Concurso do TJ-PR: servidor ou juiz?
No TJ-PR, "concurso" quer dizer dois caminhos diferentes. De um lado, os cargos de servidor, Técnico Judiciário e Contador, cada um com sua escolaridade e sua remuneração. Do outro, o Juiz Substituto: a magistratura, com requisitos próprios, o ENAM na frente e um subsídio de outra ordem.
É por isso que os números que você viu por aí não batem. São carreiras distintas, e misturar uma com a outra só embaralha a conta.
Esta página segue o caminho da magistratura do Paraná. A gente reúne quem pode prestar, o papel do ENAM, as fases, o que a banca do Paraná cobra a mais e o histórico dos editais, e cada número vem com a fonte e a data ao lado, do jeito que um bacharel confere.
Se o que você procura é o cargo de servidor, o ponto de partida é o edital oficial do TJ-PR, não esta página. A gente avisa logo no começo, para você não perder tempo no lugar errado.
Quero a magistratura: é por aqui, siga a leitura.
Procuro o servidor: o começo é o edital oficial do TJ-PR.
Atualizado em julho de 2026.
Quanto ganha servidor e juiz no TJ-PR?
A confusão de salário some quando os cargos do TJ-PR ficam lado a lado. O Técnico Judiciário e o Contador são cargos de servidor, com escolaridade e bancas próprias. O Juiz Substituto é a magistratura: exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM, e recebe subsídio de magistrado, de outra ordem.
A banca também muda de um certame para o outro. No concurso de juiz, foi a SESP/CESB em 2018 e a FGV em 2023. É por isso que dois sites mostram números tão diferentes: muitas vezes nem estão falando do mesmo concurso.
Remuneração é dado perecível. A gente puxa de fonte oficial e marca a data, nunca crava.
| Cargo | Escolaridade | Banca (magistratura) | Natureza da remuneração | Fonte / data |
|---|---|---|---|---|
| Técnico Judiciário (servidor) | Nível médio | Instituto AOCP (edital 2025) | Salário de servidor de nível médio | Estratégia Concursos, 2026 (a arbitrar por edital oficial) |
| Contador (servidor) | Nível superior | FUNDATEC (certame recente) | Salário de servidor de nível superior | Estratégia Concursos, 2026 (a arbitrar por edital oficial) |
| Juiz Substituto (magistratura) | Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica + habilitação no ENAM | SESP/CESB (2018); FGV (2023) | Subsídio de magistrado — bem acima dos cargos de servidor | Fonte oficial CNJ/TJ-PR |
Por que mirar a magistratura no TJ-PR?
O Tribunal de Justiça do Paraná é um dos tribunais estaduais de maior peso do país, e isso muda a conta de quem escolhe onde prestar. Um tribunal desse porte volta a abrir concurso de magistratura com regularidade e costuma ofertar um número de vagas que compensa o tempo investido.
Para quem já roda o circuito de provas em vários estados, o Paraná é alvo estratégico: banca conhecida, edital que se repete e vagas que valem a aposta. E não é um caso isolado: a gente está tendo inúmeros concursos para a magistratura de uma vez, e o Paraná entra nessa leva como uma das melhores portas. É desse ponto que a gente parte para explicar o resto, o ENAM, os requisitos, as fases e o histórico dos editais.
"O Estado do Paraná é um excelente tribunal, então nós já temos uma grande oportunidade." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
Preciso do ENAM para ser juiz no TJ-PR?
Sim. Antes de disputar a magistratura do TJ-PR, você passa pelo ENAM, o Exame Nacional da Magistratura, filtro de habilitação obrigatório para todos os concursos de juiz desde a Resolução CNJ nº 531/2023.
O ENAM não te dá a vaga. Ele te dá o direito de disputá-la. É uma prova objetiva da FGV, com 80 questões, e habilitar exige 56 acertos, 70% na ampla concorrência, ou 40 acertos, 50%, para cotistas. O certificado vale dois anos, prorrogável por mais dois.
Nenhum tribunal estadual abre a toga sem essa habilitação prévia. E quem ainda está nos semestres finais do curso já pode se inscrever, desde que conclua a graduação até a data prevista no edital.
A gente cobre o ENAM de ponta a ponta no guia do ENAM.
Quem pode ser juiz do TJ-PR?
Para ser juiz do TJ-PR, você precisa de três coisas:
- bacharelado em Direito;
- três anos de atividade jurídica;
- habilitação no ENAM.
O detalhe que derruba candidato é o "quando". Os três anos de atividade jurídica são exigidos até a inscrição definitiva, lá na frente do concurso, não na inscrição preliminar. Dá para se inscrever antes de completar o tempo, desde que ele feche até a fase certa. A habilitação do ENAM, essa sim, vem antes de tudo.
É o tipo de leitura fina do edital que separa quem entende o certame de quem só copiou a norma. Por isso a gente destrincha o documento, em vez de repeti-lo.
