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Guia · Magistratura Estadual

Concurso TJ-PR: o caminho até a toga da magistratura

No TJ-PR, "concurso" são dois, servidor e juiz. A gente segue a magistratura: o ENAM, os requisitos, as fases, a banca do Paraná e as vagas do edital.

27
vagas (edital 2023)
17
vagas (edital 2018)
FGV
banca (2023)
5h
por prova de sentença

Concurso do TJ-PR: servidor ou juiz?

No TJ-PR, "concurso" quer dizer dois caminhos diferentes. De um lado, os cargos de servidor, Técnico Judiciário e Contador, cada um com sua escolaridade e sua remuneração. Do outro, o Juiz Substituto: a magistratura, com requisitos próprios, o ENAM na frente e um subsídio de outra ordem.

É por isso que os números que você viu por aí não batem. São carreiras distintas, e misturar uma com a outra só embaralha a conta.

Esta página segue o caminho da magistratura do Paraná. A gente reúne quem pode prestar, o papel do ENAM, as fases, o que a banca do Paraná cobra a mais e o histórico dos editais, e cada número vem com a fonte e a data ao lado, do jeito que um bacharel confere.

Se o que você procura é o cargo de servidor, o ponto de partida é o edital oficial do TJ-PR, não esta página. A gente avisa logo no começo, para você não perder tempo no lugar errado.

Qual concurso é o seu?
Quero a magistratura: é por aqui, siga a leitura.
Procuro o servidor: o começo é o edital oficial do TJ-PR.

Atualizado em julho de 2026.

Quanto ganha servidor e juiz no TJ-PR?

A confusão de salário some quando os cargos do TJ-PR ficam lado a lado. O Técnico Judiciário e o Contador são cargos de servidor, com escolaridade e bancas próprias. O Juiz Substituto é a magistratura: exige bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM, e recebe subsídio de magistrado, de outra ordem.

A banca também muda de um certame para o outro. No concurso de juiz, foi a SESP/CESB em 2018 e a FGV em 2023. É por isso que dois sites mostram números tão diferentes: muitas vezes nem estão falando do mesmo concurso.

Remuneração é dado perecível. A gente puxa de fonte oficial e marca a data, nunca crava.

Cargos do TJ-PR lado a lado: escolaridade, banca da magistratura, natureza da remuneração e fonte.
Cargo Escolaridade Banca (magistratura) Natureza da remuneração Fonte / data
Técnico Judiciário (servidor) Nível médio Instituto AOCP (edital 2025) Salário de servidor de nível médio Estratégia Concursos, 2026 (a arbitrar por edital oficial)
Contador (servidor) Nível superior FUNDATEC (certame recente) Salário de servidor de nível superior Estratégia Concursos, 2026 (a arbitrar por edital oficial)
Juiz Substituto (magistratura) Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica + habilitação no ENAM SESP/CESB (2018); FGV (2023) Subsídio de magistrado — bem acima dos cargos de servidor Fonte oficial CNJ/TJ-PR

Por que mirar a magistratura no TJ-PR?

O Tribunal de Justiça do Paraná é um dos tribunais estaduais de maior peso do país, e isso muda a conta de quem escolhe onde prestar. Um tribunal desse porte volta a abrir concurso de magistratura com regularidade e costuma ofertar um número de vagas que compensa o tempo investido.

Para quem já roda o circuito de provas em vários estados, o Paraná é alvo estratégico: banca conhecida, edital que se repete e vagas que valem a aposta. E não é um caso isolado: a gente está tendo inúmeros concursos para a magistratura de uma vez, e o Paraná entra nessa leva como uma das melhores portas. É desse ponto que a gente parte para explicar o resto, o ENAM, os requisitos, as fases e o histórico dos editais.

"O Estado do Paraná é um excelente tribunal, então nós já temos uma grande oportunidade." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT

Preciso do ENAM para ser juiz no TJ-PR?

