Como é o concurso de delegado em Goiás?
Samer Agi leu isso do edital em 15 de maio de 2018. Advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, ele nega duas vezes na mesma frase:
não há a exigência de que o sujeito tenha três anos de prática jurídica. Ele não precisa ter os três anos de prática jurídica.
João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, disse o mesmo em 3 de fevereiro de 2021. E de novo na aula publicada em 4 de abril de 2023.
Esta página é do cargo de delegado, e a gente reuniu aqui o que atravessa de um edital para o outro: quem pode prestar, a ordem das etapas, como a objetiva e a discursiva se montam, o que a carreira é por dentro e por onde começar a estudar.
Vaga, banca, taxa e data mudam a cada edição. A gente diz onde conferir, em vez de cravar número que envelhece.
O que esta página não publica
Esta página cobre um cargo só: o de delegado.
Agente, escrivão e papiloscopista têm requisito, prova e remuneração próprios, e os cinco transcritos que sustentam este texto não descrevem nenhum dos três. Para esses cargos o documento é o edital publicado pela Polícia Civil de Goiás.
Sobre a banca a gente carrega uma coisa só, e datada. Em 15 de maio de 2018, Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, contou que o Núcleo de Seleção da UEG elaborou tanto o concurso em que ele passou quanto o edital daquele ano:
O meu concurso foi elaborado pelo núcleo de seleção da UEG, que é o mesmo núcleo que vai elaborar o seu concurso.
São duas edições, não todas. Quem organiza qualquer edição posterior esta página não afirma.
Goiás exige prática jurídica para delegado?
Em Goiás não se exige um dia de prática jurídica para o cargo de delegado. São três falas de dois delegados ao longo de cinco anos: Samer Agi, lendo o edital em 15 de maio de 2018, e João Carlos Freitas Júnior, em 2021 e em 2023.
João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, respondeu ao chat em 3 de fevereiro de 2021:
não é exigido aqui em Goiás nenhum dia de prática jurídica
Na mesma noite, João Carlos Freitas Júnior voltou ao ponto:
Tem estado que exige, tem estado que não exige. Goiás, por exemplo, não é exigida a prática jurídica.
Dois anos depois, na aula publicada em 4 de abril de 2023, João Carlos Freitas Júnior fecha o mesmo ponto por comparação:
varia muito de estado para estado. Por exemplo, em Goiás mesmo, a gente não tem prática. Aqui no DF tem prática.
E estágio de faculdade, conta? Perguntado ali mesmo, João Carlos Freitas Júnior respondeu que geralmente não: entra somente o que você fez após formado.
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Live - PCGO (16/05): a análise do edital de delegado com Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, em 15 de maio de 2018. Abrir no canal da CP Iuris.
Quem pode prestar o concurso de delegado?
O requisito de escolaridade do cargo de delegado é o bacharelado em Direito.
Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, leu o texto palavra por palavra em 15 de maio de 2018:
diploma ou certificado devidamente registrado de conclusão de curso de nível superior de bacharelado em direito fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC
O que fica de pé, em ordem:
No vídeo publicado em 23 de junho de 2022 Samer Agi situa a aprovação:
Eu passei muito cedo no concurso de delegado, entre o sexto e o sétimo período da faculdade.
Quanto ganha um delegado em Goiás?
O salário inicial do delegado de polícia substituto em Goiás passava de 19 mil reais na leitura de 15 de maio de 2018. Faixa, não cifra fechada, e afirmação datada.
A afirmação é de Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, analisando o edital daquele ano em 15 de maio de 2018:
o salário inicial de delegado de polícia substituto passa de 19 mil reais. É uma realidade que coloca Goiás entre os primeiros do Brasil.
A data fica ao lado do número o tempo inteiro, porque ela é metade da informação. O valor vigente, com composição e benefícios, está no edital publicado pela Polícia Civil de Goiás e na tabela de subsídio da carreira.
Três anos depois a mesma leitura voltou, agora sem número. Em 3 de fevereiro de 2021, João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, pôs Goiás entre as polícias civis que compensam: o estado "também tem suas vantagens". Nenhuma cifra.
Quais são as etapas do concurso?
