dois de Iedo Sá Filho:

  • Dedicação integral, doutrina de manhã, videoaula à tarde, lei seca, informativos e questões no fim do dia, simulado no sábado, domingo de descanso ou compensação.
  • Quem trabalha, doutrina bem cedo, uma hora de lei seca no meio do dia, videoaula e questões à noite, simulado no sábado.

Quem trabalha em plantão encaixa o estudo nas folgas. Foi assim que ele mesmo estudou, no regime 24 por 72 da Polícia Civil do Distrito Federal: dormia depois do plantão pesado e usava os dois dias seguintes de folga.

E a carga começa pequena, é o que diz Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, em 29/04/2026. Hábito é gerado na constância. Mais vale meia horinha por dia do que um dia com quatro, cinco horas. Mais vale você aprendendo, começa a estudar meia horinha, depois uma hora, depois duas, depois quatro.

Firmado o hábito, o passo seguinte que ele descreve é uma hora partida em dois blocos de trinta minutos, e depois uma hora e meia. Aí vai passar uns seis, nove meses, você começa a fazer simulado, começa a fazer revisão, começa a acertar.

O edital dá o mapa. A gente anda com você por ele.

O método CPA monta a trilha a partir do seu perfil, em vez de entregar o mesmo cronograma para todo mundo, e a preparação cobre todas as fases, inclusive a oral.

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Perguntas frequentes sobre a PC-MG

Preciso de OAB para prestar o concurso de delegado?

Não. Inscrição nos quadros da Ordem não é exigida para o concurso de delegado.

Quem responde é Iedo Sá Filho, delegado da Polícia Federal e professor da CP Iuris, em 28/04/2026, direto: "Não, não precisa, tá? Você não precisa ter, você não precisa ser inscrito nos quadros da ordem. Não precisa." Ele responde em chave de regra geral da carreira.

Se a edição da PC-MG que você vai prestar acrescentar alguma exigência de inscrição profissional, isso está escrito no edital daquele certame, e é lá que você confere.

Meu tempo de investigador conta como o tempo de atividade exigido?

Conta, como regra geral da carreira de delegado: o requisito aceita três anos de atividade policial ou três anos de atividade jurídica, e basta uma das duas.

A diferença entre elas está na contagem. A prática jurídica só corre depois da formatura; a prática policial vale por si, não interessa se você é formado em Direito. Quem formula a régua é Iedo Sá Filho, delegado da Polícia Federal, em 28/04/2026.

O que a PC-MG exigiu na última edição e vai exigir na próxima esta página não afirma: varia por edição e está no edital do órgão.

Quem tem só o ensino médio pode prestar delegado em Minas?

Por essa porta, não. Delegado é carreira jurídica, ao lado de juiz de direito, promotor de justiça, defensor público e advogado público, e o requisito de tempo pressupõe a formatura em Direito.

A Polícia Civil de Minas Gerais abre outros cargos, com escolaridade e prova próprias, e o requisito de cada um está no edital daquele certame.

Esta página não descreve esses cargos: nenhuma das fontes que a gente indexa aqui os cobre, e a gente prefere apontar o edital a repetir o que circula por aí.

Quantas fases tem o concurso de delegado?

Esta página não fixa um número de fases. O que ela carrega é a ordem e a existência das etapas: prova objetiva, prova discursiva, prova oral, teste de aptidão física, exame psicotécnico, investigação social e curso de formação com prova própria.

Quem enumera é Sérgio Bautzer, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal e professor da CP Iuris, em 12/12/2024, descrevendo o certame do Distrito Federal, e ele percorre as etapas sem contá-las. Nem toda etapa cai em todo certame: o teste de aptidão física não é cobrado em todos os concursos de delegado.

Quantas etapas o edital mineiro traz, e o caráter de cada uma, saem do edital de cada edição.

Quem organiza o concurso de delegado da PC-MG?

Esta página não publica nome de organizadora nem histórico de bancas da PC-MG: quem organiza muda de edição para edição, e o nome de quem organiza a sua está no edital do órgão.

O que a gente sustenta com fonte é outra coisa, e ela muda como você estuda: quem escreve a prova de delegado em Minas não é delegado, e sim professor com titulação acadêmica. É informação de bastidor de Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, em 29/04/2026.

Prova escrita por acadêmico puxa doutrina.

O teste de aptidão física é difícil?

Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, responde que ele costuma ser mais tranquilo do que a prova teórica: "O TAF é muito mais tranquilo do que a prova teórica."

Sérgio Bautzer, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, conta o outro lado: não cuidou do preparo físico e viu colegas reprovarem na natação, na prova da Polícia Federal. O relato dele é aviso de preparação dito sobre o concurso da Polícia Federal, não descrição do teste da PC-MG.

Nem todo concurso de delegado cobra o teste. Os índices de cada exercício esta página não publica: estão no capítulo do teste físico, no edital do órgão.

Quanto ganha um delegado da Polícia Civil de Minas Gerais?

Esta página não carrega esse número.

A remuneração de delegado varia de estado para estado, como diz Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, em 29/04/2026, e a gente não publica valor de remuneração de servidor sem fonte que possa ser conferida linha a linha. Nenhuma das fontes que a gente indexa aqui fixa a faixa mineira.

O valor vigente é fixado na lei de carreira do estado e reproduzido no edital de cada certame. O que a carreira entrega fora do contracheque está na seção de remuneração desta página.

Com quem a gente escreve sobre a PC-MG

Samer Agi
Cofundador da CP Iuris · ex-delegado de polícia em Goiás · ex-juiz do TJDFT

Somos a CP Iuris, escola de preparação para as carreiras jurídicas, fundada em 2015, em Brasília.

Quem assina esta trilha é Samer Agi, cofundador da escola. Ele passou no concurso de delegado de polícia e exerceu o cargo em Goiás; foi aprovado em 3º lugar, aos 25 anos, para juiz substituto do TJDFT, onde ficou cerca de oito anos, com passagem como juiz instrutor no STJ. É essa dupla travessia, a prova do lado de fora e a cadeira do lado de dentro, que organiza o que a gente escreve sobre a Polícia Civil de Minas Gerais.

As vozes citadas ao longo da página são nomeadas e situadas uma a uma: Felipe Façanha, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais; Iedo Sá Filho, delegado da Polícia Federal; Sérgio Bautzer, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal; e Eduardo Defaveri, delegado de polícia de Santa Catarina.

A régua é sempre a mesma: a gente não publica o edital, a gente destrincha o edital. Aqui fica o que se repete em toda edição. Vaga, data, taxa, nome de organizadora e valor de remuneração saem do edital do órgão.