Quais são as fases do concurso de juiz?
O concurso de juiz do TJ-PR se decide em várias etapas, não numa prova só. Vem a prova objetiva, dividida em blocos. Depois, a prova escrita, a discursiva e as sentenças, uma cível e uma criminal. Depois, a prova oral. E, por fim, a avaliação de títulos. A nota mínima para avançar nas fases seguintes é seis.
A segunda fase, das sentenças, é onde o concurso costuma se ganhar ou se perder.
No vídeo abaixo, Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT, abre o edital e percorre as etapas do jeito que elas aparecem no documento. A lógica é a de sempre: o que decide não é a primeira fase isolada, é passar em todas, uma a uma, até a prova de títulos.
"Na verdade o importante é que você seja aprovado na primeira fase, na segunda fase, nas sentenças, na prova oral e aí você vai pra sua prova." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
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Samer Agi abre o edital do TJ-PR e percorre as fases do concurso de magistratura. Abrir no canal da CP Iuris.
Como é a prova objetiva do TJ-PR?
A primeira fase do TJ-PR é a objetiva. E a primeira fase, ela é dividida em três blocos, com a distribuição de matérias por bloco pesando tanto quanto o total. No edital de 2018, o bloco de civil e processo trazia 30 questões.
O que muda o jogo é o que o Paraná cobra a mais: os juizados especiais, o Código de Normas da Corregedoria e o Código de Organização e Divisão Judiciárias do estado, que caíram na objetiva de 2023 pela banca FGV. São disciplinas que o candidato de fora ignora e que decidem pontos.
Por isso não existe estudar só as matérias que você gosta. O edital do Paraná tem recheio próprio, e a gente organiza o estudo para cobrir esse específico, não só o tronco comum das provas de magistratura.
"Você tem uma especificidade do Paraná, que é cobrar como disciplina autônoma juizados especiais, código de normas da corregedoria da justiça e código de organização e divisão judiciárias do Estado do Paraná." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
Como é a segunda fase do TJ-PR?
A segunda fase do TJ-PR é onde o concurso se decide, e ela não perdoa quem chega despreparado. São a prova discursiva e duas provas de sentença, uma cível e uma criminal, cada uma com cinco horas de duração. E o português pode comprometer até 10% da nota.
Cinco horas por prova, com o português pesando um décimo da nota, mudam o que significa estar pronto. Não basta saber a tese: é preciso redigir a sentença completa no tempo e sem escorregar na norma culta.
É a etapa que boa parte do mercado trata como acessório e que a gente cobre com correção de verdade, que é onde o concurso se ganha.
No vídeo, Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT, apresenta a estrutura da 2ª fase do Paraná.
"Tanto a discursiva quanto a sentença, duração de 5 horas. Português pode comprometer até 10% da nota." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
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Samer Agi apresenta a segunda fase do TJ-PR: a discursiva e duas provas de sentença. Abrir no canal da CP Iuris.
Quantas vagas e qual a banca do TJ-PR?
O histórico recente do concurso de magistratura do TJ-PR mostra um tribunal que abre certame com regularidade e oferta um número expressivo de vagas: foram 17 vagas com a banca SESP/CESB no edital de 2018/2019 e 27 vagas com a FGV em 2023.
| Edição / ano | Banca | Vagas | Fonte / data |
|---|---|---|---|
| Edital 2018/2019 | SESP/CESB | 17 vagas | Edital do TJ-PR, 2018/2019 |
| Edital 2023 | FGV | 27 vagas | Edital do TJ-PR, 2023 |
Mas o número de vagas não é o que decide onde investir o tempo. A gente precisa entender que edital para magistratura sempre vai sair, então vale acompanhar a periodicidade e, sobretudo, chegar aprovado.
"O grande desafio no Paraná é você ser aprovado no concurso. Não é o número de vagas que o edital prevê." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
Como se preparar para a magistratura do TJ-PR?
Preparar para a magistratura do TJ-PR começa antes do edital, pela base de cada disciplina.
"É só a construção de um edifício. Um edifício não se sustenta se ele não tem uma boa base." — Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT e coordenador do Curso de Magistratura da CP Iuris
Sobre essa base vem o plano que cobre todas as fases, a objetiva por blocos, as duas sentenças da 2ª fase e a prova oral, montado pelo método CPA a partir do perfil do aluno, e não por um cronograma único para todo mundo.
É teoria com quem viveu a prática: professores aprovados nas próprias carreiras e magistrados em atividade. A preparação de magistratura estadual é o Magis 8, com ENAM incluído e cobertura de todas as fases.
O edital dá o mapa. O método CPA anda com você por ele.
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Ricardo Rocha Leite ensina o primeiro passo de quem quer começar a estudar para juiz. Ver o vídeo completo no canal da CP Iuris.