A ordem das etapas é o que atravessa de um edital para o outro:
Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, enumera a sequência em 15 de maio de 2018 e marca onde está o peso:
Depois vem a prova objetiva que tem caráter eliminatório, depois as provas discursivas. Eu costumo dizer que o concurso termina ali, provas discursivas.
Do teste físico, a live de 15 de maio de 2018 nomeia os exercícios que Samer Agi treinou: barras, corrida e salto.
E há uma etapa que Goiás não tem.
Passei na primeira e na segunda fase, não havia prova oral A. E não há até hoje em Goiás
A grafia é da transcrição; o que ele diz é que não havia prova oral.
Quantas etapas cada edição tem é contagem de edital.
Como é a prova objetiva de delegado?
A objetiva de delegado é de múltipla escolha, com cinco alternativas e uma correta. As provas objetiva e discursiva duram cinco horas.
Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, lê as duas do edital em 15 de maio de 2018:
A prova objetiva é de múltipla escolha, tem letras A, B, C, D, E. Apenas uma alternativa evidentemente está correta
As provas objetivas e discursivas terão duração de 5 horas
João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, conta na entrevista publicada em 16 de fevereiro de 2019 que fazia os simulados como se fossem a prova, cronometrados nessas cinco horas.
Samer Agi avisa onde está o peso:
Eu vejo o pessoal estudando muito direito penal e processo penal para o cargo de delegado de polícia, mas esse concurso na primeira fase vai dar igual peso para a constitucional.
A distribuição que Samer Agi leu naquele edital foi de 60 questões repartidas em partes iguais entre constitucional, processo penal, penal e leis penais especiais, mais 40 questões espalhadas por oito matérias menores.
Como é a segunda fase em Goiás?
A segunda fase de Goiás é de provas discursivas. O desenho que as fontes desta página descrevem é o da edição que João Carlos Freitas Júnior prestou: três dias, uma disciplina por dia.
João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, conta em 3 de fevereiro de 2021:
no primeiro dia foram sete questões de penal processo penal, no segundo dia sete questões de exoneração penal especial, e no terceiro dia seis questões de direito constitucional
Onde a transcrição grafa "exoneração penal especial", leia-se legislação penal especial.
Naquela edição a nota zerava entre as fases, e a primeira era só eliminatória, não classificatória. Na primeira fase caía tributária, ambiental e criminologia; na segunda, não.
Quem descreve é João Carlos Freitas Júnior, o primeiro colocado na fase discursiva daquele concurso. É biografia de uma pessoa numa edição, nunca parâmetro de nota da carreira.
O que muda de exigência entre as duas fases está na formulação de Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, na entrevista publicada em 16 de fevereiro de 2019:
na primeira fase você não precisa expor o conteúdo, você marca a carta a pessoa te dá cinco alternativas, você marca uma, dá certo, dá próximo na segunda fase não, você precisa escrever
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Café com o Aprovado - João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, entrevista publicada em 16 de fevereiro de 2019. Abrir no canal da CP Iuris.
Goiás, Distrito Federal ou Polícia Federal?
Entre Goiás, o Distrito Federal e a Polícia Federal, a primeira diferença está na porta de entrada.
João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, passou em Goiás e dava aula para candidatos da PCDF quando resumiu o contraste, na aula publicada em 4 de abril de 2023:
varia muito de estado para estado. Por exemplo, em Goiás mesmo, a gente não tem prática. Aqui no DF tem prática.
Em 3 de fevereiro de 2021 João Carlos Freitas Júnior já havia colocado a Polícia Federal do mesmo lado, com três anos de atividade jurídica exigidos, e fechou o ponto com a régua que vale para qualquer comparação: varia de estado para estado e de edital para edital.