Sim. Antes de disputar a magistratura do TJ-PR, você passa pelo ENAM, o Exame Nacional da Magistratura, filtro de habilitação obrigatório para todos os concursos de juiz desde a Resolução CNJ nº 531/2023.

O ENAM não te dá a vaga. Ele te dá o direito de disputá-la. É uma prova objetiva da FGV, com 80 questões, e habilitar exige 56 acertos, 70% na ampla concorrência, ou 40 acertos, 50%, para cotistas. O certificado vale dois anos, prorrogável por mais dois.

ENAM (FGV)
80 questões
a prova objetiva de habilitação
Nota que habilita
56 acertos (70%)
ou 40 (50%) para cotistas, habilita, não aprova

Nenhum tribunal estadual abre a toga sem essa habilitação prévia. E quem ainda está nos semestres finais do curso já pode se inscrever, desde que conclua a graduação até a data prevista no edital.

A gente cobre o ENAM de ponta a ponta no guia do ENAM.

Quem pode ser juiz do TJ-PR?

Para ser juiz do TJ-PR, você precisa de três coisas:

  • bacharelado em Direito;
  • três anos de atividade jurídica;
  • habilitação no ENAM.

O detalhe que derruba candidato é o "quando". Os três anos de atividade jurídica são exigidos até a inscrição definitiva, lá na frente do concurso, não na inscrição preliminar. Dá para se inscrever antes de completar o tempo, desde que ele feche até a fase certa. A habilitação do ENAM, essa sim, vem antes de tudo.

É o tipo de leitura fina do edital que separa quem entende o certame de quem só copiou a norma. Por isso a gente destrincha o documento, em vez de repeti-lo.

Atenção ao "quando": os três anos de atividade jurídica são exigidos até a inscrição definitiva, lá na frente do concurso, não na inscrição preliminar. A habilitação do ENAM, essa sim, vem antes de tudo.

Quais são as fases do concurso de juiz?

O concurso de juiz do TJ-PR se decide em várias etapas, não numa prova só. Vem a prova objetiva, dividida em blocos. Depois, a prova escrita, a discursiva e as sentenças, uma cível e uma criminal. Depois, a prova oral. E, por fim, a avaliação de títulos. A nota mínima para avançar nas fases seguintes é seis.

Prova objetiva Dividida em blocos.
Prova escrita A discursiva e duas sentenças, uma cível e uma criminal.
Prova oral
Avaliação de títulos

A segunda fase, das sentenças, é onde o concurso costuma se ganhar ou se perder.

No vídeo abaixo, Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT, abre o edital e percorre as etapas do jeito que elas aparecem no documento. A lógica é a de sempre: o que decide não é a primeira fase isolada, é passar em todas, uma a uma, até a prova de títulos.

"Na verdade o importante é que você seja aprovado na primeira fase, na segunda fase, nas sentenças, na prova oral e aí você vai pra sua prova." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
Vídeo: análise do edital do TJ-PR e as fases do concurso de magistratura Assistir no YouTube

Samer Agi abre o edital do TJ-PR e percorre as fases do concurso de magistratura. Abrir no canal da CP Iuris.

Como é a prova objetiva do TJ-PR?

A primeira fase do TJ-PR é a objetiva. E a primeira fase, ela é dividida em três blocos, com a distribuição de matérias por bloco pesando tanto quanto o total. No edital de 2018, o bloco de civil e processo trazia 30 questões.

Prova objetiva
três blocos
a distribuição por bloco pesa tanto quanto o total
Bloco de civil e processo
30 questões
no edital de 2018, mais o específico do Paraná

O que muda o jogo é o que o Paraná cobra a mais: os juizados especiais, o Código de Normas da Corregedoria e o Código de Organização e Divisão Judiciárias do estado, que caíram na objetiva de 2023 pela banca FGV. São disciplinas que o candidato de fora ignora e que decidem pontos.

