Uma coisa a gente resolve logo aqui: a busca por "concurso TJRO" junta dois certames diferentes. Não confunda com o concurso que saiu em 2025, aquele foi o de servidores, Técnico e Analista Judiciário, com resultado final divulgado em maio de 2025 pela banca Instituto Consulplan. O de magistratura, o de Juiz de Direito, é esse que esta página cobre por inteiro.
Aqui a gente separa um do outro e mostra, etapa por etapa, o que você já pode fazer para chegar à toga em Rondônia: do ENAM às fases, dos requisitos ao plano de estudo. É conteúdo com quem já sentou na cadeira de juiz, não notícia de resultado copiada.
Concurso TJRO é de servidor ou juiz?
São dois concursos diferentes, e confundir os dois custa tempo de estudo.
O concurso de servidores, encerrado em 2025, ofertou 25 vagas mais cadastro de reserva para Técnico e Analista Judiciário, pela banca Instituto Consulplan. A remuneração inicial ia de R$ 4.289,99 (Técnico) a R$ 7.715,82 (Analista).
O concurso de magistratura é outra história. É o de Juiz de Direito, e ele exige três coisas que o de servidor não pede: bacharel em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM.
| Concurso de servidor | Concurso de magistratura | |
|---|---|---|
| Cargo | Técnico e Analista Judiciário | Juiz de Direito |
| Requisito | Nível médio/superior | Bacharel + 3 anos + ENAM |
| Banca do último certame | Instituto Consulplan (2025) | Definida no edital do concurso de juiz |
| Remuneração inicial | R$ 4.289,99 a R$ 7.715,82 | Subsídio de magistrado (edital) |
Se você procura vaga de Técnico ou Analista Judiciário, é o concurso de servidor. Se você quer a toga, siga com a gente.
Como está o concurso TJRO hoje?
O concurso de magistratura do TJRO está na expectativa de edital, dentro do ciclo aberto pelo ENAM.
Depois que o exame nacional destravou a fila de concursos de juiz, cada tribunal estadual entrou num ponto do seu próprio caminho. A juíza Danielle Rolim, coordenadora de magistratura da CP Iuris, descreve bem esse ciclo: um tribunal com concurso autorizado, comissão formada, chega ao ponto de partida para que o certame aconteça. É a mesma trilha que Rondônia percorre.
Por que o ENAM vem antes?
Sem habilitação no ENAM, você não disputa o concurso de juiz do TJRO. Ele é a porta de entrada obrigatória.
O ENAM não te dá a vaga. Ele te dá a chave da porta: é a fase nacional aplicada pela FGV que habilita o candidato, e só depois cada tribunal aplica as próprias etapas. São 80 questões objetivas, com corte de 56 acertos, 70% na ampla concorrência, e certificado válido por dois anos.
É por ele que o caminho de estudo começa. Como resume o ex-juiz Samuel Arge, é depois de passar no ENAM que você foca nas disciplinas não coincidentes, as que também caem na primeira fase de cada tribunal.
Quais são as fases do concurso?
O concurso de juiz do TJRO tem cinco frentes, e a segunda fase é onde a maioria trava. Depois do ENAM, o caminho é este:
A juíza Danielle Rolim descreve a sequência: Depois nós temos as provas discursivas. Depois das discursivas sentença, cível e penal pensando aqui em magistratura estadual. O ex-juiz Samuel Arge organiza tudo em degraus e aponta o mais duro, o terceiro, a segunda fase, composta pelas provas discursivas e pelas provas de sentença. A prova de títulos fecha o certame sem eliminar ninguém: é só classificatória.
Ou seja: o que você treina para o TJRO vale para qualquer TJ.
Quais os requisitos pra ser juiz?
Para disputar o concurso de juiz do TJRO, você precisa de três coisas:
- Bacharel em Direito, diploma concluído.
- Três anos de atividade jurídica, comprovados.
- Habilitação no ENAM, sem ela, nem começa.
O ENAM é o filtro nacional que reorganizou a preparação. Sem ele, os outros dois requisitos não bastam para entrar na disputa, o próprio caminho de estudo começa por ele, e só depois você foca nas disciplinas da primeira fase de cada tribunal.
Quanto ganha um juiz do TJRO?
O subsídio de juiz de direito do TJRO é definido pelo edital e fica bem acima da remuneração de servidor do tribunal. Para efeito de contraste, no concurso de servidores encerrado em 2025 a remuneração básica era esta:
| Cargo | Remuneração básica |
|---|---|
| Técnico Judiciário | R$ 4.289,99 |
| Analista Judiciário | R$ 7.715,82 |
A magistratura entra em outro patamar. A juíza Danielle Rolim é direta: o magistrado é bem remunerado, não tem dúvida disso. O subsídio inicial de juiz progride por antiguidade e merecimento, e o valor exato do TJRO não sai aqui de cabeça, confira o subsídio no edital oficial vigente quando o certame for publicado.
No fim, a conta é simples: a carreira de juiz remunera muito acima do concurso de servidor que responde pela mesma busca.
Como começar a estudar pro TJRO?
O primeiro passo não é decorar tudo. É dominar o básico e revisar sem parar.
O juiz Guilherme, coordenador de reta final da CP Iuris, não suaviza: quem quer passar na magistratura tem que ser obcecado pelo básico, passa quem faz o básico bem feito. E esse básico tem nome: Saber o básico é saber a jurisprudência dos tribunais superiores que tem sido veiculada nos informativos dos últimos dois anos.
Com a base firme, o volume vira rotina. O professor Samer Agi conta como fez na própria preparação: Eu estudava 40 horas por semana, 8 horas por dia de segunda a sexta. Não estudava no sábado, não estudava no domingo. Foi esse ritmo que construiu o domínio de todas as matérias do edital.
E vale um alívio: como as matérias se repetem entre tribunais, o que você estuda para o TJRO vale para qualquer TJ. Nada do seu esforço se perde se o edital de Rondônia demorar.
Como estudar para a magistratura: o método de preparação, com o professor Samer Agi.
Por que estudar com a gente?
A gente prepara para o concurso de juiz com quem já sentou na cadeira de juiz. E com um plano de estudo montado para a sua rotina, não um cronograma igual para todos.
O curso de magistratura estadual, o Magis 8, roda pelo método CPA, com o ENAM incluído, cobertura de todas as fases, objetiva, discursiva e oral, e mentoria pela tecnologia Pontes. Sai por R$ 5.032,00. Quem ainda precisa da habilitação começa pelo Preparatório ENAM + ENAC, por R$ 2.497,00.
O diferencial é a autoridade judicante. Nossos professores são magistrados em atividade, a juíza Danielle Rolim, o ex-juiz Samuel Arge, o juiz Guilherme. Nenhum portal de notícia de concurso oferece isso.
Quem somos nós?
Somos a CP Iuris, curso preparatório para as carreiras jurídicas. Este guia nasce de quem já passou e exerceu a magistratura.
Nosso porta-voz é Samer Agi: advogado e ex-juiz de direito do TJDFT, aprovado em 3º lugar aos 25 anos, com cerca de oito anos na magistratura e passagem como juiz instrutor no STJ. Antes disso, foi delegado de polícia em Goiás.
A gente ensina a magistratura com professores que são magistrados em atividade, a juíza Danielle Rolim, o ex-juiz Samuel Arge, o juiz Guilherme. É essa dupla travessia, a banca por fora e a cadeira por dentro, que sustenta o que a gente escreve: quem já corrigiu prova e proferiu sentença sabe o que o examinador procura.