Uma coisa a gente resolve logo aqui: a busca por "concurso TJRR" junta três certames. Tem o de servidores. Tem o de cartórios. E tem o de magistratura, o de Juiz de Direito. É esse que esta página cobre por inteiro.
Aqui a gente separa um do outro e mostra, etapa por etapa, o que você já pode fazer para chegar à toga em Roraima: do ENAM às fases, dos requisitos ao plano de estudo com quem já sentou na cadeira de juiz. É conteúdo de quem já corrigiu prova de magistratura, não notícia de edital copiada.
Concurso TJRR: juiz, servidor ou cartório?
São três concursos diferentes, e confundir os três custa tempo de estudo.
O concurso de servidores, de Analista e Técnico Judiciário, foi organizado pela FGV e teve mais de 21 mil inscritos, com salário inicial de Técnico em torno de R$ 5.824,58. O de cartórios ofertou 7 vagas de nível superior pela banca Cebraspe.
O concurso de magistratura é outra história. É o de Juiz de Direito, e exige três coisas que os outros não pedem: bacharel em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM.
| Magistratura | Servidor | Cartório | |
|---|---|---|---|
| Cargo | Juiz de Direito | Analista/Técnico | Serventia extrajudicial |
| Requisito | Bacharel + 3 anos + ENAM | Nível médio/superior | Nível superior |
| Banca | A definir | FGV | Cebraspe |
| Remuneração inicial | Subsídio (edital) | Técnico ~R$ 5.824,58 | Nível superior |
Se você procura vaga de servidor ou de cartório, é outro certame. Se você quer a toga, siga com a gente.
Como está o concurso de juiz?
O concurso de magistratura do TJRR deu um passo concreto.
Foi publicada a constituição da comissão responsável pelo VI Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz Substituto, e o edital está em fase de levantamento de custos, previsto para sair ainda este ano em formato digital. O número de vagas e o período ainda não foram definidos.
E Roraima não está sozinho: quando o professor Samer Agi, advogado e ex-juiz do TJDFT, enumera os concursos de magistratura represados que o ENAM destravou, lá está o Tribunal de Justiça de Roraima, doze. Tribunal de Justiça do Sergipe, treze.
Por que o ENAM vem antes?
Sem habilitação no ENAM, você não disputa o concurso de juiz do TJRR. Ele é a porta de entrada obrigatória.
O ENAM não te dá a vaga. Ele te dá a chave da porta: é a fase nacional aplicada pela FGV que habilita o candidato, e só depois cada tribunal aplica as próprias etapas. Para dimensionar o filtro, o professor Samer Agi recorda os números do primeiro exame: se inscreveram 38 mil, 37, passaram 6 mil e pouco, passaram 20%.
A juíza Danielle Rolim, coordenadora de magistratura da CP Iuris, coloca o ENAM no lugar dele: é a primeira das fases da preparação para a magistratura, a que abre o caminho para todo o resto.
Quais são as fases do concurso?
O concurso de juiz do TJRR tem várias frentes, e a segunda fase é onde a maioria trava. Depois do ENAM, o caminho é este:
A juíza Danielle Rolim é direta sobre a objetiva: a gente tem que focar em lei seca, necessariamente nós não podemos descuidar da lei seca. E sobre a segunda fase ela é específica: você vai ter uma sentença civil e uma sentença criminal na magistratura estadual federal, as duas peças que mais eliminam candidato.
A boa notícia é que a técnica de sentença é praticamente a mesma entre tribunais. O que você treina para o TJRR vale para qualquer TJ.
Quais os requisitos pra ser juiz?
Para disputar o concurso de juiz do TJRR, você precisa de três coisas:
- Bacharel em Direito, diploma concluído.
- Três anos de atividade jurídica, comprovados.
- Habilitação no ENAM, sem ela, nem começa.
Quanto ganha um juiz do TJRR?
O subsídio de juiz de direito do TJRR entra em outro patamar em relação à remuneração de servidor do tribunal. Segundo o portal de carreiras jurídicas do Estratégia, o subsídio inicial de magistrado gira em torno de R$ 35,7 mil. Para efeito de contraste, no concurso de servidores da FGV o salário inicial de Técnico Judiciário fica na casa de R$ 5.824,58.
Como remuneração de carreira pública é dado perecível, o valor vigente é o que sair no edital do certame, confira o subsídio no edital oficial quando ele for publicado. No fim, a conta é simples: a carreira de juiz remunera muito acima do concurso de servidor que responde pela mesma busca.
Como começar a estudar pro TJRR?
O primeiro passo não é decorar lei. É reconstruir a base de cada disciplina pelos princípios.
O juiz Ricardo Rocha Leite, coordenador do curso de magistratura da CP Iuris, não deixa dúvida: o primeiro passo para estudar para magistratura é revisitar a análise dos princípios de cada matéria, antes de avançar no conteúdo. Base não é conteúdo simples, é estrutura.
Com a base firme, o volume vira rotina. O professor Samer Agi trabalha com uma conta concreta: ler a coleção inteira em quatro meses dá cerca de 50 páginas por dia.
E o que decide o jogo não é maratona de véspera. Samer Agi é categórico: passa na magistratura quem faz o que tem que ser feito todos os dias, e o que tem que ser feito não é estudar oito, dez horas, é constância. Quem estuda todo dia, no ritmo certo, chega. Quem estuda em surto, trava.
Como começar a estudar para ser juiz: o primeiro passo, com o professor Ricardo Rocha Leite.
Por que estudar com a gente?
A gente prepara para o concurso de juiz com quem já sentou na cadeira de juiz. E com um plano de estudo montado para a sua rotina, não um cronograma igual para todos.
O curso de magistratura estadual, o Magis 8, roda pelo método CPA, com o ENAM incluído, cobertura de todas as fases, objetiva, discursiva e oral, e mentoria pela tecnologia Pontes. Sai por R$ 5.032,00. Quem ainda precisa da habilitação começa pelo Preparatório ENAM + ENAC, por R$ 2.497,00.
O diferencial é a autoridade judicante. Nossos professores são magistrados em atividade, a juíza Danielle Rolim e o juiz Ricardo Rocha Leite. Nenhum portal de notícia de concurso oferece isso.
Quem somos nós?
Somos a CP Iuris, curso preparatório para as carreiras jurídicas. Este guia nasce de quem já passou e exerceu a magistratura.
Nosso porta-voz é Samer Agi: advogado e ex-juiz de direito do TJDFT, aprovado em 3º lugar aos 25 anos, com cerca de oito anos na magistratura e passagem como juiz instrutor no STJ. Antes disso, foi delegado de polícia em Goiás.
A gente ensina a magistratura com professores que são magistrados em atividade, a juíza Danielle Rolim e o juiz Ricardo Rocha Leite. É essa dupla travessia, a banca por fora e a cadeira por dentro, que sustenta o que a gente escreve: quem já corrigiu prova e proferiu sentença sabe o que o examinador procura.