Por isso não existe estudar só as matérias que você gosta. O edital do Paraná tem recheio próprio, e a gente organiza o estudo para cobrir esse específico, não só o tronco comum das provas de magistratura.

"Você tem uma especificidade do Paraná, que é cobrar como disciplina autônoma juizados especiais, código de normas da corregedoria da justiça e código de organização e divisão judiciárias do Estado do Paraná." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT

Como é a segunda fase do TJ-PR?

A segunda fase do TJ-PR é onde o concurso se decide, e ela não perdoa quem chega despreparado. São a prova discursiva e duas provas de sentença, uma cível e uma criminal, cada uma com cinco horas de duração. E o português pode comprometer até 10% da nota.

Cada prova de sentença
5 horas
discursiva + sentença cível + sentença criminal
Peso do português
até 10% da nota
redigir na norma culta conta pontos

Cinco horas por prova, com o português pesando um décimo da nota, mudam o que significa estar pronto. Não basta saber a tese: é preciso redigir a sentença completa no tempo e sem escorregar na norma culta.

É a etapa que boa parte do mercado trata como acessório e que a gente cobre com correção de verdade, que é onde o concurso se ganha.

No vídeo, Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT, apresenta a estrutura da 2ª fase do Paraná.

"Tanto a discursiva quanto a sentença, duração de 5 horas. Português pode comprometer até 10% da nota." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
Vídeo: a estrutura da segunda fase do concurso do TJ-PR Assistir no YouTube

Samer Agi apresenta a segunda fase do TJ-PR: a discursiva e duas provas de sentença. Abrir no canal da CP Iuris.

Quantas vagas e qual a banca do TJ-PR?

O histórico recente do concurso de magistratura do TJ-PR mostra um tribunal que abre certame com regularidade e oferta um número expressivo de vagas: foram 17 vagas com a banca SESP/CESB no edital de 2018/2019 e 27 vagas com a FGV em 2023.

Histórico recente do concurso de magistratura do TJ-PR: banca e vagas por edição.
Edição / ano Banca Vagas Fonte / data
Edital 2018/2019 SESP/CESB 17 vagas Edital do TJ-PR, 2018/2019
Edital 2023 FGV 27 vagas Edital do TJ-PR, 2023

Mas o número de vagas não é o que decide onde investir o tempo. A gente precisa entender que edital para magistratura sempre vai sair, então vale acompanhar a periodicidade e, sobretudo, chegar aprovado.

"O grande desafio no Paraná é você ser aprovado no concurso. Não é o número de vagas que o edital prevê." — Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT
Dado perecível: vagas, banca e datas mudam a cada edição. Confira sempre o edital oficial do TJ-PR.

Como se preparar para a magistratura do TJ-PR?

Preparar para a magistratura do TJ-PR começa antes do edital, pela base de cada disciplina.

"É só a construção de um edifício. Um edifício não se sustenta se ele não tem uma boa base." — Ricardo Rocha Leite, juiz de direito no TJDFT e coordenador do Curso de Magistratura da CP Iuris

Sobre essa base vem o plano que cobre todas as fases, a objetiva por blocos, as duas sentenças da 2ª fase e a prova oral, montado pelo método CPA a partir do perfil do aluno, e não por um cronograma único para todo mundo.

É teoria com quem viveu a prática: professores aprovados nas próprias carreiras e magistrados em atividade. A preparação de magistratura estadual é o Magis 8, com ENAM incluído e cobertura de todas as fases.

O edital dá o mapa. O método CPA anda com você por ele.

Vídeo: o primeiro passo do estudo para a magistratura Assistir no YouTube

Ricardo Rocha Leite ensina o primeiro passo de quem quer começar a estudar para juiz. Ver o vídeo completo no canal da CP Iuris.

Estudar o edital é o começo. Passar é com a gente.