A outra diferença está no objeto do trabalho. Nas palavras de João Carlos Freitas Júnior, o delegado de polícia civil é "o delegado colocado mais próximo aos crimes violentos", enquanto "o foco da Polícia Federal hoje em dia é o crime de colarinho branco, o crime de corrupção". Sobre o concurso em si, a preparação é a mesma. O que muda são as matérias cobradas.
| Órgão | Exigência de prática jurídica na leitura das fontes | Foco de trabalho descrito nas fontes |
|---|---|---|
| Polícia Civil de Goiás | Nenhum dia exigido. Duas falas de João Carlos Freitas Júnior em 3 de fevereiro de 2021, uma terceira na aula publicada em 4 de abril de 2023, e Samer Agi dizendo o mesmo em 15 de maio de 2018 | Mais próximo dos crimes violentos e dos fatos do cotidiano do bairro, com delegacias especializadas que podem atuar no estado todo |
| Polícia Civil do Distrito Federal | Exigida. "Aqui no DF tem prática", na aula publicada em 4 de abril de 2023; as cinco fontes desta página não dão o tempo exigido no DF | As cinco fontes desta página não descrevem o foco de trabalho da PCDF; o contraste que elas fazem entre os dois órgãos é só o de exigência de entrada |
| Polícia Federal | Três anos de atividade jurídica, em 3 de fevereiro de 2021 | Crime de colarinho branco e crime de corrupção |
Como é o dia a dia do delegado?
O cargo é jurídico e operacional ao mesmo tempo, e é isso que o separa das outras carreiras jurídicas.
João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, descreve a mistura em 3 de fevereiro de 2021: numa prisão temporária, numa interceptação telefônica, você está diretamente em contato com o Poder Judiciário, você também tem que cumprir aquilo que você pediu ao Poder Judiciário. O resumo é dele:
É muito burocrático é mais o bom é que tem a parte técnica também a parte prática a parte operacional por isso a carreira delegado é bastante diferenciada.
A distribuição do trabalho é geográfica.
Sobre território, Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, conta a própria trajetória em 15 de maio de 2018: lotação de entrada numa cidade pequena, rodízio por várias cidades depois e a maior parte do tempo em Anápolis.
A avaliação que Samer Agi faz da instituição, na mesma live, é medida:
a estrutura da Polícia Civil do Estado de Goiás é uma estrutura razoável, não é a melhor do mundo, essa é uma realidade das polícias civis.
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Semana do Universitário - Prof. Freitas Jr. - A Carreira de Delegado, com João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, em 3 de fevereiro de 2021. Abrir no canal da CP Iuris.
Por onde começar a estudar?
Comece pelo núcleo de processo penal do cargo, e só depois abra o resto da matéria.
A prescrição é de João Carlos Freitas Júnior, delegado de polícia da Polícia Civil do Estado de Goiás, ex-aluno e professor da CP Iuris, em 3 de fevereiro de 2021:
O foco é inquérito penal, ação, inquérito policial, ação penal. Provas e prisões. Esse é o foco do Delegado de Polícia.
A ordem que João Carlos Freitas Júnior dá:
O desenho de semana que João Carlos Freitas Júnior recomenda para quem concilia com trabalho é o dele mesmo:
Eu estudaria duas matérias por dia, sempre trocando bem, de forma bem significativa a matéria.
O sábado fica reservado a um simulado grande, treinando rapidez de raciocínio em vez de acerto.
O material é caderno próprio, realimentado com a questão que ele errou, atualização jurisprudencial e alteração legislativa. Na entrevista publicada em 16 de fevereiro de 2019, João Carlos Freitas Júnior resume:
acho que mais vale eu saber tudo que está no meu caderno do que ler um livro de 1800 páginas e não captar.
Entre a publicação do edital e a primeira fase, João Carlos Freitas Júnior fez nove mil questões. É a preparação de uma pessoa numa edição, não uma meta da carreira.
Como montar seu plano de estudo?
Saber o que cai e em que ordem estudar é o começo. O que decide é atravessar as fases com acompanhamento.
A gente monta esse caminho com o método CPA, lançado em 2024: ele identifica o perfil de cada aluno e desenha um estudo sob medida, em vez de um cronograma único para todos. E com a tecnologia Pontes, mentor de IA com atendimento 24/7 integrado ao banco de questões e aos cursos.
- Perfil primeiro: a trilha sai do seu ponto de partida, não de um cronograma padrão.
- Mentor 24/7: dúvida respondida na hora em que ela aparece, dentro do banco de questões e dos cursos.
- Da objetiva à discursiva: a preparação acompanha as duas etapas.
E a discursiva é onde Samer Agi, advogado, ex-juiz de direito do TJDFT e ex-delegado de polícia do estado de Goiás, disse em 15 de maio de 2018 que o concurso se decide.