O método CPA monta o seu plano para todas as fases da magistratura estadual, da objetiva à prova oral, com professores que já sentaram na cadeira de juiz. Você estuda o que cai, na ordem certa, até a aprovação.

Conhecer a preparação para a magistratura estadual ›

Perguntas frequentes sobre o concurso do TJ-PR

O concurso do TJ-PR é para servidor ou para juiz?

São concursos diferentes. Os cargos de servidor, Técnico Judiciário e Contador, exigem escolaridade e bancas próprias; o de Juiz Substituto é a magistratura, com bacharelado em Direito, três anos de atividade jurídica e habilitação no ENAM. Esta página trata do concurso de magistratura. Se você procura o servidor, o ponto de partida é o edital oficial do TJ-PR, indicado no topo.

Preciso passar no ENAM antes do concurso do TJ-PR?

Sim. Desde a Resolução CNJ nº 531/2023, o ENAM é habilitação obrigatória para todos os concursos de magistratura. É uma prova da FGV com 80 questões: habilitar exige 56 acertos (70%) na ampla concorrência ou 40 (50%) para cotistas, e o certificado vale dois anos, prorrogável por mais dois. O ENAM não dá a vaga, dá o direito de disputá-la.

Quais são as fases do concurso de juiz do TJ-PR?

São a prova objetiva (dividida em blocos), a prova escrita (discursiva e duas sentenças, uma cível e uma criminal), a prova oral e a avaliação de títulos, com nota mínima seis para avançar. A segunda fase, das sentenças, é onde o concurso costuma se decidir.

O que o TJ-PR cobra a mais na prova objetiva?

Além do tronco comum das provas de magistratura, o Paraná cobra o específico do estado: os juizados especiais, o Código de Normas da Corregedoria e o Código de Organização e Divisão Judiciárias. São disciplinas que o candidato de fora costuma ignorar e que decidem pontos.

Quantas vagas o TJ-PR costuma abrir na magistratura?

Foram 17 vagas com a banca SESP/CESB no edital de 2018/2019 e 27 vagas com a FGV em 2023, e um tribunal desse porte volta a abrir certame com regularidade. Na magistratura, porém, a disputa é por aprovação, não pelo número de vagas, números e datas mudam a cada edição, confira sempre o edital oficial.

Em quanto tempo dá para passar na magistratura?

Não existe fórmula de posse-relâmpago. Como diz Samer Agi, professor da CP Iuris e ex-juiz do TJDFT, prometer posse em seis meses é charlatanismo. O caminho é estudo disciplinado por um horizonte de alguns anos, cobrindo todas as fases, e é assim que a gente monta o plano.

O que é o método CPA e como ele prepara para a magistratura?

O método CPA (Curso Personalizado para Aprovação, lançado em 2024) identifica o perfil do candidato e monta um plano de estudo sob medida, cobrindo todas as fases, da objetiva à prova oral, com a mentoria da tecnologia Pontes 24/7 e a correção de peças e sentenças na segunda fase.

Fontes oficiais: editais do TJ-PR (2018/2019 e 2023) e Resolução CNJ nº 531/2023; os dados de servidor seguem Estratégia Concursos (2026). Confira sempre o edital vigente antes de tomar decisões sobre a sua inscrição.

Quem somos nós para ensinar isso?

Somos a CP Iuris, o curso que nasceu de quem passou nos concursos que ensina e depois exerceu o cargo. E quem assina o conteúdo de magistratura aqui é Samer Agi: advogado, ex-delegado de polícia em Goiás e aprovado em 3º lugar, aos 25 anos, para juiz substituto do TJDFT, onde atuou cerca de oito anos, com passagem como juiz instrutor no STJ.

É essa dupla travessia, a banca do lado de fora e a cadeira do lado de dentro, que sustenta o que a gente ensina. Quem já corrigiu prova e proferiu sentença sabe o que o examinador procura.

A autoridade aqui é judicante, não de audiência.